Se você sonha em fazer um roteiro barato pela Europa, passando por mais de cinco países e garantindo hospedagem e comida com preços acessíveis, mas sem abrir mão de lugares incríveis, históricos e tão bonitos quanto os destinos tradicionais, este guia é para você.

Vou te mostrar um roteiro perfeito pelo chamado Leste Europeu, que, na verdade, faz parte da Europa Central, mas o termo acabou se popularizando. São países vizinhos e muito próximos, o que permite fazer tudo de trem ou ônibus, tornando a viagem fácil, barata e inesquecível.

Eu sou o Gabriel Lorenzi, do Grupo Dicas, e se você acompanhar este post até o fim, terá todas as ferramentas para planejar uma viagem espetacular economizando muito.

Planejamento: A melhor época para viajar

Diferente de outros destinos, essa região pode ser visitada em qualquer época do ano, mas cada período oferece uma experiência diferente:

  • Verão (julho a setembro): É a alta temporada europeia. Tudo fica um pouco mais caro, as cidades ficam cheias e o calor é intenso. Mesmo não sendo destinos de praia, a lotação é máxima devido às férias globais.
  • Inverno (dezembro a fevereiro): É uma época mágica. Em novembro e dezembro, as cidades ficam todas decoradas. Os famosos Mercados de Natal de Viena e Praga são espetáculos à parte, com luzes, árvores e comidas típicas. É frio, mas o charme natalino compensa.
  • Primavera e Outono (abril a junho / setembro a novembro): São as melhores épocas. As temperaturas são agradáveis, as cidades não estão tão lotadas e os preços são muito mais convidativos.

Logística: Como se locomover entre os países

Como as cidades são muito próximas (viagens que variam de 1h a 4h), as melhores opções são:

  1. Trem: É o meio mais comum, confortável e rápido. Você consegue passagens entre 15€ e 20€.
  2. Ônibus: A rede FlixBus atende toda essa região com preços imbatíveis, às vezes por 8€ ou 10€. É mais barato que o trem e o tempo de viagem costuma ser quase o mesmo.

Para comparar os preços de passagens de trem e ônibus e comprar antecipado com o melhor valor, clique aqui.

Nesta mesma página, deixei organizado tudo o que você precisa:

  • Hospedagem: Links dos hotéis bons e baratos que ficamos em cada cidade.
  • Seguro viagem: É obrigatório para a Europa. No link, você acessa um comparador que encontra planos pela metade do preço das agências.
  • Ingressos e tours: Onde comprar entradas para castelos e excursões sem filas.
  • Aluguel de carro: Para quem prefere a liberdade de dirigir entre os países.
Áustria no inverno

Como começar: A chegada na Europa

Nenhuma dessas cidades possui voos diretos do Brasil. Você precisará fazer uma conexão.

Dica de especialista: Pesquise voos para grandes hubs como Paris, Milão, Madri ou Lisboa, que costumam ter passagens mais baratas saindo do Brasil. Você pode ficar uns 3 dias em uma dessas capitais e depois pegar um voo interno (low cost) muito barato para o primeiro destino do roteiro.

O roteiro passo a passo

1. Praga – República Tcheca (3 dias)

Praga é o ponto de partida ideal. É charmosa e o custo de vida é cerca de 70% menor do que em Paris ou Londres.

  • O que fazer: Explore a Cidade Velha, a Ponte Carlos e o Relógio Astronômico. No primeiro dia, faça o Tour Gratuito (você só dá uma gorjeta ao guia no final).
  • Destaque: O Castelo de Praga e a Igreja de São Nicolau no bairro Mala Strana. Para garantir sua visita guiada ao castelo, clique aqui.
  • Gastronomia: Aproveite as cervejarias artesanais e a culinária local, que são excelentes e baratas.

2. Viena – Áustria (2 a 3 dias)

De Praga para Viena são cerca de 4h de viagem.

  • O que fazer: Conheça a Catedral de Santo Estêvão e caminhe pela Ringstrasse. Viena é a cidade da música clássica.
  • Imperdível: Os Palácios de Viena e o MuseumsQuartier.
  • Economia: Para comer bem e barato, vá ao mercado Naschmarkt.
  • Bate e volta: Se tiver tempo, visite Hallstatt, o vilarejo que inspirou o filme Frozen. Fica a 3h de trem. Também tem Salzburg, a segunda maior cidade da Áustria.

3. Bratislava – Eslováquia (1 a 2 dias)

A apenas 1h de Viena, você muda de país. É uma cidade pequena, barata e muito aconchegante.

  • O que fazer: Visite o Castelo de Bratislava, o centro antigo e a Ponte UFO.
  • Dica de mochileiro: Você pode deixar as malas nos lockers (cofres) da estação de trem, conhecer a cidade em um dia e seguir viagem à noite, economizando uma diária de hotel. Mas atenção: é um pouco cansativo pela falta de banho e espera pelo check-in no dia seguinte.
  • Preço: Em Bratislava, achamos hotéis por 40€ ou 50€ a diária por pessoa, enquanto em Paris seria o dobro.

4. Budapeste – Hungria (2 a 3 dias)

A cerca de 2h de Bratislava. Budapeste é dividida pelo Rio Danúbio e é uma das cidades mais bonitas do mundo.

  • O que fazer: O Parlamento Húngaro, a Basílica de Santo Estêvão e a Ilha Margarete.
  • Visual: Vá ao Bastião dos Pescadores e ao Bairro do Castelo. A vista noturna do rio iluminado é inesquecível.
  • Dica especial: Visite as Termas Públicas. São piscinas de águas quentes famosas onde você relaxa por cerca de 10€. Ideal para o final da viagem, quando as pernas já estão cansadas.

5. Cracóvia – Polônia (2 a 3 dias)

Este é o trajeto mais longo (cerca de 8h). A dica aqui é pegar um trem ou ônibus noturno. Você economiza uma noite de hotel e já acorda no destino.

  • O que fazer: A Praça Rinek (praça principal), a Basílica de Santa Maria e o Castelo Wawel.
  • História: O passeio mais vendido é o bate e volta para Auschwitz. É uma visita tensa e reflexiva, mas essencial para conhecer a história. Para reservar o tour com guia, clique aqui.
  • Destaque: Explore o Bairro Judeu (Kazimierz) e aproveite a receptividade do povo polonês.
Cracóvia na Polônia

Dica importante: Dinheiro e conta global

Diferente de Itália ou Portugal, nem todos esses países usam o Euro (como Polônia, Hungria e República Tcheca). Para não se confundir com várias moedas e taxas de câmbio abusivas, use uma Conta Global.

Você abre a conta gratuitamente e coloca dinheiro em dólar ou euro. Ao passar o cartão na moeda local de qualquer um desses países, a conversão é automática e com taxas muito menores que nas casas de câmbio. Além disso, você pode usar o cartão para sacar um pouco de moeda local nos caixas eletrônicos (ATMs) para pequenas emergências.

Espero que esse roteiro ajude você a realizar o sonho de conhecer a Europa gastando pouco.