Neste post, a gente vai te mostrar um roteiro muito bacana e completíssimo por Nova York para um a três dias de viagem! Não importa se você vai fazer três dias, dois ou apenas um: veja quais são os principais dias, os primeiros serão os mais importantes para você ir priorizando, para depois montar o seu roteiro personalizado.

Serão dicas bem legais e otimizadas de onde conhecer cada região para você não precisar ficar voltando aos mesmos lugares, sabendo quais pontos conhecer daquelas áreas no mesmo dia. São várias dicas excelentes das atrações imperdíveis que você não pode deixar de visitar e tudo o que você precisa saber para conseguir curtir muito a sua viagem por Nova York.

Viagem para Nova York

Para quem não me conhece, eu sou o Gabriel Lorenzi, criador do Grupo Dicas, e hoje nós vamos falar sobre Nova York, uma das cidades que têm mais opções de lazer no mundo. Para você que tem de um a três dias aí para conhecer Nova York, saiba que dá para aproveitar bastante coisa.

Eu acabei de fazer o post de 1 a 8 dias de viagem por Nova York, que mostra que tem muita coisa para fazer mesmo em mais tempo, mas a gente fez um trabalho bem legal para otimizar e tentar montar a programação da melhor forma para vocês.

Dá para incluir mais coisas por dia do que o listado aqui, Gabriel? Dá, mas isso depende muito do pique de cada pessoa. Eu não coloquei muitas atividades em um mesmo dia porque há o tempo de deslocamento, você vai caminhar bastante e vai acabar descobrindo atrações espontâneas, como um cafezinho legal ou uma loja diferente pelo caminho.

Por isso, não dá para colocar muita coisa na programação diária. Eu tentei organizar de uma forma bem otimizada os três dias de viagem e, a partir deles, você escolhe o que fazer de acordo com o seu tempo disponível (seja para três, dois ou apenas um dia), tentando ver o que dá para otimizar.

Às vezes você consegue pegar pontos de um dia e colocar dentro do outro fazendo uma adaptação. Se você tiver um dia só, vai ser difícil escolher porque há muito passeio legal, mas vamos lá que a ideia aqui é ajudar.

Onde ficar hospedado em Nova York: Manhattan x outros bairros

Um ponto importante para se entender sobre Nova York é que 95% das atrações estão centralizadas em Manhattan, que é a ilha principal da cidade. É nessa ilha que estão os principais pontos turísticos, gente! Tudo está lá, praticamente tudo!

Então, a dica de ouro é: hospede-se lá! Não fique longe. Ah, é mais barato ficar no Brooklyn ou em outras regiões e bairros ao redor e fora da ilha? Sim, é mais barato. Mas pense no tempo que você vai perder todos os dias se deslocando para ir até o centro, porque está tudo centralizado em Manhattan, não tem jeito. Então faça uma forcinha!

Para quem quiser indicações, nós vamos deixar listado na nossa página de ferramentas o hotel em que ficamos hospedados, que na época estava com um preço bem bacana e é bem centralizado, além de um mapa personalizado para você ver qual é a melhor área. Isso porque Manhattan é grande, tá gente? É gigantesca!

Nós já personalizamos as delimitações por lá. Então, para conferir esse mapa exclusivo e as opções de hospedagem com excelente custo-benefício, clique aqui. Dê uma olhada e use a ferramenta para achar hotéis bem baratinhos nessa região estratégica, pois a partir de agora praticamente todos os pontos turísticos que citarmos estarão concentrados nessa área de Manhattan.

Como se planejar e economizar muito nos ingressos

Antes de detalhar o roteiro dia a dia, fica uma dica avançada de planejamento: se você pretende fazer as atrações clássicas de Nova York, como a Estátua da Liberdade, subir no Empire State ou no Rockefeller Center, e visitar os grandes museus como o Museu de História Natural e o Guggenheim (que é um dos principais museus de Nova York), compre os combos de ingressos! Existem alguns combos que vendem várias atrações juntas e saem muito mais baratos.

