O que fazer em 3 dias em Mendoza?

Se você tem só 3 dias em Mendoza e quer aproveitar bem cada um, a gente preparou um roteiro que combina o melhor da cidade: vinícolas, um dia de alta montanha na Cordilheira dos Andes e um tempo no centro com o gigantesco Parque General San Martín. É a fórmula que mais funciona pra quem vem de mochilão ou de uma escapada rápida.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a cidade é tranquila e arborizada no meio de um deserto — tudo graças a um sistema de canais de irrigação (as acequias) que correm ao longo das calçadas. Fica de olho nesses canais, é um charme da cidade.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Dia 1 em Mendoza: vinícolas em Maipú

Uma dica que a gente sempre dá pra quem vai conhecer uma cidade nova é acordar cedo e aproveitar ao máximo. E o primeiro item do roteiro é o que faz a fama de Mendoza: as vinícolas. A cidade responde por cerca de 70% de toda a produção de vinho da Argentina, com foco no famoso Malbec.

Pra quem tem pouco tempo, a região de Maipú é a escolha mais prática, porque fica mais perto do centro. Por lá você encontra bodegas tradicionais como a Trapiche, a Santa Julia (Familia Zuccardi) e a queridinha dos brasileiros, a Casa Vigil (El Enemigo), que ganhou estrela Michelin em 2023. Vale também a Laur, que produz azeite de oliva extra virgem de alta qualidade pra você variar das degustações de vinho.

Em cada parada, você conhece detalhes da produção, faz degustações e compra garrafas com bom desconto. Não deixe de almoçar numa das bodegas — os almoços harmonizados de Mendoza são uma experiência à parte, com pratos pensados pra acompanhar cada vinho.

A gente errou nessa na primeira vez: tentou encaixar quatro vinícolas num dia só e saiu exausto, sem aproveitar nenhuma direito. O segredo é fazer no máximo 2 ou 3 bodegas por dia — uma de manhã com tour e degustação, um almoço harmonizado em outra (que toma umas 2-3 horas) e uma parada leve no fim, só pra degustar ou comprar.

Tem uma coisa que ninguém conta: a maioria das bodegas exige reserva prévia e tem limite de vagas por horário. As mais famosas chegam a esgotar semanas antes em alta temporada, então organize tudo com antecedência.

Como as vinícolas ficam espalhadas e você vai querer liberdade pra montar seu próprio circuito, a forma mais prática de circular por Mendoza e pela região é com carro. A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Um aviso importante: se você for dirigir, alterne quem bebe nas degustações ou contrate um motorista/tour. A legislação argentina tem limites de álcool no volante e não vale a pena arriscar. Se preferir, dá pra fechar um tour com transporte incluído ou, em Maipú, fazer um wine bike tour, alugando bicicleta pra visitar as vinícolas — uma opção econômica e divertida pra roteiros jovens.

No fim da tarde, volte ao centro e visite a Plaza Independencia, a maior praça da cidade. Ela é cheia de turistas que aproveitam a Feira de Artesanato, as apresentações artísticas e as fontes dançantes e luminosas que dão um charme à noite. Finalize o dia jantando num dos incríveis restaurantes de Mendoza, como o tradicional Azafrán.

Duas taças de vinho com uma garrafa do lado esquerdo e uma lareira acesa ao fundo

Dia 2 em Mendoza: centro e Parque General San Martín

Pro segundo dia, comece pelo icônico Parque General San Martín, um dos maiores parques urbanos da América do Sul. Era um enorme deserto e hoje é um belíssimo jardim botânico, rico em plantas e árvores. Repare nos portões de ferro monumentais trazidos da Europa e suba até um dos mirantes pra ver a cidade — fica lindo ao entardecer, ótimo pra fotos.

Bem pertinho do parque tem o Museu da Área Fundacional, onde você vê pinturas, esculturas de artistas locais e conhece a história de Mendoza por documentos e maquetes. No centro, vale também o Museo Municipal de Arte Moderno, com pinturas, gravuras, esculturas e cerâmicas de artistas argentinos como Berni e Spilimbergo, além de um espaço de acervo temporário com artistas contemporâneos nacionais e internacionais.

