Aluguel de Carro em Mendoza: Guia Completo

Alugar carro em Mendoza é, na nossa experiência, a forma mais prática e barata de explorar as vinícolas, as montanhas e os vilarejos da região. O transporte público local é bem básico e não chega nas bodegas — ou seja, sem carro você fica dependente de transfer e táxi o tempo todo.

Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa saber: quanto custa, onde alugar, quais documentos levar, como funcionam os seguros, a melhor época pra dirigir por lá e os erros mais comuns que o brasileiro comete. A ideia é que você chegue na Argentina sabendo exatamente o que esperar.

E não deixa de conferir o nosso guia completo de Mendoza. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo pra montar a viagem inteira economizando ao máximo em TUDO.

Por que alugar um carro em Mendoza?

Mendoza tem um centro relativamente compacto, mas é justamente fora da cidade que o carro brilha. As vinícolas ficam espalhadas por regiões como Maipú, Luján de Cuyo e o Valle de Uco, e muitas estão em áreas rurais onde o ônibus simplesmente não passa.

Pra quem viaja em casal, família ou grupo, a vantagem é ainda maior: todo mundo divide o aluguel, o estacionamento e a gasolina, e o custo por pessoa despenca. Quem quer fazer várias vinícolas e passeios variados costuma gastar menos alugando carro do que comprando vários tours guiados ou transfers individuais.

Tem outra coisa: com carro próprio você ganha liberdade total de horário. Pode parar onde quiser na estrada cênica rumo à Cordilheira, almoçar com calma numa bodega do Valle de Uco e voltar na hora que bem entender. Quer conhecer a cidade além das vinícolas? Dá uma olhada nos melhores restaurantes de Mendoza.

Carros para alugar

Quanto custa alugar carro em Mendoza?

Os valores variam bastante conforme a categoria, a época do ano e a antecedência da reserva, mas dá pra ter boas referências. Em geral, espere pagar algo entre R$ 200 e R$ 350 por dia num carro compacto ou médio reservado com antecedência, e a partir de R$ 150 nas melhores promoções de baixa temporada.

A diferença por época pesa muito: setembro costuma ser um dos meses mais baratos, com médias na casa de R$ 190 a diária. Já janeiro, em pleno verão e férias, é um dos mais caros, com médias entre R$ 280 e R$ 300, subindo conforme a procura.

A categoria mais reservada por ali é o carro médio, com modelos confortáveis pra estrada entre os preferidos. E a maioria dos viajantes aluga por 3 a 5 dias, tempo suficiente pra combinar um bom roteiro de vinícolas com um dia de alta montanha.

Como conseguir um carro por um bom preço

Nossa primeira dica é fazer o aluguel com a maior antecedência possível, pela internet, ainda do Brasil. Quanto antes você reserva, mais barato sai — e você garante a categoria que quer. Quem deixa pra última hora, principalmente na alta temporada, encontra poucos carros disponíveis e preços bem mais salgados.

A principal dica pra economizar de verdade é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das empresas.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Hertz, Europcar, Sixt, Thrifty e Budget, pra evitar dor de cabeça. Em Mendoza tem ainda a Localiza e diversas empresas argentinas regionais.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Meninas viajando de carro numa estrada

Pegar no aeroporto ou no centro de Mendoza?

Mendoza tem dezenas de agências de aluguel ativas, e quase metade delas fica no aeroporto (MDZ). Lá você costuma encontrar preços competitivos e mais variedade de categorias, com horários de funcionamento que giram entre 7h30 e 21h30 nas grandes redes.

Retirar o carro direto no aeroporto quando você chega é a opção mais prática pra quem vai rodar bastante desde o primeiro dia — e ainda economiza o táxi do trajeto até o seu hotel.

Já o centro de Mendoza pode sair mais barato pra quem vai ficar os primeiros dias só na cidade, andando a pé ou de Uber, e só depois pegar o carro pra vinícolas e montanha. Vale comparar os dois cenários antes de fechar.

