
Quer saber como é Bariloche em fevereiro? A gente vai te contar tudo: como fica o clima, o que vestir, os melhores passeios da temporada e os erros bobos que muito brasileiro comete por achar que vai pegar neve. Spoiler: em fevereiro a região está no auge do verão patagônico, com lagos azul-turquesa, trilhas liberadas e dias longos pra aproveitar.
Quando a gente foi nessa época, a maior surpresa foi justamente essa: quem só conhece o “Bariloche da neve” não imagina o quanto a paisagem fica linda no verde, com bosques, flores e lagos de um azul intenso. É outro destino, sinceramente.
E não deixe de conferir o nosso guia completo de Bariloche. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo completo pra montar toda a sua viagem economizando ao máximo em TUDO — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios.
Como é o clima de Bariloche em fevereiro?
Fevereiro é pleno verão no hemisfério sul, então o clima costuma ser bem agradável. As máximas ficam em torno de 21°C a 25°C durante o dia, com mínimas em torno de 6°C a 10°C à noite, podendo cair um pouco mais em dias frios.
Na prática, o dia tem aquela cara de primavera refrescante brasileira, e a noite lembra um inverno leve da Serra Gaúcha. É perfeito pra quem quer fugir do calor de 35°C a 40°C do Brasil sem passar frio de verdade.
O verão também é relativamente mais seco que o inverno, então fevereiro costuma ter pouca chuva comparado à temporada de neve. Mesmo assim, vale lembrar que isso aqui é Patagônia: o tempo muda rápido, pode ventar, nublar e esfriar mesmo em pleno verão.

No gráfico acima dá pra ver as temperaturas ao longo do ano. Repara como fevereiro é um dos meses mais quentes — ótimo pra atividades ao ar livre como caminhadas, passeios de barco e ciclismo.
O que vestir em Bariloche em fevereiro
A regra de ouro aqui é sistema de camadas. De dia você pode passar calor com casaco pesado, mas à noite e nos passeios de barco ou em mirantes altos esfria bastante. Então:
- De dia: camiseta, camisa leve, calça ou bermuda, tênis confortável.
- Na mochila sempre: casaco corta-vento ou fleece, segunda pele leve e uma capa de chuva dobrável.
- À noite: um casaco mais quente, e dependendo do vento, gorro e cachecol.
E não esquece o protetor solar e o protetor labial: o sol patagônico é forte e pega muita gente desprevenida.
Fevereiro é boa época pra Bariloche?
Depende do que você procura. Fevereiro é “Bariloche versão Patagônia de verão”, não “Bariloche de neve e esqui”. Ele é ideal pra quem quer:
- Paisagens verdes, lagos azul-turquesa e trilhas sem neve.
- Esportes ao ar livre como trekking, caiaque, stand up paddle e bike.
- Viajar em família com crianças pequenas — menos frio intenso e logística mais simples.
Já quem sonha com neve e esqui precisa repensar: pra isso, a época certa é entre meados de julho e o fim de agosto. Em fevereiro você não vai esquiar.
Uma coisa importante: como fevereiro ainda é alta temporada de verão pro público argentino (férias locais), os passeios mais concorridos esgotam rápido e os preços sobem. Por isso a gente sempre compra os ingressos com antecedência em esse site que a gente usa em todas as viagens. Na hora é sempre mais caro e muitos lotam. Esse site costuma ter o menor preço, é o único com o pagamento já em reais (evitando o IOF dos pagamentos internacionais) e ainda tem o transfer do aeroporto pro hotel e vários tours gratuitos, que são ótimos.
O que fazer em Bariloche em fevereiro?
São muitas possibilidades. A gente separou os passeios que mais valem a pena no verão, quando trilhas e lagos estão no auge.
1. Cerro Tronador
Uma jornada ao Cerro Tronador promete uma experiência incrível nas montanhas ao redor de Bariloche. Localizado na divisa entre Argentina e Chile, ele é uma das elevações mais altas da região, com cumes cobertos de neve e extensas camadas de gelo.
Durante a visita, dá pra explorar a beleza natural das redondezas, percorrendo trilhas panorâmicas com visões impressionantes dos vales glaciais e dos lagos transparentes na base da montanha. No caminho você passa por lagos como o Gutiérrez e o Mascardi e pelo rio Manso.
Tem ainda a chance de ver a famosa geleira Negra e ouvir os blocos de gelo se desprenderem e caírem nas águas turquesas do lago. É um passeio de dia inteiro: costuma sair lá pelas 8h ou 9h da manhã e voltar por volta das 18h ou 19h, então reserva o dia todo pra ele.
Se interessou e quer saber mais? Veja aqui e cheque valores, imagens e comentários de quem já foi.

