Roteiro em El Calafate e El Chaltén: dia a dia

Montar um roteiro em El Calafate e El Chaltén é uma das melhores decisões que a gente pode tomar numa viagem pela Patagônia argentina. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como essas duas cidades se complementam: uma é a capital das geleiras (com o gigante Perito Moreno), a outra é o paraíso do trekking (com o Fitz Roy no cartão-postal). Fazer só uma é perder metade da experiência.

Neste guia, a gente montou um roteiro de 4 dias em El Calafate + 2 dias em El Chaltén, que é a divisão que funciona melhor pra quem quer aproveitar sem correria. Também tem versão bate-volta pra quem tem menos tempo. E não esquece: aqui no guia completo de El Calafate a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

A distância entre as duas cidades é de cerca de 214 km, algo em torno de 2h30 de carro pela Ruta 40 — uma estrada patagônica linda, com paisagens que valem por si só. Bora ao roteiro dia a dia?

Mapa do trajeto de El Calafate a El Chaltén

Quantos dias ficar em cada cidade?

A recomendação que a gente sempre dá: mínimo 3 dias inteiros em El Calafate (4 noites) e pelo menos 2 noites em El Chaltén. Isso porque os principais passeios de El Calafate — passarelas do Perito Moreno, navegação pelos glaciares e trekking sobre o gelo — são de dia inteiro cada um, e não dá pra encaixar tudo em 1 ou 2 dias.

Um erro clássico que a gente vê brasileiro cometendo é achar que “é só ver a geleira e ir embora”. Aí a pessoa reserva 2 dias, o tempo fecha num deles (acontece muito na Patagônia) e ela volta pra casa sem ter feito metade dos passeios. Melhor pecar por mais e sobrar uma tarde livre pro centrinho.

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Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%

Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%

Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%

Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%

Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%

Melhor época pra montar o roteiro

A época clássica pra visitar El Calafate e El Chaltén é entre novembro e março — fim da primavera, verão e começo do outono. Os dias ficam bem longos (escurece super tarde, o que é ótimo pra estender os passeios), as temperaturas são mais amenas e a operação de passeios está a todo vapor, incluindo trekkings sobre o gelo que só rolam nessa janela.

Uma coisa que ninguém conta: mesmo no verão patagônico, o vento gelado faz a sensação térmica cair bastante. A gente errou nessa na primeira viagem — foi com roupa de “inverno de São Paulo” e passou frio nas passarelas. Vá em camadas: camiseta térmica, fleece, jaqueta corta-vento impermeável, gorro, luvas e sapato fechado à prova d’água. Óculos de sol e protetor solar também são essenciais — a reflexão da luz no gelo é intensa.

Já no inverno (junho a agosto), o visual muda completamente: neve, lagoas congeladas, paisagens de cartão-postal — mas alguns passeios têm operação reduzida e o frio é bem mais duro.

1º dia em El Calafate: Perito Moreno pelas passarelas

O primeiro dia é sagrado: Glaciar Perito Moreno, a estrela absoluta da região. Essa geleira tem 6 km de largura, 60 metros de altura e mais de 250 km² de área — pra você ter noção, é do tamanho da cidade de Buenos Aires. E tem uma curiosidade linda: enquanto quase todos os glaciares do mundo estão em forte retração, o Perito Moreno mantém um equilíbrio razoavelmente estável, com avanços e recuos periódicos. É por isso que rola aquele espetáculo dos blocos gigantes se desprendendo na frente da gente.

Ele fica no Parque Nacional Los Glaciares, cerca de 1h30 de estrada saindo do centro de El Calafate. O parque abre todos os dias do ano, geralmente das 8h às 20h. A entrada é paga em pesos argentinos, na bilheteria do parque, então já leve dinheiro em espécie e o RG ou passaporte (é obrigatório apresentar).

