Roteiro El Calafate e Puerto Natales: 8 dias completos

Combinar El Calafate e Puerto Natales na mesma viagem é uma das jogadas mais inteligentes pra quem quer conhecer a Patagônia dos dois lados: o gelo espetacular do lado argentino e o cenário selvagem de Torres del Paine, no lado chileno. Nesse post, a gente reuniu um roteiro de 8 dias (4 em cada cidade) com passeios, restaurantes, dicas práticas e como economizar em tudo.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu não foi só o Perito Moreno de perto — foi o vento. A galera subestima. Vai bem agasalhado, com segunda pele, fleece, corta-vento, gorro e luvas, mesmo no verão. E não esquece: aqui no nosso guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Como funciona o roteiro combinado

A ideia é ficar 4 dias em cada cidade. El Calafate fica na Patagônia argentina, às margens do Lago Argentino, e é a base pra visitar o Parque Nacional Los Glaciares (Perito Moreno, Upsala, Spegazzini). Puerto Natales fica na Patagônia chilena e é a base pra Torres del Paine.

A distância entre as duas é de cerca de 268 km, algo em torno de 3h45 de carro. O caminho já é passeio: estradas retas, guanacos atravessando, estepe patagônica até onde a vista alcança. Pra fazer o cruzamento, o mais prático é ônibus intermunicipal, transfer organizado por agência ou carro alugado.

Mapa do trajeto de El Calafate para Puerto Natales

Dica insider: a gente sempre recomenda começar por El Calafate. É onde ficam os voos vindos de Buenos Aires, então você já entra na Patagônia pelo lado mais estruturado e depois desce pro Chile já aclimatado ao frio e ao vento.

ECONOMIZE ATÉ 42% EM SUA VIAGEM! DICAS E DESCONTOS!

Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%

Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%

Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%

Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%

Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%

Aluguel de carro entre El Calafate e Puerto Natales

A principal dica pra economizar muito no trajeto entre os dois destinos é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. Numa região de estradas longas como a Patagônia, isso vale muito a pena.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça. Um ponto de atenção: pra cruzar a fronteira Argentina–Chile, você precisa avisar a locadora e pagar uma taxa extra pra emissão da autorização de saída do país. Combine isso na retirada.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

1º dia em El Calafate: Glaciar Perito Moreno

Começa forte: dedica o primeiro dia inteiro ao Perito Moreno, a estrela da viagem. É uma geleira gigantesca, com cerca de 6 km de largura, 60 metros de altura acima do lago e mais de 250 km² de área — algo equivalente à cidade de Buenos Aires.

Ele fica no Parque Nacional Los Glaciares, a uns 80 km (1h30) de El Calafate. O parque funciona todos os dias, das 8h às 20h, o ano inteiro. Leva documento (RG ou passaporte) e algum dinheiro em pesos, porque a entrada costuma ser paga em espécie.

Existem várias formas de aproveitar o Perito Moreno: pelas passarelas (a mais tradicional), com trekking sobre o gelo (mini trekking ou Big Ice) ou de caiaque. A gente vai detalhar as três, mas antes uma dica que faz diferença no bolso:

Onde comprar os ingressos e passeios (e economizar de verdade)

Comprar antes, pela internet, sai sempre mais barato do que na bilheteria. Na alta temporada (novembro a março), passeios como mini trekking e Big Ice esgotam com antecedência — a gente já viu gente chegar e não conseguir vaga.

Outro detalhe: se você compra no site oficial das atrações, paga em pesos ou dólar, com IOF de 3,5% e sem parcelar. Um site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo, tem quase tudo do destino e é onde a gente costuma achar os melhores preços.

A maior vantagem é que dá pra pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Outros pontos que a gente gosta:

  • Cancelamento gratuito em quase todos os passeios — te dá tranquilidade se o clima piorar.
  • Free tours gratuitos nas principais cidades turísticas (só uma gorjeta no fim).
  • Transfer aeroporto-hotel com motorista te esperando com placa (evita golpe de táxi).
  • Atendimento em português, 24h.

Excursão pelas passarelas do Perito Moreno

Essa é a versão mais completa e acessível: caminhada pelas passarelas de 7 km em vários níveis, todas com vistas espetaculares da geleira. Rola até desprendimento de blocos de gelo caindo no lago — se der sorte de ouvir aquele estrondo, é inesquecível.

