
Se você tá com vontade de conhecer Santiago e ficou na dúvida de quanto custa viajar para o Chile, esse guia é pra você. A gente reuniu aqui as faixas de preço de tudo: passagem, hotel, comida, transporte, passeios e aqueles custos invisíveis que ninguém lembra de somar.
De forma geral, uma viagem turística de 7 dias para Santiago costuma ficar em torno de R$ 4.000 a R$ 7.000 por pessoa, incluindo passagem, hospedagem, alimentação básica, transporte e alguns passeios. Mas isso varia muito conforme a temporada e o seu estilo de viagem.
Quando a gente foi a Santiago, o que mais surpreendeu foi o quanto dá pra economizar usando só o metrô e comendo no menu del día no almoço. Por outro lado, a alimentação subiu nos últimos anos e quem chega esperando preços lá embaixo acaba se assustando. Bora ao detalhe de cada gasto.
Documento para entrar no Chile: precisa de passaporte?
Boa notícia logo de cara: pra turismo, brasileiro não precisa de passaporte pra entrar no Chile. Por causa do acordo do Mercosul, dá pra viajar só com o RG em bom estado e com data de expedição de menos de 10 anos.
Se o seu RG tiver bem desgastado ou for muito antigo, aí vale tirar o passaporte pra não correr risco na imigração. A solicitação é feita no site da Polícia Federal e a taxa costuma girar em torno de R$ 257,25 (vale conferir o valor atualizado no momento da emissão).
A gente errou nessa numa viagem antiga: levou o RG meio rasgado e quase deu dor de cabeça no balcão. Se for de RG, leve um em bom estado mesmo.
Custo das passagens aéreas para o Chile
A passagem costuma ser o item mais caro da viagem, então vale ficar de olho. Saindo de São Paulo ou Rio, ida e volta em classe econômica, as faixas costumam ser:
- Baixa temporada: em torno de R$ 750 a R$ 1.800.
- Alta temporada (férias, julho, Natal e Ano Novo): em torno de R$ 1.800 a R$ 2.500 ou mais.
Em voos diretos São Paulo–Santiago, a faixa típica tem ficado mais estável entre R$ 1.500 e R$ 2.500 na maior parte do ano, com promoções pontuais bem abaixo disso. O melhor custo geralmente aparece comprando 2 a 3 meses antes, em baixa temporada.
Voos com conexão (via Buenos Aires, por exemplo) podem baratear, mas aumentam o tempo de viagem. Vale comparar os dois cenários antes de fechar.
Custo com hospedagem no Chile
A hospedagem pesa bastante no orçamento, mas tem opção pra todo bolso. Olha as faixas médias de diária:
- Hostel (cama em dormitório): em torno de R$ 80 a R$ 150 por pessoa.
- Hotel 3 estrelas ou pousada simples (Providencia, Bellavista, centro): em torno de R$ 200 a R$ 500 por noite.
- Hotel de categoria média/conforto (Las Condes, Vitacura): em torno de R$ 400 a R$ 800 por noite, podendo subir em alta temporada.
- Hotel de luxo: a partir de R$ 1.000 a diária.
Pra 7 noites, um viajante econômico costuma gastar de R$ 700 a R$ 1.500, enquanto quem busca conforto intermediário (3 estrelas em bairro bom) fica na faixa de R$ 1.500 a R$ 3.500.
Uma dica de ouro: procure hotel com café da manhã incluído e perto do metrô. O café já economiza fácil R$ 700 em alimentação numa viagem de 7 dias, e estar pertinho de uma estação te poupa tempo e gasto com transporte. Em roteiro curto, isso muda tudo.
Pra achar a melhor região e os hotéis testados a dedo, a gente montou um mapa personalizado de Santiago — explico melhor logo mais. Antes, deixa eu falar de uma proteção que não dá pra ignorar.
Seguro viagem para o Chile
Esse é um custo que muita gente esquece, mas faz toda a diferença. O Chile não fica no espaço Schengen, então não é obrigatório por lei — mas é fortemente recomendado, porque atendimento médico fora do Brasil custa caro e qualquer imprevisto vira uma conta pesada.
