
Bariloche é um daqueles destinos que cabe pra todo tipo de viajante: tem neve no inverno, lagos azuis e trilhas no verão, chocolate o ano inteiro e uma paisagem de montanha que parece cenário de filme. E a boa notícia é que, com 3 dias bem organizados, dá pra conhecer o essencial sem correria.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como tudo fica pertinho: em poucos minutos de carro você sai do centro e já tá numa estrada de tirar fotos a cada curva. Por isso a logística faz toda a diferença num roteiro curto.
Neste guia a gente montou um roteiro dia a dia, com horários, faixas de preço, melhor época pra ir e os errinhos que quase todo brasileiro comete por lá. E não esquece: aqui no nosso Guia de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, de hotel a transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Visão geral do roteiro de 3 dias em Bariloche
A lógica que mais funciona pra aproveitar bem é essa, e é a que a gente recomenda:
- Dia 1 – Centro Cívico, Rua Mitre e Circuito Chico com Cerro Campanário
- Dia 2 – Cerro Catedral (neve e esqui no inverno; trilhas no verão)
- Dia 3 – Cerro Otto ou Piedras Blancas, mais tempo livre no centro
No verão, muita gente troca o esqui do Cerro Catedral por trekking, caiaque no lago ou a famosa Rota dos 7 Lagos até Villa La Angostura. Dá pra adaptar fácil.
Melhor época para ir a Bariloche
Antes de fechar passagem, vale entender o que muda no roteiro conforme a estação, porque isso pesa muito na expectativa (e na frustração de quem não pesquisa).
Inverno (junho a setembro): é a época da neve, dos esportes de inverno e das paisagens branquinhas. O auge da neve costuma ser de meados de julho até o fim de agosto, mas varia a cada ano. O foco aqui é Cerro Catedral, Piedras Blancas e Cerro Otto, com esquibunda, tubing e teleféricos. É também a temporada mais cara, então reserve tudo com antecedência.
Verão (dezembro a março): dias longos, lagos azuis e clima agradável pra trilhas. O destaque vai pro Circuito Chico, Cerro Campanário, trekking no Catedral, caiaque no Nahuel Huapi e a Rota dos 7 Lagos. A neve, nessa época, só aparece nos picos mais altos pra ver de longe.
Meias temporadas (outubro-novembro e abril-maio): menos gente e preços mais amigáveis. O clima é instável (frio sem neve ou friozinho de outono), mas é ótimo pra quem foge de fila e lotação.
Dia 1: Centro Cívico, Rua Mitre e Circuito Chico
Comece o primeiro dia passeando pelo charmoso Centro Cívico, o coração de Bariloche, com aquela arquitetura alpina de pedra e madeira e vista pro lago Nahuel Huapi. Curiosidade: o conjunto foi declarado Monumento Histórico Nacional, inspirado nas vilas dos Alpes europeus.
É ali que ficam o Museu da Patagônia (que conta a história, a fauna e a cultura da região, e costuma funcionar no esquema “pague quanto achar que vale”), a Biblioteca Sarmiento e a Catedral de Bariloche, à beira do lago, em estilo neogótico. A catedral costuma abrir em dois turnos nos dias úteis, mais ou menos das 9h ao meio-dia e das 17h às 21h.

Ali perto está a Rua Mitre, a principal rua comercial, cheia de chocolaterias tradicionais, lojas de roupa, souvenirs, casas de câmbio e galerias como a Galería del Sol. Bariloche é considerada uma das capitais do chocolate da Argentina, tradição que veio com os imigrantes europeus, então prove sem moderação.
Almoce na própria Mitre ou nas ruas próximas. Tem parrilla argentina, massas, cafés e menu executivo. Uma refeição simples sem vinho costuma ficar em torno de R$ 60 a R$ 100 por pessoa, variando com o câmbio.
À tarde, encare o clássico Circuito Chico, um percurso de pouco mais de 60 km ao longo da Av. Bustillo, todo às margens do Nahuel Huapi. As paradas obrigatórias são o Cerro Campanário (um dos mirantes mais bonitos da região), a Capela de San Eduardo, o icônico Hotel Llao Llao, o Punto Panorámico e o Puerto Pañuelo, de onde saem os passeios de barco.
O Circuito Chico é a melhor demonstração de por que, em Bariloche, carro faz toda a diferença. Como as paradas são espalhadas ao longo da estrada, ter um carro pra parar onde quiser, na hora que quiser, transforma o passeio. E é aqui que entra uma das nossas principais dicas pra economizar.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá, usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino, então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Se preferir não dirigir, também dá pra fazer o Circuito Chico com excursão buscando no hotel, que dura em torno de 4 a 5 horas com as paradas. O teleférico do Campanário costuma funcionar das 9h às 18h30 (última subida), e a subida e descida fica em torno do equivalente a R$ 70 a R$ 120 por pessoa. Quem quer economizar pode subir a pé, numa caminhada forte de uns 30 a 40 minutos.

