
Quem disse que pra curtir Bariloche você precisa estourar o orçamento? A cidade tá cheia de programa 100% gratuito e de passeios em que você gasta só o ônibus ou um lanchinho. Dá pra montar vários dias de viagem vendo praticamente todos os cenários icônicos da região gastando muito pouco.
Quando a gente foi pela primeira vez, a maior surpresa foi justamente isso: as vistas mais impressionantes do Nahuel Huapi e dos cerros não custavam nada. Trilha, mirante e orla de lago de graça valem mais que muito passeio caro vendido em agência.
Aqui a gente reuniu tudo o que dá pra fazer sem pagar (ou quase) em Bariloche, com dica de como chegar, melhor época e os erros que todo brasileiro comete por lá. E não esquece: no nosso guia completo de Bariloche a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios.
Quando ir e quanto custa o básico
A alta temporada de neve vai do fim de junho até meados de setembro, com pico em julho e agosto. É quando a cidade lota de brasileiro atrás de esqui e neve. O verão (dezembro a março) é a melhor época pra quem quer fazer muita coisa de graça: trilhas, praias de lago e mirantes abertos.
A meia estação (outono e primavera) traz preços mais baixos, menos gente e paisagens lindas — folhas vermelhas no outono, flores na primavera. Se o foco é economizar, vale considerar muito.
Pra você se localizar no orçamento: o ônibus urbano sai por pouquíssimo (alguns reais por trecho usando o cartão eletrônico, parecido com o SUBE de Buenos Aires), uma empanada ou sanduíche fica em torno de R$ 10 a R$ 20 e um menu do dia econômico gira em torno de R$ 35 a R$ 60 por pessoa. Lembrando que esses valores mudam bastante com a inflação argentina e a cotação do peso, então encare como referência.
A maioria dos passeios que a gente lista aqui só exige o custo de ir de ônibus ou caminhar. O resto é vista de graça.
Centro Cívico: o cartão-postal gratuito
O Centro Cívico de Bariloche é o cartão-postal da cidade e lembra demais um vilarejo dos Alpes europeus, com prédios de pedra e madeira no estilo alpino e vista pro lago Nahuel Huapi. É ponto de encontro de turista e morador, que passeiam pelas lojas e cafés e ficam por ali admirando o pôr do sol.
Ali você tem o monumento a Julio Roca, o Museu de la Patagonia, a Catedral, a prefeitura e uma pequena praça — tudo a pé e sem pagar nada. Dá pra caminhar pela praça principal, fotografar o lago e os prédios históricos a qualquer horário.
Dica de quem já errou: a luz no fim de tarde é perfeita pras fotos, mas o frio na beira do lago é bem mais forte do que parece. Leva um corta-vento, principalmente no inverno.
Catedral de Bariloche
Pertinho do Centro Cívico fica a Catedral de Bariloche, que homenageia Nossa Senhora Nahuel Huapi — repara como o nome já amarra com o lago. É a igreja católica mais importante da cidade e dá pra ir a pé tranquilamente.
Inaugurada em 1946, foi construída em estilo neogótico, com muita pedra e um pé-direito altíssimo que impressiona pela imponência. A entrada é gratuita e o interior, simples mas bonito, rende fotos lindas com os vitrais coloridos.
O melhor site pra passeios pagos (e free tours)
Além de tudo que é grátis, Bariloche tem alguns passeios que valem cada centavo e que você só consegue fazendo a reserva. E tem também os free tours, em que um guia faz uma caminhada pelo centro explicando história, arquitetura e curiosidades — perfeito pro primeiro dia.
O free tour é tecnicamente gratuito: não tem tarifa fixa, você dá uma gorjeta voluntária no final, que costuma ficar em torno de R$ 20 a R$ 50 por pessoa, dependendo da satisfação. É uma forma barata e rica de entender a cidade.
Pra reservar o free tour e também os passeios pagos, a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É o maior site de passeios do mundo e onde a gente sempre acha os melhores preços.
