
Buenos Aires é daqueles destinos que cabem num feriado prolongado e ainda assim te deixam com gostinho de quero mais. A gente já foi algumas vezes e sempre se surpreende com o jeitão europeu da cidade misturado com aquela energia latina — não é à toa que chamam de “Paris da América do Sul”. Em 2 dias dá pra ver muita coisa, desde que você organize bem o roteiro por proximidade.
Neste guia, a gente montou um roteiro prático de o que fazer em 2 dias em Buenos Aires: dia 1 concentrado no Centro, San Telmo, La Boca e Puerto Madero; dia 2 em Recoleta e Palermo. No meio do caminho, um bom show de tango, parrillas pra cair de boca e dicas de quem já errou (e acertou) por lá.
E não esquece: aqui no nosso Guia de Buenos Aires a gente reuniu tudo pra planejar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Melhor época pra ir e dicas gerais
Os meses mais agradáveis são de outubro a novembro (primavera) e de março a maio (outono), com temperaturas amenas e menos chuva. O verão (dezembro a fevereiro) costuma passar dos 30 °C, então leve roupa leve e capriche na hidratação. Já o inverno (junho a agosto) fica entre 5 °C e 15 °C — frio gostoso pra emendar café, vinho e parrilla.
Buenos Aires fica em UTC-3, geralmente o mesmo horário de Brasília, então nada de jet lag. A moeda é o peso argentino, e aqui vai um aviso importante: por causa da inflação, os valores em pesos mudam o tempo todo. A gente trabalha com ordens de grandeza, mas confira a cotação perto da viagem.
Cartão é aceito na maioria das atrações, restaurantes e lojas, mas tenha sempre um pouco de dinheiro vivo pra metrô, empanadas de rua e feirinhas. Um erro clássico de brasileiro é levar TODO o dinheiro em espécie — com a volatilidade do peso, isso só aumenta o risco. Combine um pouco de espécie com cartão e saque aos poucos.
Como se locomover em Buenos Aires
Boa parte do roteiro dá pra fazer a pé. Centro, San Telmo, Recoleta e partes de Palermo são ótimos pra caminhar, com várias atrações pertinho umas das outras (Plaza de Mayo, Obelisco, Teatro Colón, Calle Florida).
Pra distâncias maiores, o metrô (Subte) é eficiente e baratinho — cada trajeto sai por poucos reais convertidos. Você precisa do cartão SUBE, que também vale nos ônibus (colectivos). Táxis oficiais são abundantes e apps como Uber e Cabify funcionam bem, costumando sair mais previsíveis pra gente.
Uma coisa que a gente sempre repete: não tente fazer Centro + San Telmo + La Boca + Recoleta + Palermo no mesmo dia. O mapa engana e você acaba exausto. Agrupar por proximidade, como neste roteiro, rende muito mais.
Onde comprar ingressos e passeios em Buenos Aires
Antes de começar o passeio, uma dica que economiza muito: comprar os ingressos e tours com antecedência, pela internet, sai mais barato e evita fila. Na bilheteria, além de ser mais caro, pode já estar esgotado pro dia que você quer.
O site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios da cidade. Já costuma ser um dos mais baratos, mas a maior vantagem é que você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece passeios gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
- Transfer: lá tem o transfer do aeroporto até o hotel, às vezes mais barato que táxi. Você paga adiantado (sem golpe de taxista), o motorista já sabe o destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Fácil e seguro.
- Atendimento em português: suporte 24h, em português, se precisar.
Vale comprar antecipado principalmente pros tours guiados da Casa Rosada e do Teatro Colón, que costumam exigir reserva prévia em horários específicos — muito turista chega na hora e fica sem vaga na alta temporada.
Roteiro do dia 1: manhã no Centro Histórico
A parada obrigatória pra quem chega na capital portenha é a Plaza de Mayo, coração político da cidade. Lá estão dois pontos importantes: a Casa Rosada e a Catedral Metropolitana.
A Casa Rosada (sede do governo) tem visitas guiadas gratuitas, mas precisam ser agendadas pelo site do governo, e costumam acontecer nos fins de semana em horários certos. Já a Catedral Metropolitana — onde o Papa Francisco oficiou por anos — tem entrada gratuita e vale pela arquitetura e pela história. Os museus da praça também dá pra visitar de graça.

