
Se você vai montar um roteiro de vinho em Mendoza, a Bodega López é uma daquelas paradas que a gente sempre recomenda: tradicional, com museu, degustação e até restaurante próprio, e ainda por cima é uma das mais fáceis e baratinhas de encaixar no dia. Aqui a gente reuniu tudo o que você precisa saber antes de ir.
É uma vinícola familiar de verdade, fundada em 1898 e ainda nas mãos da mesma família depois de mais de 120 anos. Isso já dá um charme à parte na visita, porque o estilo de vinificação é mais clássico e o museu interno conta a história de gerações fazendo vinho ali em Maipú.
Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi a sala dos tonéis gigantes de madeira: rende foto linda e dá aquela sensação de estar num lugar que respira história. E não esquece: aqui no nosso Guia de Mendoza a gente reuniu tudo pra planejar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Sobre a Bodega López
A Bodega López é considerada uma das melhores vinícolas de Mendoza. Foi fundada em 1898 por José Gregorio López Rivas e segue sendo uma das pouquíssimas grandes bodegas argentinas que continuam 100% familiares — já está na quinta geração da família.
Ela fica em Maipú, na região metropolitana de Mendoza, a uns 25 a 30 minutos de carro do centro. Ou seja, dá pra fazer um bate-volta tranquilo, sem complicação.
A visita combina tour guiado pela bodega, museu histórico, degustação e restaurante próprio (o Rincón de López). E tem um diferencial que vem ficando cada vez mais raro em Mendoza: a López ainda oferece uma visita guiada gratuita com degustação.

Como chegar à Bodega López
Tem três jeitos principais de chegar lá, e cada um serve melhor pra um tipo de viajante. Mendoza é uma região espalhada, com vinícolas e passeios bem distantes uns dos outros, então a forma como você se locomove faz toda a diferença no roteiro.
Pra quem quer rodar por Mendoza com liberdade — visitar várias bodegas no mesmo dia, ir e voltar na hora que quiser, conhecer as estradas dos vinhedos — alugar um carro é, de longe, a melhor pedida. A gente sempre recomenda isso por aqui.
A principal dica pra economizar muito no aluguel é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Pode ler também a nossa matéria de aluguel de carro em Mendoza pra conferir todas as informações do serviço. Só uma ressalva importante: se for beber na degustação, não dirija. Combine pra alguém do grupo ficar como motorista da rodada, ou então use outro transporte na ida e na volta.
Metrotranvía: a opção mais barata
Tem um truque que pouca gente conhece e que deixa a visita super econômica: dá pra chegar de Metrotranvía, o bonde/metrô de superfície que liga o centro de Mendoza a Maipú em cerca de 30 minutos (uns 12,5 km). A última estação, Gutiérrez, fica a apenas uns 300 metros da bodega — é só descer e caminhar.
Pra quem se hospeda na região central e não quer gastar com tour privado, essa é uma das formas mais práticas e baratas de ir. Pega o Metrotranvía, desce em Gutiérrez e segue a pé.
Transfer e agências de passeios
Outra opção é fechar um transfer ou um tour de agência, que costuma incluir a visita a duas ou três bodegas de Maipú no mesmo dia, com degustações inclusas. É confortável, mas costuma ser a alternativa mais cara.
A gente errou nessa uma vez: confiamos só no Uber pra ir e não combinamos a volta. Em horário de almoço, em Maipú, pode demorar pra achar carro. Se for de aplicativo ou táxi, já deixa a volta organizada.
Visita gratuita e visita paga: como funcionam
A López trabalha basicamente com duas modalidades de visita, e entender a diferença ajuda a escolher.
A visita guiada gratuita (a clássica) inclui o tour pela área de lagares e moagem, tanques de fermentação, prensas, salas de tonéis e área de fracionamento, mais a entrada no Museu da Família López — com acervo histórico de mais de 120 anos de vinhos e objetos. No fim, tem uma degustação de um tinto e um branco ou espumante (os rótulos mudam conforme a semana). É de graça mesmo, sem custo por pessoa.
Já as visitas pagas são mais longas e personalizadas, com foco em safras especiais, acesso a cavas de vinhos antigos e degustação ampliada com rótulos mais seletos. Os valores variam bastante por causa da inflação argentina, então o ideal é conferir o preço no ato da reserva.
