Bares em El Calafate: os melhores para curtir a noite

Depois de um dia inteiro encarando o Perito Moreno, o vento patagônico e as trilhas por aí, não tem nada melhor do que sentar num bar aconchegante, com uma cerveja artesanal gelada (mesmo no frio) e um cordeirinho assado na mesa. E é exatamente essa a graça da noite em El Calafate: nada de balada agitada, mas uma cena de bares pequena, charmosa e com personalidade patagônica.

Neste guia, a gente reuniu os melhores bares de El Calafate, com dicas de horário, faixa de preço, o que pedir, e ainda alguns erros comuns que a gente já viu brasileiro cometer por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a vida noturna começa tarde: às 19h os bares estão praticamente vazios, mas depois das 21h o clima muda completamente. Vai por a gente: siga o ritmo argentino que a experiência fica muito melhor.

Como é a noite em El Calafate

El Calafate é uma cidade pequena e a vida noturna é concentrada na Avenida del Libertador e nas ruas paralelas (Cnel. Rosales, Gdor. Gregores, Gdor. Moyano). Praticamente tudo dá pra fazer a pé, ainda mais se o hotel for no centro — o que a gente recomenda fortemente.

Os bares em geral abrem no fim da tarde/começo da noite e vão até 2h ou 3h da manhã, especialmente na alta temporada. O jantar argentino costuma rolar entre 20h e 23h, e é comum encontrar bar/restaurante ainda cheio perto da meia-noite. Chegar às 19h achando que vai jantar é um erro clássico de turista: a cozinha ainda tá se ajeitando.

No verão (dezembro a fevereiro) tem luz até quase 22h, o que dá aquela sensação estranha (e ótima) de tomar cerveja no bar com o sol ainda no céu. Já no inverno, a cidade fica mais vazia, alguns bares reduzem horário, mas ganham um clima de refúgio: sopa, vinho, cerveja artesanal e conversa boa perto da lareira.

Quanto custa beber e comer em El Calafate

A inflação argentina bagunça tudo, então trabalhe com faixas, não com valores exatos. De forma geral:

  • Uma refeição em bar/restaurante médio (entrada, prato principal e bebida) costuma sair em torno de 20 a 30 mil pesos por pessoa.
  • Cordeiro patagônico em parrilla tradicional (tipo Mi Viejo) costuma ficar entre 40 e 60 mil pesos por pessoa, já com vinho e acompanhamentos.
  • Pizzas e pratos simples (milanesa, massa) em bares/pubs saem por volta de 3 a 9 mil pesos.

Uma reserva de orçamento em torno de USD 100 a 150 por dia costuma dar tranquilidade pra comer bem, tomar uns drinks e ainda cair num bar depois. E fica a dica: na Av. del Libertador os preços tendem a ser mais altos; se quiser economizar, dê uma andada nas ruas paralelas (Gdor. Gregores e Gdor. Moyano têm ótimas opções mais em conta).

Antes de continuar, vale já deixar aqui o comparador que a gente sempre usa pra alugar carro por lá — em El Calafate faz muita diferença ter carro pra ir até o Perito Moreno, El Chaltén e outras atrações fora da cidade:

Aluguel de carro em El Calafate (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

La Zorra Taproom

Começando pelo queridinho dos amantes de cerveja artesanal: o La Zorra Taproom é aquele bar de vibe descontraída, cerveja gelada, atendimento simpático e uma variedade enorme de rótulos — de IPA a stout, passando por opções mais fáceis pra quem tá começando no mundo cervejeiro.

Além das cervejas, o cardápio de comida ajuda muito: pizzas, hambúrgueres e lanches de cordeiro típico argentino. É o tipo de lugar perfeito pra começar a noite pós-passeio, ainda mais em grupo — tem clima de pub argentino de verdade, sem frescura.

O endereço é Av. del Libertador 832, no centrinho. Costuma abrir a partir das 18h nas segundas e a partir do meio-dia no restante da semana, indo até 2h ou 3h da manhã nas sextas e sábados. Sempre vale confirmar no Google Maps antes, porque os horários mudam com a temporada.

Yeti Ice Bar (o bar de gelo de El Calafate)

Essa aqui é uma experiência que rende conversa depois: um bar totalmente feito de gelo, com esculturas, balcão e até os copos gelados. A temperatura dentro chega a -10°C, e o bar fornece casacos térmicos com capuz, luvas e grampos pra caminhar no chão de gelo.

Funcionamento básico:

  • Sessões giram em torno de 25 a 30 minutos dentro da caverna gelada.
  • Antes de entrar, você passa pelo Bar Cálido (com decoração polar e temperatura mais amena) pra se ambientar.
  • Depois entra na caverna, onde a temperatura despenca — é lá que rolam os drinks servidos em copos de gelo.
  • Ao sair, dá pra ficar no Bar Cálido pedindo drinks e petiscos por conta própria.
Ice Bar em El Calafate

Existem duas opções principais de ingresso: uma versão geral (que inclui um drink e uma dose, com ou sem álcool) e uma versão open bar (com fernet, gin tônica, cuba libre, vodka, aperol, campari e afins). Crianças de 4 a 12 anos pagam meia; menores de 4 entram de graça.