O passeio costuma funcionar assim: retirada no hotel por volta das 9h, chegada ao parque, tempo livre nas passarelas (barracas de lanche e restaurante no meio do caminho) e retorno a El Calafate por volta das 17h. Dá também pra complementar com uma navegação de 1 hora bem perto do paredão de gelo.

Inclui transfer ida e volta, transporte, guia em espanhol/inglês e (se escolher a opção) o passeio de barco. Pra garantir seu ingresso com antecedência, é só clicar nesse link.

Beleza do Glaciar Perito Moreno

Mini trekking e Big Ice sobre o Perito Moreno

Se você quer viver a geleira por cima, esse é o passeio. Você atravessa o Lago Rico de barco, chega ao lado sul do Perito Moreno, caminha pela costa, coloca os grampos (crampons) nas botas e faz uma trilha guiada sobre o gelo. Dá pra ver rachaduras azuis, sumidouros de água e paisagens que só existem lá.

Tem duas versões: o mini trekking, mais acessível (duração total do passeio em torno de 5 a 7 horas, com cerca de 1h30 sobre o gelo) e o Big Ice, mais longo e intenso, indicado pra quem tem bom condicionamento físico. Ambos têm restrição de idade e condição física — confirma com a operadora antes.

Erro comum: comprar mini trekking querendo algo mais leve (aí vai só nas passarelas) ou algo mais radical (aí vai no Big Ice). Alinha expectativas antes de fechar. O ingresso inclui transporte, guia de montanha, barco e acesso às passarelas. Pra garantir com antecedência, clica aqui.

Turista observando beleza do Perito Moreno

Tour de caiaque no Perito Moreno

Pra quem quer uma perspectiva diferente, o caiaque coloca você na água, próximo ao paredão de gelo. Depois de uma aula de segurança, o remo dura em média 1h30. Dá pra incluir transfer do hotel e almoço na modalidade completa. Ingresso e detalhes nesse link.

Jantar no fim do dia

Depois de um dia inteiro no frio, a gente sempre indica jantar num lugar aconchegante. O Isabel Cocina al Disco é uma escolha certeira: pratos preparados em discos de arado, carnes, cordeiro, frutos do mar, opções vegetarianas e porções que dividem tranquilamente entre duas pessoas. Reserva com antecedência.

Endereço: José Pantin 64, Z9405 El Calafate. Horário: todos os dias, das 12h às 23h30.

Restaurante Isabel Cocina al Disco em El Calafate

2º dia em El Calafate: Laguna Nimez e Glaciarium

Depois de um dia intenso no gelo, o segundo dia entra mais leve. Dá pra fazer tudo com calma, incluindo tempo pra andar pelo centrinho.

Manhã: Laguna Nimez

A Reserva Laguna Nimez fica às margens do Lago Argentino, a uns 15 minutos a pé do centro. É uma reserva natural cheia de aves — flamingos, cisnes-de-pescoço-preto, ganso cauquén. Passeio de manhã tranquilo, ótimo pra fotos.

Erro que muita gente comete: ir de roupa leve porque o sol está bonito. O vento na beira da lagoa é cortante mesmo em dia ensolarado. Vai agasalhado. Leva binóculo se tiver, faz diferença.

Tarde e noite: Glaciarium e bar de gelo

Depois do almoço no centro, ruma pro Glaciarium, um museu excelente sobre geleiras, geologia e meio ambiente da Patagônia. Você aprende como as geleiras se formam, vê maquetes, vídeos, escuta o som do degelo. Tem cinema e cafeteria com vista pro Lago Argentino.

O Glaciarium fica a 6 km do centro, mas há um serviço de transfer que sai da Secretaria de Turismo em horários específicos. Comprando o ingresso nesse link, o transfer já está incluso. Funciona diariamente das 12h às 20h.

Ingresso do Glaciarium em El Calafate

Pra fechar o dia, jantar no Don Pichon, que fica numa parte alta da cidade com vista boa. A parrilla é servida na pedra: cordeiro patagônico, frango, linguiça, morcilla. Carta de vinhos generosa e serviço de transfer com o centro (conforme reserva). Reserva com antecedência.

Endereço: Puerto Deseado 242, Z9405 El Calafate. Horário: todos os dias, das 19h à meia-noite.

