Vista da Basílica di Santa Maria del Fiore

Vai passar 3 dias em Florença? Então prepara o caderninho, porque dá pra montar um roteiro completíssimo: arte renascentista, vistas de tirar o queixo, comida toscana de respeito e aquele clima de cidade viva que vai muito além de museu a céu aberto. A boa notícia é que Florença é compacta e dá pra explorar quase tudo a pé.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi o tamanho: você sai do Duomo e em 10 minutos de caminhada já tá na Ponte Vecchio, do outro lado do rio. Três dias inteiros são o tempo ideal pra curtir o essencial sem correria, deixando espaço pros grandes museus, os mirantes e um pouco de dolce far niente.

E não esquece: aqui no nosso Guia de Florença a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em tudo — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos. Vale dar uma olhada antes de fechar qualquer coisa.

Primeiro dia em Florença

O que fazer de manhã

A gente sempre indica começar o dia bem cedo. Assim você visita os pontos turísticos com calma, antes das hordas de turistas chegarem, e aproveita tudo com mais qualidade.

Basílica de Santa Cruz em Florença, na Itália.

O primeiro ponto que a gente indica é a Catedral de Santa Maria del Fiore, o famoso Duomo, principal igreja e cartão-postal da cidade. Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, ela começou a ser construída em 1296 e só ficou pronta quase 200 anos depois. A cúpula de Brunelleschi foi, por muito tempo, a maior cúpula de alvenaria do mundo e uma obra de engenharia revolucionária pro século XV.

Ao contrário do que muita gente pensa, a entrada na catedral costuma ser gratuita. O que é pago é o restante do complexo — a subida na cúpula, o Campanário de Giotto, o Batistério, o museu e as escavações — geralmente vendido em passes combinados tipo Brunelleschi Pass, que costumam ficar em torno de 25 a 35 euros por pessoa.

Fica o aviso: a subida na cúpula tem cerca de 460 degraus, sem elevador, e exige reserva de horário específica. Não é indicada pra quem tem claustrofobia ou alguma limitação física. Mas a vista 360º da cidade lá de cima é das melhores que existem.

Em frente à catedral, passeie pela Piazza del Duomo, também conhecida como Praça da Catedral. É uma das praças mais visitadas da Itália e tem um monte de detalhe lindo nas construções ao redor. Aproveite pra tirar muitas fotos por ali.

Em seguida, caminhe alguns minutos até a Galleria dell’Accademia, o museu que guarda uma das obras mais famosas do mundo: o Davi original, de Michelangelo. A escultura fica no interior do museu, mas a cidade tem duas réplicas — uma em frente à própria galeria e outra no Piazzale Michelangelo.

Obra David, de Michelangelo em exposição na Galeria Academia em Florença.

Fundado em 1784, o museu também tem obras de outros gigantes como Botticelli, Bronzino e Bernardo Daddi, além de salas especiais como o Museu de Instrumentos Musicais e o Hall of the Colossus, com pinturas do século XV. A entrada costuma ficar em torno de 16 a 25 euros, dependendo da temporada.

Olha, esse é um dos museus mais disputados de Florença, então compra o ingresso com antecedência — a gente já viu fila virando a esquina e gente desistindo de entrar.

Pra resolver isso de uma vez, a gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra garantir os ingressos. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os passeios e atrações de Florença. Ele já é dos mais baratos, mas a maior vantagem é poder pagar em reais (sem aquele IOF) e parcelar.

Tem ainda mais umas vantagens que fazem diferença na hora do aperto:

  • Cancelamento gratuito na maioria dos passeios — se mudar o plano, você cancela sem custo.
  • Free tours: tours a pé pelo centro com guia, onde você só paga uma gorjeta no final.
  • Transfer do aeroporto até o hotel, já pago adiantado (sem golpe de táxi), com o motorista te esperando com uma placa com seu nome.
  • Atendimento 24h em português, caso precise de qualquer coisa.

Depois de tudo isso, que tal repor as energias num bom restaurante? Tem muita opção pelo centro histórico, mas evita os lugares grudados na Piazza del Duomo — costumam ser mais caros e nem sempre os melhores. Vale procurar uma trattoria em rua secundária pra comer melhor e pagar menos.

