
Chiang Mai é uma das cidades mais queridas da Tailândia — e uma das melhores coisas dela é justamente o que fica fora dela. A gente ficou 5 dias por lá na primeira ida e ainda voltou querendo mais, porque tem vilarejo de montanha, parque nacional, templo maluco, caverna, fonte termal e cidade histórica tudo a poucas horas do centro.
Neste guia a gente listou as 7 melhores cidades e regiões pra bate e volta desde Chiang Mai, com distância, tempo de viagem, faixa de preço, o que fazer, quando ir e os erros clássicos que a gente vê brasileiro cometendo. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Tailândia a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Uma coisa importante logo de cara: o norte da Tailândia tem uma temporada chamada burning season (mais ou menos de fim de fevereiro a abril), quando os agricultores queimam o mato e a qualidade do ar despenca. Se puder escolher, vá entre novembro e fevereiro, que é clima ameno, seco e céu limpo — perfeito pra mirantes, trilhas e as fotos que a gente sempre vê no Instagram.
1. Sankampaeng: fontes termais e artesanato (30 km)
A cidade vizinha mais fácil e rápida pra encaixar num bate e volta é Sankampaeng, a uns 30 km do centro de Chiang Mai — cerca de 40 a 50 minutos de carro. É o passeio ideal pra um dia mais leve, principalmente entre programas mais pesados como Doi Inthanon ou Chiang Rai.
A região é famosa pelas fontes termais (hot springs) e pelo artesanato local: seda, guarda-chuvas pintados à mão, cerâmica e trabalhos em madeira. Se você curte trazer lembrança de viagem, aqui compra direto da fonte e sai bem mais barato do que nas lojas do centro de Chiang Mai.


Como chegar: de carro alugado, songthaew (aquela pick-up vermelha, negociando o valor antes) ou tour de meio dia. A entrada nas fontes termais costuma sair entre 50 e 150 THB, dependendo se é um lugar mais simples ou estrutura de resort. Leva roupa de banho e toalha (alguns lugares alugam, mas cobram à parte).
Erro comum: ir sem pesquisar qual hot spring visitar. Tem opção mais familiar, outra mais “instagramável” e algumas bem básicas. Dá uma olhada em fotos recentes e reviews antes de sair do hotel.
2. Mae Kampong: vilarejo de montanha e cafés com vista (50 km)
Se você quer aquela experiência de Tailândia mais tranquila, longe do agito, Mae Kampong é a pedida. É um vilarejo pequeno nas montanhas, a uns 50 km de Chiang Mai (cerca de 1h30 de carro por uma estrada de serra), rodeado de floresta, cachoeiras e casinhas de madeira suspensas.
O que mais surpreende ali é o clima: bem mais fresco que o centro de Chiang Mai e um silêncio que faz a gente desacelerar de verdade. É famoso pelos cafés com vista pro vale — daquelas paisagens que rendem foto de Pinterest — e pelo ritmo mais lento, com muito menos turista do que Doi Inthanon ou Chiang Rai.


O que fazer: caminhar pela vila, experimentar café e docinhos locais (80 a 200 THB por prato ou bebida), fazer uma trilha leve até cachoeira e, se der tempo, almoçar em alguma casa que serve comida caseira. Algumas famílias oferecem homestay pra quem quer dormir.
Como chegar: aqui a melhor opção é carro alugado ou tour privado — transporte público não é prático. Dá uma olhada na nossa dica de aluguel de carro em Chiang Mai.
Dica insider: vá em dia de semana. No fim de semana, a moçada de Chiang Mai sobe pra lá e os cafés lotam. E chega cedo — depois das 15h a luz cai e muitos lugarzinhos começam a fechar. Leva um casaco leve, porque esfria mesmo em época quente.
3. Chiang Dao: cavernas, montanhas e natureza (80 km)
Pra quem quer natureza de verdade, mas sem a multidão de Doi Inthanon, Chiang Dao é uma joia meio escondida. Fica a uns 80 km ao norte de Chiang Mai, cerca de 1h30 de carro ou ônibus.
A estrela ali é a Caverna de Chiang Dao (Tham Chiang Dao), um sistema enorme com templos budistas e imagens de Buda no interior. Além disso, tem a cadeia de montanhas de Chiang Dao com trilhas e mirantes, fontes termais e rios pra dar aquele mergulho.