O mais famoso deles é o CityPASS. Na plataforma de ingressos e passeios que a gente utiliza, eles vendem o CityPASS. É um passe no qual, por cerca de $130, você compra o acesso a cinco ou seis das principais atrações da cidade, incluindo a Estátua da Liberdade e o observatório do Rockefeller Center.

Pelo menos na época em que a gente foi, quando eu fiz as contas de quanto custaria comprar cada um deles separados, a soma ia dar uns $240. Então é uma economia muito grande e fica bem mais fácil para gerenciar os acessos. Dê uma olhada, porque esses combos de ingressos, principalmente para Nova York, gente, costumam valer bem a pena. Para conferir as opções de passes e garantir os seus ingressos com desconto, clique aqui.

Além do passe de atrações, nós montamos uma página especial onde concentramos todas as ferramentas essenciais para a sua viagem com descontos embutidos. Lá você encontra o site do chip de internet que a gente usa no celular, o link do comparador de seguro viagem (que é um site incrível que compara o preço em todas as seguradoras e encontra coberturas pela metade do preço do que nas agências de viagens tradicionais), a plataforma oficial para comprar passagens de trem (que nos Estados Unidos e na Europa inteira funcionam super bem), o buscador de aluguel de carros, além da indicação da conta global digital.

Hoje em dia dá para economizar muita grana abrindo uma conta global gratuita em dólar. Não compre papel-moeda em casas de câmbio físicas e evite usar o cartão de crédito tradicional na viagem, porque as taxas e o imposto do IOF deixam o valor do câmbio muito alto. Utilizando as contas globais, você converte seus reais pelo dólar comercial ( que é o mais barato de todos) e paga um IOF de apenas 1,1% (contra os mais de 4% ou 5% de média dos cartões de crédito tradicionais).

Você ganha na hora um cartão virtual para usar no Apple Pay ou no Wallet do celular para pagar por aproximação e eles te enviam o cartão físico em casa dentro de alguns dias, solicite antes de viajar para não ter problemas.

Com esse cartão, você pode, inclusive, fazer compras por aproximação ou realizar saques diretamente nos caixas eletrônicos (ATMs) na moeda local de onde você estiver, com taxas excelentes. Na nossa página de ferramentas, você encontra o link da conta que usamos junto com um cupom de desconto exclusivo para ganhar benefícios na ativação. Para acessar a página completa de preparativos e descontos, clique aqui. Salve a página, sente no computador com calma e vá montando o seu orçamento.

Dia 1: O coração de Nova York, Rockefeller Center e Times Square

No primeiro dia em Nova York, o que fazer? Normalmente, você chega de viagem na parte da manhã, então não dá para acordar tão cedo. Você vai desembarcar no aeroporto, ir até o hotel, se trocar e arrumar as malas lá no quarto, então não dá para comprometer muito a manhã desse primeiro dia.

Rockefeller Center e a vista do Top of the Rock

Assim que chegar, a primeira programação obrigatória é explorar a região da Times Square, que é o coração de Nova York. É onde realmente a ficha cai! Quando eu cheguei a Nova York e pisei na Times Square, foi que percebi que estava realmente na cidade.

Parece um filme, porque você já viu aquela cena várias vezes na sua cabeça e já sabe como ela é, tornando o passeio muito bacana. Mas a Times Square é mais bonita de se ver à noite. Então, nessa tarde, você aproveita para conhecer bastantes atrações que ficam lá perto.

Você pode pegar o metrô ou o Uber para se transportar, pois lá funciona tudo muito bem; tanto o metrô é superfácil quanto o Uber também, e a pé dá para ir caminhando perfeitamente e conhecendo a cidade.

No primeiro dia, você vai para essa região próxima da Times Square e pode ir primeiro para o Rockefeller Center, que está um pouquinho mais abaixo das outras atrações que vamos listar para essa largada. O Rockefeller Center, gente, é muito bacana. Ele é um dos arranha-céus mais famosos de Nova York.