Caminhar pelas avenidas Sarmiento, San Martín e Belgrano é o melhor jeito de sentir a vida local, com cafés e restaurantes movimentados. Mas atenção: muitas lojas fecham por volta das 13h e só reabrem no fim da tarde, lá pelas 17h. É a tal da sesta, que pega muito brasileiro de surpresa — se for fazer compras ou trocar dinheiro, programe-se pra não bater na porta fechada.

Por falar em compras, não deixe pra última hora: muita gente se arrepende de levar mala pequena demais e não ter espaço pra trazer garrafas, já que os vinhos locais costumam custar bem menos que no Brasil. Leve uma mala maior ou uma proteção específica pra transportar as garrafas. Se quiser curtir a noite, a rua Arístides Villanueva concentra bares, restaurantes e pubs com clima animado.

Vista interior do Museo Municipal de Arte Moderno em Mendoza
  • Quer conhecer Mendoza? Confira nessa matéria os melhores passeios pra fazer na cidade!

Dia 3 em Mendoza: alta montanha e Aconcágua

Pro último dia, que tal conhecer de perto a montanha mais alta das Américas? O chamado Tour Alta Montanha é um dos passeios mais recomendados de Mendoza. Você sobe pela Rota 7, em direção à fronteira com o Chile, passando por paisagens de tirar qualquer cansaço.

As paradas mais bonitas costumam ser o lago turquesa de Potrerillos, o Vale de Uspallata com seus vilarejos andinos, o Puente del Inca (uma formação rochosa de cores marcantes, com águas termais e ruínas) e o Parque Provincial Aconcágua. De lá você avista o Aconcágua, com quase 7.000 metros, apelidado de Teto das Américas.

O parque é imenso — são 70 mil hectares — então a nossa dica é fazer com agência e guia. Além de te levar pros pontos mais especiais, o guia explica as formações rochosas e a história da região. O passeio é de dia inteiro, com saída por volta das 7h-8h e retorno no fim da tarde.

Um erro clássico é subir mal equipado. Mesmo em dia de sol, a sensação térmica na Cordilheira é muito mais baixa que na cidade. Leve casaco corta-vento, uma segunda camada térmica, protetor solar e óculos de sol. E se a viagem for no inverno, fique atento: pode haver fechamento parcial da estrada ou do parque por causa da neve, então confira a previsão e o status da estrada antes de sair.

Vista do Termas de Cachueta em Mendoza, nota-se a floresta ao redor do lago, com flores, árvores e um morro

Pra fechar o dia com chave de ouro, aproveite pra conhecer o Termas de Cachueta. Essas piscinas naturais ficam no meio das montanhas e têm águas de cerca de 42 graus, perfeitas pra relaxar apreciando a paisagem. A atração faz parte do Hotel & Spa Termas de Cachueta e oferece sistema all inclusive, com translado a partir do hotel onde você estiver hospedado.

Se quiser garantir o tour de alta montanha, o passeio às termas e outras experiências pela região, dá pra reservar tudo em esse site que a gente usa em todas as viagens, que vende os principais passeios de toda a Argentina com cancelamento gratuito e em português.

Melhor época pra ir a Mendoza

A época da viagem muda bastante o que você consegue aproveitar, então vale escolher com cuidado:

  • Primavera (setembro a novembro): clima agradável, vinhedos ganhando folhas. Ideal pra combinar vinícolas e montanha.
  • Verão (dezembro a fevereiro): calor forte (acima de 30 °C), mas é a época da colheita (vendimia), entre o fim de fevereiro e o começo de março, com festas do vinho.
  • Outono (março a maio): vinhedos dourados e avermelhados, clima perfeito pra degustações ao ar livre. Uma das épocas mais fotogênicas.
  • Inverno (junho a agosto): frio, com chance de neve na Cordilheira. Funciona bem pra alta montanha e esqui em centros próximos, mas alguns passeios altos podem ser cancelados pela neve.

Se for no inverno, a sugestão é priorizar 1 dia de cidade, 1 dia de vinícolas e 1 dia de alta montanha ou esqui. No outono e na primavera, dá pra aproveitar muito melhor as vinícolas ao ar livre.

