Bodega Andeluna Cellars em Mendoza: guia completo

Se tem uma coisa que define uma viagem a Mendoza, é visitar vinícola. E entre tantas opções, a bodega Andeluna Cellars é uma das que mais surpreende: fica num cenário de tirar o queixo no Vale do Uco, com os Andes ali na frente, vinhos de altitude e uma atmosfera boutique bem mais intimista que as bodegas gigantes.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais marcou foi a paisagem: vinhedos até onde a vista alcança, com a Cordilheira nevada de fundo. É daqueles lugares que parece cartão-postal de verdade. E o melhor: dá pra almoçar com calma harmonizando vinho e ainda comprar rótulos que dificilmente chegam ao Brasil.

Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa saber pra organizar a visita: onde fica, como chegar, tipos de experiência, melhor época, hospedagem dentro do vinhedo e os erros que dá pra evitar. E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Sobre a bodega Andeluna Cellars

A Andeluna é uma vinícola de porte médio e estilo boutique, localizada em Gualtallary, em Tupungato, no Vale do Uco — a região mais alta e fria de Mendoza, bem no sopé dos Andes. Os vinhedos ficam em altitude (em torno de 1.300 a 1.500 metros), em solos pedregosos que favorecem vinhos cheios de frescor e concentração.

A vinícola nasceu em 2003, criada pelo americano Ward Lay (ligado à família fundadora da PepsiCo) em parceria com a família Reina Rutini. Desde o falecimento de Ward Lay, em 2011, a casa passou ao controle da família Barale, que mantém a gestão familiar e o foco em qualidade.

O grupo produz cerca de 2,3 milhões de litros por ano e está presente em mais de 30 mercados internacionais. Ou seja: tem estrutura profissional completa, mas o clima que se respira ali é de uma bodega menor, com atendimento atencioso e sensação mais próxima.

Uma curiosidade que a gente acha sensacional é a origem do nome: Andeluna vem da combinação de Andes + Lua, evocando o cenário andino e o céu estrelado do Vale do Uco. E tem mais: os vinhedos crescem em solos aluviais que um dia foram fundo de mar, milhões de anos atrás — o que ajuda a dar aquela mineralidade característica aos vinhos.

A bodega trabalha com várias linhas, como Andeluna 1300, Andeluna Altitud, Pasionado e Andeluna Blends, com varietais como Malbec, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Torrontés. O Cabernet Franc, aliás, é uma estrela do Vale do Uco e vale provar por lá.

Bodega Andeluna Cellars em Mendoza

Como chegar na Andeluna (e por que alugar carro)

A Andeluna fica em Tupungato, no Vale do Uco, a cerca de 100 km da cidade de Mendoza. Na prática, isso dá em torno de 1h30 a 2h de carro, dependendo da rota e do trânsito. Dá pra fazer bate e volta tranquilamente, mas o ideal é não correr.

O Vale do Uco é uma região espalhada, com as vinícolas distantes umas das outras, e ter um carro faz toda a diferença pra montar o roteiro com liberdade e visitar mais de uma bodega no mesmo dia sem ficar refém de horário de agência.

A principal dica pra economizar muito na hora de alugar é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça. Se quiser se aprofundar, dá uma olhada na nossa matéria de aluguel de carro em Mendoza, com todas as informações do serviço.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Atenção importante: se for beber nas degustações, deixe o carro de lado pra esse trajeto. Combine de alguém do grupo não beber pra dirigir na volta, ou opte por transfer, agência de passeios, táxi ou aplicativo. Pra quem quer curtir o almoço harmonizado sem se preocupar com a estrada, contratar motorista ou excursão é a melhor pedida.

Horários e reservas

Aqui vale um aviso: os horários variam conforme a fonte e a temporada. A visitação para tours, degustações e almoço costuma girar em torno das 10h às 16h30, mas em alguns períodos e formatos especiais (jantares, experiências noturnas) o atendimento pode ir até o início da noite.

Por isso, a recomendação universal é: considere os horários da tarde como referência e confirme sempre diretamente com a bodega antes de ir, principalmente se você quer jantar ou fazer alguma experiência especial.

E não vá sem reserva. A Andeluna é muito procurada, especialmente em fins de semana, alta temporada e época de vindima. Reserve tour, degustação e almoço com antecedência — alguns dias antes no geral, e até semanas na alta temporada.

Tipos de experiência e faixas de preço

Os valores mudam bastante por causa da inflação na Argentina, então o ideal é trabalhar com faixas aproximadas, em pesos argentinos (AR$), e confirmar tudo na reserva.

