
Se tem um passeio que resume Bariloche numa tacada só, é o Circuito Chico. Em poucas horas você passa por lagos de água turquesa, mirantes de tirar o queixo, bosques e ícones como o Cerro Campanário e o Hotel Llao Llao. Não é à toa que chamam ele de carta de apresentação da cidade.
Quando a gente foi pela primeira vez, o erro clássico foi achar que era só um tourzinho de 3 horas e marcar outra coisa logo depois. Resultado: correria e pouco tempo pra curtir cada parada. Aqui a gente vai te contar como fazer direito, sem pressa e gastando menos.
O Circuito Chico tem cerca de 60 a 65 km em rota circular, saindo do centro de Bariloche e margeando os lagos Nahuel Huapi e Moreno. Dá pra fazer em meio dia de tour, mas se for por conta própria, separa o dia inteiro pra aproveitar com calma.
Uma curiosidade: o nome “Chico” (pequeno) é só pra diferenciar de passeios maiores que saem de Bariloche, como o Circuito Grande e a Rota dos Sete Lagos. De pequeno ele não tem nada na entrega de paisagem.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
De carro: a forma mais flexível de fazer o Circuito Chico
Olha, pra Bariloche e toda essa região de lagos e montanhas, alugar carro é o que mais vale a pena. As atrações ficam espalhadas pela Av. Exequiel Bustillo e pela Ruta Provincial 77, e ter o carro te deixa parar onde quiser, escolher o sentido do circuito e emendar com um pôr do sol num mirante. O asfalto é bom e bem sinalizado, fácil de dirigir.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Uma dica de quem já errou nisso: faça o circuito no sentido contrário ao das excursões. Começando pela região do Llao Llao e deixando o Cerro Campanário pro fim, você pega os pontos mais vazios e foge da fila das vans de turismo.

Outras formas de fazer o Circuito Chico
Se você não vai dirigir, dá pra fazer de outras maneiras. Cada uma tem seu lado bom:
- Excursão com agência: vans ou micro-ônibus com guia (geralmente em espanhol, às vezes português), buscando no hotel. Dura cerca de 3 a 4 horas, com saídas comuns por volta das 8h30/9h pela manhã ou 14h/15h à tarde. Ótimo pra quem tem pouco tempo na cidade e não quer se preocupar com nada.
- Transporte público: a linha 20 de ônibus sai do centro e vai pela Av. Bustillo em direção ao Llao Llao (as linhas 10 e 13 cobrem trechos, mas não o circuito todo). É o jeito mais barato, mas pouco prático, porque você precisa esperar o próximo ônibus a cada parada. Funciona bem se quiser visitar só 1 ou 2 pontos. Precisa do cartão SUBE, que você compra em quiosques e lojas de conveniência.
- De bicicleta: existem locadoras perto do início do circuito, na região do Cerro Campanário, com diárias em torno de USD 20 a 30. É lindo de fazer em ritmo lento, mas exige bom preparo físico e dia de clima estável. Não é pra iniciante nem pra pleno inverno.
Se o que te interessa é o tour guiado com transporte e paradas estratégicas, dá pra reservar tudo em reais (sem IOF) e parcelado por esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, com cancelamento gratuito, transfer do aeroporto e atendimento 24h em português. Vale lembrar que o tour normalmente não inclui o ticket do teleférico do Campanário.
Paradas imperdíveis do Circuito Chico
O circuito tem várias paradas que valem o seu tempo. Vou destacar as principais, na ordem que costumam aparecer.
Cerro Campanário
Pra muita gente, essa é a vista mais bonita da região — e aparece até em listas não oficiais de “vistas mais bonitas do mundo”. Fica a cerca de 17 km do centro pela Av. Bustillo, no topo de um morro de uns 1.050 m. Você sobe de teleférico (cadeirinha dupla, uns 7 minutos) e lá de cima vê vários lagos e montanhas de uma vez. O ticket é pago à parte e não entra na maioria dos tours; o valor varia bastante por causa da inflação argentina, então cheque na hora.

Hotel Llao Llao e Capela San Eduardo
O Hotel Llao Llao é um ícone da hotelaria de luxo argentina, com o complexo atual datando de 1948. Mesmo sem estar hospedado, dá pra circular pelo entorno, tirar fotos das vistas pro lago e, em alguns casos, tomar um café nos restaurantes internos. Pertinho, na Av. Exequiel Bustillo Km 25,5, fica a Capela San Eduardo, pequena, de pedra e madeira, com interior rústico e vitrais — um ponto fotográfico clássico.
Praias e baías
Ao longo do caminho aparecem várias “playas de lago”. A Playa Bonita (Km 8 da Av. Bustillo) é das mais populares, com vista pra Ilha Huemul e ótima pra banho no verão. Já a Bahía Serena e a Bahía López são baías menores com vistas lindas do Nahuel Huapi e dos morros ao redor. São pontos certeiros pra fotos e piqueniques.
Parque Municipal Llao Llao
É uma área de conservação com trilhas bem demarcadas, florestas de coihues e vistas pros lagos. Dá pra fazer uma caminhada curta ou trilhas mais longas, se tiver tempo. É o complemento perfeito pra quem faz o circuito de carro e quer um contato maior com a natureza, além dos mirantes de beira de estrada.
Ponto Panorâmico e Puerto Pañuelo
O Punto Panorámico, lá pelo Km 23, tem uma das vistas mais icônicas, mostrando o Lago Moreno, ilhas e montanhas ao fundo — parada quase obrigatória. Já o Puerto Pañuelo é um pequeno porto de onde saem barcos pra Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes; mesmo sem pegar o barco, rende boas fotos.