Preços de referência: ônibus local sai por 50-100 THB por trecho; tour de dia inteiro fica entre 1.000 e 2.000 THB por pessoa; entradas nos atrativos naturais em torno de 20-100 THB. Leva uma lanterna (ou usa a do celular) pras partes menos iluminadas da caverna e calça um tênis que não escorregue — dentro é úmido.
Erro comum: subestimar tempo de deslocamento + visita. Sai cedinho de Chiang Mai (7h-8h) e planeja voltar antes de escurecer. Pra aproveitar de verdade, muita gente prefere passar uma noite ali.
4. Doi Inthanon: o teto da Tailândia (70 km)
Se tem um bate e volta que a gente considera obrigatório em Chiang Mai, é Doi Inthanon. É o Parque Nacional que abriga o ponto mais alto da Tailândia, a 2.565 metros de altitude — apelidado em inglês de “The Roof of Thailand”. Fica a 70 km, uns 2h de carro até a entrada principal.
O parque é lindo: montanhas, trilhas, cachoeiras (como a Wachirathan), aldeias de minorias étnicas Hmong e Karen que vendem café e produtos orgânicos, e os famosos pagodes gêmeos (King & Queen Pagodas) com jardins floridos e vista panorâmica que dá pra passar horas admirando.


A maneira mais tranquila de visitar é fazendo tour organizado, com pickup no hotel — sai entre 1.200 e 2.000 THB por pessoa, geralmente incluindo transporte, guia e às vezes almoço. Entradas do parque e dos pagodes ficam entre 50 e 300 THB (estrangeiro paga mais).
O tour que a gente mais gosta é esse aqui que a gente reservou — foi ótimo porque pega os pagodes gêmeos, cachoeira, trilha guiada no bosque e ainda passa numa aldeia local. Dá pra reservar com bastante antecedência e cancelamento gratuito, o que ajuda a garantir vaga na alta temporada sem risco.
Dicas práticas: saia cedo (7h-8h) pra pegar menos gente e a melhor luz. Leva casaco (faz frio de manhã no topo) e calça sapato fechado. Não é passeio pra fazer de moto se você não tem experiência: as estradas são estreitas, cheias de curvas e às vezes com neblina.
Erro comum: fechar tour barato demais sem checar o roteiro. Alguns só param rapidinho nos pontos e priorizam lojas. Confirma antes se inclui pagodes gêmeos, cachoeira e trilha guiada.
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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
5. Lampang: templos históricos e carruagens (100 km)
Pra quem quer um bate e volta mais cultural e tranquilo, Lampang é uma dica que pouca gente aproveita. Fica a uns 100 km de Chiang Mai, cerca de 1h30 de ônibus ou carro.
A cidade tem clima muito mais local e é famosa pelas suas carruagens puxadas por cavalos — símbolo tradicional do lugar, não é só coisa de turista. O destaque é o Wat Phra That Lampang Luang, um dos templos mais antigos e importantes do norte da Tailândia, com arquitetura em madeira lindíssima.


Faixa de preços: ônibus Chiang Mai-Lampang custa entre 80 e 150 THB dependendo da categoria; carro com motorista privado fica entre 1.500 e 2.500 THB por dia (dividido entre o pessoal do carro). Muitos templos são de doação ou cobram entradas simbólicas de 20-50 THB.
Não vá esperando: vida noturna, shoppings ou grandes atrações. Lampang é pra curtir sem pressa, andar pelo centro histórico e sentir uma Tailândia mais autêntica. Se você segue viagem por terra rumo a Sukhothai, dá pra encaixar Lampang no caminho.
6. Chiang Rai: os templos mais fotogênicos do país (200 km)
Chiang Rai é aquele bate e volta que todo mundo quer fazer por causa dos templos famosos, mas que exige planejamento porque é longe: 200 km de Chiang Mai, cerca de 3h a 3h30 de ônibus ou van.
Os grandes destaques são os templos “de Instagram”:
- White Temple (Wat Rong Khun): obra contemporânea em construção desde os anos 1990, com estética surreal, murais que misturam iconografia budista com personagens de filmes e quadrinhos, e um branco impressionante.
- Blue Temple (Wat Rong Suea Ten): interior todo azul intenso com um Buda branco no centro.
- Baan Dam (Black House): complexo de construções escuras com instalações artísticas. Nem todo tour inclui.
