
Fazer um roteiro de carro pela Toscana é um daqueles programas que a gente recomenda pra qualquer pessoa apaixonada por viagem: paisagens de colinas, ciprestes, vinhedos, vilarejos medievais quase intocados e estradas secundárias que parecem cenário de filme. É a região da Itália onde o caminho é tão importante quanto o destino.
A gente já dirigiu pela Toscana algumas vezes e a lição sempre se repete: quem tenta abraçar tudo em 3 dias volta cansado e reclamando de estrada. Quem escolhe 2 ou 3 bases, dirige devagar pelas estradas provinciais e para em qualquer vilarejo de nome estranho no meio do caminho, volta apaixonado.
Neste guia a gente reuniu o passo a passo pra montar seu roteiro de carro: quantos dias reservar, quais cidades incluir, melhores trajetos, faixas de preço e os erros mais comuns que a gente vê brasileiro cometendo por lá. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Toscana a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Quantos dias reservar pra um roteiro de carro pela Toscana
A recomendação universal pra fazer a Toscana de carro com calma é reservar entre 4 e 8 dias, combinando Florença + interior (Chianti, Siena, Val d’Orcia e Pisa/Lucca). Menos que isso, você vai passar mais tempo dentro do carro do que aproveitando os vilarejos.
Uma divisão que funciona bem numa viagem maior pela Itália é: 2 dias em Florença (a pé, sem carro), 1 dia em Pisa e Lucca e 2 a 4 dias circulando pelo interior. Somando Roma e Veneza, fecha uma viagem redonda de uns 12 dias.
A regra de ouro é simples: no máximo 2 cidades por dia, 3 no limite. A Toscana inteira não cabe numa viagem só, e tudo bem — melhor priorizar menos lugares e curtir com calma do que tentar tudo e cansar.
Escolha 2 ou 3 bases (e não troque de hotel todo dia)
Esse é o segredo que mais faz diferença: não troque de hotel diariamente. Escolha 2 ou 3 bases pra cada 7-10 dias e faça bate-volta de carro. Você economiza tempo de check-in, aproveita mais as noites nos vilarejos e ainda dorme melhor.
As bases que a gente mais recomenda:
- Florença: porta de entrada, feita pra explorar a pé. Pega o carro fora do centro histórico só depois de conhecer a cidade.
- Lucca: ótima base pro norte (Pisa, litoral, cidades muradas).
- San Gimignano ou região do Chianti (Poggibonsi, Panzano, Greve in Chianti): perfeito pra explorar o centro-sul e as vinícolas.
- Cortona, Montalcino, Montepulciano ou Pienza: as melhores bases pro Val d’Orcia cinematográfico.
Se puder, escolha um agriturismo como uma das bases: são casas rurais e vinícolas com hospedagem, muitas vezes com produtos locais no café da manhã. Acordar entre oliveiras e vinhedos é uma experiência que só a Toscana profunda entrega.

Como (e onde) alugar o carro pra Toscana
A estratégia que funciona melhor é chegar de trem em Florença vindo de Roma ou Milão, conhecer a cidade a pé (com aquele monte de museu e ZTL, carro só atrapalha), e só então alugar o carro numa agência fora do centro histórico. Isso evita multa de ZTL, trânsito complicado e estacionamento caríssimo. Na volta, devolve o carro antes de entrar de novo em Florença.
Antes de fechar, pesquise os valores com antecedência: a diária do carro na Toscana costuma variar bastante entre baixa e alta temporada. Também vale conferir se o contrato prevê quilometragem livre — algumas locadoras cobram por km rodado em certos planos, e num roteiro de 600 a 800 km isso pesa no bolso.
Aluguel de carro (economize até 34%)
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Documentação: PID é obrigatória
Pra dirigir na Itália sendo brasileiro é necessário ter a PID (Permissão Internacional para Dirigir), uma tradução oficial da CNH. Sem ela, teoricamente as locadoras não podem te entregar o carro e, se rolar uma blitz, dá multa.