Restaurante Don Pichon em El Calafate

Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em El Calafate

Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

3º dia em El Calafate: estâncias patagônicas

O terceiro dia é dedicado às estâncias — as fazendas históricas da região, que hoje recebem turistas com passeios, cavalgadas, gastronomia regional e paisagens espetaculares. É o contraponto perfeito pros dias de gelo: mais cultura, mais campo, mais Patagônia rural.

Estancia Cristina

A mais famosa da região. Ela combina navegação pelo Lago Argentino, com vista de icebergs e do Glaciar Upsala, com atividades na fazenda. Funciona sazonalmente (temporada de verão). Opções de passeio:

Estancia 25 de Mayo

Mais próxima da cidade, é uma reserva natural incrível, ótima pra quem quer combinar cavalgada, bicicleta e jantar típico. Opções:

Estancia 25 de Mayo em El Calafate

Noite: cerveja artesanal no La Zorra

Depois de um dia no campo, uma cerveja artesanal cai muito bem. O La Zorra Taproom é o point pra isso. Cardápio grande de estilos (IPA, Scotch, Stout), pizzas boas e um lanche de cordeiro típico que vale a pena. Ambiente descontraído.

Endereço: Av. del Libertador 832, Z9405 El Calafate. Horário: abre das 12h/18h e vai até 2h ou 3h dependendo do dia.

4º dia em El Calafate: Balcones e Ice Bar

Manhã e tarde: Balcones de El Calafate

Os Balcones são os mirantes mais altos da cidade, com vista panorâmica do Lago Argentino, da Cordilheira dos Andes e, em dias claros, até do Monte Fitz Roy e Cerro Torre. Como o acesso é por estrada íngreme, o ideal é ir de 4×4 com uma agência.

O tour normalmente inclui: retirada no hotel, subida pelo Cordón de Huyliche, tempo pra fotos, caminhada até a margem dos Balcones, visita à histórica Estancia Huyliche (de 1920) e almoço ou lanche da tarde por lá. Costuma incluir empanada, prato principal, sobremesa e vinho Malbec.

Balcones de El Calafate

Pra garantir a excursão de 4×4 aos Balcones, é só clicar nesse link.

Noite: Ice Bar

Pra fechar El Calafate com chave de ouro, o Yeti Ice Bar — um bar todo feito de gelo, com temperatura interna de -10°C. Você recebe casaco térmico, luvas e grampos, entra em uma sala de aclimatação (5°C) e depois na caverna de gelo (onde os drinks são servidos em copos de gelo). Permanência de cerca de 30 minutos na caverna, depois dá pra ficar no Bar Cálido pedindo mais bebida e sushi.

É bastante instagramável: esculturas de gelo por todo lado, iluminação azul, ambiente único. Funciona todos os dias, das 16h à meia-noite. Ingresso aqui.

Cruzando pra Puerto Natales

Manhã seguinte é dia de cruzar a fronteira. Se você alugou carro, saiu do hotel cedo, tem tempo folgado pra parar nos guanacos e fazer foto. Se vai de ônibus/transfer, confirma a saída (a maioria das empresas parte de manhã e chega em Puerto Natales no início da tarde).

A imigração costuma ser tranquila. Leva passaporte, tem regras sobre alimentos frescos (frutas, carnes, laticínios) na entrada do Chile — não leva nada disso, ou eles apreendem.

1º dia em Puerto Natales: conhecendo a cidade

Chegando em Puerto Natales, dedica o resto do dia pra explorar a cidade a pé. É bem menor que El Calafate, mas tem um charme diferente — mais chilena, mais austera, com o fiorde Última Esperanza ali do lado.

Caminhada pela Avenida Pedro Montt

Ela contorna a orla e é o cartão-postal da cidade. Ao longo do trajeto, você vai passar pelo Monumento al Viento (que simboliza a força dos ventos patagônicos), pelo Monumento la Mano (uma mão gigante saindo do chão) e pelo Muelle Histórico, um dos píeres mais fotografados da Patagônia chilena.

Tarde: Museu Histórico Municipal

Pequeno e enxuto, mas vale muito a visita: conta a história dos povos indígenas da região e o processo de colonização europeia. Entrada bem barata.

