
Se você sonha em ver neve de verdade, agosto é uma das melhores apostas pra conhecer Bariloche. É pleno inverno na Patagônia argentina, alta temporada de neve, com as estações de esqui funcionando a todo vapor e a chance de neve subindo lá em cima. Quando a gente foi nessa época, o que mais surpreendeu foi a paisagem: lago azul-escuro de um lado, pinheiros e montanhas todos brancos do outro. É de cair o queixo.
Neste guia a gente reuniu tudo o que importa pra montar uma viagem certeira em agosto: como é o clima de verdade, o que fazer (esquiando ou não), quanto custa, onde comer pra se esquentar, como se deslocar no frio e os erros mais comuns que turista brasileiro comete por lá.
E não deixe de conferir o nosso guia completo de Bariloche. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo completo pra montar a viagem inteira, economizando ao máximo em TUDO.
Como é o clima de Bariloche em agosto?
Em agosto, Bariloche está no auge do inverno. As máximas ficam em torno de 7 °C a 9 °C e as mínimas perto de -1 °C, podendo cair bem mais em ondas de frio. À noite e nas áreas de montanha, a sensação térmica costuma ficar abaixo de zero, então prepare o psicológico (e o casaco).
É um dos períodos com maior garantia de neve, tanto nas montanhas quanto, eventualmente, na própria cidade. Por outro lado, o inverno é a época mais úmida: agosto mistura neve com dias de chuva e garoa, então flexibilidade no roteiro ajuda muito. Os dias são curtos, com cerca de 10 horas de claridade (amanhece por volta das 8h e escurece perto das 18h30).
Tem um detalhe que poucos contam: apesar do frio, muitos dias de agosto são claros e ensolarados, com céu azul. No sol, a sensação fica até menos severa, e o cenário pra foto é simplesmente perfeito.

O que levar na mala (e o que NÃO levar)
A regra de ouro é vestir-se em camadas: segunda pele térmica, fleece, casaco impermeável, gorro, luvas e meia de lã. Como hotéis, lojas e restaurantes costumam ser bem aquecidos, você vai alternar o tempo todo entre o “freezer” da rua e o calor de dentro, e as camadas resolvem isso.
A gente errou nessa na primeira vez: foi de jeans pra neve. Não faça isso, porque o jeans molha e esfria rápido. Aposte em calça impermeável. E não esquece das luvas impermeáveis e do protetor de pescoço, itens que muita gente deixa em casa e depois sofre.
Agosto é a melhor época pra ir a Bariloche?
Pra quem quer ver e curtir neve, agosto é uma das apostas mais seguras. Os centros de esqui costumam abrir no fim de junho ou início de julho, mas o auge do funcionamento é mesmo em julho e agosto, com boa acumulação nas pistas.
Tem uma vantagem extra em agosto: julho é o mês mais lotado (coincide com as férias escolares brasileiras e argentinas), e em agosto muitos argentinos já voltaram às aulas. Isso pode significar filas um pouco menores e hotéis com mais disponibilidade. O risco de pouca neve existe em qualquer ano, mas tende a ser menor em agosto do que no comecinho da temporada.
Vale lembrar: nos últimos anos tem havido mais irregularidade na quantidade de neve em algumas temporadas, com aberturas mais tardias em anos de pouca neve. Então, perto da viagem, sempre cheque a situação das pistas e a abertura oficial da temporada de esqui.
Afinal, o que fazer em Bariloche em agosto?
São muitas possibilidades, tanto pra quem quer esquiar quanto pra quem só quer curtir a neve sem cair em pista. Olha as principais.
1. Cerro Catedral
A principal estação de esqui de Bariloche e considerada a maior da América do Sul em área esquiável. No inverno, vira o destino número um pra esqui e snowboard, com pistas pra todos os níveis e aulas pra iniciantes. Quem não esquia também se diverte: tem trenó, tubing e brincadeiras na neve, além de cafeterias e bares de altitude com vista pro lago Nahuel Huapi.
Os teleféricos funcionam o ano todo, com vistas deslumbrantes das montanhas e lagos. Pra economizar, vale comprar o ski pass com antecedência e alugar o equipamento na cidade. Caso tenha interesse, você pode ver mais informações ao clicar aqui.

Uma dica que vale ouro: compre os ingressos dos passeios SEMPRE com antecedência. Na hora costuma sair mais caro e muitos esgotam. A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar tudo, inclusive o transfer pro hotel. Ele costuma ter o menor preço e é dos poucos com pagamento já em reais, evitando o IOF de pagamentos internacionais. Sem falar nos tours gratuitos, que são ótimos.
2. Cerro Campanario
Considerado um dos mirantes mais bonitos do destino, com vista de 360° de lagos e montanhas. O acesso é por teleférico de cadeira (tem uma trilha curta também, mas no inverno o teleférico facilita). No alto, a paisagem totalmente nevada rende as fotos mais icônicas da viagem.
Veja aqui mais informações sobre esse passeio caso tenha se interessado.

