Bariloche

Se você está montando uma viagem pela Argentina e quer saber como ir de Buenos Aires a Bariloche, chegou no lugar certo. A distância é grande — são mais de 1.500 km separando a metrópole portenha da região de lagos e montanhas da Patagônia —, então a escolha do transporte muda totalmente o seu planejamento.

A gente já fez esse trajeto e a primeira coisa que surpreende é a noção de distância: Bariloche não é ali do lado. Tem gente que tenta encaixar a cidade num bate-volta de fim de semana saindo de Buenos Aires e acaba se frustrando. Por isso, vale entender bem cada opção antes de decidir.

Aqui você vai ver as quatro formas de fazer o trajeto — avião, ônibus, carro e até trem — com tempos de viagem, faixas de preço, melhor época e os erros mais comuns que brasileiro comete. E não esquece: aqui no nosso guia de como viajar barato para Buenos Aires a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato.

Resumo rápido: qual a melhor forma de ir?

Antes de entrar nos detalhes, um panorama pra você se localizar. A distância em linha reta fica em torno de 1.360 a 1.600 km, e por estrada sobe pra cerca de 1.570 a 1.640 km, dependendo da rota.

  • Avião: a forma mais prática, cerca de 2 horas de voo direto.
  • Ônibus: o queridinho de quem quer economizar, com 22 a 24 horas de viagem.
  • Carro: perfeito pra um road trip pela Patagônia, com 17 a 20 horas de direção efetiva.
  • Trem: não existe trem direto; é uma experiência cênica combinando ônibus ou carro até Viedma e o Trem Patagônico de lá.

Resumindo: tem pouco tempo, vai de avião. Quer economizar e topa o trajeto longo, vai de ônibus. Quer liberdade e aventura pela estrada, vai de carro.

De carro: a road trip clássica pela Patagônia

Viajar de carro de Buenos Aires a Bariloche é uma das experiências de estrada mais clássicas da Argentina. Muitos argentinos tratam esse trajeto como um ritual de férias em família, parando em cidades intermediárias como Santa Rosa, General Acha, Neuquén e Cipolletti pra conhecer vinícolas, rios e paisagens da Patagônia norte.

São cerca de 1.570 a 1.640 km por estrada, dependendo do caminho. Em horas de direção, dá algo entre 17 e 20 horas, sem contar paradas longas. A dica de ouro: divida o trajeto em dois dias, dormindo numa cidade no meio do caminho, como Santa Rosa ou Neuquén. Tentar fazer tudo de uma vez só, sem pernoite, é um dos maiores erros — o cansaço numa pista de pampa vazia é perigoso.

As rotas mais usadas saindo de Buenos Aires são a via Santa Rosa (La Pampa), pegando Acesso Oeste e depois a RN 5, RN 35, RN 152, RN 143, RP 20, RN 151, RN 22, RN 237 e RN 40; ou a via Bahía Blanca, pela RN 3, RN 22, RN 237 e RN 40. A famosa Rota Nacional 40, usada no acesso final, é uma das estradas mais icônicas do país e atravessa a Patagônia inteira — rende fotos lindas.

A principal dica pra economizar muito no aluguel é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Quanto ao custo, considere combustível pra ida e volta (mais de 3.200 km no total), pedágios (principalmente no Acesso Oeste e RN 5) e eventuais pernoites. Pra 3 ou 4 pessoas, costuma sair mais barato que as passagens aéreas; pra uma pessoa só, sai mais caro que o ônibus, mas com liberdade total de parar onde quiser.

Viajar de carro para Bariloche

Dicas e cuidados pra quem vai de carro

Algumas coisas que a gente aprendeu na prática e podem te poupar dor de cabeça:

  • Evite dirigir à noite nos longos trechos de pampa e Patagônia: pouco movimento, animais na pista e poucos serviços.
  • Planeje o combustível com folga, porque entre cidades da Patagônia os postos podem ser bem espaçados.
  • No inverno, cheque as condições das rodovias e possíveis exigências de correntes para pneus em caso de neve intensa.
  • Pra brasileiros que entram com carro próprio, leve documentos do veículo, CNH, carta verde (seguro pra circular na Argentina) e o kit obrigatório exigido pela legislação argentina.

De ônibus: longo, mas clássico e econômico

O ônibus é a opção mais usada por mochileiros e por quem quer economizar. A viagem sai geralmente da Terminal de Ómnibus de Retiro, em Buenos Aires, e chega no terminal de Bariloche, relativamente perto do centro. A duração média fica em 22 a 24 horas, podendo passar um pouco disso dependendo de paradas e trânsito.