Noite: Plaza de Armas

Fim de tarde, dá uma volta pela Plaza de Armas — prédios históricos, igreja, hotéis, cafés e lojinhas. O centro é super caminhável.

Píer Muelle Histórico em Puerto Natales

2º dia em Puerto Natales: Cueva del Milodón

Manhã e tarde

A Cueva del Milodón fica a uns 25 km do centro e é imperdível. Ficou famosa depois que restos fósseis do Milodón — um bicho pré-histórico parecido com uma preguiça gigante — foram encontrados ali há mais de 100 anos.

Dentro do sítio tem trilhas curtas, formações rochosas como a Silla del Diablo (com vista panorâmica) e um pequeno museu. É uma aula de paleontologia e geologia da Patagônia.

Tarde: Pueblo Artesanal Etherh Aike

Voltando pra cidade, passa no Pueblo Artesanal Etherh Aike — um mercado com 24 artesãos trabalhando com madeira, lã, couro e ourivesaria. Ótimo pra comprar souvenir de verdade (não aquela quinquilharia genérica) e conversar com quem faz.

Pueblo Artesanal Etherh Aike em Puerto Natales

Noite

Pra jantar em Puerto Natales, algumas opções de restaurantes que a gente gosta:

  • Restaurante Bahía Mansa
  • Restaurante Última Esperanza
  • Restaurante El Asador Patagónico
  • Restaurante La Lenga
  • Pizzaria Napoli

3º dia em Puerto Natales: navegação pelo Última Esperanza

Manhã e tarde

Reserva o terceiro dia pro passeio de barco pelo fiorde Última Esperanza. É uma navegação de dia inteiro (saída de manhã, retorno no fim da tarde) que passa por geleiras, cachoeiras e paredões de montanha.

O ponto alto é a chegada em Balmaceda e Serrano, duas geleiras dentro do Parque Nacional Bernardo O’Higgins. No Serrano dá pra desembarcar e fazer uma trilha curta até o pé da geleira — é impressionante.

Glaciar Balmaceda no Parque Nacional Bernardo O

Noite: cerveja artesanal

Depois de um dia de barco, uma cerveja bem gelada. Puerto Natales tem uma cena legal de bares — o Baguales Brewpub tem um cardápio de artesanais excelente e comida gostosa pra acompanhar.

4º dia em Puerto Natales: Torres del Paine

O último dia é o mais aguardado: o tour de dia inteiro pelo Parque Nacional Torres del Paine, uma das atrações mais icônicas da Patagônia chilena. Montanhas, torres de granito, lagos turquesa, geleiras, guanacos por todo lado.

Um alerta importante: bate-volta a Torres del Paine saindo de El Calafate não vale a pena. É possível, mas muito cansativo (mais de 5 horas de estrada só ida, sem contar imigração). A recomendação da gente é sempre pernoitar em Puerto Natales, que fica a cerca de 1h30 do parque.

Como funciona o tour

O transfer costuma buscar no hotel entre 7h e 8h. O roteiro passa por vários mirantes:

  • Cerro Castillo — capital do município de Torres del Paine (parada rápida).
  • Mirante do Lago Sarmiento — em dia limpo, dá pra ver as Torres refletidas na água.
  • Mirante Lagoa Amarga — mais perto das Torres, com flamingos.
  • Mirante do Lago Pehoé — o cartão-postal do parque.
  • Lago Grey — tempo livre pra almoço (não incluso) e caminhada na praia com vista do maciço Paine e da Geleira Grey.
  • Cueva del Milodón — parada final (se não visitou no dia 2).

Retorno a Puerto Natales por volta das 16h30. É um dia longo, mas espetacular.

Torres del Paine na Patagônia chilena

Dica insider sobre o clima

Torres del Paine tem clima instável — pode fazer sol, chuva, vento forte e granizo no mesmo dia. A gente errou nessa da primeira vez: foi só com corta-vento leve e passou perrengue. Vai com camadas: segunda pele, fleece, corta-vento impermeável, gorro, luvas. Vale mesmo no verão.