3. Cerro Otto
Um teleférico te leva ao topo pra uma vista panorâmica de Bariloche. No inverno, dependendo da acumulação, costuma ter áreas pra brincar na neve e fazer bóia (snow tubing). E lá em cima tem a famosa cafeteria giratória, clássico entre os brasileiros: você toma um chocolate quente enquanto a vista gira devagarinho.
4. Tour panorâmico por Bariloche
Pra quem quer pegar o melhor da região de uma vez, o tour panorâmico mostra as montanhas dos Andes, os lagos glaciais e o charmoso centro histórico, com sua arquitetura alpina e as lojas de chocolate artesanal. É uma boa forma de se ambientar logo no primeiro dia.
Você pode ver mais informações e o valor desse passeio aqui. É uma empresa que a gente sempre usa e que tem vários passeios pela região.

5. Festival da Neve
O Festival da Neve, em agosto, é um dos eventos mais aguardados do ano e celebra o auge do inverno argentino. Entre as atividades se destacam competições de esqui e snowboard, desfiles temáticos, shows ao vivo e queima de fogos. A cidade fica com um clima especial, e dá pra emendar com passeios de teleférico e jantares em restaurantes aconchegantes.

6. Catedral de San Carlos
A Catedral de San Carlos de Bariloche se destaca pela arquitetura em estilo neogótico, com altas torres, vitrais coloridos e detalhes intrincados. É um símbolo do patrimônio histórico e cultural da região e fica bem no centro, fácil de encaixar num passeio a pé pela cidade.