Entre as empresas que costumam fazer o trajeto estão a Andesmar, Crucero del Sur, Crucero del Norte, El Valle e Vía Bariloche. Os ônibus argentinos são confortáveis, com assentos bem reclináveis e, em muitos casos, telas pra ver filme.

Sobre os tipos de poltrona, vale entender as categorias antes de comprar:

  • Semi-cama: inclina razoavelmente, mais econômica.
  • Cama: mais confortável, quase deitando.
  • Cama suite/executivo: reclinação máxima, em algumas empresas.

A gente errou nessa uma vez: escolheu a opção mais barata sem olhar o tipo de assento e encarou quase um dia inteiro numa poltrona pouco reclinável. Olha o tipo de poltrona com atenção. Em valores, o ônibus costuma sair mais barato que avião comprado em cima da hora, mas pode se aproximar do preço de um voo low cost comprado com antecedência.

Rio Negro em Bariloche

O que levar e como se planejar pro ônibus

Pra encarar quase um dia de viagem com conforto:

  • Compre com antecedência, principalmente na temporada de neve (junho a agosto), nas férias (janeiro e julho) e em feriados prolongados.
  • Leve casaco leve (o ar-condicionado pode ser forte), lanche e água (as paradas são poucas e rápidas) e máscara de dormir e protetor auricular pra descansar melhor.
  • Chegue ao terminal com pelo menos 1 hora de antecedência pra achar a plataforma com calma.

A dica honesta: não subestime as quase 24 horas de viagem. Você chega em Bariloche cansado, então já programe um primeiro dia mais tranquilo.

De avião: a forma mais rápida

Pra chegar rápido em Bariloche, o avião é, sem dúvida, a melhor opção. O voo direto leva cerca de 2 horas (foi muito mais ou menos isso que a gente levou da última vez).

Saindo de Buenos Aires, os voos partem do Aeroparque (AEP), mais próximo do centro e usado pra voos domésticos, ou do Ezeiza (EZE), o principal internacional. A chegada é no Aeroporto de San Carlos de Bariloche (BRC). Atenção pra conferir de qual aeroporto seu voo sai — confundir AEP com EZE é um clássico que bagunça a logística de transfer.

A cidade é atendida por companhias como Aerolíneas Argentinas, Flybondi, Jetsmart e LADE, além de outras empresas que anunciam voos diretos. Comprando com antecedência e fora de alta temporada, a passagem low cost costuma sair em torno de US$ 80 a US$ 100 por trecho. Já em julho (alta da neve) ou janeiro (férias), o valor pode facilmente dobrar ou triplicar.

Dicas práticas pro voo: chegue ao aeroporto com pelo menos 2 horas de antecedência pra check-in e segurança; fique atento à política de bagagem das low cost, já que muitas tarifas baratas não incluem mala despachada; e lembre que, pra brasileiros, o voo interno na Argentina exige só RG ou passaporte — não tem imigração nesse trecho. Por fim, programe o transfer do aeroporto de Bariloche até o centro: é pertinho, mas você ainda precisa de táxi, remis ou transfer.

Como ir de Buenos Aires a Bariloche de avião

De trem: a experiência cênica via Viedma

Não existe mais o clássico trem direto Buenos Aires–Bariloche, mas dá pra montar uma rota combinada se você quer uma experiência ferroviária patagônica. Funciona assim: você vai de Buenos Aires até Viedma (capital de Río Negro), de ônibus ou carro, e de lá pega o Trem Patagônico, que atravessa a Patagônia até a região de Bariloche.

O trecho de trem tem cerca de 19 horas, em vagões que costumam oferecer poltronas reclináveis e cabines leito em algumas categorias. Ligando o Atlântico (Viedma) ao interior patagônico num percurso lento e panorâmico, é considerado uma das experiências ferroviárias clássicas da região.

Vale a pena pra quem curte viagens lentas e cênicas ou já conhece o trajeto de avião e ônibus e quer algo diferente. Não recomendamos se você tem poucos dias de viagem ou está com agenda apertada na alta temporada de inverno.