Documentos necessários para alugar carro em Mendoza

A boa notícia é que pra brasileiro é tudo bem simples. Você vai precisar ter em mãos:

  • A sua carteira de motorista do Brasil (CNH) válida e legível — não precisa ser categoria especial;
  • Seu passaporte ou RG em bom estado pra se identificar;
  • Um cartão de crédito internacional no nome do motorista principal, pra caução.

Diferente do que muita gente pensa, a PID (Permissão Internacional para Dirigir) não é obrigatória pra turistas brasileiros na Argentina, desde que a CNH esteja legível e válida. Ela só é recomendada como segurança extra ou se a sua CNH tiver dados pouco claros.

Sobre idade: em geral o mínimo é 21 anos com pelo menos 1 ano de habilitação. Algumas locadoras aceitam a partir de 18, mas cobram taxa de “condutor jovem” — e quem tem menos de 25 frequentemente paga um acréscimo diário. Vale conferir isso antes de fechar.

Modelos de carros alinhados

Atenção ao caução: leve cartão com limite folgado

Esse é um ponto que pega muito brasileiro de surpresa. Locadoras grandes como a Alamo fazem uma pré-autorização no cartão de crédito que costuma ficar entre US$ 2.000 e US$ 3.500, variando conforme a categoria do carro.

Esse valor não é cobrado de fato — fica apenas bloqueado no limite do cartão pra cobrir eventuais danos, multas ou atrasos, e é liberado depois da devolução. Mas atenção: esse bloqueio pode estourar o seu limite pra outras compras durante a viagem. A dica de ouro é: leve um cartão com limite bem folgado, só pra essa garantia.

Seguros, franquias e as pegadinhas do balcão

Uma dica essencial em qualquer aluguel, em Mendoza ou no mundo todo, é o seguro do veículo. Nossa recomendação é não abrir mão da cobertura básica, que protege contra batidas e roubo. A cobertura obrigatória contra terceiros já vem incluída na tarifa.

O detalhe é a franquia (dedutível): em caso de dano, você paga até um certo valor e o resto fica com a seguradora. Por isso vale ler o contrato com calma na retirada e conferir exatamente qual é o valor dessa franquia.

A gente sempre avisa: é comum tentarem te empurrar vários seguros extras no balcão (vidros, rodas, redução de franquia). Decida antes quanto quer gastar pra não cair em pressão de venda na hora. E faz uma coisa que a gente aprendeu na prática: tire fotos e vídeos detalhados do carro na retirada e na devolução, incluindo a parte de baixo e o interior. Isso evita cobranças indevidas por riscos que você nem causou.

Modelos de carros

Seguro do carro x seguro viagem (não confunda!)

Muita gente confunde as duas coisas, então vale deixar claro. O seguro do carro cobre só o veículo: batidas, roubo e danos. Já o seguro viagem cobre você: assistência médica, odontológica, roubo de bagagem e outros imprevistos.

O atendimento médico no exterior pode sair caríssimo, então fazer um seguro viagem é fundamental pra não levar um susto financeiro caso aconteça algum problema de saúde fora do Brasil. Pra contratar, a gente usa esse comparador de seguros, que mostra as melhores opções de várias seguradoras lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo. Dá pra pagar em reais e parcelar.

GPS no carro? Use o chip de internet

Na hora de retirar o carro, muitas locadoras oferecem o GPS como extra, e isso costuma custar em torno de 10 dólares por dia. Se você alugar por 13 dias, por exemplo, já são 130 dólares só de GPS.

Sai muito mais barato usar o GPS do próprio celular com um chip de internet. A gente usa esse chip de viagem, que oferece internet de alta velocidade pra usar à vontade na América do Sul inteira. Com a internet rolando, você usa o Google Maps ou o Waze e economiza uma boa grana — fora poder ficar online o tempo todo.

Só fica o aviso: em Mendoza e arredores o sinal é bom na maioria das áreas turísticas, mas em trechos mais remotos de montanha pode falhar. Baixe os mapas offline antes de subir a serra.