7. Passeios pra quem não esquia
Não esquia? Sem problema. O passeio de barco pelo lago Nahuel Huapi (com paradas clássicas na Isla Victoria e no Bosque de Arrayanes) é feito em embarcações climatizadas, e o contraste da água com as montanhas nevadas é forte demais. Dá também pra fazer o Circuito Chico com neve, contornando o lago, e até um bate-volta a Villa La Angostura, com paisagens de inverno fotogênicas. Em dia de mau tempo, museus locais e os spas com piscina aquecida e ofurô salvam o roteiro depois de um dia gelado.
Quanto custa viajar pra Bariloche em agosto?
Os valores variam muito conforme câmbio, antecedência e nível de conforto, então use como ordem de grandeza, não como preço fixo (a inflação argentina costuma ser alta e mexe bastante nisso):
- Hospedagem (por noite, 2 pessoas): hostels e pousadas simples em torno de R$ 250 a R$ 450; hotéis 3 estrelas bem localizados entre R$ 450 e R$ 800; hotéis 4-5 estrelas e lodges de neve a partir de R$ 900 a R$ 1.500 pra cima.
- Alimentação: lanche rápido em torno de R$ 40 a R$ 70 por pessoa; refeição simples entre R$ 70 e R$ 120; restaurantes mais sofisticados a partir de R$ 150 a R$ 250 por pessoa.
- Neve e passeios: ski pass diário do Cerro Catedral costuma sair em uma faixa equivalente a R$ 250 a R$ 400 por adulto; aluguel de equipamento completo entre R$ 150 e R$ 250 por dia; aula coletiva de esqui ou snowboard em torno de R$ 200 a R$ 350 por turno; passeios de neve com agência entre R$ 120 e R$ 300 por pessoa.
Onde comer e o que provar no inverno
Em agosto, comer bem e se esquentar é metade da experiência. A influência de imigrantes suíços, alemães e italianos aparece na mesa: fondue de queijo ou de chocolate (queridinho dos brasileiros), cordeiro patagônico assado lentamente, truta e outros peixes de água doce, e o goulash com spaetzle.
E tem o capítulo do chocolate: as fábricas e lojas artesanais estão espalhadas pelo centro, e parar num café aconchegante pra esquentar entre um passeio e outro vira hábito. Vale também conhecer as cervejarias artesanais locais. Como nomes e endereços de restaurantes mudam com frequência, olhe as avaliações mais recentes antes de escolher.
Transporte e deslocamentos no frio
A maioria chega de avião no Aeroporto de San Carlos de Bariloche, geralmente com conexão por Buenos Aires. Como agosto é alta temporada, há mais voos, mas também mais lotação, então comprar passagem com antecedência ajuda no preço.
Pra se virar por lá, táxi e remís são muito usados entre aeroporto, centro e hotéis. Os ônibus locais atendem pontos como o Cerro Catedral e o Circuito Chico, mas no frio (e com eventuais atrasos) podem ser menos confortáveis pra quem está com criança ou muita bagagem. Por isso, os transfers e excursões organizadas são tão populares entre os brasileiros, principalmente pro Cerro Catedral. Reserve com antecedência por causa da demanda.
Pensando em alugar carro? Ele dá autonomia, mas exige cautela na neve e no gelo (correntes, pneus adequados e experiência de dirigir no inverno rigoroso). Em dias de tempestade de neve, estradas podem ter restrições, então é bom estar preparado.
Erros comuns de brasileiro em Bariloche em agosto
Esses são os tropeços que a gente mais vê (e alguns já cometeu):
- Subestimar o frio e a umidade: levar só um casaco pesado e esquecer a segunda pele, as luvas impermeáveis e o gorro. Resultado: roupa molhada e suor frio.
- Viajar sem seguro adequado pra esportes de neve: muitos planos básicos não cobrem acidentes de esqui ou snowboard, e com pista cheia em agosto as quedas são comuns.
- Comprar tudo só na hora: em alta temporada, dá pra pagar mais caro ou nem achar disponibilidade. Reserve com antecedência o que é prioridade (Cerro Catedral, aulas, passeios de dia inteiro).
- Empurrar criança pequena pra esqui o dia inteiro: esquiar cansa e o frio desgasta. Mescle dias pesados de neve com passeios mais leves.
- Não checar o tempo antes de subir a montanha: subir o Catedral ou o Otto em dia de nevasca forte e vento extremo pode ser frustrante (pouca visibilidade) ou até perigoso. Veja sempre a previsão pra 1-2 dias e ajuste o roteiro.
Falando em seguro: pra uma viagem a Bariloche, o seguro viagem é item indispensável, principalmente porque atendimento médico fora do Brasil pode sair caro e porque acidente em pista de neve acontece. A gente sempre fecha com antecedência usando esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo e ajuda a achar um plano com cobertura pra esportes de inverno (confira sempre se essa cobertura está incluída).
E pra ficar conectado o tempo todo, sem pagar fortuna em roaming, a gente usa esse chip de viagem que a gente usa. Você já chega na Argentina com internet funcionando, o que ajuda demais pra checar previsão do tempo, mapa e status das pistas.
Com tanto passeio espalhado e dia curto de luz, ficar bem localizado faz toda a diferença em agosto: menos tempo no frio se deslocando e mais tempo aproveitando a neve. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Bariloche:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre Bariloche em agosto
Tem neve garantida em Bariloche em agosto?
Agosto é um dos meses com maior garantia de neve, principalmente nas montanhas e estações de esqui. Na cidade, a neve não cai todos os dias, então, pra “garantir” o boneco de neve, o ideal é planejar dias nas estações como o Cerro Catedral.
Faz muito frio em Bariloche em agosto?
Faz, sim. As máximas ficam entre 7 °C e 9 °C e as mínimas perto de -1 °C, com sensação térmica abaixo de zero à noite e nas montanhas. O segredo é se vestir em camadas, com segunda pele, fleece, casaco impermeável, gorro e luvas.
Agosto é melhor que julho pra ir a Bariloche?
Os dois meses são auge da neve. Julho costuma ser mais lotado por causa das férias escolares. Em agosto, muitos argentinos já voltaram às aulas, o que pode significar filas um pouco menores e mais disponibilidade de hotel, mantendo a alta temporada de neve.
Preciso saber esquiar pra aproveitar Bariloche em agosto?
Não. Dá pra fazer aulas pra iniciantes, brincar de trenó e tubing, subir de teleférico nos mirantes, fazer passeio de barco no lago, visitar o centro histórico e curtir spas e cafés. Tem muita coisa pra quem nunca pisou numa pista.
Vale a pena alugar carro em Bariloche em agosto?
Dá autonomia, mas exige cuidado redobrado com neve e gelo (correntes, pneus adequados e experiência de dirigir no inverno). Em dias de tempestade, estradas podem ter restrições. Pra quem não tem prática, transfers e excursões organizadas costumam ser mais tranquilos.
O seguro viagem cobre esqui em Bariloche?
Só se o plano incluir cobertura pra esportes de inverno. Muitos planos básicos não cobrem acidentes de esqui ou snowboard, então é importante escolher um seguro com essa cobertura específica antes de viajar.
Quanto custa, em média, viajar pra Bariloche em agosto?
Varia muito com câmbio, antecedência e conforto. Como ordem de grandeza: hospedagem para 2 pessoas a partir de R$ 250 a noite, refeições simples entre R$ 70 e R$ 120 por pessoa e ski pass diário do Cerro Catedral em uma faixa equivalente a R$ 250 a R$ 400 por adulto.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina
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Bariloche em agosto é daqueles destinos que ficam guardados na memória: a gente voltaria só pelo chocolate quente na cafeteria giratória olhando a montanha branca. Se você se planejar com camadas de roupa, reservar os passeios prioritários com antecedência e fechar um bom seguro, vai aproveitar a neve da melhor forma possível. Boa viagem!