É lá que montam aquela famosa pista de patinação no gelo e colocam aquela árvore de Natal super icônica no fim do ano. Embaixo do complexo do Rockefeller fica o Radio City Music Hall, que é uma casa de espetáculos muito famosa, e também há lojas muito legais.

Principalmente para quem estiver viajando com crianças, gente, tem uma loja gigante da Lego e uma loja de departamentos imensa da Nintendo por ali, formando uma área bem bonita.

O Rockefeller Center abriga um dos principais pontos turísticos de observatório para você subir e ver Nova York inteira por cima: o Top of the Rock. Há outros que eu vou citar aqui, como o Empire State Building, o One World Observatory e também o The Edge; hoje esses são os quatro ou cinco principais observatórios da cidade.

Mas eu recomendo, gente: entre o Empire State e o Rockefeller, eu gosto mais do Rockefeller. Eu acho que a estrutura para você apreciar a vista lá em cima é mais bacana e você tem uma vista linda e limpa do Central Park, o que os outros prédios não oferecem devido à localização.

Então eu recomendaria aqui nesse primeiro dia: você aproveita para ver essa região lá embaixo no complexo, sobe no observatório e já garante uma vista panorâmica de Nova York para conseguir identificar direitinho onde está tudo.

Você vai ver o Central Park, os prédios ao redor e dá para ver até a Estátua da Liberdade lá no sul de Manhattan. Sua cabeça já se localiza e se acostuma um pouquinho com o mapa da cidade.

Bryant Park, Biblioteca Pública e Grand Central Terminal

Saindo de lá, há alguns pontos turísticos bem legais que estão situados bem próximos, gente:

  • Bryant Park: É um parque público muito gostoso, frequentado mais por quem mora e trabalha na região. Ele não é tão grandão, mas é super icônico, vale a pena ir lá.
  • Biblioteca Pública de Nova York: Fica exatamente atrás do Bryant Park. O prédio é lindo por dentro! Mas tenha bom senso: faça muito silêncio, não grave vídeos falando alto e não faça barulho lá dentro, porque é um espaço real de leitura e estudos. Hoje em dia você vê muita gente com notebook trabalhando lá, as coisas mudaram um pouco, né? Mas é um lugar lindo que vale a pena conhecer.
  • Catedral de Saint Patrick (São Patrício): Fica no caminho e é uma igreja bem bonita. Eu recomendo que você passe, entre e dê uma espiada por dentro porque tem uma arquitetura bem legal.
  • Saks Fifth Avenue: Fica logo ao lado da catedral. É uma loja de departamentos gigantesca que vende marcas de grifes, você já pode dar uma olhadinha por lá. Cuidado para não perder muito tempo, gente, porque ela é gigante, tá? Mas é um lugar que vale a pena visitar se você está interessado em vitrines e compras. Se você não quer ver lojas e não quer perder tempo, pula essa parte.
  • Grand Central Terminal: É a estação principal de trens de Nova York. É muito bacana conhecer, parece um shopping lá dentro! Tem restaurantes e tem a área de bakery, onde é bem gostoso pegar um cookie ou um doce. Tem várias padariazinhas no estilo americano, é muito gostoso e vale a pena visitar também, fora que a arquitetura do salão principal é linda.

Jantar no Carmine’s e noite na Times Square

Depois desses passeios, provavelmente já vai estar entardecendo. Tente comer em algum restaurante legal à noite e, aqui fica uma dica importante: reserve antes, tá? Para você garantir uma mesa em um restaurante legal para sentar e comer sem ficar na fila, use o OpenTable, que é um aplicativo de celular e site que funciona perfeitamente no mundo inteiro.

É superfácil reservar, mas faça a reserva, porque aqui nos Estados Unidos eles têm muito essa mania, senão você não consegue vaga nos locais mais legais. Tem um muito tradicional que se chama Carmine’s. É um restaurante italiano muito famoso em Nova York. Então, quem quiser já nesse primeiro dia comer uma boa e icônica comida italiana servida em fartura, vá lá que ele é bem legal e bem procurado.

