5 passeios imperdíveis no centro de Bariloche

Se tem uma coisa que a gente ama em Bariloche é que dá pra fazer um monte de coisa bacana sem nem precisar pegar transporte: o centro é compacto e dá pra explorar quase tudo a pé. Neste guia, a gente reuniu os 5 passeios imperdíveis no centro de Bariloche, com dicas de quanto tempo dedicar, melhores horários e os errinhos clássicos de brasileiro pra você não cair neles.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como o Centro Cívico, a Rua Mitre e a orla do lago ficam todos coladinhos. Dá pra encaixar vários desses passeios num único dia tranquilo, parando pra um chocolate ou um café no meio do caminho.

E não esquece: aqui no nosso Guia de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em tudo: hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

1) Passeio pelo Centro Cívico

O Centro Cívico de Bariloche é aquele lugar onde você vai passar de qualquer jeito numa viagem por lá. A praça fica pertinho da Rua Mitre, que é a área comercial da cidade, e do Puerto San Carlos, um cantinho lindo pra contemplar o lago.

Mapa do Centro Cívico de Bariloche

Um dos destaques do Centro Cívico é a atmosfera agradável e a arquitetura com cara europeia. Num passeio a pé pela área, você vê vários edifícios de pedra e detalhes em madeira. Não à toa, esse conjunto é considerado um dos mais emblemáticos da Patagônia e ajudou a consolidar o apelido de “Suíça argentina”. A praça, inclusive, é tombada como Monumento Histórico Nacional.

Na praça também tem uma estátua de um homem montado a cavalo: é Julio Roca, importante militar e presidente argentino, que governou o país duas vezes.

Dá pra fazer várias coisas por ali. A primeira é simplesmente curtir um passeio sem pressa ao ar livre, observando os detalhes e tirando muitas fotos. A outra é ir até o Puerto San Carlos, que tem um mirante com vista pro Lago Nahuel Huapi. E claro: aproveita o letreiro “Bariloche” que fica por lá pra aqueles registros bem instagramáveis.

O melhor é que passear e fotografar por ali é de graça. As lojas e agências do entorno costumam funcionar entre 10h e 20h/21h, com horário estendido na alta temporada. A gente sempre usa o primeiro dia de viagem pra andar a pé pelo Centro Cívico e pela orla, se familiarizar com a cidade, trocar dinheiro e dar uma olhada nas agências de passeio.

Falando em passeios e ingressos, a gente tem uma dica de ouro pra você economizar de verdade nas atrações de Bariloche e arredores. Comprar antes, pela internet, costuma sair bem mais barato do que na bilheteria, onde além de pagar mais caro você pode pegar fila ou encontrar o ingresso esgotado pro dia que queria.

Tem outro detalhe importante: se comprar no site oficial das atrações, é uma compra na moeda do país, então você paga IOF e não consegue parcelar. Por isso a gente prefere usar esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem praticamente todos os ingressos e passeios de Bariloche, já costuma ter os preços mais baixos e, de quebra, você pode pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: tours a pé gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
  • Transfer: lá também tem o transfer do aeroporto ao hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpes), o motorista já sabe pra onde te levar e te espera com uma placa com seu nome na saída do desembarque. Muito fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h, em português, caso precise.
Vista do Centro Cívico em Bariloche

Uma dica que a gente errou na primeira vez: a orla do lago é gelada mesmo no verão, por causa do vento. Leva um casaco corta-vento mesmo nos dias de sol. E pra fotos sem multidão, vai cedo, entre 8h e 10h (no inverno amanhece mais tarde).

2) Passeio pela Rua Mitre

A Rua Mitre é uma das mais movimentadas de Bariloche e fica ali do ladinho do Centro Cívico. Ela é famosa por concentrar praticamente toda a área comercial da cidade.

Pra você ter ideia, nos quase 2,5 km de extensão dá pra encontrar lojas de tudo o que imaginar, bancos, casas de câmbio, livrarias, restaurantes e muito mais. Se o seu objetivo for fazer compras em Bariloche, reserve um dia do roteiro pra curtir essa rua.

As lojas vão de calçados a roupas, e dá até pra alugar roupa de neve em algumas delas. Mas o grande destaque fica por conta das lojas de chocolate, que, na nossa opinião, são parada obrigatória. Algumas das mais famosas:

  • Rapa Nui
  • Mamuschka
  • Abuela Goye
  • Frantom Chocolates
  • Del Turista

Uma coisa que ninguém conta: não compre tudo na primeira loja. O ideal é caminhar a Mitre inteira primeiro, porque a variedade e as promoções mudam bastante de uma chocolateria pra outra. E experimenta os chocolates com dulce de leche e com frutos vermelhos patagônicos (framboesa, calafate) — são uma delícia. No verão, vale levar uma sacola térmica ou deixar pra comprar no fim do dia, senão derrete.

Como se não bastasse, é na Mitre que fica a Galeria del Sol, um prédio de 2 andares com lojas de chocolate, eletrônicos, artesanato e souvenirs. Vale a passadinha.

