
Mendoza é daqueles destinos que conquistam por dois motivos opostos e que se encontram lindamente: os melhores vinhos do mundo de um lado e a Cordilheira dos Andes de tirar o queixo do outro. A gente garante: dá pra brindar com um Malbec de manhã e ver picos nevados na mesma tarde.
Nesta matéria, a gente reuniu as 6 melhores coisas pra fazer em Mendoza, com dicas práticas de horário, época, preço e os erros que todo brasileiro comete por lá. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como tudo é seco e ensolarado: parece um oásis no meio do deserto, com vinhedos verdes irrigados pelo degelo dos Andes.
E não deixe de conferir o nosso guia completo de Mendoza. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo pra montar toda a sua viagem, economizando ao máximo em TUDO: hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
1) Visitar as vinícolas em Mendoza
Pra começar essa lista, vamos falar das vinícolas, que garantiram a fama da cidade. Reserve pelo menos um dia inteiro pra conhecer algumas bodegas e provar vinhos que figuram entre os melhores do planeta. Só pra ter ideia, Mendoza responde por cerca de 70% do vinho produzido na Argentina, e o Malbec é a uva-símbolo da região.
Nessas visitas, você acompanha a produção, conhece a história da empresa, tira fotos e faz degustações. Sem contar que dá pra comprar garrafas por um preço bem menor que o do mercado e até almoçar no lugar, com aqueles menus harmonizados que são uma experiência à parte.
As regiões com maior concentração de bodegas são Luján de Cuyo (a clássica do Malbec, pertinho da cidade, uns 20-30 min), Maipú (a mais antiga, boa pra combinar vinho, azeite e alfajor) e o Valle de Uco (mais distante, 1h30 a 2h, com altitude maior e paisagens dramáticas com a cordilheira coladinha). Nomes que sempre aparecem nos roteiros: Norton, Catena Zapata, Chandon, Trapiche, Zuccardi e El Enemigo (Casa Vigil).

As vinícolas costumam receber visitantes entre 10h e 17h, com almoços começando por volta de 12h30 às 14h30. Uma degustação simples costuma sair em torno de US$ 10 a 30 por pessoa, e os almoços harmonizados, em torno de US$ 35 a 80, dependendo das etapas. Reserve com antecedência nas bodegas mais disputadas (como El Enemigo, Zuccardi e Catena) — elas lotam fácil.
A gente errou nessa na primeira viagem: tentou encaixar quatro vinícolas em um dia só e foi um corre desnecessário. O ideal é 2 com degustação + 1 almoço demorado, sem pressa. E outra: evite marcar bodega famosa logo no primeiro dia, recém-chegado do voo — risco de atraso e cansaço grande.
Como visitar as vinícolas
A forma mais prática é com um tour organizado, ideal pra quem vai pela primeira vez ou não quer dirigir. Um tour de dia inteiro com 2-3 vinícolas mais almoço costuma custar em torno de US$ 80 a 180 por pessoa. Tem ainda a opção de carro com motorista (mais caro, porém flexível) e o carro alugado — esse último só vale se você não for beber, porque a fiscalização de álcool por lá é levada muito a sério.
Pra reservar tours, degustações e transfers já pagando em reais (sem IOF) e podendo parcelar, vale usar esse site que a gente usa em todas as viagens. É um dos maiores do mundo, tem todos os passeios de Mendoza, já é um dos lugares mais baratos e oferece cancelamento gratuito e suporte 24h em português. Ainda dá pra achar lá os transfers do aeroporto até o hotel, que muitas vezes saem mais barato que táxi e evitam aquele perrengue de chegar num lugar novo.
2) Ir à Festa Nacional da Vindima
Essa opção é perfeita pra quem quer conhecer Mendoza em março: no primeiro fim de semana do mês acontece a Festa Nacional da Vindima, com desfile de carros alegóricos e pessoas fantasiadas representando os costumes de cada região.
À noite, rola um show de luzes com apresentações musicais de artistas locais. É a época da colheita da uva, então os vinhedos ficam carregados e o clima é de pura celebração do vinho — vale demais pra quem quer viver o espírito mendocino de verdade.