Alguns tours ainda encaixam o Triângulo Dourado (fronteira com Laos e Mianmar), mas aí o dia fica bem corrido.
Preços: tour de dia inteiro Chiang Mai-Chiang Rai sai entre 1.200 e 2.000 THB por pessoa, com transporte e guia. Ingressos dos templos giram em torno de 50-100 THB cada.
Dica que salvou a gente: pra pegar o White Temple com pouca gente nas fotos, chega na abertura. Depois das 10h vira loucura. E leva roupa comprida (ombros e joelhos cobertos) pra entrar nos templos — se esquecer, tem que alugar uma canga na hora.
Honestamente: se seu tempo permitir, dormir uma noite em Chiang Rai torna a experiência bem menos cansativa. Bate e volta é possível, mas são muitas horas de estrada num único dia.
7. Pai: dá pra bate e volta, mas não é o ideal (130 km)
Pai é a cidade queridinha dos mochileiros no norte da Tailândia. Fica a 130 km de Chiang Mai, mas o trajeto é por uma estrada de montanha com mais de 700 curvas — tem até camiseta vendida na cidade escrito “I survived 762 curves”. A minivan sai da Chiang Mai Arcade Bus Station por cerca de 180 THB e leva de 3 a 4h.
A vibe é hippie, boêmia, com arrozais, cachoeiras, cânion (Pai Canyon), fontes termais e uma noite bem animada com bares, mercadinho e música ao vivo.


Por que a gente NÃO recomenda bate e volta: só de estrada são 6 a 8h do dia. Tentar espremer cânion, cachoeira e fonte termal no que sobra fica corrido e cansativo — e o charme de Pai é justamente ficar sem pressa. O ideal é dormir 1 ou 2 noites por lá.
Se você insistir no bate e volta: escolhe pouquíssimas atrações (Pai Canyon + hot spring já enche o dia), leva remédio pra enjoo (a estrada é infernal) e vai de van, não de moto — a menos que tenha experiência em pilotar em montanha.
Bônus: outros passeios de um dia populares
Além das cidades listadas, tem alguns passeios de dia inteiro muito vendidos em Chiang Mai que valem entrar no radar:
- Terraços de arroz (rice terraces): tem terraços enormes a cerca de 2h30 de Chiang Mai, muito divulgados nas redes sociais. Melhor época é quando o arroz está verde (meio da estação chuvosa) ou dourado (perto da colheita).
- Cruzeiros pelo rio Mae Ping: passeios diurnos ou jantares no rio que atravessa Chiang Mai.
- Santuários de elefantes éticos: aqui um alerta importante — só vá em santuário ético de verdade (sem montaria, sem correntes, sem shows). Pesquisa por “elephant sanctuary ethical Chiang Mai” e olha reviews recentes antes de fechar.
Como comprar passagens de transporte na Tailândia
Pra simplificar a viagem, quebrar a barreira do idioma e organizar tudo com antecedência, a gente sempre compra as passagens online nesse site. É um dos comparadores mais confiáveis pra ver preço e disponibilidade de ônibus, trem, van e barco entre as cidades tailandesas.
Você compara horários, tipos de assento, avaliações e preços numa tela só, e o e-ticket vem no celular. Comprar com antecedência costuma sair mais barato e garante mais opções de horários — principalmente em rotas populares como Chiang Mai-Pai ou Chiang Mai-Chiang Rai.
Erros comuns dos brasileiros (e como evitar)
A gente vê os mesmos erros se repetindo com quem viaja pra Chiang Mai. Fica esperto:
- Subestimar as distâncias: fazer Chiang Rai, Doi Inthanon e Pai em 3 dias seguidos como bate e volta é receita pra chegar em casa mais cansado do que quando saiu. Escolhe 1 ou 2 passeios “pesados” e intercala com dias na cidade.
- Ignorar a burning season: entre fim de fevereiro e abril, o ar do norte fica bem ruim, prejudicando trilhas e mirantes. Se puder, viaja entre novembro e fevereiro.
- Não reservar tour com antecedência: em alta temporada e feriados como Ano Novo Ocidental e Songkran (Ano Novo Tailandês), Doi Inthanon e Chiang Rai lotam. Reserve online com dias/semanas de antecedência.