Quanto custa um roteiro de 3 dias em Mendoza

A Argentina tem inflação alta e câmbio que oscila bastante, então os valores mudam rápido — use sempre essas faixas como referência e confira os preços atuais antes de fechar:

  • Tour + degustação básica em vinícola: em torno de R$ 70 a R$ 150 por pessoa.
  • Almoço harmonizado completo em bodega: em torno de R$ 180 a R$ 350 por pessoa, podendo passar disso em casas estreladas.
  • Tour Alta Montanha em grupo: em torno de R$ 200 a R$ 350 por pessoa.
  • Jantar com vinho em restaurante de nível médio/alto: em torno de R$ 130 a R$ 250 por pessoa.
  • Hospedagem no centro: diária geralmente na faixa de R$ 400 a R$ 900 pro casal, dependendo da época.

Seguro viagem para Mendoza

O atendimento médico no exterior pode sair caro, e qualquer imprevisto vira uma dor de cabeça financeira. Por isso vale muito a pena ter um seguro que cubra você na viagem. A gente usa e recomenda esse comparador de seguros, que mostra as melhores opções lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo pra quem é do Grupo Dicas.

Pra um roteiro de degustações e passeios de montanha, estar protegido contra acidentes e despesas médicas faz toda a diferença na tranquilidade da viagem.

Com tantos passeios espalhados, ficar bem localizado faz TODA a diferença em Mendoza: você economiza tempo no transporte e fica perto dos melhores restaurantes e da vida noturna. Olha aqui a melhor região pra se hospedar na cidade:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre 3 dias em Mendoza

3 dias em Mendoza são suficientes?

Sim, 3 dias dão pra conhecer o essencial: um dia de vinícolas, um dia de centro com o Parque General San Martín e um dia de alta montanha na Cordilheira. É o tempo mínimo ideal pra ter uma boa experiência da cidade.

Qual a melhor região de vinícolas pra quem tem pouco tempo?

Maipú, por ser a mais perto do centro. Luján de Cuyo tem bodegas ícones e o Valle de Uco oferece altitude e vistas dos Andes, mas fica mais distante e o dia fica mais puxado.

Quantas vinícolas dá pra visitar por dia?

O ideal é fazer no máximo 2 ou 3 vinícolas por dia. Mais que isso e você sai exausto, sem aproveitar as degustações e o almoço harmonizado com calma.

Precisa reservar as vinícolas com antecedência?

Sim. A maioria das bodegas exige reserva prévia e tem limite de vagas por horário. As mais famosas chegam a esgotar semanas antes em alta temporada, então organize com antecedência.

Vale a pena alugar carro em Mendoza?

Vale, porque as vinícolas e os passeios ficam espalhados e o carro dá liberdade pra montar seu circuito. Só lembre de alternar quem bebe nas degustações ou combinar um motorista, por causa da legislação de álcool no volante.

Como é o tour de alta montanha?

É um passeio de dia inteiro pela Rota 7, com paradas em Potrerillos, Uspallata, Puente del Inca e o Parque Provincial Aconcágua. Leve roupa quente, porque a sensação térmica na Cordilheira é bem mais baixa que na cidade.

Qual a melhor época pra visitar Mendoza?

Primavera e outono são as melhores pra combinar vinícolas e montanha, com clima agradável e vinhedos fotogênicos. O verão é quente, mas tem a vendimia, e o inverno funciona bem pra montanha e esqui.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Argentina, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
  • Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Argentina da forma mais barata e segura.
  • Carro: esse é um item que facilita muito a viagem pela Argentina, de norte a sul. Se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro na Argentina. São dicas de como alugar o carro pelo menor preço possível.
  • Onde comprar vinhos: veja as melhores bodegas de Mendoza pra degustar e comprar suas garrafas.
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  • Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Mendoza pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
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Mendoza é daqueles destinos que a gente sempre quer voltar — tem vinho de sobra, montanha de cinema e uma cidade gostosa de andar a pé. Com esse roteiro de 3 dias você aproveita o melhor de cada mundo. Boa viagem e saúde com um bom Malbec!