
Combinar Buenos Aires e Montevidéu num mesmo roteiro é uma das coisas mais bacanas de fazer por essas bandas: você visita duas capitais sul-americanas, uma na Argentina e outra no Uruguai, cruzando o gigantesco Río de la Plata no meio do caminho. E o melhor: dá pra fazer isso de várias formas, cada uma com um perfil de tempo, preço e experiência.
Quando a gente foi pela primeira vez, a maior dúvida era exatamente essa: vale mais a pena o ferry direto, o ferry combinado com ônibus, o avião ou ir por terra? Por isso a gente montou esse guia comparando as 4 formas de ir de Buenos Aires a Montevidéu, com prós, contras e dicas práticas pra você escolher a que faz mais sentido pro seu roteiro.
E não esquece: aqui no nosso guia de como viajar barato para Buenos Aires a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1. Ferry direto Buenos Aires – Montevidéu
Essa é a forma mais clássica e confortável de fazer o trajeto: você cruza o Río de la Plata de centro a centro, sem trocar de veículo. A saída é no Puerto de Buenos Aires, na região de Puerto Madero (bem central), e a chegada é no Puerto de Montevideo, do lado da Ciudad Vieja, também no coração da cidade uruguaia.

A travessia em si dura em torno de 2h30 a 3h, mas contando embarque, imigração e variações, os sites costumam listar uma média de cerca de 4h porta a porta. Há saídas diárias, de manhã até a noite, geralmente da primeira partida lá pelas 7h15 até a última perto das 20h, variando por companhia e temporada.
Uma curiosidade legal: o ferry rápido da operadora mais tradicional foi batizado de “Francisco”, em homenagem ao Papa Francisco. Ele é um dos ferries mais rápidos do mundo, transportando até cerca de 1.000 passageiros e 200 veículos a mais de 100 km/h.
Em termos de preço, é geralmente mais caro que a rota combinada de ferry + ônibus. As tarifas variam muito com a temporada: pode pegar promoção em torno de R$ 300 a R$ 350 por trecho na baixa, e chegar tranquilamente a R$ 1.500 ou mais em altíssima temporada ou classe superior. O que encarece: alta temporada (janeiro, carnaval, feriados), comprar em cima da hora e levar carro embarcado.
A grande vantagem é a praticidade: você sai do centro de uma capital e chega no centro da outra, sem táxi caro nem deslocamento longo até aeroporto. Os barcos têm assentos amplos, ar-condicionado, lanchonete, free shop em alguns e wi-fi em parte das embarcações.
A gente errou nessa na primeira vez: chegou em cima da hora achando que era “tipo barco turístico”. Não é. Tem fila de check-in, despacho de mala e a imigração integrada Argentina/Uruguai ainda dentro do terminal, antes de embarcar. Chegue com pelo menos 1h30 a 2h de antecedência e leve um documento válido pro Mercosul — RG em bom estado ou passaporte.
Aluguel de carro (economize até 34%)
Se a sua ideia é combinar Buenos Aires, Montevidéu e ainda dar uma esticada por Colonia del Sacramento, Punta del Este ou outras cidades do interior, alugar um carro vale muito a pena pela liberdade que dá. A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
2. Ferry + ônibus via Colonia del Sacramento
Essa é a rota mais usada por quem quer economizar ou aproveitar pra conhecer Colonia del Sacramento, cidade histórica uruguaia tombada como Patrimônio Mundial. Funciona assim: você cruza de ferry de Buenos Aires até Colonia (cerca de 1h a 1h15 com os barcos rápidos) e de lá segue de ônibus até Montevidéu (mais ou menos 2h30 de estrada).
Com imigração, troca de veículo e eventuais esperas, o total costuma ficar em torno de 4h30 a 5h. Há saídas em vários horários ao longo do dia, então dá pra escolher manhã, tarde ou noite com tranquilidade. Em Montevidéu, o ônibus geralmente chega à Terminal Tres Cruces, que funciona como rodoviária, shopping e hub de transporte, bem central pra pegar táxi, ônibus urbano ou carro por app.