3) Relaxar nas Termas de Cacheuta
Essas piscinas de águas termais não podem ficar de fora do seu roteiro! As Termas de Cacheuta são o lugar perfeito pra descansar apreciando a paisagem, com águas quentes (chegam perto dos 40 graus) cercadas pelas montanhas. A sensação de ficar de molho num dia frio, com os picos nevados em volta, é simplesmente outro nível.
- Quer saber como é o clima em Mendoza? Confira aqui as estações do ano na cidade!
Ficam a cerca de 35-40 km de Mendoza, na direção de Potrerillos, e dá pra ir com tour organizado, táxi/app ou carro. Atenção a um detalhe que confunde muita gente: existem duas experiências diferentes. O Parque Aquático é mais familiar, com piscinas ao ar livre e toboáguas (ingresso em torno de US$ 15 a 25). Já o Hotel & Spa Termas de Cacheuta é um day use mais sofisticado, com piscinas de pedra, gruta, sauna, massagem e almoço (em torno de US$ 60 a 100). Não compre o ingresso errado!
Leve chinelo, toalha e roupa de banho de casa (sai mais barato que alugar) e prefira ir em dia de semana, porque no fim de semana lota de mendocinos. Ah, e confirme antes se está aberto: às vezes fecham pra manutenção em baixa temporada.

4) Andar pelo Parque General San Martín
O Parque General San Martín é o grande cartão-postal verde da cidade. Começou a ser projetado no fim do século XIX e foi inaugurado em 1906, com arquitetura ao estilo inglês, muitas árvores, lago, portão monumental e um rosedário lindo.
Lá dentro fica o Cerro de la Gloria, um mirante com vista pra cidade e pra cordilheira ao fundo. A dica de ouro é subir no fim da tarde, na hora dourada — rende as melhores fotos da viagem. O parque é aberto 24h, mas o movimento é maior de manhã cedo e no fim de tarde.
Uma curiosidade legal: Mendoza foi praticamente reconstruída depois de um terremoto em 1861, e por isso o centro é relativamente moderno, com ruas largas e uma praça a cada quatro quadras, pensadas como áreas de escape sísmico. Vale combinar o parque com um city tour pelo centro logo no primeiro dia, pra se localizar.

5) Praticar esqui em Mendoza
Quem viaja no inverno (junho a agosto) pode aproveitar a neve nas montanhas. Na região há dois principais centros de esqui: Los Penitentes e Las Leñas. Os dois têm pistas de níveis variados, que servem tanto pra profissionais quanto pra quem está começando.
Os preços não são dos mais baratos, mas a estrutura é ótima nos dois. O Los Penitentes costuma ser mais em conta, enquanto Las Leñas oferece uma vista incrível pra Cordilheira dos Andes. Importante lembrar: na cidade em si geralmente não tem neve — ela fica só nas montanhas, e mesmo lá não é garantida todo dia. Então cheque as condições antes de subir.

6) Parque Provincial Aconcágua e a Alta Montanha
Esse é o passeio de paisagem mais famoso de Mendoza, normalmente vendido como “Alta Montaña”. O bate-volta segue pela Ruta 7, em direção ao Chile, margeando o Rio Mendoza, com várias paradas pra fotos: Potrerillos e seu lago, o vilarejo de Uspallata e o curioso Puente del Inca, uma formação rochosa amarelada sobre o rio.
O ponto alto é o Parque Provincial Aconcágua, criado em 1983, com mirante e trilhas curtas de onde dá pra ver o Monte Aconcágua, o ponto mais alto das Américas, com 6.962 metros — o tal “Teto das Américas”. O parque é imenso (são 70 mil hectares), então a nossa dica é ir com um tour guiado: você entende melhor as formações rochosas e a história da região.
Os tours geralmente saem entre 7h e 8h e voltam no fim da tarde, por volta das 19h. Um passeio de dia inteiro em grupo costuma sair em torno de US$ 50 a 90 por pessoa.
Atenção ao frio, mesmo no verão: leve casaco corta-vento, gorro, luvas e óculos escuros. Use roupa em camadas, porque dentro do ônibus esquenta e do lado de fora congela. Leve lanche e água também, já que as paradas de estrada cobram caro. E nada de encarar as curvas de montanha com ressaca do vinho da noite anterior — a gente avisa por experiência própria.

