Comidas típicas do Chile: o que provar em Santiago

Se tem uma coisa que a gente sempre faz numa viagem ao Chile é comer muito, e Santiago é o lugar perfeito pra isso. A capital concentra mercados históricos, restaurantes tradicionais, carrinhos de rua e cozinhas mais autorais, então dá pra provar de tudo um pouco em poucos dias.

Aqui a gente reuniu as comidas típicas do Chile que você não pode deixar de experimentar, dos pratos mais elaborados aos quitutes de rua. E olha: quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi o tamanho das porções. Tem prato que vem pra duas pessoas tranquilamente.

E não esquece: aqui no nosso guia completo do Chile a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato: hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos. Vale demais dar uma olhadinha antes de fechar qualquer coisa.

Empanadas chilenas

As empanadas são tão famosas na Argentina quanto no Chile. São super gostosas e populares, e dá pra comparar até com a nossa famosa coxinha de tão presentes no dia a dia.

Esse salgado pode ser frito ou assado, com vários recheios: carne, queijo, frango, frutos do mar, cebola e versão vegetariana.

A mais tradicional é a empanada de pino, que leva carne moída, cebola, ovo cozido, azeitona e às vezes uva-passa. É a que a gente sempre recomenda pra quem quer começar pelo clássico.

As empanadas são fáceis de encontrar por toda Santiago, em restaurantes espalhados pela cidade e no Mercado Central. Em períodos de festa e feriados, a oferta de empanadas, assados e pratos pra compartilhar fica ainda maior.

Empanadas do Chile

Pastel de choclo do Chile

Outra comida super típica do Chile que você não pode deixar de experimentar é o pastel de choclo, com raízes na região da Cordilheira dos Andes.

Uma observação importante: não se engane com o nome. Esse pastel não tem nada a ver com o que a gente conhece no Brasil. Ele lembra bem mais um escondidinho gratinado.

O prato é feito com um creme de milho meio adocicado por cima e recheio de carne moída ou frango por baixo, temperado com azeitonas, ovos, passas e outros ingredientes. Vem assado e geralmente servido num prato de barro fundo. Vale muito a pena.

É um clássico nacional e aparece em praticamente todo cardápio tradicional de Santiago. Só fica de olho na porção, porque costuma ser bem generosa.

Comida típica pastel de Choclo

Cazuela: o ensopado de dia frio

Se você for pra Santiago no inverno, a cazuela é parada obrigatória. É uma sopa/ensopado tradicional, feita com frango ou carne, batata, abóbora e milho.

É aquele prato de colher que aquece a alma em dia frio. A gente sempre pede quando o tempo fecha, e a porção também é farta, então já vai com fome.

A culinária chilena muda bastante conforme a estação: no inverno aparecem mais pratos de colher como cazuela, carbonada, ajiaco e sopaipillas; no verão, a coisa fica mais leve, com produtos frescos e bebidas geladas de rua.

Antes de provar tudo, garanta os ingressos com antecedência

Entre uma empanada e outra, você vai querer conhecer os pontos turísticos de Santiago, e a dica de ouro aqui é comprar os ingressos dos passeios SEMPRE com antecedência. Na hora costuma ser mais caro e muitos esgotam.

A gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar tudo e gosta demais. Ele tem ótimos preços, é o maior do mundo em passeios em português e tem várias opções de tours, ingressos e atividades pra Santiago.

Outra vantagem é que dá pra reservar com antecedência e ainda tem vários tours gratuitos, ótimos pra entender a cidade e descobrir onde comer bem na primeira caminhada.

Caldillo de congrio (congrio rosa)

Uma comida muito encontrada nos restaurantes chilenos, sobretudo os da costa e da capital, é o congrio, um peixe típico do Pacífico. O preparo mais famoso é o caldillo de congrio, um caldo que ganhou fama mundial depois de ser celebrado em verso por Pablo Neruda.

É um prato versátil, que pode vir grelhado, assado ou dentro de um caldo. Geralmente acompanha azeite chileno, batatas, legumes e outros frutos do mar.

