O que fazer em 6 dias em Mendoza: roteiro completo

Vai viajar e quer saber o que fazer em 6 dias em Mendoza? Então senta que a dica é boa. Seis dias é o tempo perfeito pra combinar as três grandes regiões de vinho (Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco), um dia inteiro na Cordilheira dos Andes com vista pro Aconcágua, termas relaxantes, o centro histórico e ainda sobra fôlego pra um dia de aventura.

O melhor de tudo é que dá pra comer muito bem, beber vinho de primeira e gastar bem menos do que em destinos parecidos na Europa. Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi a paisagem: você está degustando um Malbec e, ao fundo, a Cordilheira nevada parece um cenário de cinema.

Neste guia, a gente montou um roteiro dia a dia pra você aproveitar Mendoza ao máximo, com faixas de preço, dicas de quem já esteve lá e os erros mais comuns de turista brasileiro pra você não cair neles. E não esquece de conferir o nosso guia completo de Mendoza, com tudo o que você precisa saber e um passo a passo pra montar a viagem inteira economizando ao máximo.

Roteiro de 6 dias em Mendoza: visão geral

Antes de detalhar cada dia, olha como a gente equilibra os 6 dias pra não cansar e aproveitar tudo:

  • Dia 1 – Vinícolas e almoço numa bodega
  • Dia 2 – Centro histórico e Parque General San Martín
  • Dia 3 – Excursão de Alta Montanha (Cordilheira + Aconcágua) e termas
  • Dia 4 – Estações de esqui ou aventura na montanha
  • Dia 5 – Cavalgada em Luján de Cuyo e plazas do centro
  • Dia 6 – Museus, parques e jantar especial

Mendoza é interessante o ano todo, mas vale escolher a época pelo seu perfil. De fevereiro a abril rola a colheita da uva, com vinhedos cheios e a famosa Festa da Vendimia em março. De outubro a março é a melhor fase pra rafting, trekking e cavalgadas. E de junho a agosto a cordilheira fica branquinha de neve — perfeito pra quem quer aquele visual de inverno no tour de Alta Montanha.

Dia 1 em Mendoza: vinícolas

Acordar mais cedo pra aproveitar o dia é uma regra de ouro nossa em qualquer cidade. E em Mendoza não tem como começar diferente: o primeiro ponto são as famosas vinícolas. Em cada parada você conhece detalhes da produção, faz degustações e ainda compra garrafas com bom desconto.

São três regiões produtoras: Maipú (a mais perto do centro e histórica), Luján de Cuyo (berço do Malbec, com vinícolas ícones) e Valle de Uco (mais afastado, até 100 km, com altitude maior e paisagens de cartão-postal). A dica é fazer uma região por dia, com no máximo 2 ou 3 vinícolas — uma delas sendo o almoço longo.

Vista do restaurante da Bodega La Azul

Uma dica que a gente sempre dá é parar pra almoçar numa dessas bodegas. A gente indica a Bodega La Azul, no Valle de Uco, que tem uma tradição de cultivo de vinhos de mais de 70 anos. Pra você ter uma ideia de orçamento, uma degustação simples costuma sair em torno de R$ 40 a R$ 120 por pessoa, e um almoço harmonizado numa bodega renomada fica em torno de R$ 150 a R$ 350. Lembrando que esses valores variam bastante com o câmbio.

Pra circular entre as vinícolas, que são espalhadas e às vezes ficam a até 100 km do centro, a forma mais prática é alugando um carro em Mendoza. Carro te dá liberdade total de montar o seu próprio ritmo e ir nas regiões mais afastadas, como o Valle de Uco, que de transporte público fica complicado.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Atenção ao álcool: se for dirigir, controle as degustações e deixe quem vai pegar o volante mais sóbrio. Em Maipú, uma alternativa bem econômica é alugar bicicleta e visitar as vinícolas próximas pedalando — mas só faça isso se estiver acostumado e com cuidado por causa do álcool.

Dia 2 em Mendoza: centro e Parque General San Martín

No segundo dia, comece o passeio pela cidade conhecendo o icônico Parque General San Martín, um dos maiores de toda a Argentina. Antigamente era um enorme deserto, mas hoje é rico em diversidade de plantas e árvores, com lago, esculturas, portão monumental e mirantes — virou um belo jardim botânico. Ótimo pra caminhar, andar de bike ou fazer um piquenique.

Depois dessa visita, aproveite pra comer em um dos deliciosos restaurantes de Mendoza. A cena gastronômica da cidade é forte, com vários restaurantes que receberam indicação em guias internacionais como o Michelin.

A gente indica o ótimo Bistrô María Antonieta, um espaço perfeito pra desfrutar de boa comida ao lado de amigos ou da família. A decoração mais informal, com mesas ao ar livre, é um atrativo pra passar horas conversando. Uma refeição completa num restaurante médio do centro costuma sair em torno de R$ 80 a R$ 160 por pessoa, dependendo do vinho.

