
Bariloche é daqueles destinos que entregam tudo de uma vez: lagos cor de turquesa, montanhas com neve, bosques de cinema, chocolate em cada esquina e aquele clima de vilarejo alpino que parece a Suíça, só que com preço de Argentina. E o melhor: dá pra conhecer o essencial em 5 dias bem aproveitados.
A gente montou esse roteiro de 5 dias em Bariloche equilibrando os cerros mais intensos com dias mais leves, porque o erro clássico de quem vai pela primeira vez é fechar cinco cerros em cinco dias e voltar exausto sem ter aproveitado nenhum direito. Aqui a ideia é o contrário: ver o melhor com calma.
Uma coisa que a gente aprendeu na prática é que Bariloche funciona o ano inteiro, mas de jeitos bem diferentes. No inverno é neve, esqui e parques de inverno; no verão é trilha, praia de lago e caiaque. Por isso, ao longo do roteiro a gente vai dando as duas versões. E não esquece: aqui no nosso Guia de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Dia 1: Centro Cívico, Rua Mitre e Circuito Chico
No primeiro dia, comece passeando pelo charmoso Centro Cívico, que é o coração da cidade. É ali que ficam as construções de pedra e madeira com a cara da Patagônia, a vista do lago Nahuel Huapi e as fotos clássicas de cartão-postal.
No próprio Centro Cívico você encontra o Museu de la Patagônia, com acervo sobre a história natural e cultural da região (ele costuma funcionar em turnos, fechando no meio do dia, então confira o horário antes), e a Catedral de Bariloche, em estilo gótico, com entrada gratuita.
Pertinho dali está a Rua Mitre, a principal rua de comércio, cheia de cafés, restaurantes bons, lojas de chocolate, roupas de inverno e a famosa Galeria del Sol. Bariloche é conhecida na Argentina como uma espécie de capital do chocolate — vale entrar numa chocolateria artesanal e provar.

Almoce na Mitre e, em seguida, faça o famoso Circuito Chico, um percurso de pouco mais de 60 km às margens do Nahuel Huapi, com mirantes, bosques e vista de ilhas e montanhas. No caminho você passa pelo Cerro Campanário (com uma das vistas mais bonitas da região), pela Capela San Eduardo, pelo Puerto Pañuelo e pelo famoso Hotel Llao Llao — todos pontos turísticos de Bariloche.
No Cerro Campanário, suba de teleférico: o topo tem mirantes 360°, café e aquela vista de tirar foto de todos os lagos e montanhas. Se você curte trilha, a do Cerro Llao Llao começa numa das paradas do Circuito e vale o esforço.
O Circuito Chico pode ser feito de carro alugado, parando com calma nos mirantes, ou com excursão organizada. E é aqui que vale uma dica importante: Bariloche é uma cidade espalhada, com cerros, Circuito Chico e bate-voltas a vários quilômetros do centro. Por isso, alugar carro muda totalmente a experiência — você vai no seu ritmo, para onde quiser e economiza com transfers.
Aluguel de carro em Bariloche (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
À noite, recomendamos o jantar no Família Weiss, especializado em culinária da Patagônia, ou no Ice Bar, um bar todo feito de gelo, com copos e esculturas congeladas. Se for em alta temporada (férias de julho), reserve antes — restaurantes famosos lotam.

Dia 2: Cerro Catedral
No segundo dia, vá conhecer o Cerro Catedral, a pista de esqui mais antiga e famosa da Argentina e uma das estações mais importantes da América do Sul. Fica a cerca de 20 km do centro, e dá pra chegar de transporte público, transfer ou carro.
No inverno, por lá você tira fotos na neve, esquia ou faz snowboard (tem professores pra aulas, inclusive pra iniciantes), anda de teleférico e caminha com as raquetes de neve. A estrutura é ótima, com vários restaurantes e lojas de aluguel de equipamento na hora.

Se você viajar no verão, ainda assim vale visitar o Cerro Catedral e fazer trilhas, escaladas, rappel, mountain bike ou simplesmente andar no teleférico panorâmico. As vistas do lago Nahuel Huapi, da Cordilheira dos Andes e de toda a região são lindíssimas. Reserve um dia inteiro aqui, pela distância e pela quantidade de coisas pra fazer.
De volta à cidade, aproveite pra jantar no Chez Philippe, um restaurante intimista que serve fondues maravilhosos. Mas atenção: precisa reservar a mesa com antecedência.

