
Chegar em Bariloche pelo aeroporto Teniente Luis Candelaria (BRC) e bater aquela dúvida de como sair de lá até o centro é super comum. A boa notícia é que tem várias opções, e a gente vai destrinchar cada uma pra você escolher a que mais combina com o seu perfil de viagem.
O aeroporto fica a cerca de 14 a 15 km do centro, e o trajeto leva de 20 a 30 minutos de carro (táxi, remis, transfer ou carro alugado) ou de 40 a 50 minutos de ônibus, dependendo do trânsito. Ou seja, é pertinho, mas a escolha do transporte faz diferença no bolso e no conforto.
Quando a gente foi pela primeira vez, o erro clássico aconteceu: chegamos achando que era só pular no ônibus e descobrimos na hora que precisava de um cartão de transporte que nem sempre tem à venda no aeroporto. Resultado: corre pra um táxi mais caro, sem dinheiro trocado. Por isso vale ler tudo com calma antes de viajar.
E não deixe de conferir o nosso guia completo de Bariloche. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo pra montar a viagem inteira economizando ao máximo em TUDO: hotel, transporte, seguro, passeios e mais.
Outra coisa que vale saber: o peso argentino é muito volátil, então os valores na prática mudam bastante e muitos serviços acabam indexados informalmente ao real ou ao dólar. Vários motoristas aceitam reais e dólares em espécie, mas a cotação que eles aplicam costuma ser pior que a de uma casa de câmbio. A dica é chegar com um pouco de peso em mãos pro primeiro deslocamento.
Bom, vamos às opções, da mais cômoda à mais econômica.
1. Aluguel de carro: a melhor opção pra explorar a região
Na nossa opinião, pegar o carro alugado já no aeroporto é a melhor escolha pra quem quer aproveitar Bariloche de verdade. Você usa o carro na viagem toda e já economiza com a saída do aeroporto, em vez de pagar táxi e transfer separados o tempo todo.
O trajeto até o centro é bem simples e rápido: saindo do aeroporto, basta pegar a rodovia de acesso e entrar na avenida 12 de Octubre, seguindo nela até o centro. Sem trânsito, em dias normais, são cerca de 20 a 30 minutos.
Bariloche é um destino feito pra explorar de carro: Circuito Chico, Cerro Catedral, Cerro Otto, Colonia Suiza, a rota até Llao Llao… Tudo fica espalhado e o carro te dá liberdade total. Por isso a gente sempre recomenda alugar por aqui.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Um ponto de atenção: a diária de carro em Bariloche costuma ficar em torno de R$ 150 a R$ 300, dependendo da categoria, da temporada e do câmbio. E se você for no inverno, prepare-se pra possibilidade de neve e gelo na estrada, que podem exigir correntes de neve ou pneus especiais. Nem todo motorista brasileiro se sente confortável dirigindo nessas condições, então avalie. Quer saber mais detalhes? Dá uma olhada na nossa matéria sobre o aluguel de carro em Bariloche.
2. Transfer: praticidade pra quem chega à noite ou com a família
Se você não vai alugar carro, o transfer é uma das opções mais usadas por brasileiros, principalmente em família ou em grupo. Funciona super bem: tem hora marcada, alguém te espera com plaquinha, ajuda com as malas e leva direto ao hotel. É segurança e conforto na chegada.
Tem dois formatos:
- Transfer compartilhado: uma van ou micro-ônibus que agrupa passageiros de voos e hotéis diferentes. Leva de 30 a 45 minutos (pode demorar um pouco mais até embarcar todo mundo e fazer o circuito de hotéis) e costuma sair por cerca de R$ 60 a R$ 90 por pessoa.
- Transfer privativo: carro ou van exclusiva pro seu grupo. Leva de 20 a 30 minutos e fica em torno de R$ 100 a R$ 150 por carro, dependendo do tamanho do veículo e do horário.
É a opção ideal pra quem chega à noite, viaja com crianças ou idosos, ou fala pouco espanhol. E pra grupos de 3 ou 4 pessoas, o privativo muitas vezes sai quase o mesmo preço de um táxi, com bem mais conforto.
A gente recomenda esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar transfer. É o maior do mundo no ramo de passeios e transfers, e oferece três opções: só ida do aeroporto ao hotel, só a volta do hotel ao aeroporto ou os dois (ida e volta).