O bar funciona todos os dias, das 16h à meia-noite. Uma dica boba, mas importante: mesmo com o casaco emprestado, vá já bem agasalhado por baixo — camisa térmica, meia grossa e calça mais quente fazem diferença, principalmente pra quem sente muito frio.

Se quiser garantir seu ingresso, dá pra comprar por esse site que a gente usa em todas as viagens. Ele é o maior do mundo em passeios em português, o pagamento é em reais (sem IOF), dá pra parcelar e o cancelamento é gratuito até bem perto da data.

Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em El Calafate

Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Cerveza Patagonia — Refúgio Calafate

Parada obrigatória pra quem gosta de cerveja: o Cerveza Patagonia é o bar da própria marca patagônica, com aquela vibe de refúgio de montanha, madeira, ambiente amplo e uma carta variada de rótulos da casa — amber lager, IPA, weisse e por aí vai.

Se cerveja não é o seu forte, tranquilo: também tem gin, fernet, campari, caipiroska e uma boa carta de vinhos argentinos. Pra comer, o cardápio vai de petiscos pra compartilhar a hambúrguer, sanduíche, carnes, peixes, opções vegetarianas e até menu kids — bom pra quem tá com família.

Fica na Av. del Libertador 997, em posição estratégica na avenida principal. Costuma abrir do meio-dia até 2h (de domingo a quinta) e até 3h nas sextas e sábados. Ótima opção pra quem quer combinar comida decente com cerveja patagônica de qualidade sem gastar uma fortuna.

Cerveza Patagonia - Refúgio Calafate

Mako Premium Bar

O Mako Premium Bar é o mais moderninho da lista, com clima de gastrobar: pegada mais arrumada, sem ser formal. É aquele tipo de lugar em que dá pra jantar bem e depois ficar bebendo tranquilo até fechar.

No cardápio de comida rolam brusquetas, croquetes, saladas, batatas, cordeiro, carnes, pizzas e sanduíches. Nas bebidas, boa carta de vinhos e cervejas variadas. Uma curiosidade legal: logo ao lado tem o Mako Fuegos y Vinos, um restaurante focado em culinária patagônica — se você quiser dividir a noite em dois climas, dá pra jantar num e emendar no outro.

Fica na Av. del Libertador 1202 e abre diariamente das 11h à meia-noite, o que é ótimo pra encaixar tanto no almoço quanto no jantar.

Cordeiro patagônico com vinho: a "noite típica" de El Calafate

Se tem uma coisa que ninguém deveria sair de El Calafate sem provar é o cordeiro patagônico assado lentamente. Comer cordeiro por lá é quase tão obrigatório quanto ver o Perito Moreno — e virou um programa de bar-restaurante clássico.

Alguns endereços tradicionais pra encaixar essa experiência:

  • Mi Viejo (Av. del Libertador 1111): uma das parrillas mais famosas da cidade, praticamente uma atração turística em si.
  • La Tablita (Cnel. Rosales 28): outro clássico de cordeiro e carnes, com ambiente acolhedor e boa carta de vinhos.
  • Pura Vida (Av. del Libertador 1876): mais focado em comfort food, ótimo pra quem quer sopa, prato quente e taça de vinho depois do frio. Muito disputado — reserve com um ou dois dias de antecedência.
  • La Lechuza (Av. del Libertador 1301): opção mais em conta na avenida, com pizzas, massas e clima descontraído. Costuma encher, então vá cedo ou aceite esperar um pouco.

A gente errou nessa numa das viagens: tentou chegar no Pura Vida sem reserva num sábado à noite e não teve jeito, ficamos sem mesa. Se o plano é jantar num lugar mais concorrido, reserva mesmo — ainda mais na alta temporada.

Cena em evolução: novos nomes na noite

El Calafate ainda é pequena, mas a cena vem se diversificando. Além dos clássicos de parrilla, começaram a surgir lugares com cara mais internacional:

  • Umami — opção mais acessível, com chef renomado e cardápio criativo.
  • Antena — do lado do Hotel Michelangelo, com pegada de ramen coreano.
  • Elia Esber — mescla culinária árabe e venezuelana num ambiente diferentão.

Não são bares clássicos, mas são ótimos pra quem já provou o cordeiro e quer sair um pouco do óbvio numa outra noite. Vale sempre dar uma olhada nas avaliações mais recentes no Google Maps antes de ir, porque a cena muda rápido e alguns lugares fazem meses de férias na baixa temporada.