Beleza do Glaciar Perito Moreno em El Calafate

Excursão às passarelas do Perito Moreno

O passeio mais tradicional é o das passarelas: são 7 km de estrutura em vários níveis, com mirantes voltados pro paredão de gelo. Dá pra passar o dia inteiro só ali — a gente sempre recomenda ir com calma, escolher o mirante que te toca mais e esperar. Quando um bloco cai, o barulho é surreal.

Dá pra ir por conta própria (de carro alugado ou transfer) ou com excursão organizada, que é o que a maioria faz. Uma dica boa: complementar as passarelas com um Safari Náutico, uma navegação curta que aproxima o barco da face sul do glaciar. Faz o passeio ficar completo.

O tour organizado sai por volta das 9h do hotel e volta pra El Calafate às 17h. Inclui transfer, transporte, guia em espanhol e inglês e, dependendo da modalidade, o passeio de barco. Vale reservar com antecedência porque na alta temporada esgota — esse site que a gente usa em todas as viagens costuma ter preço mais barato que na hora, aceita pagamento em reais (sem IOF), parcela e ainda tem cancelamento gratuito e suporte 24h em português.

Trekking sobre o Perito Moreno (Mini Trekking e Big Ice)

Se você tem disposição, caminhar sobre o glaciar é uma das experiências mais absurdas que a Patagônia oferece. Tem duas versões:

  • Mini Trekking: cerca de 1h30 a 2h caminhando sobre o gelo com crampons (grampos), guias explicando a glaciologia, com direito a um golinho de whisky com gelo do próprio glaciar no final. Nível moderado.
  • Big Ice: versão longa e intensa, umas 4h caminhando no gelo. Exige bom preparo físico.

O passeio começa no Porto Bajo Las Sombras, atravessa o Lago Rico de barco e chega no lado sul do glaciar. Depois da caminhada no gelo, ainda dá pra visitar as passarelas. Dia cheio, mas vale cada peso.

Esse é um dos passeios mais concorridos — reservar com antecedência é praticamente obrigatório. Aqui dá pra garantir o ingresso com bastante antecedência.

Turista admirando o Glaciar Perito Moreno em El Calafate

Tour de caiaque pelo Perito Moreno

Pra quem quer ver o glaciar de um ângulo pouco explorado, tem o caiaque: cerca de 1h30 remando frente ao paredão de gelo. Inclui equipamento completo, aula rápida de segurança e guia. Existe versão com transfer do hotel incluído e opção de almoço.

Não é permitido pra menores de 14 anos. Dá pra reservar o caiaque por aqui.

À noite: jantar no Isabel Cocina al Disco

Pra fechar o dia, a nossa dica é o Isabel Cocina al Disco, um restaurante caseiro que serve pratos preparados em discos de arado e pequenas panelas de ferro. Cordeiro patagônico, carnes, frango, frutos do mar — as porções são generosas e dá pra dividir. Tem opções vegetarianas também. Reserve com antecedência.

Endereço: José Pantin 64, El Calafate.
Horário: todos os dias, das 12h às 23h30.

Restaurante Isabel Cocina al Disco em El Calafate

2º dia em El Calafate: navegação pelos glaciares

O segundo passeio imperdível de El Calafate é a navegação pelo Lago Argentino — o famoso Ríos de Hielo Express ou Todos los Glaciares, dependendo da modalidade. É um dia inteiro de barco vendo glaciares como o Upsala, o Spegazzini e o Seco, cada um com uma personalidade diferente. Cenário absurdo, mesmo pra quem já visitou o Perito Moreno.

Saída pela manhã, retorno no meio ou fim da tarde. Muitos passeios incluem alimentação a bordo. Como usa barco grande com poucas saídas por dia, essa também é uma das experiências mais disputadas — reserve com bastante antecedência.

À tarde ou no fim do dia: Glaciarium

Se sobrar tempo (ou se você quiser um dia mais leve depois da navegação), vale visitar o Glaciarium, o museu do gelo. Fica a 6 km do centro e explica todo o processo de formação das geleiras, mudanças climáticas e a história da região com maquetes, vídeos e telas interativas. Costuma oferecer transfer gratuito saindo da Av. Libertador em horários fixos.