Reserva: relatos antigos diziam que não precisava reservar a visita gratuita, mas isso vem mudando. A bodega tem reforçado o sistema de reserva online para as duas modalidades (inclusive a gratuita), principalmente na alta temporada. A recomendação é reservar com 24 a 48 horas de antecedência e sempre confirmar horários e necessidade de reserva no site oficial antes de ir.
Estrutura e o que você vai ver
A bodega tem uma estrutura atual de mais de 26 mil m², com fábrica de espumantes, área de vinificação, instalação de fracionamento moderna, sala dos tanques e aquelas salas de envelhecimento com tonéis enormes de madeira. A produção é expressiva: gira em torno de 15 milhões de litros de vinho por ano.
O Museu López guarda peças da imigração e da indústria do vinho em Mendoza — rótulos antigos, equipamentos de época e documentos da família. É um mini passeio no tempo pra quem curte história.
Rincón de López: o restaurante da bodega
O Rincón de López funciona dentro da vinícola, num salão envidraçado com terraços e vista panorâmica pra Cordilheira dos Andes, os jardins e os vinhedos. É um espaço bem bonito pra um almoço com calma.

O cardápio trabalha com menu à la carte ou menu fixo (de passos), harmonizado com os vinhos da casa — clássicos, varietais e espumantes. Em geral abre principalmente de segunda a sexta, na hora do almoço (em torno de 12h30 às 15h), e alguns feriados podem ter horário especial sob consulta.
Olha, uma dica de ouro: reserve o restaurante com antecedência, de preferência junto com o tour, avisando que vai almoçar depois da visita. Os almoços ali são longos e a rotatividade é baixa, então em época movimentada pode simplesmente não haver mesa pra quem chega sem reserva.
Tipos de experiências oferecidas
Além da visita clássica, a bodega costuma oferecer formatos diferentes, dependendo da temporada e da disponibilidade. Entre os que aparecem por lá:
- Passeio clássico: você conhece um pouco do processo de elaboração, envelhecimento e engarrafamento dos vinhos.
- Passeio superior: visita aos tanques de fermentação, salas de barricas e mais.
- Passeio grand reserva: tour pela área com orientação de um sommelier.
- Passeio alta gama: o mesmo tour com sommelier, mais uma degustação ampliada.
- Experiência blend: você prova 3 vinhos diferentes, com aperitivos pra acompanhar.
- Degustação e almoço: degustação do Montchenot acompanhada de um almoço de várias etapas.
- Experiência completa: tour que começa no vinhedo, passa pela vinícola e termina com almoço no restaurante.
- Passeios em inglês e em português: alguns horários têm guia nesses idiomas — ideal pra quem não manja de espanhol.
Melhor época pra visitar
A visita é em boa parte indoor, então dá pra ir o ano todo. Mas cada estação tem um clima:
- Primavera (setembro a novembro): clima agradável, vinhedos ficando verdes e movimento ainda moderado.
- Verão e vindima (fevereiro e março): época da colheita da uva, com programações especiais e bem mais movimento. É muito disputado, então reserve com antecedência.
- Outono (abril e maio): folhagem dourada e avermelhada nos vinhedos, ótimo pra fotos.
- Inverno (junho a agosto): mais frio, mas com menos turistas e mais tranquilidade.
Dica de ouro: finais de semana, feriados e a vindima lotam mais. A experiência costuma ser bem mais calma em dias de semana de baixa temporada.
O que provar e o que comprar
A López produz uma variedade grande de rótulos. Entre os tintos: Malbec, Cabernet Sauvignon, Sangiovese, Merlot, Pinot Noir e Syrah. Entre os brancos: Chardonnay, Semillón, Chenin Blanc e Sauvignon Blanc.
As linhas mais tradicionais e conhecidas são a Chateau Vieux e a Montchenot, além do Traful e outros rótulos mais acessíveis. Nas degustações pagas costumam servir coisas como o Chateau Vieux Malbec Gran Reserva e Chardonnay de guarda.
Um erro comum é mirar só nos rótulos top: a López é muito respeitada justamente pelos vinhos de ótima relação custo-benefício. Vale provar um de entrada e um mais sofisticado pra comparar os estilos. E se for comprar pra trazer, lembra das regras de franquia de bagagem e do limite de álcool na mala despachada — proteger as garrafas com roupa ajuda a evitar surpresa.
Erros comuns que o turista brasileiro comete
- Chegar sem reserva na alta temporada: muita gente se baseia em relato antigo de que não precisa reservar. Hoje, em vindima, feriados e férias, a bodega tende a operar com lotação e reserva online. Reserve tour e restaurante com 24 a 48h de antecedência.