Erros comuns que a gente já viu brasileiro cometer

Aqui vão alguns tropeços clássicos que dá pra evitar tranquilamente:

  • Subestimar o frio e o vento à noite: mesmo no verão, o vento patagônico depois do pôr do sol é implacável. Segunda camada térmica, gorro e cachecol resolvem o problema.
  • Achar que a Av. del Libertador é sempre mais barata: pelo contrário, os preços na avenida principal costumam ser mais salgados. Nas ruas paralelas (Gdor. Gregores e Gdor. Moyano) tem opções ótimas e mais em conta.
  • Não reservar em alta temporada: janeiro, fevereiro e feriados enchem tudo. Pura Vida, parrillas famosas e alguns bares populares ficam impossíveis sem reserva.
  • Chegar cedo demais no ritmo brasileiro: jantar às 18h em El Calafate é praticamente sinônimo de restaurante vazio e cozinha se ajeitando. Programe pra chegar entre 20h e 22h.
  • Marcar bar depois de um dia pesadão de passeio: Perito Moreno e navegações cansam muito. Deixe as noites mais intensas pros dias de passeio mais leve ou de descanso.

Dicas práticas pra aproveitar melhor

  • Pagamento: cartão de crédito/débito costuma funcionar bem e cobra em pesos, mas vale ter um pouco de dinheiro em espécie pra bares menores.
  • Reservas: pra lugares populares, reserve um ou dois dias antes — ainda mais em janeiro e fevereiro.
  • Localização do hotel: se hospedar no centro faz TODA a diferença pra vida noturna. Dá pra ir e voltar dos bares a pé sem depender de táxi.
  • Siesta: muitos lugares fecham entre o meio da tarde e o começo da noite, então não estranhe se encontrar porta fechada às 17h — abre com tudo a partir das 19h.

Falando em hospedagem, ficar bem localizado é o que separa uma noite tranquila de uma logística estressante. Olha aqui a melhor região de El Calafate pra se hospedar, com os hotéis que a gente já testou:

Seguro viagem: não vá sem

O atendimento médico na Argentina pode sair caro pra estrangeiro, e uma dor de barriga boba já é motivo pra dor de cabeça sem cobertura. A gente sempre usa esse comparador de seguros pra achar o melhor preço.

Ele compara todas as principais seguradoras do mercado num só lugar, o pagamento é em reais e dá pra parcelar. E o link já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas — vale conferir antes de fechar em qualquer outro lugar.

Chip de celular pra usar em El Calafate

Pra usar Google Maps, buscar horário de bar, chamar Uber (quando funciona) e ficar postando foto do cordeiro, ter internet no celular faz uma diferença enorme. A gente sempre compra esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil.

Chega em casa antes da viagem, é só colocar no celular ao pousar e já funciona. Sem stress de ir atrás de chip local em El Calafate, sem risco de ficar sem internet nos primeiros dias — vale muito a pena.

Perguntas frequentes sobre bares em El Calafate

Quantos dias vale ficar em El Calafate pra curtir a cena de bares?

Como a cidade é pequena, três a quatro noites já dão pra provar os principais bares e ainda combinar com os passeios de dia. Se der pra esticar pra cinco noites, melhor ainda — dá tempo de repetir os favoritos e testar as opções mais novas.

Precisa reservar mesa nos bares?

Nos bares mais focados em cerveja (La Zorra, Cerveza Patagonia, Mako), normalmente dá pra chegar e sentar, principalmente no meio de semana. Já nos restaurantes-bar tradicionais (Pura Vida, La Tablita e parrillas famosas), reserva de um ou dois dias antes é bem recomendada, ainda mais em alta temporada.

Qual bar é bom pra quem viaja com criança?

Cerveza Patagonia tem menu kids e ambiente familiar, funciona bem no jantar mais cedo. Mako Premium Bar também recebe bem famílias, principalmente no horário do almoço estendido. Já o Yeti Ice Bar aceita crianças a partir de 4 anos com meia-entrada — vira uma experiência bem legal pra elas.

Dá pra ir de bar em bar a pé, à noite?

Sim, se o seu hotel for na região central. Praticamente todos os bares principais estão na Av. del Libertador ou pertinho dela, então dá pra fazer um "bar hop" tranquilo a pé. Só vá agasalhado, porque o vento patagônico não perdoa.

Vale a pena ir no Yeti Ice Bar?

Vale, principalmente se você nunca entrou num bar de gelo. É uma experiência de 25 a 30 minutos dentro da caverna congelada, com drink incluso e várias esculturas pra foto. Não é bar de ficar "a noite toda", mas rende bem como programa de começo de noite antes do jantar.

Como é a diferença de preço entre a Av. del Libertador e as ruas paralelas?

Costuma ser bem relevante. Na avenida principal, pratos podem passar de 34 mil pesos em alguns lugares mais turísticos, enquanto em ruas paralelas como Gdor. Gregores dá pra achar cordeiro na faixa de 22 mil pesos. Vale sempre dar uma comparada antes de sentar.

Que horas os bares em El Calafate ficam mais cheios?

O movimento forte começa por volta das 21h e vai até 1h da manhã. Se chegar às 19h, o lugar provavelmente vai estar meio vazio; se chegar meia-noite, ainda pega o auge. É bom seguir o ritmo local pra sentir a energia certa.

Economize ao máximo na sua viagem a El Calafate

A noite em El Calafate não é agitada, mas tem uma personalidade única: cerveja artesanal com vento patagônico do lado de fora, cordeiro assado lentamente, drink servido num copo de gelo. É outro ritmo — e a gente sempre volta com vontade de repetir. Boa viagem e bons brindes por lá!