GPS no celular em um carro

Melhor época para alugar carro e dirigir em Mendoza

A época influencia tanto no preço quanto na experiência ao volante. Pra economizar no carro e pegar estradas tranquilas, setembro e maio costumam ser excelentes meses — menos turistas, vinícolas mais calmas e diárias em patamar bem mais baixo.

janeiro e o verão em geral concentram férias, calor e bodegas lotadas, com preços de aluguel lá em cima. Julho, época de esqui, e feriados prolongados também pressionam as tarifas.

Sobre dirigir em cada estação:

  • Verão (dezembro a março): calor no vale, mas estradas secas na maior parte do tempo. Ótimo pra rodar pelas vinícolas de Luján de Cuyo e Maipú.
  • Outono (março/abril): época clássica da vendimia (colheita da uva) e folhagens coloridas nos vinhedos. Perfeito pra ir de bodega em bodega de carro.
  • Inverno (junho a agosto): pode haver neve em trechos da Cordilheira dos Andes rumo à alta montanha e à fronteira com o Chile, exigindo atenção redobrada e, às vezes, correntes pra pneus. Confira sempre as orientações locais antes de subir.
  • Primavera (setembro a novembro): vinhedos começando a florescer, clima ameno e bom custo-benefício de aluguel.

Roteiros em que o carro faz toda a diferença

É fora da cidade que ter um carro próprio realmente compensa. Aqui vão as áreas onde a gente mais aproveita rodando livre:

  • Maipú: pertinho do centro, com muitas bodegas acessíveis de carro. Dá pra combinar várias visitas no mesmo dia.
  • Luján de Cuyo: a região clássica de vinhos, cheia de vinícolas boutique e estrutura de enoturismo avançada.
  • Valle de Uco (Tunuyán, Tupungato, San Carlos): mais distante, a cerca de 1h30 a 2h de estrada. É um dos lugares onde o carro próprio mais compensa, já que as vinícolas e os restaurantes ficam bem espalhados pelos vinhedos.
  • Ruta 7 rumo à Cordilheira e ao Aconcágua: uma estrada cênica com mirantes, túneis e vilarejos como Uspallata. Com carro você para com calma nos pontos fotogênicos e no Parque Provincial Aconcágua, no seu próprio ritmo.

Uma observação importante: muitos restaurantes ficam dentro de vinícolas, em áreas rurais e só com reserva. Se a ideia é curtir os almoços harmonizados, fica esperto com as degustações. Se for beber, eleja um “motorista da vez” ou contrate um motorista particular. Dirigir alcoolizado é infração grave e fiscalizada por lá.

carro dirigindo na estrada

Dicas práticas para economizar e facilitar a vida

  • Devolva no mesmo local da retirada: pegar e devolver no mesmo lugar costuma sair bem mais barato do que o esquema “one-way” (devolver em outra cidade).
  • Ajuste pra 24h redondas: programar a reserva pra períodos exatos de 24 horas, em vez de horários quebrados, evita a cobrança de diárias extras.
  • Tanque cheio-cheio: a política mais comum é pegar o carro com o tanque cheio e devolver cheio. Guarde a nota do posto perto da devolução pra comprovar o abastecimento, se precisarem.
  • Estacionamento: o centro de Mendoza tem ruas arborizadas, áreas sinalizadas e algumas zonas com cobrança. Vale checar com o hotel se há estacionamento próprio ou convênio. Nas vinícolas, estacionar é simples dentro das próprias bodegas.
  • Pedágios: o sistema é bem parecido com o do Brasil. Além de poder parar na cabine e pagar na hora, em muitos casos dá pra passar e só acertar os pedágios registrados quando devolver o carro na locadora.