O que fazer pela tarde

Continuando pelo centro histórico, siga pra Basílica de San Lorenzo, uma das igrejas mais ricas de Florença. O interior foi desenhado por Michelangelo e ali perto fica a Capela dos Médici, que guarda túmulos da família com obras do próprio Michelangelo. Pra entrar é preciso comprar ingresso.

Fachada da Basílica de San Lorenzo em Florença.

Bem ali do lado fica o Mercato Centrale, que vale demais a parada. A parte de baixo é mercado tradicional toscano, com queijos, vinhos, embutidos e massas. A parte de cima é um espaço gastronômico moderno, com vários restaurantes e bares — ótimo pra um almoço ou aperitivo sem gastar muito (pratos simples giram em torno de 10 a 18 euros).

Uma dica que serve pro primeiro dia e pros demais: se sobrar um tempinho, use pra encaixar algum lugar que você não conseguiu visitar antes. Não deu pra ir na Accademia de manhã? Aproveite a brecha da tarde.

O que fazer à noite

Talvez você já esteja cansado e só queira jantar e dormir — e tudo bem. Mas se tiver fôlego, vale fechar a noite no Teatro Niccolini, inaugurado em 1658, o teatro mais antigo de Florença e um dos primeiros teatros modernos do continente europeu.

Interior do Teatro Niccolini em Florença

Ao entrar é impossível não se sentir em outra época: a estrutura, restaurada em 2016, é cheia de detalhes que prendem a atenção. A gente recomenda chegar com antecedência pra circular pelo lugar com calma e comprar os ingressos pela internet, evitando filas na bilheteria.

Outra opção pra fechar a noite é simplesmente caminhar pela cidade depois do jantar. A iluminação da cúpula, da Ponte Vecchio e das fachadas históricas cria um clima totalmente diferente — vale a pena.

Segundo dia em Florença

O que fazer de manhã

No segundo dia, comece pela Basílica de Santa Maria Novella, que começou a ser construída em 1279 e foi a primeira grande basílica de Florença. Ela é uma riqueza de tesouros artísticos, tanto na fachada quanto no interior.

Fachada da Igreja Santa Maria Novella em Florença

Bem pertinho dela fica a Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella, uma farmácia-perfumaria histórica com origens lá no século XIII — uma das mais antigas do mundo ainda em funcionamento. Vale entrar nem que seja só pra ver e cheirar os produtos típicos.

Em seguida, caminhe uns 10 minutos até a Piazza della Repubblica, considerada o coração da cidade. As terras já existiam desde o século I, na época do Império Romano, mas a praça atual foi construída no século XIX, em 1888. Ali tem vários cafés antigos perfeitos pra uma paradinha, e restaurantes nas ruas ao redor pra um almoço.

Vista da Piazza della Repubblica em Florença

O que fazer pela tarde

Depois do almoço, uma parada que a gente adora é a Galleria degli Uffizi, o museu mais importante de Florença e um dos mais visitados de toda a Itália. A coleção é de impressionar: Botticelli, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Caravaggio e outros mestres. A entrada costuma ficar em torno de 25 a 30 euros na alta temporada.

Esse é outro caso em que comprar com antecedência é obrigatório na prática: o Uffizi trabalha com horário marcado e, em alta temporada, quem chega na hora corre o risco de não entrar. A gente errou nessa numa viagem — chegou perto do meio-dia num fim de semana e perdeu horas tentando comprar na bilheteria.

Se você curte ciência ou viaja com crianças, vale encaixar também o Museo Galileo, fundado em 1930 e instalado em três andares do Palazzo Castellani. Ele guarda uma coleção incrível de instrumentos óticos, astronômicos, matemáticos e de navegação.

Fachada do Museu Galileo em Florença

Entre as preciosidades está o telescópio que Galileu usou em 1609 pra descobrir os satélites de Júpiter e os montes lunares. Uma viagem no tempo pra quem gosta de história da ciência.

O que fazer à noite

Pra fechar o segundo dia, jante num restaurante charmoso ou curta um pub. Na nossa matéria sobre a vida noturna de Florença a gente reuniu várias indicações legais. Uma dica clássica é o Restaurante Sostanza, conhecido pelas carnes, massas e, principalmente, pelo omelete de alcachofra.