Ao escurecer, vá para a Times Square, que fica maravilhosa! Quando o dia termina, ela fica toda iluminada por causa dos painéis digitais, aí sim é a Times Square que a gente conhece no imaginário, toda cheia e com aqueles outdoors gigantescos, é muito legal!

Dica, gente! Vai ter vários personagens fantasiados circulando por lá; tem Pokémon, Homem-Aranha ou aquele Cowboy que fica de sunga tocando violão. Todos eles, se você parar e der corda para tirar uma foto, você vai ter que pagar uma tip, tá? Que é a famosa gorjeta.

E às vezes eles são meio insistentes, são até meio hostis se você recusa, e a cobrança é de uns $10 ou $20, não é 50 centavos ou 1 dólar não! Você vai ter que pagar uma graninha, então só tire foto se você estiver disposto a gastar com isso. De resto, você vai ver que tem gente por todos os lados, é uma atmosfera muito bacana!

Na praça principal tem aquela escadaria vermelha que é superfamosa e bem disputada; as pessoas ficam lá sentadas observando o movimento dos pedestres e os outdoors, a vista dali é bem legal. Ao redor, há algumas lojas de redes bem bacanas para visitar: tem uma da Hershey’s que é muito legal, especializada em chocolates, e no mesmo estilo tem uma da M&M’s que é bem divertida de conhecer também. É nessa região que ficam os teatros da Broadway.

Neste primeiro dia fica muito corrido incluir um espetáculo, mas eu vou dar a dica em outro momento do roteiro para você tentar assistir a uma peça da Broadway. Sim, os ingressos são caros, mas são os espetáculos mais bonitos do mundo. Se você conseguir assistir a pelo menos um, eu já acho que é uma experiência fantástica para a viagem.

Dia 2: Estátua da Liberdade, Distrito Financeiro e o Memorial do World Trade Center

No segundo dia em Nova York, o foco do roteiro é a região sul da ilha, e não podemos deixar de começar pela Estátua da Liberdade.

O Passeio de Barco até a Estátua da Liberdade

A estátua fica ao sul de Manhattan, lá para baixo da ilha. Então você vai pegar o metrô até a estação mais próxima do porto e desembarcar para fazer o passeio. Como fazer esse passeio de forma inteligente? Ou você tenta comprar o ingresso na hora… o que, gente, não faça de jeito nenhum!

A gente viu lá uma fila imensa de bilheteria que devia demorar mais de uma hora, a galera toda em pé no sol (e ainda estava bastante calor quando a gente foi). Compre antes! Esses ingressos são vendidos em vários lugares na internet. Compre tudo com antecedência para você conseguir ter uma experiência muito mais bacana.

No passeio de barco, você pega o ferry que navega pela baía e passa por volta da Estátua da Liberdade. Assim você consegue tirar fotos e ver o monumento bem mais de perto, porque a estátua não fica em Manhattan, ela fica instalada em uma ilha pequena que fica afastada da costa.

Dá para ver ela bem pequenininha se você estiver na ponta sul da ilha principal, mas o legal mesmo é fazer o passeio de barco. Naquele site de excursões e tours que eu comentei e que está indicado na nossa página de ferramentas, eles vendem as entradas oficiais. Para pesquisar os preços e reservar o seu passeio de barco com antecedência, clique aqui.

Wall Street e o Touro de Bronze (Charging Bull)

Saindo do passeio da Estátua da Liberdade, aproveite que você já está na região para conhecer a área do Distrito Financeiro de Nova York. É onde fica a famosa rua de Wall Street, aquela via icônica com as bandeiras americanas, o prédio da Bolsa de Valores… você vai ver que é uma região muito legal de passear a pé.