A grande vantagem é que o pagamento já é em reais, por PIX, então você não paga os 6,3% de IOF que pagaria comprando na hora ou em site internacional. Dá pra reservar transfer do aeroporto pro hotel também, tudo com cancelamento e em português.
Os passeios pagos que a gente acha que não podem ficar de fora são: excursão ao Cerro Tronador, excursão pra San Martín de los Andes, passeio de veleiro pelo Lago Nahuel Huapi e o tour panorâmico por Bariloche. Compre sempre com antecedência: na hora é mais caro e muitos se esgotam.
Rua Mitre e Galeria del Sol
A Rua Mitre é a via mais importante de Bariloche e fica no Centro Cívico. Nela estão a maioria dos restaurantes, lojas, bancos, casas de câmbio e chocolaterias. Vale dar pelo menos uma passeada por lá, de dia ou de noite, só pra sentir o clima da cidade — e algumas chocolaterias oferecem degustação de pedacinhos de chocolate de graça.
Erro comum: trocar dinheiro na primeira casa de câmbio que aparecer. Compara pelo menos duas cotações antes de fechar.
Na própria Rua Mitre fica a Galeria del Sol, um pequeno centro comercial com lojas de artesanato, decoração, souvenirs e roupas de frio. Entrar e passear é de graça, a arquitetura interna é bonita e rende foto. Ótimo programa pra uma tarde fria ou quando o tempo não ajuda.
Museu de la Patagonia (de graça em certos dias)
O Museo de la Patagonia Francisco P. Moreno, no Centro Cívico, conta a história natural e humana da Patagônia. Existe desde 1940 e funciona num prédio que é Monumento Histórico Nacional.
O acervo tem salas de Ciências Naturais, Pré-história, Etnografia, História Regional e exposições temporárias, com objetos, painéis e gravuras. O museu também retrata a história do naturalista Francisco P. Moreno, que doou o terreno. Costuma abrir de terça a sábado, com entrada gratuita em determinados dias.
Como a política de gratuidade pode mudar, a dica é conferir o dia exato no site oficial ou direto na recepção, na semana da sua visita. Pra garantir, vá de manhã ou no começo da tarde.
Lago Nahuel Huapi e suas praias
O Lago Nahuel Huapi é o grande protagonista de Bariloche, e curtir ele não custa nada. Dá pra caminhar pela orla (a costanera) perto do Centro Cívico e da Catedral, com aquela vista das montanhas, e assistir ao pôr do sol nas margens — render umas fotos lindas.
Tem também praias urbanas gratuitas, como a Playa del Centenario e trechos de costa próximos ao centro. No verão, é normal ver morador tomando banho de lago. A água é gelada, mas tem gente que encara.
A Playa Bonita é uma das praias de lago mais conhecidas: entrada gratuita, água cristalina e vista linda do Nahuel Huapi. É boa pra passar o dia no verão, fazer piquenique e caminhar pela areia de pedrinhas. Pra chegar, pegue um ônibus urbano sentido Llao Llao e desça na parada da Playa Bonita — gasto só com transporte.
Erro comum: subestimar o sol patagônico. Mesmo com vento frio, o reflexo da luz no lago queima a pele. Protetor solar, óculos escuros e água são indispensáveis.
Parque Municipal Llao Llao: trilhas leves de graça
O Parque Municipal Llao Llao é um dos melhores lugares gratuitos de Bariloche pra trilhas leves e mirantes. A entrada é de graça e tem várias trilhas bem sinalizadas passando por bosques, lagos e miradouros.
O destaque é o Mirador do Lago Moreno (que alguns conteúdos chamam de Mirador Llao Llao ou Delta), com vista espetacular do lago e das montanhas. Dentro da área também fica a Capilla San Eduardo, uma capelinha de madeira super fotogênica que dá pra visitar e fotografar sem pagar.
Pra chegar, é só pegar o ônibus urbano em direção ao hotel Llao Llao. Custa pouquíssimo por trecho usando o cartão eletrônico.