Interior do Restaurante Sostanza

E já que falamos de comida, anota uns pratos toscanos pra provar enquanto estiver na cidade: a bistecca alla fiorentina (um T-bone alto, geralmente mal passado), o lampredotto (sanduíche de rua bem tradicional), a ribollita (sopa de pão, feijão e verduras) e os vinhos da região, como Chianti e Brunello di Montalcino. E não esquece do gelato — os italianos usam até como pausa estratégica entre um museu e outro.

Terceiro dia em Florença

O que fazer de manhã

Pra começar o último dia, visite o Palazzo Vecchio, que foi residência oficial da família Médici. Por lá você encontra obras de arte encantadoras, salas e passagens secretas, quartos usados pela família, uma capela privada e um salão com obras preciosíssimas. Dá pra subir também na Torre di Arnolfo pra uma vista panorâmica.

Fachada do Palazzo Vecchio em Florença.

Tem um passeio super interessante pelas passagens secretas do palácio, onde você aprende mais sobre a história dessa família que governou Florença por séculos. Pra fazer esse tour, a gente costuma usar esse site de ingressos que a gente sempre usa e economizamos bastante.

Pátio no Palazzo Vecchio

Bem em frente fica a Piazza della Signoria, uma espécie de museu a céu aberto cheio de esculturas, com a Loggia dei Lanzi (que tem acesso gratuito). Se você curte fazer compras, a região do centro tem opções pra todos os bolsos.

O que fazer pela tarde

Atravesse a Ponte Vecchio, uma das pontes mais famosas do continente e parte viva da história da cidade, com construções ao redor que datam do século XVI. Curiosidade: ela foi a única ponte de Florença que os alemães não destruíram na Segunda Guerra Mundial. É lotada de joalherias e rende fotos incríveis, principalmente no fim de tarde, vista das outras pontes.

Vista da cidade de Florença, com destaque para a Ponte Vecchio

Do outro lado do Arno você chega ao bairro do Oltrarno, a parte mais autêntica e residencial de Florença, cheia de oficinas de artesãos, ateliês e restaurantes menos turísticos. Por lá fica o Palazzo Pitti, que começou a ser construído em 1446 e foi residência de três dinastias da realeza — hoje é um grande museu.

Fachada do Palazzo Pitti em Florença, Itália.

Colado ao palácio ficam os Jardins de Boboli, um dos jardins históricos mais importantes da Itália, em estilo renascentista. Ótimos pra caminhar com calma e ver a cidade de outros ângulos. Uma dica que economiza: o ingresso combinado de Palazzo Pitti + Boboli costuma sair mais em conta que comprar separado.

Em seguida, caminhe até a Piazzale Michelangelo, o mirante mais famoso de Florença, lá numa parte alta da cidade que entrega a vista de cartão-postal do centro histórico, do Duomo e do Arno. A subida a pé leva uns 20 a 30 minutos, mas dá pra ir de ônibus também. O pôr do sol é o horário mais concorrido — chegue cedo se quiser um bom lugar.

Vista da Piazzale Michelangelo em Florença ao pôr do sol.

Pra fechar com chave de ouro, descanse no Jardim delle Rose, numa encosta pertinho do Piazzale Michelangelo. É ponto de encontro de moradores e turistas que relaxam nos gramados floridos com vista pra cidade. E se ainda tiver pique, suba mais um pouco até a Igreja de San Miniato al Monte, que fica ainda mais alta, com uma vista belíssima e um interior românico super fotogênico.

Quanto custa visitar Florença

Pra te dar uma referência de orçamento, separamos algumas faixas de preço médias por pessoa (lembrando que tudo varia com a temporada):

  • Uffizi: em torno de 25 a 30 euros.
  • Galleria dell’Accademia: em torno de 16 a 25 euros.
  • Palazzo Vecchio (museu + torre): em torno de 12 a 20 euros.
  • Palazzo Pitti + Jardins de Boboli: em torno de 20 a 25 euros no combo.
  • Complexo do Duomo (passe com cúpula): em torno de 25 a 35 euros.
  • Café da manhã num bar italiano: 3 a 7 euros (café + brioche).
  • Almoço em trattoria: 15 a 25 euros sem vinho.
  • Jantar mais elaborado: 30 a 50 euros.

