
Se tem uma dúvida que aparece sempre antes de viajar pra cá é essa: como se locomover em Bariloche sem perder tempo (e sem gastar à toa)? A resposta muda bastante conforme a época do ano, se você vai esquiar, se tá com crianças e quanto quer economizar. Por isso a gente reuniu aqui todas as formas de circular pela cidade e pelos arredores, com os prós, contras e as armadilhas que muito brasileiro cai.
O centro de Bariloche é bem caminhável: quem fica perto da Calle Mitre, do Centro Cívico e do lago Nahuel Huapi resolve restaurantes, lojas, mercados e agências de passeio a pé. O problema são as atrações mais distantes, tipo o Cerro Catedral, o Circuito Chico, o Cerro Tronador e a região da Avenida Bustillo, que ficam longe e dependem de transporte.
Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi como a estação do ano muda tudo: no verão dá pra explorar de carro com liberdade total, mas no inverno, com a alta temporada de esqui, a logística pede planejamento. E não esquece: aqui no nosso guia com as melhores coisas pra fazer em Bariloche a gente reuniu as atrações que você vai querer alcançar com cada meio de transporte.
Como se locomover de carro em Bariloche
Sem dúvidas, a forma que a gente mais indica pra se locomover em Bariloche é o carro. A cidade é bem desenvolvida, mas é o carro que te leva a mais lugares com conforto e no seu próprio ritmo.
Tendo um carro, você monta seu próprio roteiro e escolhe os horários dos passeios, sempre com mais autonomia. Dá pra guardar a bagagem depois do check-out, ir pra bairros mais afastados, visitar atrações e cidades vizinhas como Villa La Angostura, parar em mirantes e praias de lago sem pressa.
O carro é especialmente interessante no verão e na meia estação (outubro a abril), quando as estradas estão sem neve nem gelo e você consegue explorar o Circuito Chico, a Ruta 40 e a região dos lagos com toda a liberdade.
No inverno também é conveniente, mas exige cuidado: pode ter gelo na pista, neve e, dependendo das condições, ser necessário usar correntes nos pneus. Se você nunca dirigiu na neve, vale pensar duas vezes.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Se quiser se aprofundar, dá uma olhadinha na nossa matéria de aluguel de carro em Bariloche. Ah, e se for alugar no inverno: pergunte na locadora sobre a política de neve, o uso de correntes e a cobertura do seguro antes de fechar.
Como se locomover de ônibus em Bariloche (cartão SUBE)
Dá pra se locomover de ônibus em Bariloche, sim, e é a forma mais barata de todas. A rede urbana é operada pela empresa Mi Bus, com várias linhas que ligam o centro a pontos turísticos como Llao Llao, Cerro Catedral, rodoviária e aeroporto.
Pra usar é obrigatório o cartão SUBE, o mesmo usado em outras cidades da Argentina. É um cartão pré-pago recarregável, vendido em lojas, kioscos e alguns comércios no centro. Uma coisa boa: se você já usou SUBE em Buenos Aires, dá pra reaproveitar o mesmo cartão aqui, só recarregando.
Sobre os horários: de segunda a sexta, os ônibus rodam de cerca de 4h até 23h40; aos sábados, de aproximadamente 6h até 22h15; e aos domingos e feriados, de cerca de 8h até 20h40. Na prática, os ônibus tendem a seguir os horários, mas a frequência é limitada e a espera pode ser maior fora dos horários de pico.
As tarifas variam pela distância: trajetos curtos na cidade ficam em torno de poucos reais por trecho, e percursos turísticos mais longos (tipo Cerro Catedral ou Llao Llao) saem um pouco mais caros, mas ainda bem em conta. De qualquer jeito, é muito mais barato que táxi ou remis.
A rota pela Avenida Bustillo até o Hotel Llao Llao (km 25) é quase um mini-passeio: passa por vários pontos de interesse às margens do lago. Vale pegar só por causa da paisagem.
Os pontos fracos: os ônibus não são climatizados, não têm muito espaço e ficam lotados na alta temporada. Não é nada prático pra quem está com equipamento de esqui ou com crianças pequenas. E atenção, o pagamento é só com SUBE, não aceita dinheiro nem cartão de crédito.
- Dica: pra ir ao Cerro Otto, há um ônibus gratuito oferecido pela empresa que administra o local, saindo do centro. O ingresso pode ser retirado na rua Mitre ou na rua Quaglia.