Visita e degustação

É a experiência de entrada: visita guiada pela vinícola, muitas vezes com passada pelo vinhedo e área de produção, mais a prova de alguns rótulos. O preço depende do número de vinhos provados e se inclui tábua de queijos ou petiscos. Em vinícolas de padrão semelhante na região, as degustações costumam ficar em torno de AR$ 10.000 a 20.000 por pessoa.

Almoço harmonizado

Esse é o ponto alto pra muita gente: um menu degustação de vários passos com harmonização das diferentes linhas da casa e aquela vista de cair o queixo pra Cordilheira. Em bodegas de padrão similar no Vale do Uco, o almoço harmonizado costuma ficar na faixa de AR$ 25.000 a 45.000 por pessoa, variando conforme os pratos, os vinhos e a cotação do momento. Reserve com calma cerca de 2h a 3h pra aproveitar sem pressa.

Compra de vinhos na loja

Na loja da vinícola os rótulos costumam sair mais baratos que no Brasil. As linhas de entrada (tipo 1300) costumam ficar em torno de AR$ 4.000 a 8.000 por garrafa, enquanto as linhas reserva e de alta gama (Altitud, Pasionado) podem ir de AR$ 10.000 a 25.000 ou mais, dependendo do rótulo e da safra. Só não esqueça de checar a franquia de bebidas na volta ao Brasil pra não ter surpresa.

Hospedagem: Andeluna Winery Lodge

Um diferencial e tanto: a Andeluna passou a oferecer hospedagem dentro do vinhedo. O Andeluna Winery Lodge, inaugurado em 2023, é um sonho de família que começou lá em 2003 e se concretizou 20 anos depois, em Gualtallary, no Vale do Uco.

É um hotel boutique com poucas unidades, foco total na paisagem, na gastronomia e nas experiências ligadas ao vinho. Os chalés têm jardim, terraço e restaurante, com Wi-fi e estacionamento privativo gratuitos. Os quartos vêm com vista da montanha, ar-condicionado, isolamento acústico, máquina de café, banheiro privativo com bidê, amenidades, secador e chinelos.

A gente acha que dormir na vinícola é perfeito pra casais e pra quem quer se desconectar: dá pra ver o céu estrelado (lembra o nome, né? Andes + Lua) e curtir as degustações sem se preocupar com a estrada de volta. Estadias em lodges desse padrão no Vale do Uco costumam variar em torno de US$ 250 a 500 por noite, dependendo da época, do tipo de quarto e se inclui refeições.

Vale reservar com o máximo de antecedência possível, porque são poucas unidades e enchem rápido. Você pode conferir disponibilidade e preços nesse link aqui.

Andeluna Winery Lodge em Mendoza

Melhor época para visitar a Andeluna

O Vale do Uco é lindo o ano inteiro, mas cada estação entrega uma cara diferente. Olha como funciona:

  • Primavera (setembro a novembro): clima agradável, vinhedos começando a ficar verdes, céu limpo e menos calor. Ótimo pra fotos com a Cordilheira ao fundo.
  • Verão (dezembro a fevereiro): dias longos e mais quentes, com vinhedos verdes e cheios. Quem não se importa com calor aproveita bem a vista e os jardins.
  • Vindima (fevereiro a abril): é a época da colheita das uvas, com os vinhedos carregados. Em algumas datas dá até pra acompanhar (ou participar) das atividades de colheita.
  • Outono (abril e maio): a vinha fica com folhagem amarelada e avermelhada, num visual super cinematográfico, com clima ainda ameno. Pra fotos de outono, fim de abril e maio são imbatíveis.
  • Inverno (junho a agosto): mais frio, com chance de ver as montanhas bem nevadas. As videiras ficam nuas, mas o contraste neve x vinhedo é lindo.

Resumindo: pra ver vinhedos verdes e cheios, vá de dezembro a abril; pra ver a colheita, mire fevereiro a abril; e pra cores de outono, fim de abril e maio.

Erros comuns de turistas (e como evitar)

A gente já viu (e cometeu) alguns desses, então fica a dica:

  • Subestimar a distância: muita gente encaixa a Andeluna num dia apertado com várias vinícolas e acaba correndo. No Vale do Uco, faça no máximo 2 vinícolas por dia — uma de manhã e um almoço longo na Andeluna, por exemplo.
  • Ir sem reserva: a casa é disputada. Reserve tour, degustação e almoço com antecedência.
  • Não conferir o horário: como os horários variam, confirme sempre direto com a vinícola antes de ir.
  • Esquecer do câmbio: quem chega só com cartão internacional pode pagar mais caro. Leve pesos argentinos (ou dólares pra trocar) e pergunte na reserva quais formas de pagamento aceitam.
  • Não se preparar pro sol forte do verão: em dias quentes, andar pelos vinhedos cansa. Leve chapéu, protetor solar, óculos de sol e água.
  • Ignorar o frio: a altitude faz a temperatura cair rápido no fim da tarde, mesmo em dias que começam quentes. Leve um casaco em camadas.