2. Cerro Campanario e Circuito Chico
O Cerro Campanario, uma elevação de 1.049 metros à beira do lago Nahuel Huapi, tem um dos mirantes mais famosos da região. Você sobe por um teleférico de cadeiras e a vista lá de cima é considerada uma das mais bonitas do mundo — dá até pra avistar a fronteira entre Argentina e Chile.
O trajeto de teleférico leva uns sete minutos, então aproveita pra fotografar tudo. No cume tem uma cafeteria onde você pode tomar café, chocolate quente e comer waffles enquanto curte a paisagem.
A dica é combinar o Campanario com o Circuito Chico, um roteiro cênico que contorna parte do Lago Nahuel Huapi com vários mirantes. É um passeio mais curto, perfeito pra um dia de céu aberto e fotos panorâmicas de lagos e montanhas.

3. Passeios de barco pelo Lago Nahuel Huapi
No verão, navegar pelo Nahuel Huapi é um clássico. Os passeios mais procurados levam até a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes, e também até Puerto Blest, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi.
Os barcos costumam sair pela manhã e voltar no meio ou fim da tarde, ocupando praticamente o dia todo. Leva um casaco corta-vento na mochila: em cima da água o vento bate forte e esfria mesmo no verão.
4. Praias de lago e esportes aquáticos
Pode até parecer estranho, mas em fevereiro dá pra pegar um bronze nas praias dos lagos. Muita gente toma sol e entra na água, mesmo com a temperatura friinha do lago, estendendo as cangas nas pedrinhas à beira d’água.
É quando os esportes aquáticos ganham força: stand up paddle, caiaque, windsurf e kitesurf rolam bastante nas praias e em lagos como o Gutiérrez e o Mascardi, com aluguel de equipamento por hora ou meio dia. Atenção com crianças, porque algumas praias são mais fundas.
5. Rota dos 7 Lagos até San Martín de los Andes
Se você tem 4 dias ou mais, esse bate-volta é um dos passeios mais recomendados do verão. A Rota dos 7 Lagos até San Martín de los Andes é puro cartão-postal: lagos, mirantes, vales e bosques com várias paradas fotogênicas. É passeio de dia inteiro, saindo de manhã e voltando no fim do dia.
Como o caminho é todo de estrada com paradas espalhadas, esse é o tipo de passeio em que ter carro alugado faz muita diferença — você para onde e quando quiser, sem horário de excursão.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito em Bariloche, ainda mais com tantos passeios espalhados pela região (Circuito Chico, lagos, trilhas, Rota dos 7 Lagos), é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
6. Cerro Catedral
No Cerro Catedral tem atividade pra todas as estações. No inverno ele é um dos principais destinos de esqui e snowboard da América do Sul, mas no verão ele vira o paraíso do ecoturismo, com trilhas para caminhadas, mountain bike e escaladas.
Os teleféricos sobem proporcionando vistas panorâmicas das montanhas e lagos ao redor, uma oportunidade ótima de apreciar a beleza natural da região. Caso tenha interesse, veja mais informações ao clicar aqui.

7. Tour pela cidade e Calle Mitre
Vale reservar uma tarde pra conhecer o centro de Bariloche. A cidade é famosa pela arquitetura alpina charmosa e pelas lojas de chocolate artesanal espalhadas pela Calle Mitre — ótimo programa pra um fim de tarde mais fresco.
O Centro Cívico fica sempre movimentado no verão e é um ótimo ponto de partida. Você pode ver mais informações e o valor do tour panorâmico aqui.

