
Pattaya é uma baita base pra explorar essa região do Golfo da Tailândia. Em poucos quilômetros a partir dela, dá pra chegar em ilhas paradisíacas, praias frequentadas só por tailandeses, cidades históricas com herança colonial e templos incríveis. O melhor: quase tudo cabe num bate e volta.
Quando a gente foi pra Pattaya, o que mais surpreendeu foi justamente isso: a cidade tem fama de agitada e voltada pra vida noturna, mas a região ao redor é tranquila, autêntica e cheia de lugares pouco explorados por brasileiros. Se você planeja bem, dá pra fugir da muvuca e conhecer uma Tailândia bem diferente da badalação central.
Nessa matéria a gente reuniu os 6 melhores destinos pra bate e volta saindo de Pattaya, com distância, como chegar, o que fazer, faixas de preço e dicas práticas. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Tailândia a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Koh Si Chang – ilha tranquila a 40 km de Pattaya
A primeira dica é Koh Si Chang, uma ilhinha pequena a cerca de 40 km de Pattaya. Pra chegar, você vai por terra até Sri Racha (van, carro ou ônibus) e de lá pega um barco de trajeto curto que cruza pra ilha. É bem simples.
O grande charme aqui é justamente o oposto do que se vive em Pattaya: Koh Si Chang é bem local, com pouca estrutura turística, praias pequenas e vazias e um clima de vilarejo. É o tipo de lugar que faz a gente se sentir descobrindo uma Tailândia mais autêntica.
O que fazer em Koh Si Chang:
- Praia Hat Tham Phang: a mais bonita da ilha, ideal pra nadar e descansar.
- Phra Chudadhuj Palace: um antigo palácio de verão do rei Rama V, com jardins e construções históricas.
- Templo Chao Por Khao Yai: um templo cravado na parte alta da ilha, com vistas panorâmicas incríveis do mar.



Dica de quem foi: leve dinheiro em espécie porque a infraestrutura turística é bem menor que em Pattaya, e chegue cedo em Sri Racha pra pegar o barco com tranquilidade, principalmente em fins de semana. Refeições simples costumam sair em torno de 80–150 baht, e o barco custa poucas dezenas de baht por trecho.
Koh Larn – praia clássica a 30 minutos de barco
Koh Larn é praticamente uma extensão de Pattaya. Fica a apenas 30 minutos de barco, com saída pelo Bali Hai Pier, no sul da cidade. Muita gente acha que a ilha é longe, mas o trajeto é rapidíssimo — cabe até num fim de semana rápido combinando Pattaya + Koh Larn.
Do píer saem dois tipos de embarcação: os barcos públicos, com horários fixos e mais baratos (em torno de 20–40 baht por trecho), e as lanchas rápidas operadas por agências (algo entre 100–300 baht por trecho, dependendo da negociação). A gente sempre prefere ir de barco público, é mais em conta e a experiência é bem gostosa.
O que fazer em Koh Larn:
- Tawaen Beach: a praia mais movimentada, cheia de estrutura, guarda-sóis e restaurantes de frutos do mar.
- Samae Beach: mais tranquila, ótima pra quem quer curtir a água azul sem tanta multidão.
- Volta na ilha de scooter: aluguel gira em torno de 250–300 baht/dia, geralmente com gasolina inclusa.
Erro que a gente já viu muita gente cometer: tentar alugar scooter sem experiência nenhuma. As estradinhas da ilha têm subidas puxadas e curvas fechadas — se você nunca dirigiu, prefira mototáxi ou songthaew local, sai bem mais em conta e evita dor de cabeça.
Uma dica importante: chegue cedo ao Bali Hai Pier pra escolher o melhor barco e evitar fila. Dá pra fazer tudo por conta própria, sem precisar de agência — é só perguntar direto nos barcos sobre horários. Leve protetor solar e, se possível, um calçado aquático, porque algumas praias têm pedras.
Bang Saen – a praia dos tailandeses, a 50 km
Bang Saen fica a cerca de 50 km de Pattaya e é aquele destino que quase nenhum brasileiro conhece — mas os tailandeses adoram. É pra lá que a galera de Bangkok vai fugir do calor e da agitação da capital.
O clima é bem mais tranquilo e local: praia grande, calçadão, barraquinhas de comida de rua e restaurantes cheios de tailandeses comendo frutos do mar. Se você já cansou da vibe festiva de Pattaya, Bang Saen é o antídoto perfeito.
O que fazer em Bang Saen:
- Praia de Bang Saen: tranquila e menos turística, perfeita pra fugir da muvuca de Pattaya.
- The Institute of Marine Science: um aquário dentro da universidade local, que mostra toda a vida marinha da região. Ótima pedida com crianças.
- Wat Saen Suk: templo budista com jardim temático e esculturas impressionantes.