É lá que fica o famoso Charging Bull, que todo mundo quer conhecer, que é aquele touro gigantesco feito de bronze. Diz a lenda que quem fizer um carinho ali nas partes íntimas do touro vai atrair uma fortuna eterna e vai se dar muito bem na vida financeira!

Por conta disso, você vai ver que tem sempre uma fila considerável de turistas aguardando para fazer um vídeo ou tirar a foto oficial fazendo o carinho no bronze. Você já está lá e entra na brincadeira com os outros turistas!

Complexo do World Trade Center, Oculus e One World Observatory

Aproveita que você já está caminhando por aquela região e você vai estar super perto do complexo do World Trade Center. É onde fica o espaço com o memorial das torres, o novo prédio principal que foi construído, e tem bastante coisa legal para ver, então dá para gastar algumas horinhas por lá.

Uma atração arquitetônica muito legal que fica localizada logo ao lado do World Trade Center é o The Oculus. Ele é uma estação de trens e hub de transporte do World Trade Center que eles construíram com uma arquitetura espetacular! Nem parece uma estação de transporte, parece um museu gigantesco de arte moderna todo projetado em linhas e estruturas brancas que imitam asas.

E lá dentro funciona o shopping Westfield, que é um dos principais shoppings de redes de lojas aqui dos Estados Unidos, repleto de marcas famosas e restaurantes ótimos para você passear e ficar bastante tempo caminhando por lá.

Quem quiser conhecer a história detalhada da queda das torres gêmeas no atentado, tem lá o museu oficial. Mesmo sem entrar no museu, você vai ver que exatamente onde ficavam as torres gêmeas hoje existem dois poços. Dois buracos de mármore gigantescos com cascatas artificiais e o nome de todas as vítimas gravado em bronze ao redor das bordas.

É uma energia meio diferente e pesada, né? Mas acho legal ir para conhecer e prestar respeito, a gente gostou de ter essa experiência no roteiro.

Nesse mesmo complexo fica o edifício do One World Observatory, que é aquele prédio gigantesco espelhado que construíram em homenagem às torres e que hoje é a torre mais alta dos Estados Unidos. Você pode subir no observatório dele pagando o ingresso de entrada.

Na minha opinião, eu acho mais icônico subir no Rockefeller que eu mencionei para você no primeiro dia, mas o One World é uma opção bacana também se você faz questão de ir em mais um observatório para ver uma vista diferente da cidade a partir do extremo sul de Manhattan.

Dica noturna: Assista a um Musical da Broadway

Se você ainda tiver pique e energia à noite, tente pegar um musical da Broadway, que é maravilhoso! Naquele site de ingressos e excursões que eu comentei, eles vendem também as entradas para as peças e a gente já conseguiu pegar alguns preços bem legais por lá.

Os espetáculos principais e mais procurados são o do Rei Leão (The Lion King) e o do Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera), que é superclássico. O musical da Frozen ficou em cartaz um tempão também. Esses espetáculos baseados em animações da Disney geralmente são os mais fáceis para quem não entende o inglês perfeitamente conseguir compreender.

Como a gente já conhece a história do filme e sabe como o enredo funciona, fica muito mais fácil de acompanhar visualmente as músicas e as cenas no palco. Então, se você não domina o idioma perfeitamente, essa é uma dica bacana: priorize os espetáculos da Disney.

Se você tem facilidade com o inglês, dá para tentar ir nos outros musicais em cartaz, que são todos superproduções bem legais também. Para pesquisar os musicais disponíveis e comprar seus ingressos da Broadway, clique aqui.

Dia 3: Central Park e o Museu de História Natural

O terceiro dia em Nova York eu gosto bastante, acho que é um dos meus preferidos de todo o roteiro! Foi muito bacana fazer essa programação, que consiste basicamente em você dedicar o dia para explorar o Central Park e os museus das redondezas.

Explorando o Central Park

Gente: o Central Park é muito grande, mas coloque na cabeça que é muito grande mesmo! Porque a gente não tinha a real noção do tamanho dele antes de caminhar lá, ele é gigantesco. Você simplesmente não consegue ver o parque inteiro em um único dia de viagem, tá?