Dentro do museu tem um cinema, uma cafeteria com vista pro Lago Argentino e uma loja de suvenires. É um passeio de 2 a 3 horas — perfeito também pra dia de tempo ruim. Aqui dá pra pegar o ingresso já com o transfer incluído.

Ingresso do Glaciarium em El Calafate

À noite: parrilla no Don Pichon

Pra jantar, o Don Pichon é um clássico. Fica numa parte alta da cidade, com vista bonita, e serve uma parrilla completa numa pedra — frango, linguiça, morcilla e o famoso cordeiro patagônico. Porções fartas, ótima carta de vinhos e menu de coquetéis. Tem serviço de transfer entre o restaurante e o centro conforme as reservas — vale ligar antes.

Endereço: Puerto Deseado 242, El Calafate.
Horário: todos os dias, das 19h à meia-noite.

Parrilla no restaurante Don Pichon em El Calafate

3º dia em El Calafate: Laguna Nimez e estâncias

De manhã: Reserva Laguna Nimez

Uma manhã tranquila, perfeita depois de dois dias intensos: a Reserva Laguna Nimez, uma área natural às margens do Lago Argentino a uns 15 minutos a pé do centro. Trilha circular de passarelas, super acessível, com muita fauna — flamingos, cisnes-de-pescoço-preto e o ganso cauquén são os mais fáceis de ver.

Leve binóculos e câmera. É uma caminhada de umas 2 horas, ideal pra manhã ou fim de tarde. A entrada é bem barata (paga em pesos).

À tarde: estâncias patagônicas

À tarde (ou dia inteiro, se preferir), vale programar uma visita a uma das estâncias da região. Elas são reservas de terras que o governo argentino distribuiu no passado pra colonizar a Patagônia — hoje viraram programas turísticos com cavalgadas, caminhadas leves, refeições típicas (cordeiro patagônico à moda antiga) e demonstrações da vida rural.

As mais famosas são a Estancia Cristina, que fica dentro do Parque Nacional e combina navegação pelo Glaciar Upsala com atividades no local, e a Estancia 25 de Mayo, mais próxima do centro. Programas populares:

Passeio na Estancia 25 de Mayo em El Calafate

À noite: cerveja artesanal no La Zorra Taproom

Pra descontrair, o La Zorra Taproom é o melhor bar de cerveja artesanal de El Calafate. Ambiente super agradável, público animado, variedade grande de estilos (IPA, Stout, Scotch e por aí vai). Combina bem com uma pizza ou um sanduíche de cordeiro típico argentino.

Endereço: Av. del Libertador 832, El Calafate.
Horário: aberto quase todos os dias do fim da manhã até tarde da noite (segundas abre só a partir das 18h).

Onde ficamos em El Calafate (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro da cidade é onde estão os restaurantes, lojas, agências de turismo, bancos e feiras de artesanato. Portanto, se você deseja economizar em seu transporte pela cidade, nós indicamos que opte por se hospedar no centro de El Calafate. A região também abriga acomodações com um custo-benefício muito bom!

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em El Calafate

Primeira dica pra economizar MUITO com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

Segunda dica, pra economizar AINDA MAIS: esses sites são ótimos, mas o pagamento é na moeda local, então você paga IOF, taxas cambiais e não pode parcelar — e faz tudo por conta própria. Existe uma agência brasileira, especializada em hotéis, que possui o mesmo inventário: mesma hospedagem, muitas vezes com preço melhor, pagando em reais (sem IOF nem taxas cambiais) e parcelando em até 12x. Ainda tem atendimento por WhatsApp com uma consultora especialista nesse destino, que ajuda a escolher o melhor hotel, na melhor localização, pelo menor preço, com todo o suporte, inclusive pós-compra. Dá pra começar o orçamento pelo WhatsApp (selecione o departamento de “Hotéis”) ou pelo site. Temos reservado sempre por lá, e além de economizar, a experiência tem sido ótima!