- Pra solicitar a PID, basta ir ao Detran mais próximo pessoalmente ou fazer o pedido on-line no site do Detran. Em poucos dias eles entregam em casa. A gente sempre pede com pelo menos 30 dias de antecedência da viagem.

Vale muito a pena ler também nossa matéria com dicas para dirigir na Itália, que tem detalhe de sinalização, radares, rotatórias e ZTL.
Estradas, pedágios e ZTL: o que você precisa saber
A Toscana tem dois tipos principais de estrada:
- Autostrade (autopistas com pedágio), como a A1 e a A11 — mais rápidas, mas menos bonitas.
- Estradas secundárias cênicas, como a lendária SR222 (Chiantigiana), que corta o Chianti com vistas de vinhedos e vilarejos.
A dica que a gente sempre dá: fuja das autostrade sempre que possível e prefira as estradas provinciais. Na Toscana, o caminho é o destino. Ir de Florença a Siena pela Chiantigiana, por exemplo, transforma um trajeto de 1h em um dia inteiro de paradas em vilarejos, mirantes e cantinas — e é aí que mora o charme da região.
Um detalhe importante que ninguém conta com todas as letras: as cidades italianas têm ampliado bastante as ZTL (zonas de tráfego limitado) nos centros históricos. Se você entrar sem autorização, a multa chega no Brasil meses depois. Configure o GPS pra evitar zonas restritas e, na dúvida, estacione fora e entre a pé.
Estacionamento nos vilarejos
Regra número um: estacione sempre fora do centro histórico e explore os vilarejos a pé. Nos vilarejos medievais isso é praticamente obrigatório, porque as ruas são estreitas, sem espaço e a maioria é ZTL.
Nas cidades e vilarejos turísticos, procure a placa azul com “P”, que indica estacionamento. Os estacionamentos podem ser áreas abertas ou fechadas, com ou sem catraca. Nos sem catraca, tem um totem pra pagamento antecipado — o ticket precisa ficar visível no painel do carro, senão dá multa.

GPS e internet no carro
Como a malha de estradas secundárias da Toscana é um verdadeiro emaranhado de estradinhas, ter GPS confiável é essencial. As locadoras oferecem GPS embutido no carro, mas cobram uma diária extra que raramente compensa.
A melhor alternativa é usar o Google Maps ou Waze no celular, com um chip de viagem. Além de sair muito mais barato que os pacotes de roaming das operadoras brasileiras, você usa o app de sua preferência, pesquisa restaurante e mirante durante a viagem e ainda posta as fotos em tempo real.
Cidades imperdíveis pra incluir no roteiro
Florença
Comece a viagem em Florença, o berço do Renascimento. Reserve pelo menos 2 dias pra explorar a Catedral de Santa Maria del Fiore, a Galleria degli Uffizi, a Ponte Vecchio e os mirantes do outro lado do rio Arno. Faça tudo a pé — o centro é compacto e caminhar por ali é parte da experiência.

DICA IMPORTANTE: compre os ingressos dos passeios SEMPRE com antecedência. Na hora é sempre mais caro e muitos ingressos populares (Uffizi, Accademia, Duomo) esgotam. A gente usa esse site aqui pra comprar quase tudo, inclusive transfer pro hotel. Tem sempre os melhores preços, pagamento já em reais (sem IOF) e cancelamento gratuito. Sem falar nos free tours guiados em português, que são ótimos.
Siena
Depois de Florença, siga em direção a Siena, uma das cidades medievais mais impressionantes da Toscana. A Piazza del Campo (o famoso “conchão”) e a Catedral de Siena, com o piso todo desenhado em mármore, são paradas obrigatórias. Perca-se nas ruas estreitas — é aí que Siena mostra o melhor de si.
- De Florença a Siena são cerca de 78 km, pouco mais de 1h de carro pela autostrada. Mas se pegar a SR222 (Chiantigiana), vira um passeio de dia inteiro com paradas em Greve in Chianti, Panzano e Castellina.