Cerro Campanario e Cerro Otto: subindo a pé
O Cerro Campanario tem um dos mirantes mais bonitos da região. Existe um teleférico pago, mas a trilha a pé é gratuita e leva cerca de 30 a 40 minutos por uma mata com vista pros lagos. Lá em cima, a panorâmica pega os lagos Nahuel Huapi, Moreno e várias montanhas dos Andes.
É uma subida pra quem tem condicionamento moderado. Vá de tênis fechado e leve água e casaco, mesmo no verão.
O Cerro Otto é outro mirante famoso. Normalmente se sobe de teleférico pago, mas também tem uma trilha gratuita pra subir caminhando. É mais longa que a do Campanario, então é ideal pra quem curte caminhada e quer economizar de verdade. Escolhe pelo menos uma dessas subidas a pé pra ter uma vista milionária por zero peso.
Refúgio Frey: pros aventureiros
Pra quem gosta de trekking de verdade, o Refugio Frey é uma das trilhas mais famosas de Bariloche. Em geral o caminho parte da base do Cerro Catedral (a estação de esqui) e tem dificuldade moderada a alta, exigindo bom preparo físico.
A recompensa são lagos de montanha e formações rochosas impressionantes. A trilha em si é gratuita; o gasto fica só com o transporte até o ponto de início e um eventual pernoite no refúgio, se você quiser.
Colonia Suiza e Cerro Viejo
A Colonia Suiza é um vilarejo com forte influência da imigração suíça, muito procurado em bate-volta. É um bairro aberto, sem controle de acesso, então a entrada é gratuita. Tem ruas de terra, casinhas de madeira, ateliês, lojinhas e feiras de artesanato.
Nos dias de feira (em geral quarta e domingo, mas pode variar) rola gastronomia típica, artesanato e música. Dá pra passar meio dia caminhando, fotografando e sentindo o clima alpino sem pagar ingresso — o gasto só vem se você resolver provar o famoso curanto ou tomar uma cerveja artesanal. Pra chegar, é ônibus urbano sentido Colonia Suiza.
Já o Cerro Viejo é um morro pertinho do centro com história curiosa: foi um dos primeiros locais usados pro turismo na região, antes do boom dos grandes centros de esqui. A subida a pé é gratuita e curta, com vistas interessantes da cidade. Boa pra quem quer algo rápido sem pagar teleférico.
Roteiro grátis sugerido (mão de vaca feliz)
Pra você visualizar como organizar tudo isso:
- Dia 1 (centro e cultura): Centro Cívico + Rua Mitre + Galeria del Sol + Catedral + Museu de la Patagonia (em dia de entrada grátis).
- Dia 2 (lagos próximos): orla do Nahuel Huapi + Playa Bonita (com piquenique) + pôr do sol na costanera.
- Dia 3 (trilhas leves): Parque Llao Llao, com a Capilla San Eduardo e as trilhas até o mirante do Lago Moreno.
- Dia 4 (mirantes clássicos): trilha gratuita ao Cerro Campanario ou ao Cerro Otto.
- Dia 5 (vilarejo histórico): Colonia Suiza e, se sobrar tempo, subida ao Cerro Viejo.
Dicas pra economizar ainda mais
Algumas coisas que aprendemos na prática por lá:
- Faça piquenique: comprando frios, pães e bebidas no mercado, dá pra curtir as margens do Nahuel Huapi, da Playa Bonita ou do Lago Gutiérrez gastando bem menos que comendo sempre em restaurante.
- Use o ônibus urbano: ele leva à maioria das atrações (Llao Llao, Playa Bonita, Colonia Suiza, base de algumas trilhas). Pergunte na hospedagem qual linha pegar pra cada passeio.
- Baixe mapas offline no Google Maps pra não depender de internet nas trilhas.
- Leve lanche e água pras trilhas: comprar no meio do caminho sai caro, quando há opção.
