
Bariloche é uma daquelas viagens que entrega de tudo: neve, lagos de um azul absurdo, montanhas dos Andes e ainda uma cidadezinha cheia de chocolate e cerveja artesanal. Por isso é um dos destinos internacionais que os brasileiros mais amam, no inverno e no verão.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como o clima muda tudo: no inverno é neve e esqui pra todo lado, e no verão vira um paraíso de trilhas, praias de lago e road trips. Por isso vale entender bem o que cada passeio oferece antes de montar o roteiro.
Neste guia a gente reuniu os 8 melhores passeios e pontos turísticos de Bariloche, com dica de melhor época, faixa de preço e os errinhos que muito turista comete por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, com passo a passo de hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Circuito Chico
O Circuito Chico é, disparado, o passeio mais clássico de Bariloche. São cerca de 60 km percorrendo a península de Llao Llao, com vista pro Lago Nahuel Huapi cercado de montanhas, florestas e lagos menores. É o cartão-postal da viagem.
Ao longo do caminho dá pra parar em vários pontos: a subida ao Cerro Campanário (mais detalhes logo abaixo), o icônico Hotel Llao Llao com sua arquitetura alpina charmosa, a Capela San Eduardo, Bahía López e Colonia Suiza.
É um passeio que mistura natureza, aventura leve e cultura: dá pra fazer caminhadas, andar de bike, fazer piquenique e até curtir praias de lago. Funciona o ano todo — no verão o lago fica num azul intenso, e no inverno as montanhas nevadas deixam tudo ainda mais dramático.
Uma dica de quem já errou: muita gente deixa o Circuito Chico pro final da viagem. A gente recomenda fazer logo no começo, porque ele te dá uma visão geral da região e você entende onde estão os lagos, as montanhas e os bairros.

O Circuito Chico pode ser feito de carro alugado, táxi ou com agência. Indo com agência, você pega as explicações sobre a história e a geografia da região, e ainda economiza comprando com antecedência. A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar os passeios, inclusive o transfer pro hotel.
A grande vantagem dele é que o pagamento já é em reais, então você não paga IOF e ainda pode parcelar. É um dos maiores do mundo, tem cancelamento gratuito, atendimento 24h em português e ainda os free tours (você só dá uma gorjeta pro guia no final). Comprar antes pela internet sai sempre mais barato do que na bilheteria — e evita aquele perrengue de chegar e o passeio já estar esgotado.
2. Cerro Campanário
O Cerro Campanário fica a uns 17 km de Bariloche e, pra muita gente, oferece a melhor vista da região inteira — vários guias citam como a vista mais bonita da Patagônia. A subida é de teleférico, curtinha, até os 1.050 metros de altitude.
Lá em cima tem plataformas de observação com vista de 360 graus, e dá pra ver o Lago Nahuel Huapi, o Lago Perito Moreno, a Península San Pedro, a Isla Victoria e as montanhas dos Andes. É um daqueles lugares em que você fica de queixo caído.
Tem também um café no topo pra relaxar enquanto curte a paisagem. Perfeito pra quem gosta de foto e de natureza. O acesso ao teleférico é pago na base, com valores na faixa de algumas dezenas de milhares de pesos por pessoa (sempre confira na hora, porque varia bastante).
Se você se interessou, confira mais informações sobre o passeio clicando aqui!

3. Tour pelo centro de Bariloche
Além da neve e dos lagos, Bariloche tem um centro bem compacto e gostoso de explorar a pé. Comece pelo Centro Cívico, aquele conjunto de prédios em pedra e madeira que virou símbolo da cidade — o estilo alpino foi pensado de propósito pra criar essa cara de “Suíça na Patagônia”.
Dali sai a Rua Mitre, a principal rua comercial e a primeira a ser asfaltada na cidade. É onde se concentram as lojas de roupa de frio, as chocolaterias, cafeterias, casas de câmbio e agências de passeio. Vale também visitar o Museu da Patagônia, com acervo sobre os povos originários, a fauna e a história da região.
Uma dica que ninguém conta: aproveite o pôr do sol no Centro Cívico, com vista pro lago Nahuel Huapi. Rende fotos lindas e não custa nada. Já um errinho comum é comprar roupa de frio às pressas na Mitre logo na chegada — quem pesquisa um pouco acha custo-benefício melhor em lojas menos turísticas, ou simplesmente aluga roupa de neve em vez de comprar.
Se você curte um tour guiado e bem mais cômodo, dá pra contratar um panorâmico clicando aqui!