Dica prática: fim de semana costuma ficar mais cheio por causa dos moradores de Bangkok. Se puder ir em dia de semana, o passeio fica ainda mais tranquilo. Transporte em van ou ônibus fica em torno de 70–150 baht, e pratos de frutos do mar saem a partir de 150–250 baht.
Chonburi – capital cultural da província, a 60 km
Um pouco mais longe, a 60 km de Pattaya, fica Chonburi, a capital da mesma província onde Pattaya está. É a pedida ideal pra quem quer um bate e volta mais cultural, longe da praia.
Chonburi combina templos budistas, mercados tradicionais e boa gastronomia. Como a cidade é o centro administrativo da região, tem um cotidiano bem local e menos moldado pra turista.
O que fazer em Chonburi:
- Khao Sam Muk: mirante com vista panorâmica da cidade — e uma colônia de macacos que rouba a cena (fique de olho na comida e nos óculos!).
- Santuário do Buda de Ouro: templo com uma estátua enorme de Buda dourada, impressionante.
- Mercado Nong Mon: um mercado tailandês tradicional, perfeito pra experimentar doces típicos e frutos do mar frescos.



Dica útil: se você acordar bem cedo, dá pra combinar Chonburi + Bang Saen no mesmo dia, porque as duas cidades ficam relativamente próximas. A entrada em templos costuma ser gratuita ou com doação simbólica (20–50 baht), e o transporte de van ou ônibus sai em torno de 80–150 baht.
Atenção com o dress code: em templos, ombros e joelhos precisam estar cobertos. Leve uma pashmina ou lenço na mochila que resolve.
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Rayong – praias tranquilas e a melhor comida da região, a 65 km
Rayong fica a 65 km de Pattaya e é uma província costeira que combina interior montanhoso e um litoral de praias calmíssimas. É famosa pela gastronomia à base de frutos do mar — dos melhores da região, na nossa opinião.
Se você quer um dia de praia menos lotada, com foco em comer bem e curtir o clima, Rayong é a escolha certa. E olha só: muitos tailandeses usam Rayong como porta de entrada pra ilha de Ko Samet, que também vale a ida caso você tenha mais tempo.
O que fazer em Rayong:
- Praia Mae Ramphueng: uma das praias mais bonitas da região, longa e tranquila.
- Templo Wat Pa Pradu: templo importante que abriga uma imagem de Buda reclinado.
- Rua Yomjinda: rua histórica cheia de cafés, restaurantes típicos e lojinhas — ótima pra caminhar no fim de tarde.



Dica gastronômica: aproveite pra provar pratos com frutos do mar em restaurantes locais — costumam sair em torno de 200–400 baht o prato principal, e a qualidade é excelente. Passe também num mercado local pra ver os ingredientes frescos.
Chanthaburi – herança colonial e pedras preciosas, a 140 km
A última dica é a mais distante, mas vale muito a pena: Chanthaburi, a 140 km de Pattaya. É uma cidade com forte herança colonial, uma das principais produtoras de pedras preciosas do sudeste asiático, e um centro histórico lindíssimo à beira do rio.
Por ser mais longe, o ideal é sair muito cedo e planejar bem o dia — a gente recomenda evitar voltar à noite, principalmente em dias de chuva, porque a estrada não é das mais fáceis.
O que fazer em Chanthaburi:
- Igreja da Imaculada Conceição: a maior igreja católica da Tailândia, um contraste inesperado num país budista.
- Old Town Chanthaboon: centro histórico com construções coloniais coloridas e lojinhas de artesanato.
- Mercado de pedras preciosas: onde se negociam gemas e joias — muita coisa passa por lá.
- Cachoeira Namtok Phlio: parque nacional com trilhas e piscinas naturais pra tomar banho.