Pra um café da manhã reforçado, dá uma passadinha no Café Tortoni, fundado em 1858 e um dos mais antigos da cidade. Café com medialunas (croissants) e churros faz a alegria de qualquer um, e o consumo costuma ficar na faixa de algumas dezenas de reais por pessoa.
Na sequência, caminhe pela Calle Florida, rua de pedestres famosa pelas compras, casas de câmbio e artistas de rua. Aproveita pra entrar nas Galerías Pacífico, um shopping num prédio histórico com murais lindíssimos no teto.
Roteiro do dia 1: tarde em San Telmo e La Boca
Depois do almoço, siga pra San Telmo, o bairro boêmio de ruas de paralelepípedo, antiquários e bares. Se você cair num domingo, vai pegar a Feira de San Telmo, um dos programas mais tradicionais da cidade, com artesanato, antiguidades, tango de rua e comida típica. O Mercado de San Telmo (de 1897) é ótimo pra um almoço informal de empanadas, com gastos por volta de dezenas de reais por pessoa.
De lá, vá pra La Boca conhecer o Caminito, aquele conjunto de ruazinhas com casas coloridas, murais e artistas de rua que virou símbolo de Buenos Aires. Pra fãs de futebol, o estádio La Bombonera (Boca Juniors) fica ali do lado e tem tours guiados.
Aqui vai um aviso que a gente faz questão de repetir: a parte turística do Caminito é tranquila, mas os arredores podem ser problemáticos. Evite circular em ruas vazias, não fique ostentando objetos de valor e prefira táxi ou app, principalmente à noite.
Roteiro do dia 1: noite em Puerto Madero e tango
Pra encerrar o primeiro dia, vá pra Puerto Madero, o antigo porto revitalizado, cheio de prédios modernos, restaurantes e a famosa ponte Puente de la Mujer. É perfeito pra caminhar ao entardecer e jantar com vista pro Río de la Plata. Um restaurante bacana e moderno na cidade é o Elena, que agrada todos os gostos.
E não tem como sair de Buenos Aires sem ver um show de tango. A gente amou o espetáculo no Tango Porteño, pertinho do Obelisco, que é um pouco diferente e bem legal. Outra opção mais intimista é assistir a uma apresentação no próprio Café Tortoni, com jantar.
- Pra quem é fã de verdade, fica a dica extra: que tal uma aula particular de tango? Vira memória de viagem pra vida toda.
Importante: os shows costumam lotar em fins de semana e feriados, então reserve antes — a gente já deixou pra última hora e quase ficou sem lugar bom.

Roteiro do dia 2: manhã em Recoleta
O segundo dia começa no elegante bairro de Recoleta. O ponto mais famoso é o Cemitério da Recoleta, com seus mausoléus suntuosos e a tumba de Eva Perón (Evita). Muita gente acha mórbido, mas o lugar é super histórico e rende fotos belíssimas. Pra essa região, a gente tem duas indicações boas pra quem quer se aprofundar: uma visita guiada por La Recoleta, ou um free tour pelo cemitério.
Pertinho dali fica o Museu Nacional de Belas Artes, com acervo de arte europeia e latino-americana, que em muitos períodos tem entrada gratuita. E não deixe de ver a Floralis Genérica, aquela escultura gigante em forma de flor que abre e fecha conforme a luz do dia — fica numa praça gostosa, ótima pra descanso e fotos.

De passagem pelo Centro, vale conhecer também o Obelisco, marco da imensa Avenida 9 de Julho (uma das mais largas do mundo), e fazer um tour pelo Teatro Colón, considerado um dos melhores teatros de ópera do planeta. As visitas guiadas duram cerca de 50 minutos e custam algumas dezenas de reais convertidos.
Pra hora do almoço, uma opção bacana é o restaurante Oviedo, conhecido em Buenos Aires pelos pratos de frutos do mar e pelos ótimos vinhos. Se você curte essa combinação, vale a parada.
Roteiro do dia 2: tarde em Palermo
Reserve a tarde pra Palermo, o bairro mais descolado da cidade. Comece pelos Bosques de Palermo, uma grande área verde com lagos, trilhas e aluguel de bicicletas — perfeito pra relaxar depois de tanto passeio. Em dias de sol, é comum ver famílias fazendo piquenique.
Um dos lugares mais fotogênicos é o Jardim Japonês, com lagos, pontes, carpas koi e um jardim impecável. A entrada costuma ter valor moderado e ainda tem cafeteria japonesa no local. Ali do lado fica o MALBA (Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires), referência em arte latina, com obras de Frida Kahlo e Tarsila do Amaral, além do Hipódromo de Palermo. Dá pra fazer um free tour por lá também.
- Se você vai pra terras argentinas, anote tudo o que tem pra fazer na capital com a nossa lista de o que fazer em Buenos Aires.