Erro que muito brasileiro comete: chegar em Bariloche sem o SUBE e descobrir na hora que não dá pra pagar o ônibus em dinheiro. E também não conferir o último horário de volta, principalmente em domingos e feriados, quando o serviço encerra mais cedo.
Táxi, remis e Uber em Bariloche
Os táxis funcionam igual aos do Brasil, com taxímetro e bandeira. Dá pra pegá-los na saída do aeroporto, em torno da Rua Mitre e nos outros pontos turísticos. Quando o letreiro está iluminado, está livre, e você pode parar na rua mesmo.
Dentro da cidade, as corridas costumam sair em conta. Já pra trajetos mais longos, tipo Cerro Catedral ou Llao Llao, o valor sobe bastante, mas tende a compensar se você dividir entre 3 ou 4 pessoas.
Tem também o remis, muito comum na Argentina: são carros com preço fechado e tabelado por trajeto, independente do caminho ou do trânsito. Você contrata por telefone, por aplicativo da própria empresa ou em agências e remiseras pela cidade, e os hotéis costumam ajudar a chamar. Dá pra fechar um remis pra fazer o Circuito Chico inteiro por um preço combinado, por exemplo. Uma dica de ouro: muitos turistas adotam um motorista de confiança como “motorista oficial” da viagem toda.
O Uber está operando legalmente em Bariloche e é bem prático pra deslocamentos dentro da cidade, tipo hotel-restaurante ou centro-hotel. Mas é um serviço relativamente recente por aqui e ainda está ganhando motoristas, então a disponibilidade é irregular. Na alta temporada, é comum penar pra conseguir um carro, especialmente pra voltar de atrações afastadas.
Erro que muito brasileiro comete: confiar 100% no Uber pra tudo e depois ficar preso no Cerro Catedral, em Piedras Blancas, no Cerro Campanario ou no Circuito Chico sem carro disponível pra voltar. A gente recomenda combinar remis, transfer ou excursão com horário marcado pra esses lugares, em vez de contar com app. E sempre acerte antes se a corrida longa vai ser por taxímetro ou valor fechado.
Transfers e excursões: a solução pra atrações distantes
Os transfers (traslados) são muito usados pra ligar o aeroporto ao centro/hotel e pra chegar nas estações de esqui e em passeios específicos. Boa parte das agências e atividades já oferece transfer incluído ou opcional no preço.
Pra quem prefere deixar a logística com quem entende, as excursões com agência resolvem bem o problema de voltar dos lugares afastados, porque incluem o transporte de ida e volta. A maioria dos visitantes brasileiros usa esse formato pra fazer o Circuito Chico, o Cerro Catedral, Piedras Blancas, o Cerro Tronador e os passeios de barco pelo lago Nahuel Huapi.
Os ingressos e passeios com transfer você pode reservar com antecedência usando esse site que a gente usa em todas as viagens. Dá pra comparar excursões, garantir o passeio antes de viajar e já organizar o transporte de ida e volta, o que tira muito o estresse de ficar caçando carona na neve.
Vale lembrar que os transfers compartilhados geralmente precisam ser contratados no dia anterior com as agências locais ou online. Em passeios de esqui, como o ski nórdico, o próprio centro costuma oferecer pacotes com transfer incluso.
A vantagem é clara pra quem não quer dirigir na neve e quer menos chance de imprevisto. O contra é a menor flexibilidade de horário, mas, considerando ida e volta, costuma ser competitivo em relação a táxi e remis.
A pé e de bicicleta
No centro, dá pra fazer quase tudo a pé: as lojas e chocolaterias da Mitre, restaurantes, mercados, agências, a Catedral de Bariloche, o Museu de la Patagonia, o Monumento Histórico Nacional e o Centro Cívico. É a melhor forma de explorar os cantinhos com calma.
Pra quem se hospeda na Av. Bustillo, à beira do lago, alguns trechos são caminháveis, mas as distâncias podem ser grandes, então muita gente acaba recorrendo a ônibus ou táxi. No verão, vale alugar uma bicicleta pra percorrer partes do Circuito Chico, aproveitando o visual do lago e das montanhas. Já no inverno rigoroso, esquece: gelo, vento e subidas tiram a graça.
