Neste post, vamos te mostrar o roteiro perfeito por Bariloche. Uma das perguntas que mais recebemos é como montar um itinerário lógico pela cidade mais brasileira da Argentina, aproveitando tanto a neve quanto os lagos incríveis, sem gastar uma fortuna em transporte e comida.

Para ver o básico do básico, apenas o centro e um cerro, você precisa de três dias. Mas para fazer com calma, esquiar ou brincar na neve, fazer o circuito chico completo e navegar pelos lagos, nós recomendamos pelo menos cinco a sete dias.

Por isso, nós preparamos um roteiro super completo de seis dias com o melhor de Bariloche agrupado por região para você não perder tempo. Então vamos lá!

Logística e planejamento da viagem

Qual é a melhor época para visitar Bariloche?

A cidade muda completamente, dependendo da estação:

  • Inverno (junho a setembro): A melhor época disparada para quem quer ver neve é o inverno, de junho a setembro. Julho e agosto são o auge, com as estações de esqui lotadas e a cidade vibrante.
  • Verão (dezembro a março): O verão, de dezembro a março, é a época dos lagos, ideal para trilhas, caiaque e curtir as praias de água doce, com dias longos que vão até às 22h.
  • Outono (abril e maio) e Primavera (outubro e novembro): O outono em abril e maio e a primavera em outubro e novembro são a baixa temporada. Você paga muito menos. A cidade está tranquila e as paisagens têm cores lindas, mas não tem neve para esquiar, nem calor para nadar.

Quantos dias ficar em Bariloche?

A região é enorme e os passeios duram o dia todo. O erro número um é achar que em três dias você vê tudo. O mínimo do mínimo que recomendamos é de quatro dias inteiros, mas o ideal são seis ou sete dias para incluir a rota dos sete lagos ou a ilha Vitória sem correria.

Transporte: Como se locomover em Bariloche

Para chegar, você vai voar para o aeroporto internacional de Bariloche, Teniente Luis Candelaria.

Como sair do aeroporto:

  • Táxi ou Remis: A melhor forma de sair de lá é de táxi ou remis, que são carros privados com preço fixo. A corrida até o centro custa cerca de R$ 80 e leva 20 minutos.
  • Ônibus de linha (Linha 72): Existe um ônibus de linha, o número 72, que é super barato, custando centavos, mas você precisa ter o cartão SUBE carregado, o que é difícil de conseguir logo na chegada.

Como se locomover na cidade:

Para se locomover dentro da cidade: não alugue carro se for ficar apenas no centro e fazer os passeios clássicos. O transporte público é excelente para turistas. A linha 20 percorre a Avenida Bustillo, margeando o Lago Nahuel Huapi, e leva às principais atrações, como o Cerro Campanario e o hotel Llao Llao.

A dica de ouro é comprar o cartão SUBE em qualquer quiosque no centro e carregar com pesos.

Se estiver em grupo de três ou quatro pessoas, vale a pena utilizar remis ou Uber para os passeios, pois o preço divide e fica confortável.

Alugar carro só é essencial se você for fazer a rota dos sete lagos por conta própria. Lembre-se de que no inverno é obrigatório o uso de correntes nos pneus e a direção pode ser perigosa.

Onde ficar hospedado: Melhores regiões

Ficar hospedado em uma boa região vai fazer sua viagem ficar muito mais fácil. A estratégia em Bariloche é decidir entre a praticidade urbana ou o charme da natureza:

  1. Centro: A primeira opção e a mais prática é o centro. A vantagem é que você está perto das lojas, restaurantes, casas de câmbio e do terminal de onde saem os ônibus. Você faz tudo a pé à noite. A desvantagem é o barulho e os hotéis mais antigos.
  2. Avenida Bustillo (até o Km 5 ou 6): A segunda opção é a Avenida Bustillo até o quilômetro 5 ou 6. A vantagem é acordar com vista para o lago em hotéis mais charmosos e bangalôs. A desvantagem é depender de táxi ou ônibus para jantar no centro.
  3. Região do Hotel Llao Llao (Km 25): A terceira opção de luxo é ficar perto do hotel Llao Llao no km 25, ideal para quem quer isolamento e golfe.

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Bariloche

Roteiro detalhado dia a dia (6 dias)

Dia 1: Chegada, Centro Cívico e chocolate

Comece o dia no Centro Cívico, o cartão postal da cidade com sua arquitetura de pedra e madeira e a vista para o lago Nahuel Huapi. Tire a foto clássica com os cães São Bernardo. Visite o Museu da Patagônia ali mesmo, se gostar de história.

Caminhe pela rua Mitre, a rua principal. É aqui que você vai fazer o tour do chocolate:

  • Entre na loja Mamuska para provar os chocolates artesanais e ver as bonecas russas.
  • Vá à Rapanui, que tem uma pista de patinação no gelo dentro da loja, e prove o Franui, a framboesa banhada em dois chocolates.

Jante em uma das cervejarias artesanais do centro, como a Manush ou a Antares. Prove a truta grelhada ou um hambúrguer de cordeiro. O jantar custa cerca de R$ 60 por pessoa.

Dia 2: As melhores vistas – Circuito Chico

Hoje é dia de fazer o passeio mais famoso, o Circuito Chico. Você pode contratar um tour de van ou ir de ônibus, linha 20.

A primeira parada obrigatória é o Cerro Campanario. Suba de teleférico de cadeirinha que custa cerca de R$ 60. A vista lá de cima é considerada uma das sete mais bonitas do mundo.