À noite, a nossa indicação é jantar no Restaurante Família Weiss, clássico pra provar a culinária patagônica, como cordeiro e truta (faixa de R$ 120 a R$ 200 por pessoa com prato e bebida). Outra alternativa divertida é o Ice Bar, todo feito de gelo, com copos e esculturas congeladas e roupa térmica fornecida na entrada.
Dia 2: Cerro Catedral, a maior estação de esqui da Argentina
No segundo dia, vá conhecer o Cerro Catedral, a estação de esqui mais famosa e tradicional da Argentina, a uns 19 a 20 km do centro. Dá pra chegar de transporte público, transfer de agência ou carro alugado (atenção ao uso de correntes em dias de neve pesada).
No inverno, é esqui e snowboard pra todos os níveis, com escolas de esqui que oferecem aulas coletivas e particulares, teleféricos e gôndolas pra mirantes panorâmicos. A estrutura é muito boa, com vários restaurantes pra almoçar e lojas pra alugar equipamento na hora.

Sobre os custos no inverno, dá pra trabalhar com estas faixas: passe diário de esqui em torno de R$ 200 a R$ 350; aluguel de equipamento de esqui ou snowboard na faixa de R$ 100 a R$ 180 por dia; e aluguel de roupa de neve completa no centro de Bariloche a partir de R$ 70 a R$ 130 por dia. Como a economia argentina oscila bastante, vale confirmar esses valores alguns meses antes da viagem.
Se você for no calor, o Cerro Catedral também rende: dá pra fazer trilhas, trekking, escalada, rappel ou simplesmente subir no teleférico pra apreciar as vistas do Nahuel Huapi, da Cordilheira dos Andes e de toda a região.

De volta à cidade, uma ótima pedida é jantar no Chez Philippe, um restaurante intimista famoso pelos fondues. Mas atenção: reserve a mesa com antecedência, porque costuma lotar.
Onde comprar os ingressos e passeios de Bariloche
Pra economizar de verdade nos ingressos e passeios, vão duas dicas que sempre repetimos. A dica da antecedência: comprar antes, pela internet, sai mais barato e evita risco de o passeio esgotar pro dia que você quer (sem falar no tempão de fila na bilheteria). E a dica do IOF: comprando no site oficial das atrações, a compra é na moeda do país, com 3,5% de IOF e sem parcelamento, então prefira sites que cobram em reais.
Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios da cidade. Já costuma ser um dos mais baratos, e a maior vantagem é poder pagar em reais (fugindo do IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
- Transfer: tem o transfer do aeroporto até o hotel, que às vezes sai mais barato que táxi. Você paga adiantado (sem golpe de taxista), o motorista já sabe o destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h, caso você precise de algo.
Dia 3: Cerro Otto, Piedras Blancas e tempo livre
No terceiro e último dia, conheça o Cerro Otto ou o Piedras Blancas, dependendo da sua preferência. Como eles ficam praticamente um do lado do outro, até dá pra encaixar os dois no mesmo dia se você curtir uma correria.
O Piedras Blancas é um parque de neve com foco em diversão em família: tobogãs de boia, esquibunda, tirolesa, aulas de esqui pra iniciantes e caminhadas pela montanha. O ingresso costuma incluir o uso das pistas, na faixa de R$ 150 a R$ 250 por pessoa.