Galeria del Sol em Bariloche

Pra vida noturna, aproveite os bares e restaurantes da Mitre — tem opção pra todos os gostos. Algumas dicas de restaurante: Restaurant Lingüini, Cazuela, La Fonda del Tío e El Mundo. Aqui vale lembrar do horário argentino: o jantar costuma começar a partir das 20h, então não estranhe se as casas parecerem vazias antes disso.

Pra um café da tarde delicioso, dá pra escolher entre The Coffee Store, Pieros, Del Turista e companhia. E pra quem curte cerveja artesanal — uma cena que vem crescendo bastante em Bariloche, com marcas como Patagonia, Berlina e Manush —, vale conhecer a Cervecería Artesanal Lowther.

Uma curiosidade legal: a Rua Mitre foi a primeira rua asfaltada de Bariloche. A produção de chocolate artesanal por ali, aliás, começou a se destacar na segunda metade do século XX, influenciada por imigrantes europeus, e virou parte da identidade da cidade.

Rua Mitre em Bariloche

3) Passeio no Museu de la Patagônia

Seguindo com os 5 passeios imperdíveis no centro de Bariloche, vamos pro Museu de la Patagônia, também chamado de Museu Francisco P. Moreno. Apesar de não ser muito grande, ele abriga muita coisa interessante. Vale tirar um tempinho pra visitar.

É um museu focado nos primórdios da região, que conta a história dos antigos habitantes indígenas e da colonização de Bariloche — que partiu de Buenos Aires — em meio às disputas territoriais com o Chile. Pra quem curte passeio educativo e cultural, é um tour muito bacana.

Museu de la Patagônia em Bariloche

O acervo é distribuído em salas permanentes, onde você encontra objetos, fotografias, pinturas rupestres, instrumentos feitos por povos ancestrais, peças históricas e coleção etnográfica. Tem ainda salas de exposições temporárias, auditório, biblioteca e oficinas.

Entre as salas permanentes estão:

  • Sala de História Natural “Reconhecendo a terra”
  • Sala de Pré-História
  • Sala de História do Povo Original
  • Pabellón Moreno
  • Sala de História Regional
  • Conquista do Deserto
  • Viajantes e exploradores
  • San Carlos de Bariloche (1885–1950)
  • Parques Nacionais

O museu também conta a história do naturalista Francisco P. Moreno, que doou o terreno. O edifício é tombado como Monumento Histórico Nacional e recebe cerca de 30 mil visitantes por ano. O horário de funcionamento costuma ser de segunda a sexta, em dois turnos: das 10h às 12h30 e das 14h às 17h (sempre vale confirmar no dia).

4) Passeio na Catedral de Bariloche

Não dá pra deixar de fora um passeio bem famoso do centro: a Catedral da cidade. Também chamada de Iglesia Nuestra Señora del Nahuel Huapi, ela fica logo ali na beira do lago Nahuel Huapi e encanta todo mundo, mesmo quem só passa de raspão.

A arquitetura é de estilo neogótico, com vitrais cheios de detalhes, torre imponente e construção em pedra. É uma das igrejas mais fotogênicas da Patagônia, e o contraste do estilo gótico europeu com o entorno patagônico vira um ícone visual de Bariloche — vale a foto mesmo pra quem não é religioso. No outono, com as folhas coloridas, e no inverno, com neve em volta, fica ainda mais bonita.

A visita é gratuita, em horário de funcionamento de igreja. Só evite o horário da missa se o objetivo for fazer fotos e caminhar com calma — as missas costumam ser diárias, por volta das 11h e das 20h. Se quiser uma visita guiada, aí sim costuma ter um valor à parte. E lembre do código básico de igreja: nada de roupa muito curta ou barulho excessivo.

O endereço pra colocar no GPS é Vice Almte. O’Connor 500, R8400. Dá pra chegar a pé do Centro Cívico numa caminhada de 10 a 15 minutos. Pra fotos com luz dourada, vá no fim de tarde; pela manhã costuma estar mais vazio e silencioso.

Passeio na Catedral de Bariloche

5) Passeio no Museo del Chocolate Havanna

A última indicação dos 5 passeios imperdíveis no centro de Bariloche é o Museo del Chocolate Havanna. Apesar de ficar na Av. Exequiel Bustillo, ele é tão pertinho do centro que costuma entrar nos passeios urbanos.

É um dos museus mais famosos de Bariloche, e não é por menos: o espaço é dedicado à história do chocolate, passando da época dos astecas até a chegada na Europa.

A estrutura tem várias salas onde você aprende sobre a história do cacau, entende o processo de fabricação (do cultivo até as barras e bombons) e, claro, faz uma degustação no final. Tem painéis informativos, exibições interativas, maquinários, antiguidades e até demonstrações ao vivo dos confeiteiros. E, é claro, uma loja anexa pra comprar produtos Havanna — ótima dica de lembrancinha pra família e os amigos no Brasil.

Os produtos que mais saem são alfajores, barras de chocolate e trufas. Se você é chocólatra de plantão, vai amar. O tour guiado dura cerca de 30 minutos, e entre passeio, degustação e compras muita gente acaba ficando de 1h30 a 2h por lá. O museu funciona todos os dias, das 10h às 19h aproximadamente.