San Gimignano
De Siena, siga pra San Gimignano, o vilarejo das torres medievais. Das mais de 70 torres originais, ainda restam 14, o que dá pra cidade um perfil único no horizonte. É lugar de andar sem pressa, experimentar os vinhos brancos locais (o Vernaccia é famoso) e tomar um dos gelatos mais premiados da Itália na Piazza della Cisterna.
- De Siena a San Gimignano são cerca de 42 km, uns 45 minutos de carro.

Pisa e Lucca
Pisa é famosa pela Torre Inclinada, claro, mas a Piazza dei Miracoli inteira (com Catedral, Batistério e Camposanto) merece uma manhã. Depois, se sobrar tempo, dá uma volta pelo bairro de San Martino, longe do circuito turístico, com boas trattorias.
Lucca, a poucos quilômetros dali, é uma das cidades muradas mais charmosas da Itália. Você pode alugar uma bicicleta e pedalar sobre a muralha, com vista pra cidade de um lado e pro campo do outro. É uma pausa deliciosa depois do agito de Pisa.
- De San Gimignano a Pisa: cerca de 77 km, uns 1h15 de carro.
- De Pisa a Lucca: cerca de 20 km, uns 25 minutos.

Val d’Orcia: Montalcino, Pienza e Montepulciano
Se tem uma região que representa a Toscana dos filmes, é o Val d’Orcia. Colinas onduladas, ciprestes alinhados e vilarejos como Montalcino (do vinho Brunello), Pienza (queijo pecorino) e Montepulciano (do Vino Nobile). As distâncias são curtas — de San Quirico d’Orcia a Pienza são só 8 km — mas você vai levar o dia inteiro pra fazer, porque cada curva pede uma parada.
Chianti e a estrada Chiantigiana (SR222)
A região do Chianti, entre Florença e Siena, é o coração dos vinhos toscanos. Cidades como Greve in Chianti, Panzano, Castellina e Radda pontuam a paisagem com castelos, vinícolas e restaurantes de comida caseira.
A SR222, apelidada de “Estrada do Vinho”, tem cerca de 100 km e é o trajeto cênico mais famoso da região. Passa por colinas cobertas de vinhas, oliveiras e ciprestes, com vilarejos medievais em quase toda parada. Uma parada clássica é o Castelo de Verrazzano, em Greve in Chianti, com degustação guiada.

Dica de segurança: se vai degustar vinho, combine antes quem vai dirigir ou opte por degustações leves. A lei italiana de álcool ao volante é rigorosa.
Vilarejos extras: Monteriggioni, Volterra, Arezzo e Cortona
São vilarejos menores, mas cada um vale uma parada de meio dia:
- Monteriggioni: pequeno castelo circular perfeitamente preservado, entre Florença e Siena.
- Volterra: cidade etrusca com muralhas antigas e vista incrível.
- Arezzo: cenário do filme “A Vida é Bela”, com uma piazza inclinada linda.
- Cortona: eternizada no livro “Sob o Sol da Toscana”, ótima base pro sul da região.
Como economizar até 42% nos hotéis de Toscana!
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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Roteiros-modelo pra você adaptar
Roteiro clássico de 4 dias saindo de Florença
- Dia 1: Florença → Lucca → Pisa → Poggibonsi (base no Chianti).
- Dia 2: Poggibonsi → Montalcino → San Quirico d’Orcia → Pienza → Montepulciano → volta pra Poggibonsi.
- Dia 3: Poggibonsi → San Gimignano → Monteriggioni → Siena → Panzano in Chianti.
- Dia 4: Panzano in Chianti → Greve in Chianti → vinícola (ex.: Castelo de Verrazzano) → Florença.
Roteiro de 3 dias de carro + 1 dia só em Florença
Florença – Pisa – San Gimignano – Montalcino – Pienza – Montepulciano – Siena – Castellina in Chianti – Greve in Chianti – Florença, em 3 dias de carro, deixando 1 dia inteiro só pra Florença a pé.