Continue o circuito até o hotel Llao Llao e a Capela San Eduardo. A região é linda. Se tiver tempo, dê uma esticada até a Colônia Suíça. É uma vila charmosa onde você pode provar o curanto, uma comida típica cozida debaixo da terra com pedras quentes. Almoce por lá nas feirinhas de artesanato.

Dia 3: Neve e esqui – Cerro Catedral

Vá para o Cerro Catedral, a maior estação de esqui da América do Sul, que fica a 20 km do centro. Pegue um transfer ou ônibus de linha.

  • Se for esquiar: Se for inverno e você quiser esquiar, chegue cedo para alugar roupa e equipamento. O passe diário de esqui custa caro, cerca de R$ 400.
  • Se não for esquiar: Se você não esquia, compre o passe de pedestre para subir no teleférico Amancay ou na cadeira sextupla. Você vai até o topo, brinca na neve e almoça nos refúgios de montanha com uma vista incrível. O passe de pedestre custa cerca de R$ 150.

Volte para o centro e jante um fondue de queijo no restaurante La Casita ou no Chez Philippe para repor as energias.

Dia 4: Diversão na neve e confeitaria giratória – Cerro Otto

Pela manhã, vá ao complexo Piedras Blancas no Cerro Otto. É o paraíso para quem quer brincar na neve sem esquiar. A atração principal é o esquibunda ou kulipatim, onde você desce cinco pistas de trenó. O pacote com teleférico e descidas custa cerca de R$ 300.

À tarde, vá ao teleférico principal do Cerro Otto para visitar a confeitaria giratória. Você sobe na gôndola vermelha fechada. Lá em cima, o restaurante gira 360º a cada 20 minutos. Tome um chocolate quente vendo a Cordilheira dos Andes. O ingresso custa cerca de R$ 80. Visite também a Galeria de Arte com réplicas do Michelangelo lá em cima.

Dia 5: Navegação – Ilha Vitória e Bosque de Arrayanes

Faça o passeio de barco que sai de Puerto Pañuelo. É um dia inteiro navegando pelo lago Nahuel Huapi. A cor da água é azul profundo.

Visite a ilha Vitória caminhando por trilhas de sequóias gigantes. Depois, vá ao bosque de Arrayanes na península de Quetrihué. É um bosque único no mundo com árvores cor de canela que dizem ter inspirado o cenário de Bambi da Disney.

O passeio custa cerca de R$ 350, mais a taxa do Parque Nacional e taxa de embarque.

Dia 6: Rota dos Sete Lagos e Vila La Angostura

Alugue um carro por um dia ou pegue uma excursão para fazer a rota dos sete lagos. É a estrada que vai até San Martín de los Andes. A paisagem é deslumbrante com lagos espelhados.

Pare na cidade de Villa La Angostura, a cerca de uma hora de Bariloche. É uma vila de montanha super sofisticada e charmosa. Almoce por lá e caminhe pelo centrinho. Se estiver cansado, faça apenas o bate e volta até Villa La Angostura e volte.

Dica importante sobre ingressos e reservas antecipadas

Uma dica importante é comprar os ingressos das atrações com antecedência. Na alta temporada de julho, as filas para o Cerro Otto e para o barco são quilométricas.

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Dicas rápidas de compras, roupas e gastronomia

  • Onde comprar:
    • Rua Mitre: Rua Mitre para chocolates e lembrancinhas. Compre alfajores artesanais nas lojas menores para levar de presente.
    • Produtos locais: Produtos de rosa mosqueta, cremes e óleos são típicos da região e muito bons.
    • Roupas de neve: Se precisar de roupa de neve, não compre. Alugue nas lojas do centro. O aluguel de roupa sai muito mais barato, cerca de R$ 50 por dia o conjunto completo.
  • Quanto custa comer em Bariloche? É mais barato que no Brasil para carne e vinho:
    • Parrillada completa (churrasco) para duas pessoas no Alto El Fuego: Custa cerca de R$ 250 com vinho.
    • Hambúrguer e cerveja artesanal: Custa R$ 50.
    • O quilo do chocolate artesanal: Gira em torno de R$ 200.
  • O que fazer à noite: A cidade tem uma vida noturna agitada. As cervejarias artesanais, como a Patagônia, no km 24.7 (vista linda), e a Wesley, no centro, são os pontos de encontro. Para a balada, a Grisú é lendária, com vários andares e vista para o lago. Tem também o Ice Bariloche, o bar de gelo no centro.
  • Viagem com crianças: E se você está viajando com crianças, elas vão amar o parque Nahuelito com dinossauros na floresta, o esquibunda em Piedras Blancas e, claro, as lojas de chocolate que parecem parques temáticos.

Documentação obrigatória para brasileiros

Documentação obrigatória para nós, brasileiros: para entrar na Argentina, é muito simples.

  1. Documento de identidade: Você precisa apenas do seu passaporte válido ou da carteira de identidade RG, em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão.
  2. CNH não serve: Carteira de motorista brasileira não serve como documento de entrada no país, mas é necessária para alugar carro.
  3. Visto: Não precisa de visto.

Seguro Viagem é obrigatório?

E lembrando do seguro viagem: o custo médico na Argentina para turistas é cobrado e pode ser caro em clínicas privadas de qualidade, especialmente para acidentes na neve. Nós nunca viajamos sem!

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Muito obrigado e uma boa viagem!

Bariloche

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