Vista da fachada do bistrô María Antonieta

À noite, vale dar uma esticada na Avenida Arístides Villanueva, um polo de bares e restaurantes com muito movimento e opções de happy hour. É onde a vibe local realmente acontece.

Dia 3 em Mendoza: Alta Montanha e termas

Pro terceiro dia, que tal conhecer de perto a maior montanha de toda a América? No Parque Aconcágua você tem uma vista belíssima pra Cordilheira dos Andes, com destaque pra mais alta delas, apelidada de Teto das Américas. O tour de Alta Montanha costuma passar por paisagens como Potrerillos (com seu lago azul turquesa), o Vale de Uspallata e a histórica Ponte do Inca.

A nossa dica pra esse passeio é escolher uma agência de turismo pra um tour guiado, já que o parque é imenso: são 70 mil hectares. Com um guia, você entende melhor as formações rochosas e a história da região, além de ser levado pros pontos mais bonitos. Uma excursão de Alta Montanha, sem refeições, costuma ficar em torno de R$ 150 a R$ 300 por pessoa em grupo regular.

Você pode garantir esse e outros passeios em Mendoza usando esse site que a gente usa em todas as viagens, que vende os principais tours de toda a Argentina, com cancelamento gratuito na maioria dos passeios e tudo em português.

Vista do Parque Aconcágua em Mendoza. Nota-se um lago em primeiro plano com terra ao redor e montanhas ao fundo

Pra fechar o dia em grande estilo, aproveite pra conhecer as Termas de Cacheuta. Essas piscinas naturais são perfeitas pra apreciar a paisagem e descansar, com águas que chegam a cerca de 42 graus em meio às montanhas. Funcionam tanto como day use quanto como hotel termal, dependendo do complexo. Um dia de termas costuma sair em torno de R$ 100 a R$ 200 por pessoa.

Leve roupa adequada: mesmo no verão, o clima em altitude é mais frio e ventoso. Casaco corta-vento, gorro e protetor solar são essenciais pro tour de Alta Montanha.

Dia 4 em Mendoza: esqui ou aventura

Neste quarto dia, dá pra se aventurar no esqui (se for inverno) visitando as estações Los Penitentes e Las Leñas. Ambas têm ótima qualidade, mas a viagem pra Los Penitentes é mais curta e o ingresso mais barato. Em compensação, Las Leñas tem uma vista especial pra Cordilheira dos Andes.

Vista da estação de esqui em Mendoza. Nota-se pessoas praticando o esporte em meio à neve

Se você for fora da temporada de neve, troque o esqui por um dia de aventura: o rafting no Rio Mendoza é uma das atividades mais procuradas (melhor na primavera e no verão, quando o fluxo de água é maior), com preços em torno de R$ 120 a R$ 250 por pessoa. Também rola trekking e parapente, especialmente entre outubro e março.

Depois do passeio, que tal passar em um dos cafés mais populares da Argentina? Visite uma das lojas do Café Havanna pra se deliciar com o tradicional alfajor acompanhado de um bom café, cappuccino ou outras bebidas quentes.

Dia 5 em Mendoza: cavalgada e plazas

Pra aproveitar esse penúltimo dia, você pode cavalgar pelas colinas de Lunlunta, em Luján de Cuyo. É uma atividade perfeita pra curtir em família, já que todos vão admirar vistas deslumbrantes da fauna e flora da região.

Antes de começar, o guia faz uma palestra com instruções de como manter o domínio do animal. O passeio dura cerca de 2 horas e, depois dele, dá pra almoçar em família numa das vinícolas da região. Cavalgadas costumam sair em torno de R$ 120 a R$ 250 por pessoa.

Finalize o dia voltando ao centro pra passear pelas plazas de Mendoza: Plaza Italia, Plaza Chile, Plaza España e Plaza San Martín. Todas ficam a duas quadras da Plaza Independencia, em suas diagonais.

Monumento na Plaza San Martín

O mais interessante é que cada uma tem um estilo diferente e todas ocupam um espaço parecido com um quarteirão. Repare também nos canais de irrigação espalhados pelas ruas — Mendoza fica numa região árida e depende de um sistema de irrigação centenário, que é parte da identidade da cidade.

Dia 6 em Mendoza: museus, parques e jantar especial

Pra finalizar a viagem, que tal conhecer um pouco mais da história da cidade? A gente recomenda o Museu da Área Fundacional, que fica bem perto do parque. Nele você encontra pinturas e esculturas de artistas locais e aprende sobre a história de Mendoza através de documentos e maquetes.

Você também pode visitar o Museo Municipal de Arte Moderno, no centro da cidade. O espaço reúne pinturas, gravuras, esculturas e cerâmicas de artistas do país, como Berni e Spilimbergo.

Vista interior do Museu Municipal de Arte Moderno em Mendoza

Depois, dê um pulinho no Parque Central de Mendoza, ali no centro da cidade. A área verde é imensa e conta com um enorme relógio de sol e um lago, que simboliza a importância da água numa área semi-desértica. De bônus, no parque rolam várias atividades ao ar livre, tanto culturais quanto esportivas.