4. Colônia Suíça
A Colônia Suíça é um vilarejo histórico a cerca de 25 km da cidade, fundado por imigrantes suíços no início do século XX e declarado patrimônio histórico da região. É um passeio tranquilo, ideal pra desacelerar.
Por lá dá pra caminhar entre as casas de madeira em estilo alpino, conhecer as lojinhas de artesanato e provar a culinária local em restaurantes que servem fondue, raclete e o tradicional curanto — um prato preparado num buraco no chão com pedras quentes, servido em dias específicos, geralmente no verão e na alta temporada.
Uma das atrações mais populares é a feira artesanal, com produtos locais, artesanato e comidas caseiras. A região também é ótima pra caminhadas e passeios de bike, e combina super bem com o Circuito Chico no mesmo dia. A atmosfera de feira e gastronomia fica mais intensa na alta temporada de verão e nos feriados.

Se quiser ver os relatos de quem já fez e contratar o passeio, é só clicar aqui!
5. Cerro Otto
O Cerro Otto fica a uns 5 km de Bariloche e é o queridinho de quem quer curtir a neve sem o compromisso de esquiar. A subida ao topo é de teleférico (uma gôndola fechada), e funciona aproximadamente das 9h30 às 17h.
O ponto principal lá em cima é a Confeitaria Giratória, um café que gira 360 graus enquanto você contempla os lagos Nahuel Huapi e Gutiérrez e as montanhas ao redor. Tem também trilhas pra caminhada, áreas pra piquenique e um pequeno museu com réplicas de esculturas de Michelangelo.
No inverno, o Cerro Otto e o vizinho Piedras Blancas se transformam em centros de atividade de neve: esquibunda, tubing, tirolesa e caminhadas com raquetes. Os ingressos costumam vir em combos (teleférico + esquibunda + tirolesa + tubing), com valores que variam conforme o pacote — e dá pra comprar direto na bilheteria.
Aqui vai um aviso importante: vá com roupa adequada! Muita gente erra indo de jeans e tênis, que molham e congelam na hora. E não subestime a altitude — é comum passar frio na montanha de manhã e calor na cidade no mesmo dia.
Confira aqui como fazer esse passeio por uma agência que a gente sempre usa!

6. Museu do Chocolate
Bariloche é famosa pelo chocolate artesanal, e o Museo del Chocolate Fenoglio é parada obrigatória pra quem ama a guloseima. Fica pertinho do centro e é operado pela Fenoglio, uma das fábricas de chocolate mais tradicionais da cidade.
Durante a visita dá pra aprender todo o processo de produção, desde o cultivo do cacau até a fabricação das barras e bombons. Tem exposições interativas, antiguidades ligadas ao chocolate e demonstrações ao vivo dos confeiteiros.
E o melhor: tem degustação de chocolates artesanais e uma loja pra levar lembrancinhas pra casa. A entrada de museus assim costuma ficar na faixa de alguns milhares a poucas dezenas de milhares de pesos, e os chocolates em caixas ou barras são lembranças acessíveis. Vale lembrar que a região também é forte em cerveja artesanal, então depois do chocolate dá pra fechar o dia numa cervejaria.

7. Mergulho no Lago Moreno
Quer fazer algo diferente? Dá pra mergulhar no Lago Moreno com agências especializadas. Os passeios costumam incluir o transporte até o local, o equipamento completo e a instrução prévia pra quem é iniciante — então não precisa ter experiência.
Durante o mergulho você vê a vida aquática local, com peixes e plantas, além de contemplar as paisagens submersas da região. É uma experiência diferentona, que combina aventura com aquela conexão com a natureza da Patagônia.

8. Villa Llanquín
A Villa Llanquín é uma pequena vila a cerca de 60 km de Bariloche, perfeita pra quem busca um passeio mais tranquilo e imersivo na natureza patagônica.
Durante a visita dá pra explorar as margens do Rio Limay, que corta os vales da região, com oportunidades de pescaria, observação de aves e muita contemplação. Tem ainda a Laguna La Verde, uma lagoa de águas tranquilas cercada por bosques de coihues e arrayanes, ótima pra um piquenique.
Com trilhas pra caminhada e vistas lindas, é um passeio que vale pra quem já conhece os clássicos e quer fugir um pouco do circuito mais turístico.