O grande trunfo é o custo-benefício: na maioria dos cenários sai sensivelmente mais barato que o ferry direto. E ainda dá pra fazer um pit stop turístico em Colonia, com suas ruas de pedra e aquele pôr do sol famoso no Rio da Prata. A desvantagem é ser mais demorado e exigir a troca de modal, o que cansa um pouco quem está com muita bagagem ou crianças.
Olha, se a ideia é curtir Colonia, o ideal é ir cedo de Buenos Aires, dormir uma noite na cidade e seguir pra Montevidéu de ônibus no dia seguinte. Agora, se você só quer chegar logo a Montevidéu, vale comparar a diferença de preço pro direto — se for pequena e o orçamento permitir, o direto é mais confortável.
3. Avião Buenos Aires – Montevidéu
O avião é o jeito mais rápido em tempo de voo, mas nem sempre o mais prático, dependendo de onde você está hospedado. A Aerolíneas Argentinas e eventualmente outras regionais fazem o trajeto direto em torno de 45 a 60 minutos de voo.

O detalhe é que, somando deslocamento até o aeroporto, antecedência e imigração, o tempo porta a porta acaba ficando em torno de 3 a 4 horas, parecido com o ferry direto. Em Buenos Aires, o Aeroparque (AEP) é mais central e concentra voos regionais, enquanto o Ezeiza (EZE) é bem mais distante. Em Montevidéu, o pouso é no Aeroporto de Carrasco (MVD), a uns 20 a 25 km do centro.
Em preço, na baixa temporada não é raro achar promoções em torno de R$ 400 a R$ 600 por trecho comprando com antecedência; na alta, sobe fácil pra R$ 800 a R$ 1.500 ou mais. Em muitos períodos o avião concorre diretamente com o ferry. Vale comparar o tempo total: se você está hospedado em Puerto Madero ou no centro, o ferry porta a porta costuma ser mais simples; se já vai chegar ou sair de aeroporto, ou pega uma promoção forte, o avião faz sentido.
Se quiser conferir as passagens aéreas, dá pra usar esse comparador de passagens. Ele busca em todas as companhias de uma vez e poupa você de entrar no site de cada uma — a gente sempre usa porque costuma trazer os melhores preços e é dos mais confiáveis do Brasil. Só fica esperto com a franquia de bagagem: tarifas básicas muitas vezes não incluem mala despachada.
4. Ônibus rodoviário e carro pela fronteira terrestre
Essa opção faz mais sentido pra quem viaja de forma econômica ou quer combinar várias cidades dos dois países. A rota típica sobe pelo interior da Argentina (cidades como Gualeguaychú e Concordia), atravessa pra o Uruguai por uma das pontes internacionais e segue até Montevidéu.

De ônibus, a viagem costuma ser longa: frequentemente 10 a 12 horas, dependendo da rota e das paradas. A vantagem é o preço, que pode ficar na metade (ou menos) de um ferry direto, e a possibilidade de ver paisagens do interior dos dois países. A desvantagem óbvia é o tempo — não é a melhor escolha se o objetivo é só ir de uma capital à outra. Pra essas rotas longas, prefira os ônibus noturnos com poltronas tipo “coche cama”, bem mais confortáveis.
De carro, você tem duas opções: embarcar o veículo num ferry (encarece, mas facilita pra quem está em road trip) ou cruzar por terra pelas pontes internacionais como Fray Bentos ou Paysandú. Pra circular no Uruguai com carro próprio ou alugado é necessário a Carta Verde (seguro obrigatório), os documentos do veículo e a habilitação válida. Confira sempre as exigências migratórias e de seguro antes de pegar a estrada.
Melhor época para fazer a travessia
O verão (dezembro a fevereiro) é a época de maior movimento, com muita gente combinando Buenos Aires, Montevidéu e as praias uruguaias — os preços de ferry e avião tendem a subir bastante. Carnaval e feriados têm demanda altíssima, então é essencial reservar com antecedência.