Por fim, feche o dia jantando em mais um restaurante delicioso. Nossa sugestão é o 1884 Restaurante Francis Mallmann, que pertence a um dos chefs mais famosos da Argentina e é considerado um dos melhores da cidade. O ambiente é clássico e sofisticado, com pratos típicos da região.

Vista de paisagem em Mendoza, Montanha ao fundo, um lago em primeiro plano e árvores em tons outonais ao redor do lago e em frente à montanha

Erros comuns de turista (e como evitar)

Ao longo dos anos a gente viu muita gente cometer os mesmos deslizes em Mendoza. Olha aqui os principais pra você não cair neles:

  • Não reservar vinícolas com antecedência: muita gente tenta montar o roteiro chegando lá e descobre que as bodegas estão lotadas ou nem recebem sem reserva. Reserve com pelo menos 2 semanas de antecedência em alta temporada.
  • Querer visitar vinícolas demais no mesmo dia: colocar 4 ou 5 num dia é exaustivo e estraga a experiência. Fique em 2 ou 3, sendo uma delas o almoço longo.
  • Subestimar as distâncias: as regiões produtoras chegam a ficar a 100 km do centro e são distantes entre si. Organize cada dia por região.
  • Encher a mala de vinho no primeiro dia: a gente errou nessa. Empolga e compra garrafas logo na primeira visita, sem pesquisar preços. Prove bastante nos primeiros dias, anote os rótulos e compre de forma mais racional no fim.
  • Ignorar o ritmo argentino: almoços longos, jantares tarde e sesta em alguns comércios. Confirme horários de funcionamento, principalmente fora do centro.

Onde se hospedar em Mendoza

Pra aproveitar bem um roteiro de 6 dias, ficar bem localizado faz TODA a diferença em Mendoza: você economiza horas no deslocamento e fica perto pra sair pra Maipú, Luján, Valle de Uco, Alta Montanha e o centro. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em 6 dias em Mendoza

6 dias em Mendoza é tempo suficiente?

Sim, 6 dias é o tempo ideal. Dá pra conhecer as três regiões de vinho (uma por dia), fazer a excursão de Alta Montanha, curtir termas, explorar o centro e ainda ter um dia de aventura, sem correria.

Qual a melhor época pra ir a Mendoza?

Depende do seu perfil. De fevereiro a abril é época de colheita, com vinhedos cheios e a Festa da Vendimia em março. De outubro a março é melhor pra esportes de aventura. De junho a agosto a cordilheira fica nevada, ótimo pra visual de inverno.

Precisa alugar carro em Mendoza?

Carro é a forma mais prática de circular, já que as vinícolas e atrações são bem espalhadas, chegando a até 100 km do centro. Quem prefere beber à vontade sem dirigir pode optar por excursões organizadas ou transfers privados.

Quanto custa visitar uma vinícola em Mendoza?

Uma degustação simples costuma sair em torno de R$ 40 a R$ 120 por pessoa, e um almoço harmonizado numa bodega renomada fica em torno de R$ 150 a R$ 350. Os valores variam bastante com o câmbio, então confira sempre no site da vinícola.

É preciso reservar as vinícolas com antecedência?

Sim, muitas vinícolas exigem reserva via site ou e-mail. Em alta temporada e nas bodegas mais famosas, reserve com pelo menos 2 semanas de antecedência pra não correr o risco de ficar de fora.

Onde é melhor se hospedar em Mendoza?

O ideal é ficar no centro de Mendoza, perto da Plaza Independencia, que facilita as saídas pra todas as regiões (Maipú, Luján, Valle de Uco e Alta Montanha) e deixa você pertinho dos melhores restaurantes e bares.

Vale a pena fazer o tour de Alta Montanha?

Vale muito. É um passeio clássico de dia inteiro que passa por Potrerillos, Vale de Uspallata, Ponte do Inca e os arredores do Parque Aconcágua, com vista pra montanha mais alta das Américas. Leve roupa de frio mesmo no verão.

Economize ao máximo na sua viagem a Mendoza:

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar!
  • Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos pras atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
  • Carro: esse item facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se estiver pensando em alugar, não deixe de ler como alugar um carro na Argentina, com dicas pra alugar pelo menor preço possível.
  • Pesos: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro pra sua viagem, com os prós e contras de cada opção. Existe uma forma que é muito mais barata!
  • Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip internacional, ainda no Brasil, clicando aqui. É mais fácil e barato!
  • Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Mendoza pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
  • Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro, e é super importante fazer um seguro viagem pra estar coberto contra imprevistos. Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
  • Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!

Com esse roteiro de 6 dias em Mendoza você sai com a viagem inteira na mão: vinho de primeira, montanha de tirar o queixo, termas relaxantes e uma gastronomia que surpreende. A gente sempre volta com a mala mais pesada de garrafa do que de roupa. Boa viagem e saúde!