Então, se você faz questão de conhecer absolutamente tudo o que tem lá dentro, seriam necessários uns dois ou três dias de exploração, de tão grande que ele é em extensão. Ele corta quase toda a cidade de Manhattan ali no meio.

Então, a dica prática é: acorde bem cedinho, tome um café da manhã na rua e vá direto para lá. Caminhe com calma, vá vestindo uma roupa bem confortável e use tênis porque você vai andar bastante. Tem muita gente local que gosta de correr e fazer exercícios por lá. O parque tem várias atrações internas bem legais, então tente focar o seu passeio a pé nas principais:

  • Memorial dos Beatles (Strawberry Fields): Tem o memorial em homenagem ao John Lennon lá, aquele círculo de mosaico com a palavra “Imagine” escrita no meio, que é super gostoso de visitar e tirar foto.
  • Jardins de Shakespeare (Shakespeare Garden): São canteiros de flores bem bonitos e caminhos de pedra bem legais de caminhar.
  • Belvedere Castle (Castelo Belvedere): É uma estrutura de castelo de pedra muito bacana construída no meio do parque, super-romântico para tirar fotos da paisagem e não costuma ter muita fila para subir. Achei bem tranquilo visitar essas atrações dentro do Central Park.
  • O Zoológico do Central Park: Praticamente tudo no parque é público e gratuito, você não paga nada para caminhar. A única atração que é paga de forma separada é o Zoológico. Se você estiver viajando com crianças, tem aquele zoológico que ficou superclássico por causa do filme Madagascar, vale a pena conhecer se você quiser ver essa experiência com os animais.

O resto do parque é de livre acesso e é uma delícia passear por lá, porque você está andando no meio da natureza, vendo o verde das árvores e, ao mesmo tempo, quando olha para cima, está cercado pelos prédios e arranha-céus mais altos e caros do mundo nas bordas do parque.

Se você estiver com a internet funcionando e pesquisar no Google enquanto caminha, vá olhando os edifícios ao redor: “Ah, aquele ali é o hotel mais antigo de Nova York”, “aquele outro prédio foi assombrado”, “aquele teve uma história com uma celebridade…”, todos os prédios daquela região têm uma história por trás da construção.

É bem legal ver esse contraste do verde do parque (ou branco, né, se você for viajar no inverno e o parque estiver coberto de neve) com a cidade vertical de fundo.

O Museu de História Natural (American Museum of Natural History)

E aí, saindo do parque na parte da tarde, você naturalmente vai estar com fome, né? Então, por volta das duas horas da tarde, você para para almoçar em algum lugar nas redondezas, passeia um pouco e vai caminhando na direção do Museu de História Natural, pois você já vai estar super perto dele saindo pelas laterais do parque.

Gente, esse museu é incrivelmente bonito e vale muito a pena conhecer! Para quem estiver viajando com crianças, este é o passeio mais legal e divertido da viagem inteira, mas mesmo para quem está viajando apenas entre adultos vale a pena a visita.

O prédio é gigantesco e as instalações são realmente iguais às que a gente vê no filme “Uma Noite no Museu”, tem muita coisa para ver lá dentro, incluindo as salas com os esqueletos gigantes de dinossauros.

É um passeio para passar a tarde inteira andando e, mesmo assim, você não consegue conhecer todas as alas 100%. Então reserve o restante do dia para ficar conhecendo as principais galerias e exposições dele.

Saindo do museu ao entardecer e à noite, procure algum lugar legal para comer na região e dê uma caminhada sem rumo por Nova York, porque um dos passeios turísticos mais legais lá é simplesmente “bater perna” pelas avenidas! Vá andando que todas as ruas de Nova York parecem uma cena de filme do cinema.