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

4º dia em El Calafate: Balcones e Ice Bar

De manhã e tarde: Balcones de El Calafate

Fechando El Calafate com chave de ouro: a excursão de 4×4 aos Balcones de El Calafate, os mirantes mais altos da cidade. O acesso é por estrada íngreme, então precisa mesmo ir em veículo 4×4 — o passeio organizado leva o grupo até o Cordón de Huyliche, com paradas pra foto e explicações sobre a paisagem.

Lá de cima dá pra ver o Lago Argentino inteiro, a Cordilheira dos Andes, o Monte Fitz Roy e o Cerro Torre ao longe. Depois, o tour passa pela histórica Estancia Huyliche (de 1920), com almoço ou lanche da tarde típico patagônico incluído.

Duração de umas 4h, com transfer do hotel incluído. Não é permitido pra menores de 6 anos. Aqui dá pra reservar.

Vista dos Balcones de El Calafate

À noite: Yeti Ice Bar

O Yeti Ice Bar é praticamente um ponto turístico de El Calafate. Como o nome diz, é um bar de gelo — paredes, balcão, esculturas e até os copos são de gelo. A temperatura dentro chega a -10°C, então o local fornece casaco térmico com capuz, luvas e grampos pra caminhar no piso congelado.

Como funciona:

  • A permanência no ambiente gelado é de cerca de 30 minutos.
  • Você começa no Bar Cálido (com decoração polar), passa por uma sala intermediária de 5°C, coloca o equipamento e aí entra na caverna congelada.
  • Ao sair, dá pra ficar no Bar Cálido o tempo que quiser, pedindo drinks e petiscos à parte.

Tem duas modalidades de ingresso: Geral (inclui um drink e uma dose) e Open Bar (fernet, gin tônica, cuba libre, vodka, aperol etc.). Abre todos os dias das 16h à meia-noite. Aqui dá pra comprar o ingresso.

De El Calafate a El Chaltén: como fazer o trajeto

Como a gente falou, são cerca de 214 km e 2h30 de estrada pela Ruta 40 — uma das rodovias mais icônicas da Argentina. O trajeto contorna o Lago Argentino, cruza o Rio Santa Cruz e depois o Rio Leona, com paisagens de estepe patagônica que valem por si só.

Aqui a gente recomenda muito alugar um carro: dá flexibilidade pra parar nos mirantes do caminho, sair no seu ritmo e ainda te libera pra fazer trilhas por conta própria em El Chaltén. Não tem transporte público bom entre as duas cidades — as alternativas são ônibus de linha (com horários limitados) ou transfer particular caro.

Aluguel de carro (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. Na Patagônia, com estradas de cascalho em alguns trechos, essa proteção salva a viagem.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Hertz, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Bate-volta de El Calafate a El Chaltén (pra quem tem pouco tempo)

Se o roteiro está apertado e não dá pra dormir em El Chaltén, existe uma alternativa boa: a excursão bate-volta a El Chaltén saindo de El Calafate. É um dia longo, mas dá pra ter um gostinho da região.

Como funciona:

  • Retirada no hotel bem cedo, saída pela Ruta 40 contornando o Lago Argentino.
  • Parada num hotel do caminho pro café da manhã (por conta própria).
  • Continuação contornando o Lago Viedma, com parada num mirante com vista pro Glaciar Viedma, Cerro Torre e Fitz Roy.
  • Chegada em El Chaltén, visita ao Centro de Interpretação e tempo livre pra fazer trilhas curtas ou caminhar pelo centrinho. O guia entrega mapas e itens pra piquenique.
  • Retorno a El Calafate no fim da tarde.
Paisagem de El Chaltén vista a partir de El Calafate

Existe também uma variação: El Chaltén + Mirante de los Cóndores e Chorrillo del Salto, que já inclui as duas caminhadas mais famosas do centrinho no mesmo passeio. Se você só vai fazer bate-volta, essa versão é bem mais completa.