Dicas práticas para a visita

  • Idioma: o padrão é o espanhol, mas costuma ter guia falando inglês, e alguns se viram com português básico por causa do grande fluxo de brasileiros.
  • Duração: calcule cerca de 1h a 1h30 pra visita guiada com degustação, e de 2h a 3h pra um almoço harmonizado com calma.
  • Roteiro de dia inteiro: a Andeluna combina bem com outras vinícolas do Vale do Uco (como Zuccardi, Salentein e Domaine Bousquet) num passeio de dia inteiro.
  • Roupas pra fotos: cores neutras (branco, bege, azul) ficam ótimas no cenário de vinhedos e montanhas.

Onde comprar ingressos e passeios em Mendoza

Pra economizar muito na compra de passeios e atividades, vale ficar de olho em duas dicas. A da antecedência: comprar antes, pela internet, sai mais barato e evita filas e ingressos esgotados. E a do IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra é na moeda do país, você paga 3,5% de IOF e não parcela — então procure sites com pagamento em reais.

Um site que a gente usa muito em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem todos os passeios e tours pela região. Já é dos mais baratos, mas a maior vantagem é poder pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo algum.
  • Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (o que evita golpe de taxista), o motorista já sabe o destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Bem fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h em português, caso precise.

Seguro viagem para a Argentina

O atendimento médico no exterior pode sair caro, e um seguro viagem te protege contra imprevistos no passeio — desde um mal-estar depois das degustações até um problema na estrada do Vale do Uco. Vale demais fazer pra viajar tranquilo.

Pra achar a melhor cobertura pelo menor preço, dá pra usar esse comparador de seguros, que já vem com desconto exclusivo do Grupo Dicas. Ele compara várias seguradoras de uma vez e você fecha o plano que melhor encaixa na sua viagem.

Com a hospedagem, a dica vale dobrado: ficar bem localizado em Mendoza facilita os bate-voltas pras vinícolas e te deixa mais tempo aproveitando. Olha aqui a melhor região pra se hospedar e como economizar no hotel:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre a bodega Andeluna Cellars

Onde fica a bodega Andeluna Cellars?

Ela fica em Gualtallary, em Tupungato, no Vale do Uco — a região mais alta e fria de Mendoza, a cerca de 100 km da cidade. O trajeto de carro leva em torno de 1h30 a 2h.

Precisa fazer reserva para visitar a Andeluna?

Sim, a reserva é fortemente recomendada, principalmente para almoço harmonizado e experiências especiais. A bodega é bem procurada em fins de semana, alta temporada e época de vindima, então reserve com antecedência.

Qual o horário de funcionamento da Andeluna?

A visitação para tours, degustações e almoço costuma ficar em torno das 10h às 16h30. Jantares e experiências noturnas podem ir até o início da noite. Como os horários variam, confirme sempre direto com a vinícola antes de ir.

Quanto custa visitar a Andeluna?

As degustações costumam ficar em torno de AR$ 10.000 a 20.000 por pessoa, e o almoço harmonizado em torno de AR$ 25.000 a 45.000 por pessoa. Os valores variam com a inflação e o tipo de experiência, então confirme na reserva.

Dá para se hospedar na vinícola Andeluna?

Sim. O Andeluna Winery Lodge, inaugurado em 2023, é um hotel boutique dentro do vinhedo, com poucas unidades, vista da montanha e foco em gastronomia e experiências com vinho. É ideal pra quem quer dormir entre os vinhedos.

Qual a melhor época para visitar a Andeluna?

Pra ver vinhedos verdes e cheios, vá de dezembro a abril. Pra acompanhar a colheita, mire fevereiro a abril (vindima). E pra fotos com cores de outono, fim de abril e maio são lindos.

Quais vinhos a Andeluna produz?

A bodega trabalha com linhas como Andeluna 1300, Andeluna Altitud, Pasionado e Andeluna Blends, com varietais como Malbec, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc e Torrontés. O Cabernet Franc é destaque na região.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina

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A Andeluna foi uma das vinícolas que mais nos surpreendeu no Vale do Uco: aquela combinação de paisagem, vinho de altitude e clima intimista vale demais a viagem. Se der, reserve um almoço com calma e, quem sabe, uma noite no lodge pra ver o céu estrelado. A gente faria tudo de novo — e provavelmente vai.