Cervejaria Patagonia
Perto do fim do circuito (no sentido anti-horário), virou parada quase obrigatória. Tem um deck com vista pro lago e pras montanhas, chope artesanal e petiscos. É o lugar ideal pra fechar o passeio com pôr do sol em dia de céu aberto.
Melhor época para fazer o Circuito Chico
O circuito é viável o ano inteiro, mas cada estação entrega uma experiência diferente:
- Verão (dezembro a março): dias longos, clima agradável e possibilidade de entrar no lago em praias como a Playa Bonita. Paisagens verdes e ótima visibilidade.
- Outono (abril a maio): as árvores ganham tons de amarelo, vermelho e laranja — rende fotos lindíssimas, com menos turistas.
- Inverno (junho a agosto): neve nos picos e às vezes na beira da estrada. A estrada costuma ser mantida transitável, mas convém checar as condições e, se for de carro, perguntar sobre uso de correntes e dirigir com cautela.
- Primavera (setembro a novembro): degelo nos picos, flores e início de temporada, geralmente com preços um pouco mais baixos.
A recomendação universal é dedicar um dia inteiro ao circuito, principalmente fora do inverno, pra aproveitar as caminhadas e as paisagens com calma.
Quanto custa o Circuito Chico
Em Bariloche os valores mudam rápido por causa da inflação argentina e do câmbio, então encare tudo abaixo como ordem de grandeza e confirme perto da viagem:
- Excursão Circuito Chico: em geral algo entre USD 20 e 50 por pessoa, dependendo da época e da agência.
- Teleférico do Cerro Campanário: cobrado à parte, valor moderado de passeio turístico — cheque na hora.
- Aluguel de bicicleta: em torno de USD 20 a 30 por dia.
- Transporte público: tarifa varia por distância, paga com o cartão SUBE.
Dicas e erros comuns de quem faz o Circuito Chico
A gente errou nessa primeira viagem e quer te poupar dos perrengues mais comuns:
- Não subestime o tempo: muita gente acha que é “só um tour de 3 horas” e marca outro passeio na sequência. Resultado: correria no Campanário e no Parque Llao Llao. Reserve tempo de sobra.
- Cheque a previsão do tempo: o Cerro Campanário perde toda a graça sob neblina ou chuva. Programe a subida pra um horário de boa visibilidade.
- Leve agasalho: mesmo no verão, o vento nas partes altas é frio. Vá de camadas.
- Tenha o SUBE pronto: se for depender de ônibus, deixe o cartão com crédito antes pra não atrasar a saída.
- Bateria e espaço no celular: o circuito é fotogênico demais, é fácil ficar sem bateria bem na hora do mirante mais bonito.
Seguro viagem para Bariloche
Pra atividades ao ar livre e principalmente no inverno, fazer um seguro viagem é essencial. O atendimento médico no exterior pode sair caro, e um imprevisto numa trilha ou na neve pode virar uma conta salgada.
A gente sempre usa esse comparador de seguros, que compara as principais seguradoras e já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas. Dá pra pagar em reais e proteger a viagem inteira por um valor que cabe no orçamento.
Chip de viagem para usar em Bariloche
Pra navegar no GPS durante o circuito, achar mirantes e compartilhar as fotos sem susto na conta, vale garantir internet ainda no Brasil. A gente usa esse chip de viagem que a gente usa: chega antes da viagem, é fácil de ativar e sai mais barato do que pagar roaming.
Pra aproveitar bem o Circuito Chico, ficar bem localizado faz diferença: começando o passeio cedo e perto da Av. Bustillo, você ganha tempo e ainda volta tranquilo pro centro à noite. Olha a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o Circuito Chico em Bariloche
Quanto tempo dura o Circuito Chico?
Em excursão com agência, dura cerca de 3 a 4 horas. Por conta própria, de carro ou bike, reserve pelo menos 4 a 6 horas — e o ideal é separar o dia inteiro pra parar com calma nos mirantes e fazer alguma trilha.
Vale a pena fazer o Circuito Chico de carro?
Sim. De carro é a forma mais flexível: você escolhe o sentido, para nos mirantes menos óbvios e ainda emenda um pôr do sol. A estrada é asfaltada e bem sinalizada, fácil de dirigir.
O ingresso do teleférico do Cerro Campanário está incluído no tour?
Na maioria das excursões, não. O ticket do teleférico é pago à parte, direto na bilheteria. Como o valor muda bastante por causa da inflação, confira o preço na hora.
Dá pra fazer o Circuito Chico de ônibus?
Dá, pegando a linha 20 a partir do centro, que segue pela Av. Bustillo. É o jeito mais barato, mas pouco prático, porque você precisa esperar o próximo ônibus a cada parada. Funciona melhor pra visitar só 1 ou 2 pontos. Você precisa do cartão SUBE.
Qual a melhor época para fazer o Circuito Chico?
É bonito o ano todo. O verão tem dias longos e praias de lago; o outono tem as cores das árvores; o inverno tem neve (mas exige cautela na estrada); e a primavera traz flores e preços um pouco menores. Fora do inverno é mais fácil aproveitar as caminhadas.
Qual a parada mais bonita do Circuito Chico?
Pra maioria dos viajantes, é o mirante do Cerro Campanário, com vista pra vários lagos e montanhas. O Punto Panorámico e o entorno do Hotel Llao Llao também disputam o pódio.
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O Circuito Chico é, de longe, o passeio que melhor traduz Bariloche em poucas horas. Se a gente pudesse dar um conselho, seria: vá de carro, comece cedo, leve agasalho e deixe o dia livre pra parar onde o coração mandar. Boa viagem!