- Não negociar transporte local: songthaew e tuk-tuk não têm taxímetro. Sempre combine o valor antes de entrar e, se puder, pergunta no hotel o preço médio.
- Roupa errada: ombros e joelhos cobertos pra templos, casaco pra topos de montanha e tênis fechado pra trilha. Leva um kit básico na mochila do dia.
Seguro viagem e chip de celular pra Tailândia
Pra Tailândia, a gente considera dois itens essenciais: seguro viagem e chip de celular. Atendimento médico em hospital privado tailandês pode sair caro (principalmente se você se acidenta numa trilha ou moto), e depender de wi-fi de hotel pra se virar em bate e volta simplesmente não funciona.
Pro seguro viagem, a gente usa esse comparador de seguros — o link já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem chega pelo Grupo Dicas. Ele compara as principais seguradoras num lugar só e você paga em reais, parcelado.
Pro chip, a gente usa esse chip de viagem. Chega em casa antes da viagem, você desembarca na Tailândia com internet ativa e não precisa procurar loja de operadora nem se preocupar com wi-fi. Nas várias viagens que a gente fez, nunca deu problema.
Perguntas frequentes sobre bate e volta desde Chiang Mai
Quantos dias ficar em Chiang Mai pra fazer bate e volta?
O ideal são de 3 a 4 dias inteiros na cidade. Isso permite conhecer bem Chiang Mai (Old City, templos, mercados noturnos) e ainda encaixar 1 ou 2 bate e volta, como Doi Inthanon e Chiang Rai. Pra incluir Pai, o recomendado é pelo menos 1 noite lá, o que puxa a viagem pra 5-6 dias no norte.
Qual o melhor bate e volta desde Chiang Mai?
Se você tem tempo pra só um passeio, a gente indica Doi Inthanon: o parque tem paisagem, montanha, cachoeira, cultura e os pagodes gêmeos num só programa. Se seu foco é templo fotogênico, aí Chiang Rai (com o White Temple) é imbatível.
Vale a pena ir pra Pai em bate e volta?
Sinceramente, não. Só de estrada são 6 a 8h do dia (com muitas curvas), e o charme de Pai é justamente o ritmo lento. Se puder, dorme pelo menos 1 noite lá. Se precisar mesmo fazer no dia, escolhe pouquíssimas atrações e vá de van, não de moto.
Qual a melhor época pra fazer bate e volta desde Chiang Mai?
Entre novembro e fevereiro: clima ameno, tempo seco e céu limpo. Evita ao máximo o período de fim de fevereiro a abril, que é a burning season — a queima agrícola prejudica muito a visibilidade dos mirantes e a qualidade do ar.
Precisa alugar carro pra fazer os bate e volta?
Depende do destino. Pra Mae Kampong e alguns pontos mais isolados, o carro alugado ajuda muito. Pra Doi Inthanon, Chiang Rai, Lampang e Pai, o mais prático é tour organizado ou van — sem a dor de cabeça de dirigir na mão inglesa e em estradas de montanha. Se quiser alugar mesmo, dá uma olhada no nosso guia de aluguel de carro em Chiang Mai.
Quanto custa um bate e volta desde Chiang Mai?
Varia bastante. Tour em grupo de dia inteiro (Doi Inthanon, Chiang Rai) fica entre 1.200 e 2.000 THB por pessoa, com transporte e guia. Motorista privado sai entre 1.500 e 2.500 THB por carro por dia. Ônibus e van local são bem baratos (50 a 200 THB por trecho), mas exigem mais planejamento pra encaixar os horários.
Dá pra fazer bate e volta pro Triângulo Dourado?
Sim, alguns tours pra Chiang Rai incluem o Triângulo Dourado (fronteira entre Tailândia, Laos e Mianmar), mas aí o dia fica muito corrido — muita estrada e pouco tempo em cada lugar. Se seu foco é o Triângulo Dourado, considera dormir 1 noite em Chiang Rai pra aproveitar com calma.
Economize ao máximo na sua viagem à Tailândia
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- Passagens de ônibus e trem: descubra como comprar as passagens com antecedência e totalmente online.
Chiang Mai é uma das nossas partes preferidas da Tailândia justamente por causa desses bate e voltas — a gente sente que sai de um país e entra em outro a cada 1h de estrada. Escolhe 1 ou 2 dessa lista, encaixa no seu roteiro sem pressa e vai embora. Boa viagem!