Erros comuns de brasileiro em Bariloche
- Achar que tudo é caro e não pesquisar o que é grátis: muita gente foca só em esqui e passeio de agência e perde trilhas e mirantes que não custam nada.
- Ir mal vestido pro frio: sem segunda pele, luva e gorro, você fica pouco tempo ao ar livre — e os programas gratuitos são quase todos externos.
- Subestimar sol e vento: o reflexo no lago e na neve queima feio. Protetor e óculos escuros sempre.
- Depender só de passeio guiado caro: Llao Llao, Campanario, orla do Nahuel Huapi e Colonia Suiza são bem sinalizados; dá pra ir por conta gastando só o ônibus.
- Esquecer de conferir dias grátis do museu e horário das feiras: o museu tem entrada gratuita só em certos dias e a feira da Colonia Suiza não acontece todo dia.
Uma curiosidade que dá pra contar pros amigos: boa parte dessas paisagens gratuitas está dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, o mais antigo parque nacional da Argentina. Por isso vale o turismo consciente — não deixe lixo e não acenda fogo fora das áreas permitidas.
Pra aproveitar bem todos esses passeios espalhados, ficar numa boa localização faz TODA a diferença em Bariloche: economiza tempo e transporte. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:
Onde ficamos em Bariloche (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Bariloche será sempre o melhor lugar para se hospedar na cidade, na nossa opinião. Ficando nele, você estará perto da maior parte do comércio, restaurantes, agências de turismo e atrações. Há várias opções de hotéis mais simples e antigos, e por isso dá para encontrar bons preços neles!
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer de graça em Bariloche
Dá pra conhecer Bariloche gastando pouco?
Dá sim. A cidade tem vários programas 100% gratuitos, como Centro Cívico, Catedral, orla do Nahuel Huapi, praias de lago e trilhas para mirantes. Na maioria você só gasta com o ônibus urbano ou um lanche.
Quais são os melhores passeios gratuitos em Bariloche?
Os destaques são o Centro Cívico, a Playa Bonita, o Parque Municipal Llao Llao, as trilhas a pé até o Cerro Campanario e o Cerro Otto, a Colonia Suiza e a orla do Lago Nahuel Huapi. Todos sem custo de entrada.
O Museu de la Patagonia é gratuito?
Ele costuma abrir de terça a sábado e tem entrada gratuita em determinados dias. Como a política pode mudar, vale conferir no site oficial ou na recepção na semana da sua visita.
Vale a pena subir o Cerro Campanario a pé?
Vale muito, se você tiver condicionamento moderado. A trilha leva cerca de 30 a 40 minutos e é gratuita, enquanto o teleférico é pago. Lá em cima a vista panorâmica dos lagos e montanhas é uma das mais bonitas da região.
Qual a melhor época pra fazer passeios de graça em Bariloche?
O verão (dezembro a março) é o melhor pra programas ao ar livre, como trilhas, praias de lago e mirantes. A meia estação tem preços mais baixos e menos gente, mas no inverno o foco vira esqui e neve, com menos opções gratuitas.
O que é um free tour e quanto custa?
É um passeio a pé com guia, sem tarifa fixa, em que você dá uma gorjeta voluntária no final (costuma ficar entre R$ 20 e R$ 50 por pessoa). Normalmente é preciso reservar online ou aparecer no ponto de encontro no horário marcado.
Preciso alugar carro pra fazer os passeios grátis?
Não. A maioria das atrações (Llao Llao, Playa Bonita, Colonia Suiza, base de algumas trilhas) é atendida pelo ônibus urbano, que custa pouquíssimo. Carro só compensa se você quiser explorar a região com mais liberdade.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:
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No fim das contas, Bariloche é uma daquelas cidades que recompensam quem se planeja: a gente já passou dias inteiros por lá gastando quase nada e voltou com as melhores fotos da viagem. Bota essas dicas no roteiro, leva agasalho de sobra e aproveita a suíça argentina sem pesar no bolso.