- Contar só com Uber ou táxi: na volta, em dia cheio, pode ser difícil achar carro em Maipú. Use o Metrotranvía até Gutiérrez ou combine o transfer do hotel.
- Chegar no fim do turno: os horários são rígidos. Quem chega perto do limite corre o risco de pegar grupo já em andamento ou não entrar. Chegue com pelo menos 30 a 40 minutos de folga.
- Almoçar sem reserva: como o restaurante tem pouca rotatividade, em época movimentada pode não haver mesa. Reserve junto com o tour.
Informações práticas
Endereço: Ozamis Norte 375, General Gutiérrez, Maipú, Mendoza, Argentina.
Horários (podem variar por temporada — confirme no site oficial): as visitas guiadas costumam funcionar de segunda a sexta, em torno de 9h às 17h, e aos sábados e domingos em torno de 10h30 às 12h30. O restaurante normalmente abre de segunda a sexta, por volta de 12h30 às 15h.
Como as políticas mudam bastante, vale sempre checar horários e necessidade de reserva no site oficial ou por e-mail antes de ir.
Onde comprar ingressos e passeios em Mendoza
Pra economizar nos passeios e bate-voltas de Mendoza, a dica que a gente sempre dá é comprar antes, pela internet. Sai mais barato e você não corre o risco de chegar e a vaga já ter esgotado pro dia que você queria.
Um site que a gente tem usado em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios da região. Já costuma ser um dos mais baratos, mas a grande vantagem é poder pagar em reais (sem aquele IOF de comprar em peso) e parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: tem tours gratuitos na maioria das cidades turísticas; você só dá uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo nenhum.
- Transfer: também tem o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h, em português, se precisar.
Com isso resolvido, dá pra montar o roteiro de bodegas sem stress.
Pra aproveitar bem as vinícolas e os passeios de Mendoza sem perder tempo no transporte, ficar bem localizado faz toda a diferença. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza e como economizar muito no hotel:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre a Bodega López em Mendoza
A visita à Bodega López é gratuita?
Sim, a López ainda oferece uma visita guiada gratuita com degustação, algo cada vez mais raro em Mendoza. Existe também a opção de visitas pagas, mais longas e com rótulos especiais.
Precisa reservar pra visitar a Bodega López?
Cada vez mais sim. A bodega vem reforçando o sistema de reserva online para as visitas, inclusive a gratuita, principalmente na alta temporada. O ideal é reservar com 24 a 48h de antecedência e confirmar no site oficial antes de ir.
Como chegar à Bodega López saindo do centro de Mendoza?
De carro são uns 25 a 30 minutos até Maipú. A forma mais econômica é o Metrotranvía: você desce na última estação, Gutiérrez, e caminha cerca de 300 metros até a bodega. Também dá pra ir de transfer ou tour de agência.
Tem restaurante na Bodega López?
Tem. O Rincón de López funciona dentro da vinícola, com vista pra Cordilheira dos Andes, e trabalha com menu à la carte ou de passos harmonizado com os vinhos da casa. Reserve com antecedência, porque costuma lotar.
Quais vinhos vale a pena provar e comprar na López?
As linhas mais tradicionais são a Chateau Vieux e a Montchenot, além de rótulos mais acessíveis como o Traful. A bodega é conhecida pela ótima relação custo-benefício, então vale provar um vinho de entrada e um mais sofisticado pra comparar.
Qual a melhor época pra visitar a Bodega López?
Dá pra ir o ano todo, já que boa parte da visita é indoor. A primavera tem clima agradável e movimento moderado; o verão coincide com a vindima e enche mais; o outono rende fotos lindas; e o inverno é mais tranquilo. Dias de semana de baixa temporada são os mais calmos.
A visita pode ser feita em português?
Sim, alguns horários têm guia em português, e muitos funcionários estão acostumados a receber brasileiros. Ainda assim, algumas visitas podem ser só em espanhol, com termos técnicos do mundo do vinho.
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A Bodega López é daquelas visitas que valem o investimento de tempo: tradição de verdade, degustação boa, museu charmoso e um custo-benefício difícil de bater em Mendoza. Quando a gente foi, saiu de lá querendo voltar com mais calma pra almoçar no restaurante — fica a dica pra você já reservar tudo junto e aproveitar o dia inteiro.