1º dia em El Chaltén: Mirador de los Cóndores e Chorrillo del Salto

Chegando em El Chaltén (idealmente na noite anterior), a nossa dica pra primeira manhã é começar com duas caminhadas curtas e clássicas, que saem literalmente do centro da cidade.

De manhã: Mirador de los Cóndores + Mirador de las Águilas

Trilha de nível fácil, cerca de 2h ida e volta, que sai do fim da Av. San Martín e sobe até dois mirantes com vista panorâmica de El Chaltén, do Cerro Torre e do Monte Fitz Roy. É a melhor forma de ter o primeiro contato com o cenário.

À tarde: Chorrillo del Salto

Continuando a exploração, siga até a cascata Chorrillo del Salto, uma queda d’água de uns 20 metros que deságua no Río de las Vueltas. Trilha bem tranquila, curtinha, dá pra fazer no fim da tarde tranquilamente.

Cascata Chorrillo del Salto em El Chaltén

À noite: centrinho de El Chaltén

O centrinho de El Chaltén é pequeno, mas super charmoso. Concentra os bares, cervejarias artesanais e restaurantes locais. Pra jantar depois de um dia de trilha, é o programa perfeito — bar de cerveja artesanal com um cordeiro patagônico dá pra fechar bem a noite.

2º dia em El Chaltén: as trilhas grandes (Laguna de los Tres ou Laguna Torre)

O segundo dia é o do trekking grande — e você tem opções pra escolher conforme seu preparo físico:

  • Laguna de los Tres (Fitz Roy): a trilha mais icônica de El Chaltén. Cerca de 8h ida e volta, nível difícil (o último trecho é uma subida bem íngreme). No topo, o cenário do Monte Fitz Roy refletido na laguna é uma das paisagens mais fotografadas da Patagônia. Se você só faz uma trilha longa, é essa.
  • Laguna Torre: cerca de 6h ida e volta, nível moderado. Termina numa laguna com vista pro Cerro Torre e seu glaciar. Menos íngreme que a Laguna de los Tres, ótima pra quem quer trekking longo mas menos exigente.
  • Laguna Capri: cerca de 4h ida e volta, nível moderado. É praticamente o primeiro terço da trilha da Laguna de los Tres — dá pra ver o Fitz Roy refletido na laguna sem enfrentar a subida final. Opção pra quem quer algo mais leve.

Todas as trilhas saem do próprio centrinho de El Chaltén — não precisa de transporte, é só amarrar a bota e ir. Uma vantagem enorme da cidade.

Laguna Capri com vista para o Fitz Roy em El Chaltén

À noite, se sobrar disposição depois da trilha grande, vale outra passada por um bar do centro. Se não, descanse — no dia seguinte é a volta pra El Calafate.

Dinheiro, câmbio e pagamentos

Um ponto importante: muitos serviços em El Calafate e El Chaltén só aceitam pesos argentinos em espécie — incluindo a bilheteria do Parque Nacional Los Glaciares. Leve parte do orçamento em dólar ou real pra trocar em casas de câmbio no centro (a Av. Libertador concentra várias). Sempre mantenha uma reserva em dinheiro físico pra ingressos e pequenos gastos.

Por causa da inflação argentina, os preços variam bastante ao longo do ano — sempre confira valores atualizados perto da viagem e deixe margem no orçamento.

Onde ficar em El Calafate

Ficar bem localizado em El Calafate faz enorme diferença: os melhores restaurantes, cervejarias, agências de passeio e casas de câmbio se concentram numa área específica ao redor da Av. Libertador. Escolhendo a região certa, você vai a pé pra tudo, economiza em táxi e ainda pega hotéis mais bem avaliados.

Seguro viagem para a Argentina

A gente sempre insiste nesse ponto: atendimento médico fora do Brasil pode sair muito caro, e na Patagônia — com trilhas, gelo e clima severo — o risco de escorregar, torcer o tornozelo ou passar mal é real. Um seguro viagem básico resolve a vida.