Roteiro mais completo, com Saturnia
Florença → Pisa passando por Lucca → San Gimignano → Montalcino via Siena → Saturnia (águas termais gratuitas ao ar livre) → Montepulciano → Arezzo → retorno a Florença pela Chiantigiana (SR222).
Melhor época pra fazer o roteiro
A recomendação universal é viajar na primavera ou no outono:
- Abril a junho: clima ameno, campos verdes, dias já longos e poucas multidões.
- Setembro a novembro: paisagens douradas, colheita das uvas e azeitonas, temperatura agradável. Setembro e outubro coincidem com a vindima nas vinícolas — momento perfeito pra quem quer experiência enogastronômica.
O verão (junho a agosto) é quente, cheio e caro. Cidades lotadas, estacionamento disputado, diárias mais altas. Se só puder viajar nessa época, planeje tudo com muita antecedência e prefira sair cedo pros passeios.
O inverno tem menos turistas e preços mais baixos, mas os dias são curtos e alguns vilarejos ficam meio parados. Pode ter neve nas áreas mais altas. É bom pra quem busca sossego, ruim pra quem quer vinícolas em atividade.
Quanto custa um roteiro de carro pela Toscana
Os valores variam bastante conforme época, tipo de carro e estilo de viagem, mas pra você ter uma ideia:
- Aluguel de carro: um compacto automático com seguro básico costuma custar em torno de €40-€70 por dia em baixa/média temporada, e em torno de €70-€110 por dia em alta.
- Combustível: a gasolina na Itália costuma sair em torno de €1,80-€2,20 por litro. Pra um roteiro de 600-800 km, calcule algo em torno de €60-€90.
- Pedágios: trechos em autostrade costumam ficar em torno de €5-€15 por trecho longo. Milão até a Toscana, por exemplo, dá em torno de €20.
- Estacionamento: em cidades turísticas, costuma ficar em torno de €1-€3 por hora, com diárias entre €10 e €20.
- Hospedagem: pousadas e hotéis simples ficam em torno de €80-€120 por noite em quarto duplo; agriturismos e hotéis boutique costumam ficar entre €150-€300 por noite.
- Refeições: um almoço ou jantar com prato principal e taça de vinho sai em torno de €20-€35 por pessoa; menus degustação em vinícolas ou restaurantes estrelados passam de €50 por pessoa. Gelato sai em torno de €3-€5 e café expresso em torno de €1-€2.
Erros comuns de brasileiros na Toscana
Tem alguns erros que a gente vê brasileiro cometendo direto por lá — e que dá pra evitar com pouco planejamento:
- Querer abraçar tudo em 3-4 dias: Chianti, Val d’Orcia, Pisa, Lucca, costa e Florença não cabem numa viagem curta. Prefira escolher 2 regiões e curtir bem.
- Pegar o carro no centro histórico de Florença: dor de cabeça garantida com ZTL e estacionamento. Sempre retire em locadoras próximas à estação ou fora do núcleo histórico.
- Só usar autostrade: você ganha meia hora e perde o melhor da Toscana. As estradas provinciais (SR222 principalmente) são o motivo pelo qual você foi pra lá.
- Ignorar as ZTL: as multas chegam pelo correio meses depois. Configure o GPS e, na dúvida, estacione fora e entre a pé.
- Fazer 4-5 cidades num dia: no papel parece que dá; na prática, você não aproveita nenhuma. Limite a 2 cidades por dia, 3 no máximo.
- Viajar em agosto sem se preparar: é o mês mais cheio, mais quente e mais caro. Muitos restaurantes de vilarejo até fecham porque os donos também tiram férias.
Dicas insider pra aproveitar de verdade
- Dirija só durante o dia: além de ser mais seguro nas estradas provinciais (mal iluminadas), é durante o dia que você aproveita a paisagem.
- Deixe espaço no roteiro pra imprevistos: os melhores lugares da Toscana são aqueles que você descobre parando por acaso — um vilarejo sem nome numa curva, um mirante que apareceu na estrada, uma trattoria com placa amassada.