A meia estação (março a maio e setembro a novembro) costuma trazer clima mais ameno, menos filas e tarifas mais amigáveis. Já o inverno (junho a agosto) tem dias frios e curtos, mas os ferries operam normalmente e aparecem boas ofertas fora das férias escolares.
Erros comuns que os brasileiros cometem
Tem alguns deslizes que se repetem muito. O primeiro é não comparar as 4 opções: muita gente compra o primeiro ferry que vê, sem olhar o combinado de ferry + ônibus, que costuma sair mais barato. Outro é achar que dá pra fazer um bate-volta tranquilo de Buenos Aires a Montevidéu no mesmo dia — tecnicamente é possível, mas você passa correndo pela cidade. Vale a pena reservar pelo menos uma noite em Montevidéu.
Também é comum subestimar a imigração: tanto no ferry quanto no avião, os controles migratórios pedem tempo extra. E não esqueça de conferir a política de bagagem de cada empresa de ferry e ônibus, além dos feriados locais da Argentina e do Uruguai, que podem lotar tudo e encarecer as tarifas. Ah, e leve um casaco leve: o ar-condicionado dentro do barco costuma ser forte.
Como referência geral, a recomendação é simples: ferry direto pra quem quer economizar tempo, ferry + Colonia pra quem quer turistar no caminho e ônibus pra quem está com o orçamento bem apertado.
Já que você vai conhecer as duas capitais, ficar bem localizado em cada uma faz toda a diferença — menos tempo no transporte e mais tempo aproveitando. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Buenos Aires:
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Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
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HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
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Perguntas frequentes sobre ir de Buenos Aires a Montevidéu
Qual a forma mais rápida de ir de Buenos Aires a Montevidéu?
Em tempo de voo, o avião é o mais rápido, com cerca de 45 a 60 minutos. Mas, considerando o trajeto porta a porta (deslocamento até o aeroporto, antecedência e imigração), o ferry direto fica bem parecido, em torno de 3 a 4 horas.
Quanto tempo dura o ferry de Buenos Aires a Montevidéu?
A travessia do ferry direto dura em torno de 2h30 a 3h. Já o ferry combinado com ônibus via Colonia del Sacramento leva cerca de 4h30 a 5h no total, contando a troca de veículo e a imigração.
Qual a opção mais barata para ir de Buenos Aires a Montevidéu?
Em geral, o ônibus rodoviário pela fronteira terrestre é a opção mais econômica, embora seja a mais demorada (10 a 12 horas). Entre as travessias pelo rio, o ferry + ônibus via Colonia costuma ser mais barato que o ferry direto.
Preciso de passaporte para ir de Buenos Aires a Montevidéu?
Não. Por se tratar de países do Mercosul, o RG em bom estado de conservação é aceito. Ainda assim, o passaporte também serve e, em alguns casos, evita dor de cabeça se o RG estiver muito antigo ou danificado.
Vale a pena fazer bate-volta de Buenos Aires a Montevidéu?
Dá pra fazer, mas você acaba passando mais tempo em deslocamento do que curtindo a cidade. O ideal é reservar pelo menos uma noite em Montevidéu pra aproveitar com calma.
Onde o ferry e o ônibus chegam em Montevidéu?
O ferry direto chega ao Puerto de Montevideo, ao lado da Ciudad Vieja, bem central. Já o ônibus que vem de Colonia costuma chegar à Terminal Tres Cruces, que funciona como rodoviária e hub de transporte central da cidade.
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No fim das contas, não existe uma opção “certa” — existe a que combina com o seu estilo de viagem e o seu orçamento. A gente, quando quer rapidez e conforto, vai de ferry direto; quando dá tempo, adora fazer a parada em Colonia. Seja qual for a sua escolha, conhecer as duas capitais no mesmo roteiro vale demais a pena.