O congrio pode ser vermelho, negro ou rosa, sendo o rosa o mais tradicional. Pra provar com ingredientes bem frescos, o Mercado Central de Santiago é o lugar certo.

Congrio Rosa chileno

Lomo a lo pobre no Chile

Essa é uma das comidas típicas do Chile que mais lembra um prato brasileiro. O lomo a lo pobre é uma receita prática e simples, daquelas de matar a fome de verdade.

Leva carne de boi ou frango acompanhada de batata frita, ovo frito com gema mole e cebola dourada por cima. É bem calórico, mas é muito querido e agrada quase todo turista.

Lomo a lo Pobre no Chile

Chorrillana pra dividir

Falando em prato fartíssimo, a chorrillana é a definição de comida de conforto chilena. Leva uma cama de batata frita coberta com carne, cebola e ovo, tudo numa porção generosa, pensada pra dividir.

Esse é daqueles pratos que pegam o turista de surpresa pelo tamanho. A gente pediu uma achando que era individual e deu pra três pessoas tranquilamente. Vai com a galera e peça uma pra compartilhar, é perfeito pra acompanhar uma cerveja em Bellavista.

Ceviche chileno

Apesar de o ceviche ser um prato típico do Peru, ele é bastante popular no Chile também.

A receita leva peixe cru, branco ou salmão, marinado em suco de limão, com mariscos, cebola, pimentão, coentro e pimenta.

Pra experimentar essa iguaria, a gente recomenda ir ao Mercado Central de Santiago, porque é ótimo provar com ingredientes fresquinhos. Em outras cidades do Chile também não é difícil achar em restaurantes locais.

Ceviche chileno

Completo chileno (e o famoso italiano)

Se você gosta de cachorro-quente e suas variações, precisa provar o completo. E olha: não pensa que é “só um hot dog”, porque no Chile ele tem identidade própria.

Ele leva pão, salsicha e recheios como repolho, picles, maionese, tomate picado e palta, que é um purê de abacate salgado. A versão mais famosa é o completo italiano, com abacate, tomate e maionese, lembrando as cores da bandeira da Itália.

É a comida rápida urbana mais simbólica de Santiago, ideal pra quem quer experimentar algo tradicional de forma rápida e barata. Tem em redes locais de fast food e em casas populares espalhadas pela cidade.

Completo chileno

Comidas de rua: sopaipillas, humitas e mote con huesillo

A comida de rua de Santiago é capítulo à parte e costuma ser bem barata. Em feiras e carrinhos você acha de tudo, e três coisas a gente recomenda muito.

As sopaipillas são massas fritas de abóbora, vendidas como lanche de rua e muito associadas a dias frios e chuvosos. Quentinhas, são viciantes.

As humitas são a versão chilena da nossa pamonha, feitas com milho moído. Aparecem bastante no inverno e nas feiras de produtos frescos.

Já o mote con huesillo é a estrela do verão: uma bebida-sobremesa feita com trigo cozido, pêssego seco e um caldo adocicado. É comum em feiras e carrinhos de rua, e refresca demais nos dias quentes.

Pisco sour e terremoto: as bebidas chilenas

No Brasil a caipirinha é a estrela. No Chile, é o pisco sour. A bebida, assim como o ceviche, tem origem peruana, mas foi adotada pelos chilenos com gosto.

A mistura leva aguardente de uva (pisco) com limão, açúcar, clara de ovo batida, angostura e gelo. Aproveite também pra provar os vinhos locais, que são excelentes.

E se quiser um desafio, peça um terremoto: um coquetel forte e doce, geralmente feito com vinho branco e sorvete de abacaxi. O nome vem da “força” da bebida, que pega muito turista de surpresa, então vai com calma.

Pisco sour

Onde comer em Santiago e quanto gastar

Pra organizar o roteiro gastronômico, vale conhecer os melhores points da cidade:

  • Mercado Central: o ponto clássico pra frutos do mar, caldillo de congrio e ceviche fresquinho.
  • Barrio Lastarria: concentra restaurantes mais autorais e versões contemporâneas dos pratos típicos.
  • Bellavista: ótimo pra misturar gastronomia, bares e pratos populares como completo e chorrillana.
  • Feiras e carrinhos de rua: ideais pra sopaipillas, mote con huesillo e lanches rápidos.