A nossa dica é usar esse comparador de seguros. Por lá dá pra comparar todas as principais seguradoras, e o link já vem com 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas. Outra vantagem é poder parcelar no cartão em até 12x.
Procure um plano com pelo menos 30 mil dólares de cobertura médica, que é o mais recomendado pra esse tipo de viagem.
Chip de celular para o Chile
Pra viajar tranquilo e sem tomar susto na conta do celular, o ideal é levar um chip ou eSIM com internet. O que muita gente não sabe é que usar o plano brasileiro lá fora pode sair caríssimo.
Depois de testar vários, a gente recomenda esse chip de viagem que a gente usa. O preço é bom, a cobertura funciona bem em Santiago e você já chega conectado pra usar mapa, aplicativo de transporte e tradutor.
- Pra saber tudo sobre chips de viagem no Chile, clique aqui e leia nossa matéria!
Custo do transporte em Santiago
Aqui mora uma das maiores economias da viagem. Santiago é uma das capitais mais organizadas da América do Sul e tem um metrô amplo, moderno e seguro, que resolve praticamente tudo dentro da cidade.
Metrô e ônibus
O bilhete do metrô custa em torno de R$ 5 por trecho (a tarifa varia por faixa de horário), e o ônibus urbano fica num preço parecido, já que o sistema é integrado. Compensa muito comprar o cartão Bip!, que é o equivalente ao bilhete único — você compra e recarrega nas estações de metrô.
Usando só transporte público, um viajante gasta de R$ 15 a R$ 30 por dia. É barato e prático. Andar só de táxi ou aplicativo encarece bastante a viagem, então reserve os apps pra noite ou quando estiver com bagagem.
Transfer do aeroporto até a cidade
Pra ir do aeroporto até bairros como Providencia, Vitacura ou Las Condes, um transfer ida e volta pra duas pessoas costuma custar em torno de R$ 450, dependendo do câmbio. Também dá pra ir de ônibus + metrô (mais barato e mais demorado) ou de aplicativo, que fora do horário de pico pode sair mais em conta que o transfer agendado.
Aluguel de carro no Chile (economize até 34%)
Dentro de Santiago você não precisa de carro — o metrô resolve. Mas se a ideia é explorar a região, fazer bate-voltas até a neve, ir ao litoral ou conhecer vinícolas no seu ritmo, aí sim vale a pena alugar um carro. As diárias começam em torno de R$ 150, sem contar combustível e pedágios.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Custo da alimentação no Chile
A comida é onde muita gente subestima o orçamento. Os valores variam bastante conforme o bairro e o tipo de restaurante:
- Restaurante simples / menu do dia: em torno de R$ 40 a R$ 60 por refeição.
- Restaurante médio: em torno de R$ 70 a R$ 100 por pessoa, sem vinho.
- Região mais gourmet (Vitacura, Las Condes): pratos em torno de R$ 110 a R$ 120 por pessoa, e um jantar completo com vinho e sobremesa pra casal pode passar de R$ 700.
Em estimativa de gasto diário, o perfil econômico (mercado + refeição simples) gira em torno de R$ 80 a R$ 150 por dia; o perfil médio fica entre R$ 150 e R$ 200 por dia; e quem curte comer bem facilmente passa de R$ 250 por dia.
A dica de economia que a gente mais usa é buscar o menu del día no almoço: vem entrada + prato principal (às vezes sobremesa) por um valor fechado e bem mais barato. Feiras, mercados e praças de alimentação de shopping também salvam o orçamento. E olha: os vinhos chilenos subiram de preço, mas ainda saem bem mais em conta que vinho equivalente no Brasil, principalmente comprando em supermercado ou direto na vinícola.
Vida noturna no Chile
Quem curte sair à noite encontra opções pra todos os gostos. Os valores das casas noturnas variam conforme a região e o tipo de balada. Pra ter uma ideia, um drink numa casa noturna em Santiago costuma sair acima de 3.000 pesos chilenos.