Basta colocar o aeroporto de chegada, o destino e escolher a melhor opção e o tipo de carro. Ali mesmo, online, você já confere o tempo do trajeto, o preço e todas as informações antes de fechar. A gente acha bem mais tranquilo do que ficar caçando táxi na hora, ainda mais na alta temporada, quando dá filas no ponto.

3. Táxi e remis: porta a porta a qualquer hora
O jeito mais óbvio de sair do aeroporto é de táxi. Em Bariloche tem vários esperando na porta principal do terminal, além dos remises, que são uma espécie de carro com motorista de preço fechado por trecho — uma espécie de “táxi VIP”.
A diferença na prática: o táxi roda com taxímetro e você pega no ponto em frente ao terminal. O remis trabalha com preço fechado até o seu hotel, e a agência mais citada no aeroporto é a AutoJet, que tem balcão dentro do terminal. Muita gente acaba usando sem nem saber que é “remis”, só chama de “o carro com motorista do aeroporto”.
O trajeto leva de 20 a 30 minutos até o centro. Em termos de preço, é uma das opções mais caras da lista: táxi e remis costumam ficar na faixa de R$ 80 a R$ 120 por carro até o centro, podendo variar pra cima ou pra baixo conforme o horário e a cotação aplicada. Em alguns casos, o remis sai um pouco mais barato que o táxi.

Olha uma dica importante: no remis, sempre confirme o valor antes de entrar no carro, especialmente à noite. E se for de táxi, garanta que o taxímetro está ligado. Se quiser pegar um táxi assim que desembarcar, seja rápido ao sair do voo, porque eles podem se encher rápido e você perde tempo esperando os carros retornarem.
4. Ônibus público (linha 72): a opção mais barata
A opção mais econômica de todas é o ônibus da linha 72, da Mi Bus. Ele liga o aeroporto ao Centro Cívico e ao terminal de ônibus, tendo a Calle Moreno como último ponto, depois de cerca de 17 paradas. O ponto fica no piso inferior, na saída da escada principal do terminal.
O trajeto leva de 40 a 50 minutos até o centro, dependendo do trânsito, e a passagem costuma custar em torno de R$ 5 a R$ 10 por pessoa. É a escolha ideal pra mochileiros, quem está com orçamento apertado, viaja com pouca bagagem e não tem pressa.
Mas atenção a dois pontos cruciais. Primeiro, o serviço opera aproximadamente das 7h10 às 22h10, com intervalos grandes (de até cerca de 2h) entre as partidas do aeroporto — então quem chega de madrugada não consegue contar com ele. Segundo, em muitos casos o pagamento é feito com o cartão SUBE, o cartão de transporte usado em várias cidades argentinas.

O problema é que o SUBE é vendido em kioscos (lojinhas de conveniência) e pontos autorizados, mas nem sempre é fácil de encontrar no aeroporto — esse é justamente o erro que a gente cometeu e que faz muita gente desistir do ônibus na chegada. Alguns relatos mais recentes citam a possibilidade de pagar em dinheiro direto com o motorista, mas isso pode mudar conforme as regras da empresa, então vale checar antes no site da Mi Bus, que também muda horários entre alta e baixa temporada.
Vale lembrar ainda que ônibus urbano não é pensado pra mala grande: se você viaja carregado, vai ficar desconfortável e atrapalhar outros passageiros. Existe também uma linha pública menos conhecida, a 3 de Mayo SA, mas é mesmo pra quem está com o orçamento bem apertado e viajando quase sem bagagem.
Qual opção escolher pelo seu perfil
Pra facilitar a sua decisão, olha um resumo do que cada opção entrega:
- Carro alugado — 20 a 30 min, cerca de R$ 150 a R$ 300/dia. Perfeito pra quem vai explorar a região por conta própria (Circuito Chico, cerros, Llao Llao).
- Transfer privativo — 20 a 30 min, em torno de R$ 100 a R$ 150 por carro. Ideal pra grupos, famílias e muita bagagem.
- Transfer compartilhado — 30 a 45 min, cerca de R$ 60 a R$ 90 por pessoa. Bom pra quem quer praticidade e aceita dividir.
- Táxi ou remis — 20 a 30 min, R$ 80 a R$ 120 por carro. Conforto imediato, chegada tarde, família pequena.
- Ônibus linha 72 — 40 a 50 min, R$ 5 a R$ 10 por pessoa. Mochileiro, orçamento apertado, pouca mala.