Dia 3: Cerro Otto e Piedras Blancas
No terceiro dia, vá conhecer o Cerro Otto ou o Piedras Blancas, conforme sua preferência. Dá até pra conhecer os dois no mesmo dia, já que eles ficam praticamente um ao lado do outro.
O Piedras Blancas é uma espécie de parque de inverno, com teleféricos, pistas pra ski bunda, tirolesa, aulas de esqui pra iniciantes e caminhadas pela montanha. É ideal pra quem quer brincar na neve sem foco em esqui técnico — ótimo pra famílias.
Já no Cerro Otto há teleférico, trilhas, um museu com réplicas de estátuas de famosos artistas europeus, pistas e a famosa Confeitaria Giratória, que fica no topo da montanha e completa uma volta de 360 graus a cada 20 minutos. O teleférico costuma funcionar das 10h às 17h30, com a última descida por volta das 19h30, mas confira na véspera.
Apesar de existirem mais restaurantes no Cerro Otto, a gente recomenda muito a Confeitaria Giratória: ela é única na América do Sul e rende um daqueles momentos que você não esquece, vendo a paisagem inteira girar enquanto toma um chocolate quente.
Por fim, se ainda tiver tempo, faça o passeio nórdico, em que você pilota um quadriciclo de neve pelos bosques do Cerro Otto e ganha um jantar no Refúgio Arelauquen. É um daqueles programas completos: atividade, paisagem e gastronomia juntos.

Onde comprar os ingressos e passeios de Bariloche
Vamos te dar várias dicas de como economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Vai sair realmente mais barato!
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Nas bilheterias, além de ser mais caro, o ingresso pode já ter esgotado pro dia desejado, e você perde um tempo precioso na fila.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, será uma compra na moeda do outro país. Você vai pagar o IOF e não poderá parcelar. Procure sites que já tenham pagamento em reais.
Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui. Ele é um dos maiores do mundo e tem todos os ingressos e passeios por lá. Já costuma ser um dos lugares mais baratos, mas a maior vantagem é que você pode pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: ele oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final do passeio.
- Cancelamento gratuito: você pode cancelar seu ingresso sem custo algum.
- Transfer: lá você encontra também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (o que evita golpes de taxistas com turistas), o motorista já sabe seu destino final e te espera com uma placa com seu nome na saída do desembarque. Muito fácil e seguro.
- Atendimento em português: dão suporte 24h e em português, caso precise entrar em contato.
E não esquece que aqui no nosso Guia de Bariloche tem um material completo, com tudo o que você precisa pra planejar a viagem pagando mais barato em tudo: hotel, transportes, seguro, comida, chip e a viagem inteira.
Dia 4: Passeio de barco e Villa La Angostura
No quarto dia, o passeio acontece de barco pelos lagos da região — os melhores são pelo lago Nahuel Huapi, que também faz parte do Circuito Chico.
Pegue a embarcação que atravessa o lago até o Bosque de Arrayanes (com árvores de tronco alaranjado tão peculiares que inspiraram lendas locais) e a Isla Victoria, a maior do Nahuel Huapi. As saídas costumam ser do Puerto Pañuelo e o passeio dura em torno de 4 a 5 horas, com caminhadas leves nas duas paradas.

Outra opção bacana é o bate-volta até Villa La Angostura, uma cidadezinha charmosa a cerca de 1h30 de carro de Bariloche, contornando o lago — a estrada é tão bonita que já vale como passeio. Por lá ficam o Cerro Belvedere e o Cerro Bayo, um dos melhores lugares pra esquiar na Argentina.
Depois desse passeio, volte à cidade e conheça o Cassino de Bariloche, onde além de jogar dá pra jantar ou assistir a apresentações musicais e de tango.

Dia 5: dia coringa e praias de lago
No último dia, a ideia é visitar o que ficou de fora no dia 3. Ou seja, se você já visitou o Cerro Otto, vá ao Piedras Blancas neste dia (ou vice-versa). Esse dia coringa é ótimo justamente pra repetir o que você mais gostou ou encaixar o que faltou, sem aquela correria.

Se estiver viajando no verão ou em dias quentes, vale conhecer as chamadas praias de Bariloche pra descansar. São praias de cascalho dos lagos locais, com águas rasas e tranquilas (geladíssimas, mas com visual incrível). Além de nadar e tomar sol, dá pra fazer esportes aquáticos como caiaque, já que tem aluguel de equipamento. Entre as melhores estão a Playa Bonita, a Bahía Serena e a Centenário.