Aluguel de carro em Mendoza (economize até 34%)
Mendoza é um destino que se espalha bastante — vinícolas em três regiões diferentes, termas a 40 km, montanha a horas de distância. Por isso, alugar um carro facilita demais quem quer montar o próprio ritmo e não depender só de tours (lembrando: só dirija se não for beber nas bodegas).
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Melhor época pra viajar a Mendoza
Mendoza pode ser visitada o ano todo, mas a experiência muda muito conforme a estação. Vale escolher de acordo com o que você mais quer fazer:
- Vindima (fevereiro a abril): vinhedos carregados de uva, clima quente, época da colheita e dos festivais. A melhor época pra viver o espírito do vinho.
- Verão (novembro a março): dias quentes (35°C não é raro) e noites agradáveis. Ótimo pra vinícolas, rafting, trekking leve e termas.
- Inverno (junho a agosto): temperaturas baixas e neve nas montanhas, ideal pra esqui e pra paisagens nevadas na Alta Montanha.
A alta temporada concentra-se de janeiro a abril (mais movimento, preços mais altos e necessidade de reservar com antecedência). Já maio, junho, setembro e outubro são meses de menos turistas e boas promoções, mas com vinhedos mais “pelados”, sem folhas e uvas.
Como se locomover em Mendoza
Do aeroporto ao centro, o mais fácil é táxi, transfer ou apps. Dentro da cidade, táxi e aplicativos são a forma mais simples pra turista — tem ônibus, mas exige cartão local e tempo pra entender as linhas. Pra vinícolas e montanha, os tours organizados são o jeito mais prático; o carro alugado funciona bem pra quem não vai beber ou quer focar em passeios de natureza.
Erros comuns que brasileiros cometem em Mendoza
- Subestimar as distâncias entre vinícolas e tentar encaixar passeios demais no mesmo dia.
- Chegar num domingo à tarde ou segunda-feira esperando tudo aberto — algumas vinícolas fecham, principalmente às segundas.
- Esquecer o clima desértico: sol forte, ar seco e quase nenhuma sombra nos vinhedos. Hidratação e protetor solar são essenciais o ano inteiro.
- Ir no inverno contando com neve na cidade — ela só aparece na montanha, e mesmo lá não é garantida.
- Não contratar seguro viagem, sendo que a região envolve montanha, esportes e estradas sinuosas.
Por falar em proteção, o atendimento médico fora do Brasil costuma sair caro, então vale demais fechar um seguro viagem antes de embarcar. Dá pra comparar as opções (e já com desconto) usando esse comparador de seguros. Como você vai encarar montanha e esportes de aventura, ter cobertura é o que te dá tranquilidade pra curtir sem preocupação.
E pra não ficar sem internet pra usar o mapa, pedir Uber ou postar as fotos das vinícolas, garanta esse chip de viagem que a gente usa ainda no Brasil. É bem mais fácil e barato do que comprar chip na chegada.
Pra aproveitar bem todos esses passeios, ficar numa boa localização faz TODA a diferença em Mendoza — perto dos restaurantes do centro e com fácil acesso aos tours. Olha aqui a melhor região pra se hospedar na cidade:
Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Mendoza
Quantos dias ficar em Mendoza?
O ideal são de 4 a 5 dias. Dá pra dedicar um ou dois dias às vinícolas, um dia inteiro pra Alta Montanha e o Aconcágua, um dia pras Termas de Cacheuta e um dia pra curtir o centro e o Parque San Martín com calma.
Qual a melhor época pra visitar as vinícolas?
De fevereiro a abril, durante a vindima, os vinhedos ficam carregados de uva e rola a Festa Nacional da Vindima. Mas o verão inteiro (novembro a março) é ótimo pra vinícolas, com dias quentes e noites agradáveis.
Precisa reservar as vinícolas com antecedência?
Sim, principalmente as mais famosas como El Enemigo, Zuccardi e Catena, que costumam lotar. Reserve com bastante antecedência e evite tentar encaixar mais de duas ou três vinícolas no mesmo dia.
Tem neve em Mendoza?
Na cidade em si, geralmente não. A neve fica nas montanhas, nos centros de esqui como Las Leñas e Los Penitentes, e na Alta Montanha durante o inverno (junho a agosto). E mesmo lá não é garantida todos os dias.
Vale a pena alugar carro em Mendoza?
Vale, sim, porque os passeios são espalhados (vinícolas em três regiões, termas e montanha longe da cidade). Mas só dirija se não for beber nas degustações, porque a fiscalização de álcool por lá é levada muito a sério.
Quanto custa um tour de vinícolas?
Um tour de dia inteiro com 2-3 vinícolas e almoço costuma custar em torno de US$ 80 a 180 por pessoa. Uma degustação simples fica em torno de US$ 10 a 30, e os almoços harmonizados, entre US$ 35 e 80.
Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:
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Mendoza é daqueles lugares que a gente sempre quer voltar: tem vinho de sobra, paisagem de montanha que impressiona e uma estrutura ótima pra receber brasileiro. Monte sua viagem com calma, reserve os passeios com antecedência e prepare-se pra brindar com um dos melhores Malbecs do mundo. Boa viagem!