Erros comuns nesse roteiro (evite)

  • Subestimar o vento e o frio. Não adianta olhar a temperatura no celular — a sensação térmica na Patagônia é brutal. Sempre camadas.
  • Tentar Torres del Paine bate-volta de El Calafate. Cansativo demais. Pelo menos 2 noites em Puerto Natales.
  • Não reservar passeios concorridos com antecedência. Mini trekking, Big Ice e navegações lotam na alta temporada.
  • Depender só de cartão. No parque argentino, entrada costuma ser em espécie. Leva pesos.
  • Levar comida fresca pro Chile. Fruta, carne e laticínio são apreendidos na fronteira. Consome antes ou joga fora.
  • Esquecer documento no parque. RG ou passaporte é obrigatório na entrada do Los Glaciares.

Seguro viagem para El Calafate e Puerto Natales

Numa viagem na Patagônia — com trekking, geleiras, mudanças bruscas de clima e distâncias grandes — o seguro viagem é indispensável. Atendimento médico particular no Chile e na Argentina não é barato, e qualquer torção de tornozelo numa trilha vira dor de cabeça sem cobertura.

A gente sempre compra por esse comparador de seguros. Ele compara todas as principais seguradoras do mercado e mostra a mais barata pra cada perfil de cobertura. O pagamento é em reais, dá pra parcelar e tem 18% de desconto exclusivo pra quem vem do Grupo Dicas, já aplicado no link.

Chip de celular pra Patagônia

Puerto Natales tem cobertura razoável no centro, mas nas estradas patagônicas e dentro dos parques o sinal some. Ter um chip com dados na chegada é essencial pra usar Google Maps, chamar transfer e resolver imprevisto.

A gente usa esse chip de viagem em todas as viagens internacionais. Já chega no Brasil, você ativa antes de embarcar e no pouso já tem internet. Suporte em português.

Perguntas frequentes sobre o roteiro El Calafate e Puerto Natales

Quantos dias no total pra fazer El Calafate e Puerto Natales?

O mínimo confortável é 8 dias (4 em cada). Se puder esticar pra 10 dias, dá pra incluir bate-volta a El Chaltén (a partir de El Calafate) e uma segunda entrada em Torres del Paine, o que muda a experiência.

Qual a melhor época pra visitar El Calafate e Puerto Natales?

A alta temporada, entre novembro e março, é a melhor: dias mais longos, temperaturas menos extremas e todos os passeios operando. Junho a agosto é o inverno, com paisagens cobertas de neve, mais frio e dias curtos — bonito, mas exige planejamento.

Preciso de visto pra entrar no Chile e na Argentina?

Brasileiros não precisam de visto pra viagens de turismo nos dois países. Passaporte com pelo menos 6 meses de validade é o suficiente.

Vale a pena alugar carro nesse roteiro?

Vale muito. As distâncias são grandes e o transporte público entre destinos é limitado. Alugando pelo comparador que a gente indicou, o pagamento é em reais, parcela em 12x e cupom GRUPODICAS dá desconto. Só lembra de avisar a locadora que vai cruzar a fronteira Argentina–Chile.

Dá pra pagar em cartão em El Calafate e Puerto Natales?

Restaurantes, hotéis e lojas maiores aceitam cartão. Mas a entrada do Parque Nacional Los Glaciares e algumas excursões pequenas ainda pedem dinheiro em espécie (pesos argentinos). Leva algum troco.

Como ir de El Calafate a Puerto Natales sem carro?

Existem ônibus intermunicipais diários que fazem o trajeto em cerca de 5 horas (contando a imigração). Também dá pra contratar transfer privado com agência. Não há voo direto.

É seguro viajar por El Calafate e Puerto Natales?

Sim, os dois destinos são super tranquilos e voltados pra turismo. Os cuidados são os de qualquer viagem: documento sempre à mão, não deixar objetos à vista no carro, cuidado no trânsito e nas trilhas.

Preciso reservar Torres del Paine com antecedência?

Sim, principalmente na alta temporada (dezembro a fevereiro). Tanto a entrada do parque (que hoje tem controle de fluxo) quanto os tours guiados a partir de Puerto Natales enchem rápido. Reserva com pelo menos algumas semanas de antecedência.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina e ao Chile

Esse roteiro combinando El Calafate e Puerto Natales é, pra gente, uma das viagens mais completas que dá pra fazer na América do Sul — você atravessa fronteira, muda de país, muda de idioma sutilmente, mas mantém o fio condutor da Patagônia gigantesca. Quando a gente foi pela primeira vez, saiu com a sensação de que 8 dias era pouco. Se puder esticar, estica. Boa viagem!