Na prática: se chegar de dia, com mala pequena e orçamento justo, considere a linha 72 (mas cheque os horários e tenha o SUBE). Se chegar à noite, com crianças ou no frio intenso, priorize táxi, remis ou transfer. E na alta temporada de inverno (junho a agosto), quando aumentam os voos diretos do Brasil e o aeroporto fica cheio, reserve pelo menos o trecho aeroporto → hotel com antecedência. Uma curiosidade boa: com tanto brasileiro chegando, muitos motoristas e atendentes de agência já se viram bem em português básico.
Dicas práticas pra não errar na chegada
Pra fechar, separamos as pegadinhas mais comuns que a gente vê turista brasileiro caindo:
- Não conte com o ônibus sem ter o cartão SUBE — muita gente chega confiante e acaba pagando táxi caro de última hora.
- Não confie na linha 72 pra voos noturnos — ela não roda madrugada adentro. Planeje táxi, remis ou transfer.
- Reserve o transfer na alta temporada — em julho e agosto dá fila no ponto de táxi e demora pra conseguir transporte na hora.
- Considere o clima — no inverno, esperar ônibus na porta do aeroporto com neve e vento é desagradável. Porta a porta vale o conforto.
- Leve um pouco de peso em espécie — pro primeiro deslocamento, mesmo que pretenda usar cartão ou câmbio depois.
Uma dica de ouro pra dias de neve: sempre deixe uma folga a mais entre o deslocamento e o horário do voo, porque vento, neve e gelo podem alongar o trajeto e até causar pequenas interrupções na rodovia.
Falando em chegar bem, escolher a região certa pra se hospedar faz toda a diferença: ficar no centro economiza táxi e te deixa perto dos restaurantes, lojas e do Centro Cívico, enquanto a rota de Llao Llao rende vistas incríveis mas pede carro. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como sair do aeroporto de Bariloche
Qual a distância do aeroporto de Bariloche até o centro?
O aeroporto Teniente Luis Candelaria fica a cerca de 14 a 15 km do centro de Bariloche. O trajeto leva de 20 a 30 minutos de carro e de 40 a 50 minutos de ônibus, dependendo do trânsito.
Qual o jeito mais barato de sair do aeroporto de Bariloche?
O ônibus da linha 72, da Mi Bus, é a opção mais econômica, com passagem em torno de R$ 5 a R$ 10 por pessoa. Mas exige o cartão SUBE na maioria dos casos e tem horário limitado (das 7h10 às 22h10).
Tem transfer do aeroporto de Bariloche até o hotel?
Sim. Você encontra transfer compartilhado (cerca de R$ 60 a R$ 90 por pessoa) e privativo (em torno de R$ 100 a R$ 150 por carro). É a opção ideal pra quem chega à noite, viaja com a família ou prefere conforto. Dá pra reservar online com antecedência.
Quanto custa um táxi do aeroporto de Bariloche ao centro?
Táxi e remis costumam ficar na faixa de R$ 80 a R$ 120 por carro até o centro, variando conforme o horário e a cotação aplicada. No remis, sempre confirme o valor antes de entrar no carro.
Vale a pena alugar carro no aeroporto de Bariloche?
Vale muito a pena se você pretende explorar a região por conta própria, como Circuito Chico, Cerro Catedral, Cerro Otto e Llao Llao. A diária costuma ficar em torno de R$ 150 a R$ 300. No inverno, fique atento à neve e ao gelo na estrada.
O ônibus do aeroporto de Bariloche funciona à noite?
Não. A linha 72 opera aproximadamente das 7h10 às 22h10, com intervalos grandes entre as partidas. Quem chega de madrugada deve contar com táxi, remis ou transfer.
Preciso ter pesos argentinos pra sair do aeroporto?
É recomendável levar um pouco de peso em espécie pro primeiro deslocamento. Muitos motoristas aceitam reais e dólares, mas aplicam uma cotação pior que a das casas de câmbio. O cartão SUBE, usado no ônibus, geralmente também precisa ser pago em pesos.
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Com todas essas opções na mão, fica fácil escolher como sair do aeroporto de Bariloche do jeito que mais combina com a sua viagem. A gente já testou praticamente todas e, no fim, o carro alugado foi o que mais valeu pela liberdade de explorar a região inteira — mas pra quem chega à noite ou viaja em família, o transfer porta a porta é mão na roda. Boa viagem e aproveita Bariloche!