Melhor época pra fazer a viagem

A época do ano impacta bastante na escolha do transporte e no preço:

  • Inverno (junho a agosto): alta temporada de neve em Bariloche. Voos podem atrasar por clima, rodovias podem ter neve e gelo (principalmente na chegada pela RN 237 e RN 40) e os preços disparam.
  • Verão (dezembro a março): estradas em melhores condições, ótimo pra fazer de carro com paradas no caminho. Boa pra combinar com lagos e natureza.
  • Meia estação (outubro/novembro e março/abril): geralmente o melhor custo-benefício em voos e ônibus, clima ameno e menos lotação — perfeito pra trekking e passeios de natureza.

Erros comuns que brasileiro comete nessa viagem

Pra você não cair nas mesmas armadilhas:

  • Subestimar as distâncias: são mais de 1.500 km de estrada, não é uma escapada de fim de semana.
  • Esquecer o deslocamento interno: a conexão entre aeroporto/terminal e hotel, e o cansaço depois de 24 horas de ônibus.
  • Ignorar a sazonalidade: viajar na alta sem reservar antes e pagar muito mais caro ou ficar com as piores poltronas.
  • Não conferir os documentos do carro (pra quem dirige desde o Brasil ou aluga na Argentina), esquecendo seguro e itens obrigatórios.

Curiosidade legal: apesar de Buenos Aires e Bariloche estarem no mesmo fuso horário (GMT-3), a mudança de paisagem é enorme — você sai de uma metrópole portenha e chega numa região de lagos, montanhas e arquitetura alpina. A cidade também é um dos principais destinos de viagem de formatura de jovens argentinos e brasileiros, o que lota voos e ônibus em certos períodos de inverno.

Pra aproveitar melhor Bariloche e poupar deslocamento, ficar bem localizado faz toda a diferença. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:

Onde ficamos em Buenos Aires (e 3 hotéis bons e baratos!)

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Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre ir de Buenos Aires a Bariloche

Quanto tempo leva pra ir de Buenos Aires a Bariloche?

Depende do meio: o avião faz o trajeto em cerca de 2 horas de voo direto; o ônibus leva de 22 a 24 horas; e o carro, entre 17 e 20 horas de direção efetiva, geralmente dividido em dois dias.

Qual a melhor forma de ir de Buenos Aires a Bariloche?

Pra quem tem pouco tempo, o avião é imbatível. Pra economizar e topar o trajeto longo, o ônibus. E pra quem quer liberdade e curte estrada, o carro é a melhor pedida, com paradas nas cidades do caminho.

Quantos quilômetros são de Buenos Aires até Bariloche?

Por estrada, são cerca de 1.570 a 1.640 km, dependendo da rota escolhida. Em linha reta (distância aérea), fica em torno de 1.360 a 1.600 km.

Vale a pena ir de ônibus de Buenos Aires a Bariloche?

Vale pra quem quer economizar e não se importa com quase um dia de viagem. Os ônibus argentinos são confortáveis, mas escolha uma poltrona cama ou cama suite e compre com antecedência na alta temporada.

É melhor sair do Aeroparque ou de Ezeiza?

O Aeroparque (AEP) fica mais perto do centro de Buenos Aires e concentra os voos domésticos, sendo mais prático. O Ezeiza (EZE) é o aeroporto internacional. Confira sempre de qual deles seu voo parte pra organizar o transfer.

Precisa de passaporte pra voar de Buenos Aires a Bariloche?

Não. Por ser um voo interno na Argentina, pra brasileiros basta apresentar o RG ou o passaporte. Não há imigração nesse trecho.

Qual a melhor época pra fazer essa viagem?

A meia estação (outubro/novembro e março/abril) costuma ter o melhor custo-benefício, com clima ameno e menos lotação. O inverno é alta temporada de neve, com preços altos e risco de atrasos por clima.

Economize ao máximo na sua viagem a Buenos Aires:

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Buenos Aires, com todas as dicas para economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
  • Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações de Buenos Aires da forma mais barata e segura.
  • Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro em Buenos Aires. São dicas de como alugar o carro pelo menor preço possível.
  • Pesos: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Buenos Aires, com os prós e contras de cada opção. Existe uma nova forma que é muito mais barata!
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  • Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Buenos Aires para saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
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  • Transfer: precisa de um para ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar e pelo menor preço!

No fim das contas, não existe opção certa ou errada: tudo depende do seu tempo, do seu orçamento e do quanto você curte estrada. A gente já foi de avião e de carro, e cada uma tem seu charme — o voo pela praticidade e o road trip pelas paisagens da Patagônia no caminho. Boa viagem e aproveita Bariloche, que é um dos destinos mais lindos da Argentina!