Vida noturna no segundo dia
Pra fechar a viagem com chave de ouro, aproveite a vida noturna de Palermo Soho e Palermo Hollywood, cheia de bares, restaurantes autorais e drinks. É a região mais animada pra um público jovem e bem gay-friendly.
Se você curte unir jantar e balada, o restaurante Asia de Cuba, em Puerto Madero, vira pista de dança depois de uma da manhã — boa pedida pra encerrar admirando o Río de la Plata.

Onde comer: parrillas, empanadas e alfajores
Comer bem em Buenos Aires é parte do passeio. As parrillas (churrascarias argentinas) são imperdíveis — peça cortes como bife de chorizo, ojo de bife e asado de tira. As empanadas são baratas e ótimas pra um almoço rápido entre os passeios. E não saia sem provar um alfajor: a marca Havanna é a mais famosa entre turistas, com lojas pela Calle Florida, mas há várias marcas artesanais igualmente boas.
Pra te dar uma ideia de gastos: refeição simples (empanadas, sanduíche) fica em dezenas de reais por pessoa; almoço ou jantar em parrilla turística vai de dezenas a pouco mais de uma centena por pessoa (sem exagerar na bebida); e show de tango com jantar costuma sair na faixa de algumas centenas por pessoa. Fuja dos restaurantes “pega-turista” do Caminito e do entorno da Plaza de Mayo — costumam ser caros e fracos. Pesquise no Google Maps ou peça indicação no hotel.
Seguro viagem pra Buenos Aires
Atendimento médico no exterior pode pesar no bolso, então a gente sempre faz seguro viagem antes de embarcar — é a tranquilidade de estar coberto contra qualquer imprevisto. Pra cotar, usa esse comparador de seguros, que mostra as melhores opções e já vem com 18% de desconto exclusivo. Dá pra pagar em reais e parcelar, e o atendimento é em português.
Pra um roteiro de 2 dias bem aproveitado, ficar bem localizado faz toda a diferença: menos tempo no transporte e mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Buenos Aires:
Onde ficamos em Buenos Aires (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O bairro Recoleta é o ponto perfeito para se hospedar! Elegante e urbano, ele se assemelha a outros bairros de cidades europeias, como Paris. As ruas são largas e bem arborizadas, além de terem os principais hotéis de Buenos Aires.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre 2 dias em Buenos Aires
2 dias em Buenos Aires são suficientes?
Para conhecer os principais pontos, sim. Em 2 dias dá pra ver Centro, San Telmo, La Boca, Puerto Madero, Recoleta e Palermo, além de um show de tango. O segredo é agrupar os bairros por proximidade e não tentar fazer tudo num dia só.
Precisa alugar carro em Buenos Aires?
Não. A cidade é bem servida de metrô, ônibus e apps de transporte, e muitas atrações ficam a uma caminhada de distância. Carro só faz sentido se você for explorar o interior da Argentina.
Qual a melhor época pra visitar Buenos Aires?
Os melhores meses são de outubro a novembro (primavera) e de março a maio (outono), com clima ameno e menos chuva. O verão é quente e o inverno é frio, mas ambos têm seus encantos.
Como levar dinheiro pra Buenos Aires?
O ideal é combinar um pouco de dinheiro em espécie (pra metrô, feirinha e empanadas) com cartão de crédito ou débito, que é amplamente aceito. Evite levar grandes quantias em espécie por causa da volatilidade do peso.
Precisa agendar visita à Casa Rosada e ao Teatro Colón?
Sim. A Casa Rosada tem visitas guiadas gratuitas que precisam ser agendadas pelo site do governo, geralmente nos fins de semana. O Teatro Colón também costuma pedir reserva pros tours guiados, principalmente na alta temporada.
Vale a pena ver um show de tango?
Com certeza. É uma das experiências mais marcantes da cidade. Os pacotes com jantar ficam na faixa de algumas centenas de reais por pessoa, e vale reservar antes porque costumam lotar em fins de semana e feriados.
É seguro visitar o Caminito em La Boca?
A parte turística do Caminito é tranquila durante o dia, mas os arredores podem ser problemáticos. Fique na zona movimentada, evite ostentar objetos de valor e prefira táxi ou app, especialmente à noite.
Economize ao máximo na sua viagem a Buenos Aires
- Economizando: quer planejar a viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para Buenos Aires, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações de Buenos Aires da forma mais barata e segura.
- Carro: se você for explorar a Argentina de norte a sul, leia como alugar um carro em Buenos Aires pelo menor preço possível.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Buenos Aires, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem sem preocupação? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Buenos Aires pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
Buenos Aires é uma cidade que a gente sempre tem vontade de voltar — tem cara de Europa, comida boa, vinho barato e uma energia única. Com esse roteiro de 2 dias você já mata os principais pontos e ainda sente o gostinho da capital portenha. Boa viagem!