Como ir do aeroporto ao centro
Do Aeroporto Teniente Luis Candelaria até o centro, você pode usar táxi, remis, transfer compartilhado ou privado, ou ônibus urbano com SUBE em algumas linhas específicas.
Quem chega com muita bagagem e cansado costuma compensar usando transfer ou táxi pela praticidade. O ônibus é mais indicado pra mochileiros e viajantes com orçamento bem apertado, já que sai por poucos reais por pessoa, pagos pelo SUBE.
Qual a melhor opção pra cada época
No inverno, com a alta temporada de esqui, o movimento pra Cerro Catedral, Piedras Blancas e outros centros de neve é enorme. Uber e táxis podem não dar conta da demanda, então a recomendação é combinar remis ou transfer com antecedência e usar excursões que já incluam o transporte. Carro alugado exige experiência em dirigir na neve.
No verão e na meia estação, com estradas mais tranquilas, o carro alugado se torna a opção mais interessante pra explorar a região de lagos com liberdade. Os ônibus funcionam bem como apoio, e caminhar e pedalar ficam muito mais agradáveis.
Pra fechar a logística, vale pensar bem na localização do hotel: ficar afastado na Av. Bustillo significa depender de transporte pra tudo, do almoço ao jantar, e nem sempre tem Uber ou táxi na hora. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche e aproveitar a viagem sem se preocupar tanto com deslocamento:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como se locomover em Bariloche
Precisa alugar carro em Bariloche?
Não é obrigatório, mas faz muita diferença, principalmente no verão e pra quem quer explorar atrações afastadas como o Circuito Chico, mirantes e cidades vizinhas no próprio ritmo. Sem carro, dá pra se virar com ônibus, remis e excursões, mas com menos flexibilidade.
Como funciona o ônibus em Bariloche?
A rede urbana é operada pela Mi Bus e conecta o centro a pontos turísticos como Llao Llao, Cerro Catedral, rodoviária e aeroporto. O pagamento é feito exclusivamente com o cartão SUBE, recarregável, que você compra em lojas e kioscos no centro. Não aceita dinheiro nem cartão de crédito.
O que é o cartão SUBE e onde comprar?
O SUBE é um cartão pré-pago nacional argentino usado nos ônibus. Em Bariloche, é vendido em lojas, kioscos e alguns comércios do centro. Se você já usou SUBE em Buenos Aires ou em outra cidade, dá pra reaproveitar o mesmo cartão, só recarregando.
Uber funciona em Bariloche?
Sim, o Uber opera legalmente na cidade e é prático pra trajetos dentro do centro. Porém, é um serviço recente por aqui e a disponibilidade de carros é irregular, especialmente na alta temporada. Não dá pra contar com ele pra voltar de atrações distantes como o Cerro Catedral.
O que é remis em Bariloche?
Remis é um tipo de transporte muito comum na Argentina: carros com preço fechado e tabelado por trajeto, sem depender do trânsito. Você contrata por telefone, app da empresa ou em agências, e os hotéis costumam ajudar a chamar. Muitos turistas adotam um motorista de confiança pra viagem inteira.
Como ir do aeroporto de Bariloche ao centro?
Dá pra usar táxi, remis, transfer (compartilhado ou privado) ou ônibus urbano com SUBE em linhas específicas. Quem chega com muita bagagem costuma preferir transfer ou táxi pela praticidade; o ônibus é mais econômico, ideal pra quem viaja com orçamento contado.
Dá pra fazer tudo a pé em Bariloche?
No centro, sim: lojas, chocolaterias, restaurantes, a Catedral, o Museu de la Patagonia e o Centro Cívico ficam todos a uma distância caminhável. Mas as atrações mais distantes, como o Cerro Catedral e o Circuito Chico, exigem transporte.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Buenos Aires, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
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- Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se está pensando em alugar um, leia como alugar um carro em Buenos Aires, com dicas pra pegar o menor preço possível.
- Pesos: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Buenos Aires, com os prós e contras de cada opção.
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- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Buenos Aires pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro, e é importante fazer um seguro pra estar coberto contra imprevistos. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim, a melhor forma de se locomover em Bariloche é combinar os meios conforme o dia: a pé no centro, carro ou excursão pras atrações afastadas e remis ou transfer pra resolver a logística da neve. Foi assim que a gente aproveitou melhor a viagem, sem perder tempo nem passar perrengue de transporte. Boa viagem!