Melhor época pra fazer esse roteiro
Bariloche vem se consolidando como destino de quatro estações, então a melhor época depende do que você procura:
- Pra ver neve com boa chance: a segunda quinzena de julho e agosto costumam ser mais garantidas pro esqui, mas também mais caras e cheias.
- Pra economizar e ainda pegar frio: junho e setembro costumam ter melhores preços, porém a neve não é 100% garantida, especialmente nas bases.
- Pra trilhas, lagos e clima agradável: janeiro, fevereiro e início de março, com dias longos.
- Pra fugir das multidões: outubro/novembro e abril/maio, com menos filas nos passeios e restaurantes e bons preços.
Dicas práticas pra não errar em Bariloche
Como a gente já foi e viu muita gente cometendo os mesmos deslizes, separou os erros mais comuns de brasileiros — e como evitar:
- Esperar neve garantida em qualquer mês de inverno: a neve depende do clima. Início de junho e fim de setembro podem ter pouca neve nas bases, embora o alto da montanha possa estar bom. Entenda a diferença entre neve pra brincar e neve pra esquiar.
- Fechar cinco cerros em cinco dias: o frio, a altitude e o deslocamento cansam. Equilibre os cerros intensos (Catedral, parques de neve) com dias mais leves (Centro, Circuito Chico, barco).
- Não reservar restaurantes na alta temporada: em julho é fila e casa lotada à noite. Reserve fondues e parrillas com antecedência.
- Não se proteger do sol e do vento na neve: queimadura de sol e lábios rachados são reclamações frequentes. Leve protetor solar, óculos escuros, hidratante e protetor labial.
- Economizar demais na roupa de frio: se não quiser comprar tudo, dá pra alugar roupa de neve (calça, jaqueta, botas, luvas) no centro e nas bases dos cerros, e complementar com camadas por baixo.
Sobre dinheiro, por causa da volatilidade do peso argentino, vale levar cartão e um pouco de espécie e trocar conforme a conveniência. E sempre prever uma margem pra extras, porque muitas atividades de neve cobram por descida ou em combos, e as fotos oficiais dos passeios encarecem a conta.
Pra aproveitar tão bem todos esses passeios, ficar bem localizado faz toda a diferença em Bariloche: você perde menos tempo no transporte e fica perto de restaurantes e da Rua Mitre. Olha aqui a melhor região pra se hospedar e como economizar muito no hotel:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre 5 dias em Bariloche
5 dias em Bariloche são suficientes?
Sim, 5 dias são considerados o tempo ideal pra ver o essencial, tanto no inverno quanto no verão. Dá pra encaixar centro, Circuito Chico, os principais cerros, passeio de barco e ainda sobra um dia coringa pra repetir o que mais gostou.
Qual a melhor época pra ir a Bariloche?
Depende do objetivo: julho e agosto pra neve e esqui (mais cheio e caro), janeiro a março pra trilhas e lagos, e as meias-estações (outubro/novembro e abril/maio) pra fugir das multidões e pegar bons preços.
Precisa alugar carro em Bariloche?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. A cidade é espalhada, com cerros e bate-voltas a quilômetros do centro. De carro você faz o Circuito Chico no seu ritmo, vai ao Cerro Catedral e até Villa La Angostura com liberdade e economiza em transfers.
Tem neve em Bariloche o ano todo?
Não. A neve costuma aparecer no inverno (junho a setembro), com mais garantia em julho e agosto. No verão não tem neve nas cidades, mas o Cerro Catedral oferece trilhas, mountain bike e teleféricos panorâmicos.
Quanto custa um dia em Bariloche?
Os valores variam muito com o câmbio do peso argentino. Em média, uma refeição em restaurante fica em torno de R$ 70 a 120 por pessoa, parrillas com vista chegam a R$ 120 a 180, e os passeios de teleférico e barco começam em torno de algumas dezenas de reais até R$ 250 nos mais completos.
Precisa de seguro viagem pra Bariloche?
Não é obrigatório por lei, mas é muito recomendado. Atendimento médico no exterior pode sair caro, e ainda há os esportes de neve, que aumentam o risco de imprevistos. Vale ter um seguro que cubra essas atividades.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Buenos Aires, com todas as dicas pra economizar ao máximo.
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Bariloche é um daqueles lugares que a gente sempre tem vontade de voltar, porque cada estação entrega uma cidade diferente. Com esses 5 dias bem distribuídos, você sai com o melhor do destino sem aquela exaustão de quem tenta fazer tudo de uma vez. Boa viagem!