Já o Cerro Otto tem teleférico, trilhas, pistas de esquibunda, um pequeno museu com réplicas de esculturas clássicas europeias e a famosa Confeitaria Giratória, lá no topo, que dá uma volta completa de 360 graus a cada 20 minutos enquanto você toma um chocolate quente. Vale demais a parada: ela é única na América do Sul. O teleférico costuma funcionar das 10h às 17h30 e a subida fica em torno de R$ 80 a R$ 150 por pessoa.
Se ainda sobrar tempo, dá pra fazer o passeio nórdico, em que você pilota um quadriciclo de neve pelos bosques do Cerro Otto, com jantar no restaurante Refúgio Arelauquen. E se preferir um dia mais tranquilo, volte ao Centro Cívico pra tirar fotos com o lago ao fundo e comprar queijos e chocolates na Rua Mitre.
Atrações extras pra encaixar no roteiro
Se você esticar a viagem ou quiser trocar alguma atividade, vale conhecer estas opções:
- Colonia Suiza: pequena vila de colonização suíça, com feira gastronômica em dias específicos, muito procurada no verão.
- Rota dos 7 Lagos e Villa La Angostura: passeio de dia inteiro perfeito pro verão, com mirantes, lagos como o Espejo e a Bahía Manzano.
- Passeio de barco pelo Puerto Pañuelo: catamarãs que levam à Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes, com trajeto de uns 30 a 40 minutos até a ilha.
- Cervejarias artesanais: a cena cervejeira de Bariloche vem crescendo bastante, com a Cervejaria Patagonia e vários pubs pela região do Circuito Chico e do centro.
Dicas práticas e erros comuns de quem vai a Bariloche
Pra fechar com chave de ouro, alguns aprendizados que a gente junta de quem já viajou pra lá:
- Não conte com neve garantida fora do auge do inverno: em junho e setembro a base do Cerro Catedral pode ter pouca neve. Quem viaja muito cedo ou muito tarde esperando muita neve costuma se frustrar.
- Reserve os passeios com antecedência na alta temporada: em julho, Circuito Chico, cerros e passeios de barco lotam, com fila pra comprar e gôndola cheia.
- Leve roupa do Brasil pra não gastar com aluguel: trazer pelo menos segunda pele, fleece e jaqueta corta-vento reduz muito o gasto com aluguel de roupa de neve completa.
- Não subestime o vento: a sensação térmica costuma ser bem mais baixa que a temperatura marcada, principalmente no Campanário e no Catedral.
- Considere o ritmo argentino: por lá se janta tarde, e muitos restaurantes só enchem depois das 20h30. Se você chega faminto às 18h, pode pegar local ainda fechando o almoço.
Falando em imprevisto, um erro que pode sair caro é ir sem seguro viagem, sobretudo pra quem vai esquiar ou fazer snowboard, que têm risco de lesão. Atendimento médico e resgate no exterior pesam no bolso. A gente sempre usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo e mostra as melhores opções pra cada perfil de viagem.
Outra dica boba que faz diferença: pra ficar conectado o tempo todo, sem depender de wi-fi de hotel, garanta antes de viajar esse chip de viagem que a gente usa. Chega já funcionando e evita aquela correria de procurar chip local no aeroporto.
Pra ficar bem localizado num roteiro curto como esse, hospedar-se perto do Centro Cívico economiza tempo de transporte e te deixa pertinho da Rua Mitre, dos restaurantes e dos pontos de saída dos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o roteiro de 3 dias em Bariloche
Vale a pena ir a Bariloche em apenas 3 dias?
Vale muito. Em 3 dias dá pra conhecer o centro histórico, fazer o Circuito Chico e visitar pelo menos um cerro com calma. É um destino compacto, então com boa logística você aproveita bastante sem correria.
Qual a melhor época para ir a Bariloche?
Depende do que você procura. Pra neve e esqui, o auge é de meados de julho a fim de agosto. Pra trilhas, lagos e clima ameno, vá no verão (dezembro a março). As meias temporadas têm menos gente e preços melhores.
Preciso alugar carro em Bariloche?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. Como as atrações ficam espalhadas pela Av. Bustillo e pelas estradas, o carro dá liberdade pra parar onde quiser, principalmente no Circuito Chico e na Rota dos 7 Lagos. Quem prefere, faz por excursão e transfer.
Tem neve em Bariloche o ano todo?
Não. A neve aparece principalmente no inverno, com auge entre julho e agosto. No verão, ela costuma ficar só nos picos mais altos, pra ver de longe, sem estação de esqui funcionando.
Quanto custa em média comer em Bariloche?
Uma refeição simples sem vinho costuma ficar em torno de R$ 60 a R$ 100 por pessoa. Já um jantar em restaurante turístico, com vinho, pode ir de R$ 120 a R$ 250 por pessoa, variando bastante com o câmbio.
Como chegar ao Cerro Catedral a partir do centro?
Fica a cerca de 19 a 20 km do centro e dá pra chegar de ônibus regular ou turístico, transfer de agência ou carro alugado. Em dias de neve pesada, atenção à necessidade de correntes nos pneus.
Precisa de seguro viagem para ir a Bariloche?
Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendado, principalmente se você vai esquiar ou praticar esportes de neve. Atendimento médico e resgate no exterior podem sair muito caros sem cobertura.
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Bariloche é daqueles destinos que a gente sempre tem vontade de voltar, porque cada estação revela uma cidade diferente. Com esse roteiro de 3 dias você sai com o essencial garantido e ainda fica com aquela desculpa perfeita pra planejar a próxima viagem. Boa viagem!