Custo de atrações e passeios no Chile
Uma das grandes vantagens de Santiago é que ela é uma base excelente pra bate-voltas: em 1 ou 2 horas você chega à neve (no inverno) ou ao litoral. Isso deixa o custo-benefício da passagem muito mais interessante. Olha as faixas dos passeios mais procurados:
- Cordilheira / estações de neve (Farellones, Valle Nevado, Portillo): tours de bate-volta em torno de R$ 200 a R$ 350 por pessoa; o ingresso pra esquiar pode custar em torno de R$ 250.
- Valparaíso + Viña del Mar: excursões em grupo em torno de R$ 180 a R$ 300 por pessoa, com transporte e guia.
- City tour em Santiago: tours guiados de meio dia ou dia inteiro em torno de R$ 150 a R$ 250 por pessoa.
- Vinícolas (Concha y Toro, Undurraga, Santa Rita): tours com degustação em torno de R$ 120 a R$ 250, dependendo da vinícola.
- Cajón del Maipo + Salto el Yeso: passeio de natureza imperdível pra quem curte montanha.
Museus e pontos culturais na cidade costumam custar em torno de R$ 20 a R$ 50 por ingresso. Pra reservar tudo com antecedência e em português, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. Dá pra garantir vaga nos passeios mais disputados e pagar adiantado, o que ajuda a organizar o orçamento.
Tem uma coisa que ninguém conta sobre os passeios de neve: o tour até a montanha é só uma parte do custo. Tem ainda aluguel de roupa, equipamento, ingresso da pista e alimentação no local — e isso facilmente dobra o gasto inicial. Já vá com essa conta na cabeça.
Custo das compras no Chile
Além dos passeios, dá pra fazer boas compras no Chile. Vale visitar as feiras locais, as lojinhas e também os shoppings e centros comerciais — o Costanera Center, em Providencia, é um dos mais famosos.
A dica é reservar uma quantia pra isso, porque muitos lugares oferecem variedade de produtos por preços acessíveis, especialmente roupas e eletrônicos. Mas faça as contas do câmbio antes de empolgar.
Melhor época para ir a Santiago (e como isso afeta o preço)
A época da viagem mexe bastante no preço de passagem e hotel. Olha como funciona:
- Baixa temporada (março a junho, fora feriados, e agosto a novembro): passagens e hotéis mais baratos, com clima ameno de outono e primavera.
- Alta temporada: inverno (junho a agosto) por causa da neve e do esqui, férias escolares (julho e janeiro) e fim de ano. Aí as passagens sobem pra faixa de R$ 2.000 ou mais.
Pra economizar, vá no outono (abril/maio) ou na primavera (setembro/novembro): clima agradável, menos gente e bons preços. Pra neve e esqui, foque no fim de junho até agosto, aceitando preços mais altos. E atenção: em alta temporada de inverno o trajeto até as estações de esqui pode ficar bem demorado por causa do trânsito, então saia cedo.
Câmbio e custos invisíveis que ninguém soma
Pra ter uma ideia rápida do câmbio, uma boa regrinha é multiplicar o valor em pesos chilenos por algo em torno de 0,006 a 0,007 pra ter o valor aproximado em reais (ou dividir por 150 a 170, conforme o câmbio do momento). Sempre confira a cotação na hora de planejar.
E não esquece dos custos que muita gente deixa de fora da conta:
- Seguro viagem (fortemente recomendado, como falamos).
- Chip ou eSIM de internet.
- Gorjeta (propina): muitos restaurantes colocam 10% sugeridos na conta. Tem forte cultura de deixar gorjeta por lá.
- Taxas de saque internacional em caixas eletrônicos, se for usar cartão físico.
Erros comuns de brasileiros em Santiago
Pra fechar com chave de ouro, esses são os tropeços que mais vemos quem vai a Santiago cometer:
- Subestimar o custo da comida. Muita gente chega esperando preços baixíssimos, mas refeição em restaurante médio passa fácil de R$ 80 por pessoa.
- Levar pouco agasalho no inverno. O frio em Santiago e, principalmente, na montanha é intenso. Roupa errada vira gasto com aluguel ou compra de casaco na estação de esqui.