Lógico, use o bom senso para não se meter em vielas ou bairros mais afastados à noite; vá caminhando pelas vias movimentadas com o Google Maps atualizado no celular e com a internet funcionando bem que fica muito fácil e seguro de andar por lá.

Vista do Central Park do observatório Top of The Rock em Nova York

Dia 4: Travessia da Ponte do Brooklyn, Dumbo e o Observatório Summit

Agora vamos para o quarto dia em Nova York: esse dia do roteiro é o único no qual você vai praticamente sair da ilha de Manhattan para conhecer um pouquinho do começo da região do Brooklyn.

A travessia da ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge)

Você vai começar o seu dia pegando o metrô e descendo na estação City Hall Park, que é a parada mais próxima do acesso de pedestres da Ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge). A ponte é super icônica e o visual da estrutura de cabos de aço e arcos de pedra é maravilhoso!

A dica de ouro aqui é: vá bem cedinho! Tente chegar na ponte por volta das 9 horas da manhã, porque mais tarde o local fica completamente lotado de turistas e de ciclistas. Se você conseguir ir cedo, você caminha e atravessa a ponte inteira a pé com muito mais espaço e tranquilidade. São cerca de 40 minutos de caminhada de uma ponta a outra da estrutura.

É um passeio muito legal porque, conforme você avança na passarela, vai tendo uma vista panorâmica espetacular de todo o skyline de prédios de Manhattan se afastando ao fundo, e as fotos e os vídeos ficam lindos, sendo uma experiência bem bacana. A ponte tem a passarela suspensa de madeira dividida entre ciclistas e pedestres, e os carros passam na parte de baixo, então o passeio a pé é superseguro.

Explore o Brooklyn Bridge Park e a Região do Dumbo

E aí, chegando ao final da travessia, já do lado do Brooklyn, aproveite para explorar o Brooklyn Bridge Park. É um parque urbano na beira do rio bem bonito que fica ali logo no final da ponte, oferecendo uma vista linda das construções da ilha de Manhattan do outro lado da água.

Dali você pode caminhar pelas ruas de paralelepípedo da região que é conhecida como Dumbo (que é a sigla para o bairro). É uma área artística bem bacana de se explorar a pé. É lá que fica o famoso Jane’s Carousel, aquele carrossel clássico todo fechado em uma estrutura de vidro moderna, vale a pena dar uma olhadinha porque a região à beira-mar é bem bacana.

Almoço no Time Out Market e o Observatório Summit One Vanderbilt

Na hora do almoço, uma dica excelente de gastronomia por lá: tente almoçar no Time Out Market. É um mercado gastronômico muito bacana, grande e coberto, cheio de quiosques de restaurantes famosos e comidas gostosas de todos os tipos. E aqui fica uma dica: se você conseguir vaga, suba no rooftop que tem lá em cima, pois há um terraço com uma vista linda da ponte e da cidade, dá uma olhadinha que é bem legal.

É nessa região do Dumbo também que fica aquela interseção de ruas supergostosa e famosa, onde todo mundo para no meio da rua para tirar a foto clássica com os prédios de tijolinho vermelho e a estrutura da Manhattan Bridge aparecendo ao fundo no meio do vão. O lugar é lindo de conhecer, mas saiba que é bem disputado; você vai ver muita gente indo para lá para tentar tirar a foto oficial, mas está tudo localizado por essa mesma região do Brooklyn.

Depois de aproveitar o almoço, volte para a ilha de Manhattan. Pegue o metrô de volta, é rápido e fácil de fazer. E aí a minha dica de passeio para a tarde seria ir conhecer o observatório Summit One Vanderbilt. Esse observatório é fantástico, gente! O Summit é um prédio gigantesco novíssimo, mais um arranha-céu imponente no cenário de Nova York, e abriga uma das estruturas de observação mais incríveis do momento lá no topo.

O Summit tem uma grande diferença em relação aos outros observatórios tradicionais da cidade: ele não consiste apenas em uma vidraça para você olhar a cidade de cima; ele foi inteiramente projetado para ser uma experiência imersiva e sensorial completa!