Alerta importante sobre pedras: se pensar em comprar pedras preciosas, muito cuidado com autenticidade. É comum turista comprar por impulso e depois descobrir que a pedra não vale o que pagou. Se não entende do assunto, compre só como lembrança e sem gastar fortuna. Transporte compartilhado em van costuma sair em torno de 200–400 baht por pessoa.
Onde comprar as passagens de transporte
Pra simplificar sua viagem, quebrar a barreira linguística e ter tudo organizado antes de sair do Brasil, a gente recomenda comprar as passagens online nesse site. É um dos comparadores mais confiáveis do sudeste asiático e otimizado pra você comparar preços e opções entre um destino e outro — ônibus, trem, barco, van, tudo num lugar só.
Dá pra conferir horários, tipos de assento, avaliações e comentários de outros viajantes, e a compra é super rápida. O e-ticket vai direto pro celular, sem precisar imprimir nada. A dica é comprar com antecedência pra pegar preços melhores e mais opções de horário.
Melhor época pra fazer bate e volta desde Pattaya
Os melhores meses pra encaixar esses bate e voltas são de novembro a fevereiro, quando chove menos e o calor fica mais tolerável. É o período ideal pra ilhas e praias.
Já entre maio e outubro é a temporada de chuvas: nem sempre chove o dia todo, mas o mar fica mais agitado e barcos pra Koh Larn e Koh Si Chang podem ser cancelados. Se sua viagem cair nesse período, priorize destinos culturais como Chonburi e Chanthaburi, e deixe as ilhas pra segundo plano.
Erros que a gente vê brasileiro cometendo direto:
- Subestimar o tempo de deslocamento: a distância em km engana. Trânsito + espera de barco comem boa parte do dia.
- Tentar encaixar duas cidades distantes no mesmo dia: tipo Rayong + Chanthaburi. Não dá, você chega quebrado e não aproveita nada.
- Não levar dinheiro em espécie: em cidades mais locais, cartão pode não ser aceito ou ter taxa extra.
- Alugar scooter sem experiência: risco alto de acidente, especialmente em Koh Larn.
Aluguel de carro na região de Pattaya
Como esses bate e voltas envolvem cidades espalhadas ao longo da costa (Bang Saen, Chonburi, Rayong e Chanthaburi), alugar carro pode economizar muito tempo — principalmente se você quer combinar destinos ou tem itinerário apertado.
A principal dica pra economizar é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. Prefira sempre as grandes locadoras, como Avis, Sixt, Thrifty, Budget e Hertz, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Seguro viagem e chip pra Tailândia
Pra Tailândia, dois itens são praticamente obrigatórios: seguro viagem e chip de celular. Atendimento médico no exterior sai caro (principalmente se você se acidentar de scooter numa ilha), e ficar sem internet complica muito na hora de pegar barco, van ou traduzir cardápio.
Pra seguro, a gente sempre usa esse comparador de seguros. Ele compara todas as principais seguradoras num lugar só e o link já vem com 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. Uma emergência médica lá fora pode custar milhares de dólares — o seguro é o investimento mais barato que você faz na viagem.
E pra ficar conectado o tempo todo, use esse chip de viagem que a gente usa. Chega em casa antes da viagem, é só encaixar no celular quando pousar e pronto — internet ilimitada, sem depender de wi-fi de hotel ou de comprar SIM local no aeroporto (que geralmente sai bem mais caro).
Perguntas frequentes sobre bate e volta desde Pattaya
Quantos dias reservar em Pattaya pra fazer esses bate e voltas?
O ideal é ter pelo menos 4 a 5 dias em Pattaya se você quiser fazer 2 ou 3 bate e voltas com calma. Um dia pra Koh Larn, um pra Bang Saen ou Chonburi e outro pra Rayong já dá um roteiro bem completo. Chanthaburi exige um dia inteiro por causa da distância.
Qual o bate e volta mais fácil pra quem viaja pela primeira vez?
Koh Larn, sem dúvida. Fica a 30 minutos de barco, sai do próprio Bali Hai Pier em Pattaya, tem estrutura na ilha e você não precisa nem contratar agência. Perfeito pra quem está começando.
Precisa alugar carro pra fazer bate e volta de Pattaya?
Pra ilhas (Koh Larn e Koh Si Chang), não — é tudo via barco. Pra cidades como Bang Saen, Chonburi e Rayong, dá pra ir de van ou ônibus público. Mas o carro alugado dá mais liberdade, especialmente pra combinar destinos ou ir até Chanthaburi.
Dá pra fazer bate e volta pra Koh Samet saindo de Pattaya?
Dá, mas é apertado. Koh Samet fica além de Rayong, e você gasta boa parte do dia só no deslocamento. O ideal é dormir uma noite na ilha pra aproveitar de verdade. Se for só um dia, priorize Koh Larn ou Koh Si Chang.
Qual a melhor época pra fazer esses bate e voltas?
De novembro a fevereiro, quando chove menos e o mar fica mais calmo. Entre maio e outubro, barcos pras ilhas podem ser cancelados por causa do tempo, então priorize destinos culturais como Chonburi e Chanthaburi nesse período.
Como pagar as coisas nesses destinos menores?
Leve sempre dinheiro em espécie (baht). Em Bang Saen, Rayong e Chanthaburi, muitos estabelecimentos locais só aceitam dinheiro ou cobram taxa extra no cartão. Nas ilhas, então, é quase 100% em espécie.
É seguro alugar scooter em Koh Larn?
Se você tem experiência dirigindo scooter, sim. Se não tem, melhor pegar songthaew ou mototáxi. As estradinhas da ilha têm curvas fechadas e subidas, e acidentes com turistas são comuns. Custa em torno de 250–300 baht/dia com gasolina.
Economize ao máximo na sua viagem à Tailândia
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para a Tailândia, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações da Tailândia da forma mais barata e segura.
- Carro: se pensar em alugar, leia como alugar um carro na Tailândia com dicas pra pegar o menor preço possível.
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- Passagens de ônibus e trem: descubra como comprar as passagens com antecedência e online.
Fazer bate e volta desde Pattaya é uma das melhores formas de conhecer uma Tailândia diferente da que aparece nos guias. Em poucos quilômetros você pula da praia clássica pro templo secular, do mercado local pra cidade colonial. A gente já fez todos esses trajetos e garante: vale cada minuto de estrada. Boa viagem!