8. Museu de La Patagônia
O Museu de La Patagônia, no Centro Cívico da cidade, é uma boa sugestão pra um dia mais nublado. Estabelecido em 1940, o edifício onde ele fica é reconhecido como Monumento Histórico Nacional.
A exposição tem uma coleção variada de objetos, painéis e gravuras que contam a história da região da Patagônia. O espaço é dividido em 11 salas, com áreas de Ciências Naturais, Pré-história, Etnografia e História Regional, além de exposições temporárias. Costuma abrir de terça a sábado, com entrada gratuita ou contribuição simbólica.
Erros comuns de turista brasileiro em fevereiro
A gente já viu muita gente errar nessas, então anota aí pra não cair na mesma:
- Ir esperando neve e esqui. A neve é praticamente garantida só de meados de julho ao fim de agosto. Em fevereiro é verde, não branco.
- Subestimar o frio da noite. Muita gente chega com mentalidade de “verão brasileiro” e passa frio ao anoitecer, principalmente em passeio de barco ou em mirante alto.
- Levar mala só com roupa pesada de inverno. De dia você passa calor com casaco grosso. O ideal é sistema de camadas.
- Não reservar com antecedência. Carnaval e férias argentinas lotam hotéis e passeios e encarecem tudo.
- Esquecer protetor solar e labial. O sol patagônico é forte mesmo com clima ameno.
- Encaixar passeios de dia inteiro no mesmo dia. Tronador, 7 Lagos e certas trilhas ocupam o dia todo — tentar juntar tudo vira correria.
Roteiro-base de 4 dias em Bariloche no verão
Pra te ajudar a montar, segue um roteiro que funciona muito bem em fevereiro:
- Dia 1: Circuito Chico completo + Cerro Campanario.
- Dia 2: Passeio de barco pra Isla Victoria e Bosque de Arrayanes ou Puerto Blest.
- Dia 3: Bate-volta até San Martín de los Andes pela Rota dos 7 Lagos.
- Dia 4: Passeio até a base do Cerro Tronador (dia inteiro).
Com mais dias dá pra incluir trilhas mais longas, praias de lago, cervejarias artesanais e tempo livre no centro pra curtir as chocolaterias.
Seguro viagem para a Argentina
Atendimento médico no exterior pode sair caro, e em Bariloche, com tanta atividade ao ar livre e trilha, vale ainda mais ter uma proteção pra imprevistos. A gente sempre usa esse comparador de seguros, que mostra as opções de várias seguradoras lado a lado e já vem com um desconto exclusivo aplicado. Vale a tranquilidade.
Chip de viagem pra usar na Argentina
Pra usar o celular durante toda a viagem sem preocupação — GPS pros passeios, mapas, reservas —, já garanta um chip internacional ainda no Brasil com esse chip de viagem que a gente usa. É mais fácil e barato do que ficar caçando wi-fi por lá.
Com criança ou viajando em família, ficar bem localizado em Bariloche faz TODA a diferença: economiza tempo de deslocamento e te deixa pertinho do centro e dos pontos de saída dos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre Bariloche em fevereiro
Faz frio em Bariloche em fevereiro?
De dia não, o clima é agradável, com máximas em torno de 21°C a 25°C. À noite esfria, com mínimas por volta de 6°C a 10°C, então leve um casaco mais quente pro fim do dia.
Tem neve em Bariloche em fevereiro?
Não. Fevereiro é pleno verão e a chance de neve é quase nula. Pra ver neve e esquiar, a época certa é entre meados de julho e o fim de agosto.
O que levar de roupa pra Bariloche em fevereiro?
Aposte no sistema de camadas: roupa leve de dia (camiseta, calça ou bermuda, tênis) e um casaco corta-vento ou fleece, segunda pele e capa de chuva na mochila. À noite, um casaco mais quente. Protetor solar e labial são essenciais.
Vale a pena ir pra Bariloche em fevereiro?
Vale muito se você quer natureza, lagos, trilhas e clima ameno. É perfeito pra fugir do calor brasileiro. Só não vale se o seu sonho é esqui e neve.
Fevereiro é alta temporada em Bariloche?
Sim, principalmente até a metade do mês, por conta das férias dos argentinos. Por isso reserve hotéis e passeios com antecedência, já que tudo lota e encarece.
Precisa alugar carro em Bariloche?
Não é obrigatório, mas ajuda muito. Como os passeios ficam espalhados (Circuito Chico, lagos, Rota dos 7 Lagos), o carro dá flexibilidade total pra parar onde quiser. Para quem fica só no centro e faz tudo via excursão, dá pra passar sem.
Quantos dias ficar em Bariloche no verão?
O ideal são pelo menos 4 dias pra fazer os clássicos sem correria (Circuito Chico, barco, Rota dos 7 Lagos e Tronador). Com mais dias dá pra incluir trilhas, praias de lago e tempo livre no centro.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:
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Bariloche em fevereiro é daqueles destinos que te conquistam quando você menos espera. A gente foi achando que conhecia a cidade e voltou apaixonado por um lado totalmente diferente — verde, com lagos de cinema e dias longos pra aproveitar tudo. Se planejar direitinho, reservar com antecedência e arrumar a mala com sistema de camadas, sua viagem vai ser inesquecível. Boa viagem!