- Não economize em gelato: a gente jura que faz diferença. E as ladeiras dos vilarejos medievais compensam.
- Calçado confortável é obrigatório: os centros históricos são de paralelepípedo e cheios de ladeira. Sandália frágil não sobrevive.
- Reserve degustações em vinícolas com antecedência: as boas costumam lotar, principalmente em outubro (vindima).
Perguntas frequentes sobre roteiro de carro pela Toscana
Quantos dias são ideais pra um roteiro de carro pela Toscana?
O ideal é reservar entre 4 e 8 dias só pra Toscana, combinando Florença + interior (Chianti, Siena, Val d’Orcia e Pisa/Lucca). Com 4 dias dá pra fazer um roteiro clássico com 2-3 bases; com 7-8 dias você consegue explorar com muito mais calma.
Vale a pena alugar carro pra conhecer a Toscana?
Vale muito. A maioria dos vilarejos medievais fica em colinas afastadas e o transporte público entre elas é limitado ou muito lento. De carro, você tem liberdade pra parar em mirantes, cantinas e vilarejos que os tours não incluem — e é aí que mora o charme da região.
Precisa de PID (Permissão Internacional pra Dirigir) na Itália?
Sim. A PID é uma tradução oficial da CNH brasileira e é exigida pra alugar carro na Itália. Você pede no Detran do seu estado, presencialmente ou online, e recebe em casa em poucos dias. Faça isso com pelo menos 30 dias de antecedência da viagem.
Qual a melhor cidade pra usar como base?
Depende do foco. Pra explorar o Chianti e a região central, San Gimignano ou vilarejos como Panzano e Poggibonsi funcionam bem. Pro Val d’Orcia, Montepulciano, Pienza ou Cortona são melhores. Pro norte, Lucca. E vale começar em Florença sem carro, retirando o veículo só depois de conhecer a cidade a pé.
É perigoso dirigir na Toscana?
Não. As estradas são bem sinalizadas, os motoristas são civilizados e o trânsito nas provinciais é tranquilo. Os maiores riscos são entrar em ZTL sem saber (multa via correio) e dirigir depois de degustar vinho. Configure o GPS pra evitar zonas restritas e combine antes quem fica sóbrio.
Vale a pena ir na alta temporada (julho e agosto)?
Se puder evitar, evite. É a época mais quente, cheia e cara, com filas em tudo, estacionamento disputado e diárias muito altas. Se só puder ir nessa época, reserve tudo com muita antecedência (hotéis, ingressos, vinícolas) e programe visitas cedo pela manhã.
Preciso de chip de celular na viagem?
Sim, é praticamente indispensável pra usar GPS, pesquisar restaurantes no caminho e resolver qualquer imprevisto. O chip de viagem sai muito mais barato que o roaming das operadoras brasileiras e libera a viagem inteira sem preocupação.
Dá pra fazer a Toscana só com transporte público?
Dá, mas você fica preso às cidades maiores (Florença, Siena, Pisa, Lucca) e perde 90% do que faz da Toscana ser a Toscana: os vilarejos medievais, o Val d’Orcia e as estradas cênicas do Chianti. Se o objetivo é sentir a região de verdade, carro é a melhor escolha.
Seguro viagem pra Itália (obrigatório)
O seguro viagem é obrigatório pra entrar no espaço Schengen (do qual a Itália faz parte), com cobertura mínima de 30 mil euros pra despesas médicas. Fora a exigência legal, atendimento médico na Europa fora dos convênios sai caríssimo, então é aquele item que você tem que ter e reza pra não usar.
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Chip de celular pra usar o GPS na Toscana
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Um roteiro de carro pela Toscana é uma daquelas viagens que a gente lembra pra vida inteira. Se tiver que resumir a experiência em uma frase: vá com menos pressa, planeje menos cidades e reserve mais tempo pra parar. A Toscana recompensa quem desacelera — e é sempre o vilarejo desconhecido, o mirante inesperado ou o gelato que rolou por acaso na piazza que ficam na memória. Boa estrada!