Pra você se planejar, deixo uma referência (não é tabela fixa, varia bastante por bairro): comida de rua e lanches costumam ficar em torno de CLP 2.000 a 6.000; pratos típicos em restaurante casual, em torno de CLP 8.000 a 18.000; restaurantes mais turísticos no centro, Bellavista e Lastarria, em torno de CLP 15.000 a 30.000 por prato; e bebidas e sobremesas, em torno de CLP 2.500 a 8.000.

Uma dica que aprendemos na prática: muitos restaurantes tradicionais capricham mais no almoço, então reserve esse horário pra experimentar os pratos completos. E leve dinheiro local, porque feiras e carrinhos menores nem sempre aceitam cartão.

Seguro viagem para o Chile

Antes de sair provando frutos do mar e comida de rua por aí, vale lembrar de uma proteção importante: o seguro viagem. Atendimento médico fora do Brasil pode sair caro, e ninguém quer ter dor de cabeça por uma indigestão ou imprevisto.

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Chip de celular para o Chile

Pra achar restaurante no mapa, conferir avaliações e não se perder entre Lastarria e Bellavista, internet no celular faz toda a diferença. A gente garante o chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil, pra desembarcar já conectado.

É bem mais prático e barato do que ativar roaming, e dá pra pesquisar onde comer em tempo real sem depender de Wi-Fi de café.

Pra escolher bem onde se hospedar e aproveitar a cena gastronômica sem gastar com táxi à noite, ficar perto de Bellavista, Lastarria ou do centro histórico ajuda muito. Olha aqui a melhor região pra se hospedar no Chile:

Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre comidas típicas do Chile

Qual é a comida mais típica do Chile?

A empanada de pino e o pastel de choclo estão entre os pratos mais emblemáticos. Também são clássicos a cazuela, o caldillo de congrio e o completo italiano, este último símbolo da comida rápida urbana de Santiago.

O que é o completo chileno?

É o cachorro-quente chileno, com identidade própria. A versão mais famosa é o completo italiano, com abacate (palta), tomate e maionese. Não é “só um hot dog”: as combinações são bem específicas e fazem parte da cultura local.

O que comer em Santiago no inverno?

No frio, os pratos de colher mandam: cazuela, carbonada, ajiaco, caldillo de congrio e as sopaipillas. A gastronomia chilena muda conforme a estação, então no inverno faz mais sentido apostar nesses preparos quentes.

Onde provar comidas típicas em Santiago?

O Mercado Central é o ponto clássico pra frutos do mar e caldillo de congrio. Lastarria tem versões mais autorais, Bellavista é ótimo pra pratos populares, e as feiras e carrinhos de rua são perfeitos pra sopaipillas e mote con huesillo.

O pastel de choclo é parecido com o pastel brasileiro?

Não. Apesar do nome, ele lembra mais um escondidinho gratinado: uma camada de creme de milho adocicado por cima e recheio de carne ou frango por baixo, assado e servido em prato de barro.

O que é o terremoto chileno?

É um coquetel forte e doce, geralmente feito com vinho branco e sorvete de abacaxi. O nome vem da “força” da bebida, então vale pedir com cautela, porque pega muito turista de surpresa.

Quanto custa comer em Santiago?

Como referência, comida de rua costuma ficar em torno de CLP 2.000 a 6.000, pratos em restaurante casual em torno de CLP 8.000 a 18.000, e restaurantes mais turísticos entre CLP 15.000 e 30.000 por prato principal. São estimativas e variam bastante por bairro.

Economize ao máximo na sua viagem ao Chile

Agora é só montar seu roteiro gastronômico e provar tudo o que puder. Se a gente pudesse dar um conselho, é: vá com fome, divida os pratos grandes com a galera e não tenha medo de comer na rua, porque é ali que mora boa parte da alma da cozinha chilena. Bom apetite e boa viagem!