Uma dica de quem já errou: não deixe pra comprar os presentes de chocolate só no aeroporto — lá os preços tendem a ser mais altos do que nas lojas do centro e do próprio museu. E esse museu é perfeito pra dias frios, chuvosos ou de neblina, quando os passeios ao ar livre não rendem tanto.

Pra quem curte o tema, tem ainda outro tour interessante: a degustação de chocolate em Bariloche. Se quiser, dá pra garantir essa experiência nesse site que a gente usa em todas as viagens.

O endereço é Av. Exequiel Bustillo 1200, R8400 San Carlos de Bariloche. Dá pra ir a pé numa caminhada de 20 a 30 minutos acompanhando a avenida do lago, ou de táxi (uma corrida curta). E aqui vai uma dica que a gente sempre dá pra quem vai pra Bariloche: embora o centro seja super tranquilo de fazer a pé, alugar carro faz toda a diferença pra explorar os arredores — Circuito Chico, Cerro Otto, Cerro Tronador e tantos lagos espalhados.

Vale a pena alugar carro em Bariloche? (economize até 34%)

No centro de Bariloche você não precisa de carro: é tudo perto e dá pra caminhar. Mas se a sua ideia é encarar o Circuito Chico, subir até os mirantes ou bater perna pelos lagos da região, aí sim o carro vira o meio mais confortável e vantajoso de se locomover por lá.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Seguro viagem pra Bariloche: não vá sem

O atendimento médico no exterior pode sair caro, e por isso a gente nunca viaja sem seguro. Vale super a pena ter essa proteção financeira pra qualquer imprevisto — de uma consulta a um extravio de bagagem.

A gente cota sempre em esse comparador de seguros, que compara várias seguradoras de uma vez e ainda já vem com 18% de desconto exclusivo pra galera do Grupo Dicas. Dá pra achar uma cobertura boa por um preço bem em conta.

Como Bariloche pode esfriar bastante e o clima varia muito ao longo do dia, vale também o lembrete: viaje sempre se vestindo em camadas. Começa frio de manhã, esquenta um pouco e volta a esfriar à noite.

Pra aproveitar todos esses passeios sem cansaço e ainda economizar com transporte, ficar bem localizado no centro faz toda a diferença: você faz tudo a pé e ainda fica pertinho dos restaurantes e das chocolaterias. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:

Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Bariloche

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre os passeios no centro de Bariloche

Quais são os principais passeios no centro de Bariloche?

Os imperdíveis são o Centro Cívico e a orla do Lago Nahuel Huapi, a Rua Mitre (com as chocolaterias e lojas), o Museu de la Patagônia, a Catedral Nuestra Señora del Nahuel Huapi e o Museo del Chocolate Havanna. Dá pra fazer quase tudo a pé.

Dá pra conhecer o centro de Bariloche a pé?

Dá sim. O centro é compacto e a maioria das atrações fica pertinho: Centro Cívico, Rua Mitre, orla e catedral ficam todos coladinhos. Só o Museo del Chocolate Havanna fica um pouco mais afastado, mas dá pra ir a pé numa caminhada de 20 a 30 minutos ou de táxi.

Os passeios no centro de Bariloche são pagos?

Vários são gratuitos, como passear pelo Centro Cívico, caminhar pela orla e visitar a Catedral. O Museu de la Patagônia e o Museo del Chocolate Havanna costumam ter ingresso, e as visitas guiadas podem ter valor à parte.

Qual a melhor época pra visitar o centro de Bariloche?

No inverno (junho a agosto) o centro ganha clima de vilarejo de neve, fica mais cheio e mais caro. No verão (dezembro a fevereiro) o clima é ameno, com dias longos, ótimo pra caminhar e fazer fotos. Primavera e outono trazem cores lindas nas árvores, cidade mais tranquila e preços geralmente mais baixos.

Onde comprar chocolate em Bariloche?

A Rua Mitre concentra as chocolaterias mais famosas, como Rapa Nui, Mamuschka, Abuela Goye e Del Turista. A dica é caminhar a rua inteira antes de comprar, porque a variedade e as promoções mudam de uma loja pra outra. Evite deixar as compras só pro aeroporto, onde tende a ser mais caro.

Quanto tempo dedicar ao centro de Bariloche?

Um dia inteiro costuma dar conta dos principais pontos a pé: manhã no Centro Cívico e catedral, tarde na Rua Mitre com tour de chocolate e fim de dia no Museo del Chocolate Havanna. Se quiser sem pressa, dá pra dividir em dois dias e encaixar os museus com calma.

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O centro de Bariloche é daqueles lugares que valem por si só, mesmo sem precisar pegar estrada. Quando a gente vai, sempre reserva pelo menos um dia inteiro só pra curtir a praça, a orla, a Mitre e um chocolate quentinho no fim de tarde. Faça o seu próprio ritmo, prove de tudo um pouco e aproveite — é a melhor parte da viagem.