Pra achar o mais barato, a gente usa esse comparador de seguros. Ele compara todas as principais seguradoras (Assist Card, GTA, Coris etc.) no mesmo lugar e o link já vem com 18% de desconto exclusivo. Pagamento em reais, parcelamento e cancelamento gratuito — vale muito a pena.

Chip de celular pra Argentina

Pra usar o celular na viagem sem passar sufoco, a gente sempre leva esse chip de viagem que a gente usa. Você recebe o chip (ou eSIM) em casa antes de embarcar, chega ligando e usando internet — sem precisar procurar loja local nem depender de wi-fi de hotel. Tem planos com internet ilimitada e ligações incluídas, tudo pago em reais.

Perguntas frequentes sobre o roteiro em El Calafate e El Chaltén

Quantos dias no total pra fazer o roteiro completo?

O ideal são 6 a 7 dias no total: 4 noites em El Calafate + 2 noites em El Chaltén. Isso dá tempo pra fazer o Perito Moreno, a navegação pelos glaciares, um trekking sobre o gelo e as principais trilhas em El Chaltén sem correria.

Dá pra fazer El Chaltén como bate-volta de El Calafate?

Dá, mas não é o ideal. São 2h30 de estrada em cada sentido, sobrando poucas horas na cidade. Se essa é sua única opção, prefira a excursão organizada que já inclui as trilhas mais curtas (Mirador de los Cóndores + Chorrillo del Salto). Se puder, durma pelo menos 2 noites em El Chaltén.

Qual a melhor época pra visitar El Calafate e El Chaltén?

De novembro a março é a época clássica: dias longos, temperaturas mais amenas e operação completa de passeios (incluindo trekkings sobre o gelo). Junho a agosto oferece paisagens de inverno lindíssimas, mas com passeios reduzidos e frio bem mais duro.

Preciso de RG ou passaporte pra entrar na Argentina?

Brasileiros podem entrar com RG em bom estado (sem rasuras, com foto reconhecível) ou passaporte. O mesmo documento vai ser exigido na entrada do Parque Nacional Los Glaciares. Sempre leve cópia digital como backup.

Vale a pena alugar carro em El Calafate?

Sim, especialmente se o roteiro inclui El Chaltén. O carro dá flexibilidade pra ir ao Perito Moreno no seu ritmo, parar em mirantes na Ruta 40, chegar em El Chaltén sem depender de ônibus e ainda te libera pras trilhas por conta própria. Só cuidado com estradas de cascalho e vento forte na Patagônia — a proteção RentalCover é essencial.

Precisa reservar os passeios com antecedência?

Os mais concorridos (Mini Trekking, Big Ice, Navegação Todos los Glaciares) lotam com semanas de antecedência na alta temporada. Reserve online antes de embarcar. Passeios mais simples (passarelas do Perito Moreno, Glaciarium, Balcones) dá pra encaixar com menos antecedência, mas sempre é mais barato online.

Qual roupa levar pra Patagônia?

Vestir-se em camadas: camiseta térmica, fleece, jaqueta corta-vento impermeável, calça impermeável, gorro, luvas, cachecol. Sapato fechado à prova d’água é essencial pras trilhas. Óculos de sol e protetor solar também — a reflexão do gelo é forte mesmo em dias frios.

Consigo pagar tudo com cartão em El Calafate?

Não. Muitos serviços (bilheteria do parque, feiras, alguns restaurantes menores) só aceitam pesos argentinos em espécie. Leve dinheiro pra trocar em casas de câmbio no centro e mantenha sempre uma reserva em espécie.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina

Uma última dica de amigo viajado: lá em El Calafate tem uma lenda muito bonita — dizem que quem come calafate (a frutinha azul do arbusto que dá nome à cidade) sempre volta à Patagônia. A gente comeu, voltou, e já quer voltar de novo. Boa viagem — a Patagônia argentina é dessas viagens que ficam pro resto da vida.