Lá dentro há salas inteiras feitas de espelhos que refletem tudo (o teto, o chão e as paredes, criando uma ilusão de ótica infinita), tem aquela famosa sala cheia de balões prateados flutuando no ar para os turistas interagirem e tirarem fotos, e tem as cabines com o chão de vidro transparente nas quais você parece estar suspenso no vazio sobre as avenidas. É um lugar bem legal.

A região lá embaixo do prédio também é muito bonita, você pode aproveitar para passear pela área e já jantar por ali por baixo após a visita do observatório, garantindo um dia bem bacana e completo por Nova York.

Como organizar os dias de acordo com as suas férias

Como eu comentei lá no início do texto, você pode perfeitamente pegar essa estrutura de pontos turísticos divididos por regiões geográficas inteligentes e adaptá-la de acordo com a quantidade exata de dias que você vai passar na cidade:

  • Se você tem apenas 1 dia de viagem: Faça a programação completa do Dia 1 focada inteiramente no Centro Histórico de Manhattan (Complexo do Rockefeller Center, subir no observatório Top of the Rock para se situar, caminhar pelo Bryant Park, visitar a Biblioteca Pública e a histórica estação Grand Central Terminal, terminando a noite com o visual iluminado e vibrante das luzes da Times Square com um jantar especial no restaurante italiano Carmine’s).
  • Se você tem 2 dias de viagem: Faça a programação do Dia 1 no primeiro dia de viagem e adicione o roteiro do Dia 2 completo para o seu segundo dia (indo logo cedo fazer o passeio de barco oficial até a ilha da Estátua da Liberdade e passando a tarde inteira explorando o Distrito Financeiro, a rua de Wall Street, tirando foto no Touro de Bronze e prestando respeito nas cascatas do Memorial do World Trade Center e no prédio do Oculus).
  • Se você tem 3 dias de viagem: Siga exatamente a sequência dos três primeiros dias descritos aqui em ordem: faça o Dia 1 (Rockefeller e Times Square), o Dia 2 (Estátua da Liberdade e Distrito Financeiro) e guarde o seu terceiro dia para o roteiro do Dia 3 completo (passando a manhã e o começo da tarde caminhando e relaxando pelos pontos turísticos principais do Central Park e dedicando o período da tarde para explorar as imensas galerias históricas do Museu de História Natural). É a quantidade de dias ideal para conseguir ver os cartões-postais mais famosos de Manhattan com total organização.
  • Se você tem 4 ou 5 dias de viagem: Siga a base dos três dias iniciais mapeados por Manhattan e utilize o Dia 4 completo para cruzar a ponte de metrô e fazer a travessia guiada a pé da Ponte do Brooklyn logo cedo, explorar as ruas artísticas do Dumbo, almoçar nos quiosques gastronômicos do Time Out Market e retornar a Manhattan para curtir a experiência imersiva e as salas espelhadas do observatório Summit One Vanderbilt à tarde. Se você tiver um quinto dia disponível nas suas férias, deixe o roteiro inteiramente livre no seu planejamento para fazer compras de roupas e cosméticos nas grandes lojas de departamento da Saks ou da Sexta Avenida, bater perna sem rumo pelas esquinas famosas, repetir a atração ou parque de que mais gostou ou descobrir um café diferente e escondido pelo caminho.

Há uma infinidade de coisas para fazer em Nova York, por isso o grande segredo para o sucesso da viagem é se organizar com antecedência e planejar todos os passeios de forma otimizada por bairros próximos, exatamente como a gente dividiu aqui na estrutura do roteiro, para não perder tempo precioso de transporte indo e vindo à toa de uma extremidade a outra da ilha.

Espero que vocês tenham gostado da estrutura do roteiro completo detalhado aqui no post! Muito obrigado e tenham uma excelente viagem para Nova York!

Museu do 11 de Setembro em Nova York

Economize ao máximo na sua viagem a Nova York:

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