Qual a melhor época pra ir a Bariloche?
Bariloche é um destino de todas as estações, mas o clima muda bastante o que você vai fazer por lá:
- Inverno (junho a setembro): é a temporada da neve, foco em esqui e atividades de montanha no Cerro Catedral, Cerro Otto e Piedras Blancas. Só lembrando que os preços de passeios, hospedagem e aéreo sobem bastante em julho, por causa das férias escolares brasileiras.
- Verão (dezembro a março): ideal pro Circuito Chico, trilhas, praias de lago, Rota dos 7 Lagos e o Cerro Tronador com estradas mais tranquilas. O lago fica num azul de cair o queixo.
- Meia estação (outubro/novembro e abril/maio): bom custo-benefício e menos lotação, mas sem neve garantida e com alguns serviços em horário reduzido.
Como economizar nos ingressos e passeios de Bariloche
A regra de ouro pra economizar é comprar os passeios com antecedência, pela internet. Na bilheteria sai mais caro, pode já estar esgotado pro dia que você quer, e você ainda perde um tempão na fila.
Fica esperto também com o IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra é na moeda do outro país, com os 3,5% de IOF e sem poder parcelar. Por isso a gente sempre procura sites com pagamento em reais.
O site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo, já tem os preços mais baratos e a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
- Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpe de taxista), o motorista já sabe o destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Muito fácil e seguro.
- Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise de ajuda.
Erros comuns de quem vai a Bariloche (e como evitar)
Depois de várias idas, a gente separou os tropeços que mais vemos turista brasileiro cometendo por lá:
- Fechar TODOS os passeios do Brasil: as agências em Bariloche são muitas e competitivas. Vale deixar pra cotar e contratar pessoalmente no primeiro dia, comparando preços e condições (mas os mais concorridos, compre antes pela internet pra garantir).
- Querer fazer coisa demais em poucos dias: os passeios de dia inteiro, como Tronador e Rota dos 7 Lagos, são cansativos e têm muitas horas de estrada. Vale intercalar com dias mais leves no centro.
- Comprar roupa de neve sem pensar: se você não pretende voltar a destinos de neve, alugar sai bem mais barato que comprar macacão, botas e luvas técnicas.
- Não levar pesos em espécie: muitos lugares aceitam cartão, mas estabelecimentos menores e alguns passeios favorecem ou exigem dinheiro local. Tenha ao menos uma quantia básica em pesos.
Pra aproveitar melhor todos os pontos turísticos, uma dica que faz TODA a diferença é ficar bem localizado. Hospedagem boa e bem situada economiza tempo de deslocamento e te deixa mais tempo curtindo os passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Bariloche
Quantos dias são ideais pra conhecer Bariloche?
O ideal são de 4 a 6 dias pra fazer os principais passeios com calma, intercalando dias intensos (como Tronador ou Rota dos 7 Lagos) com dias mais leves no centro e no Circuito Chico. Em menos dias dá pra conhecer o básico, mas você acaba correndo bastante.
Qual o passeio mais clássico de Bariloche?
O Circuito Chico é o cartão-postal da cidade e o passeio mais clássico de todos. Vale começar o roteiro por ele, porque te dá uma visão geral da região e ajuda a entender onde estão os lagos, as montanhas e os bairros.
Precisa alugar carro em Bariloche?
Não é obrigatório, mas ajuda muito em alguns passeios, como o Circuito Chico e a Rota dos 7 Lagos, em que a flexibilidade de parar nos mirantes faz diferença. Vários atrativos também dá pra fazer de ônibus local, táxi, remis ou em excursões organizadas pelas agências.
Bariloche só vale a pena no inverno?
Não! Muita gente associa Bariloche só à neve, mas o verão é incrível pra trilhas, caiaque, bicicleta, praias de lago e a Rota dos 7 Lagos. É um destino de todas as estações — só muda o tipo de passeio que você vai curtir.
Onde comprar os ingressos dos passeios de Bariloche?
O ideal é comprar com antecedência pela internet, em sites com pagamento em reais (pra evitar o IOF de 3,5% e poder parcelar). Assim você garante o dia desejado, paga mais barato e não perde tempo em fila na bilheteria.
Precisa de seguro viagem pra ir a Bariloche?
Não é obrigatório por lei, mas é muito recomendado. O atendimento médico no exterior pode sair caro, e o seguro te protege contra imprevistos como acidentes (comuns em atividades de neve e trilha) e problemas de saúde. Vale demais a tranquilidade.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Buenos Aires, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar!
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- Carro: esse item facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se for alugar um, leia como alugar um carro em Buenos Aires, com dicas pra pegar pelo menor preço.
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- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
Bariloche é daqueles destinos que dão vontade de voltar — sempre tem um passeio novo, uma trilha diferente ou uma estação pra conhecer. Monte seu roteiro com calma, comece pelo Circuito Chico, deixe os passeios longos pros dias de tempo firme e curta cada vista dessa parte linda da Patagônia. Boa viagem!