- Esquecer do custo total dos passeios de neve. O tour é só o começo: roupa, equipamento, pista e comida somam bastante.
- Andar só de táxi/app. O metrô é seguro, barato e eficiente — pegue o cartão Bip! e economize.
- Não checar o estado do RG. Documento muito antigo ou danificado pode dar problema na imigração.
- Hospedar-se longe do metrô. Em roteiro curto, isso vira perda de tempo e dinheiro com transporte.
Afinal, quanto custa uma viagem para o Chile?
Pra fechar a conta, somando passagem, hospedagem, alimentação, transporte e passeios, dá pra montar três perfis aproximados pra 7 dias em Santiago, por pessoa:
- Perfil econômico (hostel, transporte público, alguns passeios básicos): em torno de R$ 3.000 a R$ 5.000.
- Perfil intermediário (hotel 3★ em Providencia, comer fora todo dia, passeios extras): em torno de R$ 5.000 a R$ 8.000.
- Perfil conforto/luxo (hotel 4–5★, restaurantes badalados, tours privados): de R$ 10.000 a R$ 20.000 ou mais.
Como o país tem muitos passeios e atrações, vale dedicar pelo menos 7 a 10 dias pra aproveitar de verdade Santiago e os arredores. Quanto mais tempo, mais o custo da passagem se dilui no total.
Falando em economia, a parte da hospedagem é uma das que mais pesa — e escolher o bairro certo faz toda a diferença pra gastar menos com transporte e aproveitar melhor o dia. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Santiago, com o mapa personalizado e os hotéis que a gente testou:
Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre quanto custa viajar para o Chile
Quanto custa viajar para o Chile por 7 dias?
Em média, de R$ 4.000 a R$ 7.000 por pessoa numa viagem intermediária, incluindo passagem, hotel, comida, transporte e alguns passeios. No perfil econômico dá pra fechar entre R$ 3.000 e R$ 5.000.
Precisa de passaporte para ir ao Chile?
Não. Pra turismo, brasileiro entra no Chile só com o RG, desde que esteja em bom estado e com data de expedição de menos de 10 anos, por causa do acordo do Mercosul.
Quanto custa a passagem aérea para Santiago?
Na baixa temporada, ida e volta em econômica costuma ficar entre R$ 750 e R$ 1.800. Em alta temporada, sobe pra R$ 1.800 a R$ 2.500 ou mais. Voos diretos costumam ficar mais estáveis na faixa de R$ 1.500 a R$ 2.500.
Qual a melhor época para ir a Santiago e gastar menos?
Outono (abril e maio) e primavera (setembro a novembro) costumam ter os melhores preços, com clima agradável e menos lotação. O inverno (junho a agosto) é mais caro por causa da neve e do esqui.
Quanto se gasta por dia com comida no Chile?
No perfil econômico, em torno de R$ 80 a R$ 150 por dia. No perfil médio, de R$ 150 a R$ 200 por dia. Pra economizar, aposte no menu del día no almoço.
Vale a pena alugar carro em Santiago?
Dentro da cidade não precisa, porque o metrô resolve tudo e é barato. O carro vale a pena pra explorar a região: neve, litoral (Valparaíso e Viña del Mar) e vinícolas no seu ritmo.
Precisa de seguro viagem para o Chile?
Não é obrigatório por lei, mas é fortemente recomendado. Atendimento médico fora do Brasil custa caro, e um plano com pelo menos 30 mil dólares de cobertura evita uma conta pesada em caso de imprevisto.
Economize ao máximo na sua viagem ao Chile
No fim das contas, viajar para o Chile cabe em vários bolsos: dá pra fazer uma viagem econômica e completa ou se dar uns luxos, depende do que você priorizar. Quando a gente foi, o segredo pra economizar foi planejar com antecedência, comprar a passagem na baixa temporada e usar o metrô em tudo. Com essas faixas de preço em mãos, é só montar o orçamento do seu jeito e cair na estrada. Boa viagem!