Como se locomover em Florença

A melhor notícia pra quem tem só 3 dias: Florença é compacta e caminhável. As principais atrações ficam concentradas no centro histórico e dá pra fazer quase tudo a pé. Não há metrô e, na prática, você dificilmente vai precisar de carro dentro da cidade.

Os ônibus servem pra quem se hospeda mais longe ou pra subir até áreas como o Piazzale Michelangelo, mas muita gente prefere mesmo ir andando. A chegada costuma ser pela Estação Santa Maria Novella (SMN), bem no centro, ótima pra quem vem de trem de Roma, Veneza ou Milão.

Um aviso importante: nem pense em dirigir dentro do centro histórico. Florença tem zona de tráfego limitado (ZTL) e quem entra de carro sem autorização leva multas pesadas. Dentro da cidade, carro só atrapalha.

Erros comuns de turista em Florença

Pra você não cair nas mesmas ciladas de todo mundo, anota esses tropeços bem comuns:

  • Não reservar os museus com antecedência: tentar comprar Uffizi e Accademia na hora, em alta temporada, é perder horas na fila ou ficar sem entrar.
  • Superlotar o roteiro de museus no mesmo dia: enfiar Uffizi, Accademia, Palazzo Vecchio e Duomo completos num dia só é exaustivo e estraga o passeio.
  • Ficar longe demais pra economizar: o barato sai caro em tempo e deslocamento. Com poucos dias, ficar no centro ou perto da estação compensa.
  • Comer só em área hiper turística: restaurante colado na Piazza del Duomo ou na Signoria tende a ser caro e meia-boca. O Oltrarno e as ruas secundárias entregam mais sabor por menos.
  • Não checar o dress code das igrejas: ombros e joelhos descobertos podem barrar a entrada, principalmente no verão.

Sobre hospedagem, ficar bem localizado faz toda a diferença num roteiro curto como esse: você economiza horas no transporte e ganha mais tempo nos passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:

Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Florença

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em 3 dias em Florença

3 dias são suficientes para conhecer Florença?

Sim, 3 dias inteiros são o tempo ideal pra curtir o essencial de Florença sem correria. Dá pra ver os grandes museus, o Duomo, a Ponte Vecchio e os mirantes com calma, deixando ainda espaço pra comer bem e relaxar.

Precisa comprar ingressos antecipados em Florença?

Pros principais museus, sim. Uffizi, Galleria dell’Accademia e a subida na cúpula do Duomo trabalham com horário marcado e costumam lotar na alta temporada. Comprar com antecedência evita filas enormes e o risco de ficar sem entrar.

Qual a melhor época para visitar Florença?

A primavera (abril a início de junho) e o outono (fim de setembro a início de novembro) costumam ser as melhores épocas: clima ameno e menos lotação que o verão. O verão é muito quente e cheio, e o inverno tem filas menores, mas dias mais curtos.

Quanto custa entrar nos principais museus de Florença?

Em média, o Uffizi fica em torno de 25 a 30 euros, a Accademia entre 16 e 25 euros e o passe do Duomo com a cúpula entre 25 e 35 euros. Os valores variam conforme a temporada e eventuais exposições especiais.

Dá para visitar Florença a pé?

Dá, e é o jeito mais gostoso de conhecer. Florença é compacta e as atrações ficam concentradas no centro histórico. Você quase não vai precisar de transporte público, a não ser pra subir até o Piazzale Michelangelo ou se ficar mais afastado.

Vale a pena entrar no Duomo de Florença?

Vale muito. A entrada na catedral costuma ser gratuita, e a parte paga (cúpula, campanário, batistério e museu) entrega vistas incríveis e uma das obras de engenharia mais impressionantes do Renascimento. Só lembre que a subida na cúpula tem cerca de 460 degraus e exige reserva de horário.

Economize ao máximo na sua viagem a Florença:

Florença é daquelas cidades que ganham a gente devagar: cada esquina tem uma escultura, cada igreja guarda uma obra-prima e cada gelato é desculpa pra uma pausa. Com esse roteiro de 3 dias você sai com a sensação de ter visto o melhor sem precisar correr. Boa viagem e aproveita cada cantinho!