Erros comuns que o brasileiro comete

Pra você não cair em nenhuma dessas, anote os tropeços mais frequentes:

  • Não considerar o caução elevado: muita gente se assusta com os US$ 2.000 ou mais bloqueados no cartão, que podem estourar o limite pra outras compras.
  • Deixar pra reservar em cima da hora: em alta temporada, isso significa preços bem mais altos e quase nenhuma opção econômica.
  • Ignorar a taxa de motorista jovem: quem tem menos de 25 anos paga acréscimo diário, o que muda o custo-benefício.
  • Não checar o carro na retirada: deixar de registrar riscos e amassados pode virar discussão na devolução.
  • Não ler o contrato: boa parte das reclamações vem de franquias mal compreendidas e cobranças de extras (cadeirinha, GPS, pedágios).
  • Abusar nas degustações: subestimar a fiscalização é arriscado. Programe degustações leves pra quem vai dirigir ou contrate traslados.
  • Desconhecer as regras da montanha: não checar a previsão do tempo, possíveis bloqueios da rodovia pro Chile ou a necessidade de correntes na neve.

E se você não quiser alugar carro?

Se preferir não dirigir, a melhor forma de se locomover em Mendoza — indo aos passeios e do aeroporto ao hotel — é o transfer. Costuma sair mais em conta que o táxi, é mais seguro e você não fica esperando em fila. Ao desembarcar, já tem alguém com uma placa com o seu nome te esperando.

Pra reservar transfers e ingressos das atrações, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É onde sempre achamos os transfers mais baratos, com compra em reais — sem taxas internacionais e sem IOF. E o legal é que também dá pra comprar ingressos dos passeios pelo menor preço por lá.

Motorista abrindo a porta do carro

Pra aproveitar bem as vinícolas e o centro, ficar numa boa localização faz toda a diferença em Mendoza — economiza táxi, transfer e tempo de deslocamento. Olha aqui a melhor região pra se hospedar:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre aluguel de carro em Mendoza

Precisa de habilitação internacional para alugar carro em Mendoza?

Não. A Permissão Internacional para Dirigir (PID) não é obrigatória pra turistas brasileiros na Argentina, desde que a CNH esteja válida e legível. Ela só é recomendada como segurança extra ou se a sua carteira tiver dados pouco claros.

Quanto custa alugar um carro em Mendoza?

Em média, entre R$ 200 e R$ 350 por dia num compacto ou médio reservado com antecedência. Em promoções de baixa temporada dá pra achar a partir de R$ 150. Janeiro é mais caro; setembro e maio costumam ter os melhores preços.

Qual a idade mínima para alugar carro em Mendoza?

Em geral, 21 anos com pelo menos 1 ano de habilitação. Algumas locadoras aceitam a partir de 18, com taxa de condutor jovem, e quem tem menos de 25 normalmente paga um acréscimo diário.

Vale a pena retirar o carro no aeroporto ou no centro?

Depende do seu roteiro. O aeroporto é mais prático pra quem vai rodar desde o primeiro dia e ainda economiza o táxi até o hotel. O centro pode sair mais barato pra quem vai ficar uns dias só na cidade e só depois pegar o carro pra vinícolas e montanha.

É melhor alugar carro ou contratar tours em Mendoza?

Pra quem quer fazer muitas vinícolas e passeios variados, principalmente em dupla ou grupo, alugar carro costuma sair mais barato que comprar vários tours e transfers individuais. Mas se for beber nas degustações, contrate um motorista ou transfer pra esses dias.

Preciso de seguro para alugar carro em Mendoza?

A cobertura básica contra terceiros já vem incluída, mas a gente recomenda não abrir mão da cobertura contra batidas e roubo. Fique atento à franquia e leia o contrato com calma na retirada. Não confunda com o seguro viagem, que cobre você (saúde, bagagem) e é igualmente importante.

Qual o melhor carro para alugar em Mendoza?

O carro médio é a categoria mais reservada, por ser confortável pra estrada. Mas o ideal depende do número de pessoas e do tamanho das malas. Pra rodar pela alta montanha, um carro um pouco mais robusto ajuda nas subidas.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina

No fim das contas, alugar carro em Mendoza é o que mais transforma a viagem por lá — é a diferença entre ficar preso ao centro e poder explorar vinícolas escondidas e a estrada da Cordilheira no seu ritmo. Reserve com antecedência, leve um cartão com limite folgado e curta. Boa viagem!