O que fazer em Bangkok: 12 passeios imperdíveis

Bangkok é aquele tipo de cidade que a gente sente que veio de outro planeta: templos dourados no meio de arranha-céus, mercados flutuantes em canais escondidos, comida de rua que come melhor que restaurante caro no Brasil e uma vibe caótica que vicia. A gente já foi algumas vezes e volta sempre descobrindo coisa nova.

Neste guia, a gente reuniu 12 passeios e pontos turísticos que a gente considera essenciais numa primeira (ou segunda, ou terceira) visita a Bangkok, com dicas práticas de horários, faixas de preço, como chegar e o que evitar. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Tailândia, a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Antes de começar: se tem uma coisa que faz diferença em Bangkok, é reservar os principais passeios e ingressos com antecedência. A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar tudo em português e em reais, sem IOF e podendo parcelar. Além disso, várias atrações têm ingresso sem fila por lá, o que economiza um tempão no calorão de Bangkok.

1. Grande Palácio e Templo do Buda de Esmeralda

O Grand Palace é o cartão-postal número 1 de Bangkok, e com razão. É um complexo enorme, com várias salas e templos, e dentro dele fica o Wat Phra Kaew, o Templo do Buda de Esmeralda — uma estátua esculpida em jade que é uma das imagens mais sagradas da Tailândia.

Tudo ali é decorado com mosaicos coloridos, dourados e detalhes minuciosos. A gente recomenda separar pelo menos 1h30 a 2h pra conseguir passar com calma pelas principais construções.

Grande Palácio em Bangkok

Duas dicas importantes que a gente errou na primeira vez: o Grand Palace fecha cedo, por volta das 15h30, então vai logo cedo (o ideal é chegar perto da abertura, às 8h30, antes do calor e da multidão). E o dress code é levado a sério: ombros e joelhos cobertos, calça ou saia comprida. Se você aparecer de regata ou short curto, é barrado na entrada — no máximo eles alugam um pareo, mas é fila e dor de cabeça.

  • Horário: geralmente das 8h30 às 15h30.
  • Ingresso: em torno de 500 baht. Vale comprar aqui com antecedência pra evitar as filas gigantes que se formam no meio da manhã.

2. Wat Pho — Templo do Buda Reclinado

Bem pertinho do Grand Palace (dá pra ir a pé), o Wat Pho abriga uma das imagens mais impressionantes que a gente já viu em templo nenhum: uma estátua de 46 metros do Buda Reclinado, toda dourada, ocupando um pavilhão inteiro. A gente ficou boquiaberto quando entrou.

Wat Pho em Bangkok

O complexo tem também jardins bonitos e vários outros templos menores. E tem uma coisa que muita gente não sabe: o Wat Pho é considerado o berço da massagem tailandesa tradicional. Tem uma escola de massagem dentro do próprio complexo, então é a chance perfeita de fazer uma sessão autêntica logo depois da visita — costuma custar bem menos que em spa de hotel, e o nível é excelente.

  • Horário: geralmente das 8h30 às 18h30.
  • Ingresso: em torno de 200 baht (a garrafinha de água vem incluída, que é uma mão na roda no calor).
  • Dica insider: combine Grand Palace + Wat Pho no mesmo período (manhã cedo), já que ficam colados. Depois cruze o rio de barco pro Wat Arun.

3. Wat Arun — o Templo do Amanhecer

Do outro lado do Rio Chao Phraya está o Wat Arun, um dos templos mais fotogênicos do mundo. A torre central é toda decorada com mosaicos de porcelana colorida, e quando o sol bate, brilha de um jeito único.

Wat Arun em Bangkok

Apesar do nome (Templo do Amanhecer), a dica que a gente dá é ir no fim da tarde: cruze o rio de barquinho vindo do lado do Wat Pho (a travessia sai por uns 5 baht, é ridiculamente barata), suba os degraus íngremes da torre pra ver a vista, desça e atravesse de volta pra ver o Wat Arun se iluminando durante o pôr do sol. É uma das cenas mais lindas da Ásia — a gente sentou num bar do outro lado do rio e ficou uma hora só olhando.

4. Passeio de barco pelo Rio Chao Phraya e canais (klongs)

Bangkok tem alma fluvial. O Rio Chao Phraya corta a cidade e é uma das melhores formas de fugir do trânsito absurdo e ainda ganhar uma perspectiva diferente da cidade — templos, palácios e arranha-céus se misturando nas margens.

Dá pra fazer o passeio de duas formas: pegando os barcos públicos (Chao Phraya Express), que custam pouquíssimo (uns 15 a 30 baht por trecho) e servem também como transporte pra chegar em várias atrações; ou reservando um cruzeiro com jantar e música ao vivo à noite, que é super romântico e vale a pena pelo menos uma vez.

Passeio de barco pelo Rio Chao Phraya

Outra opção que a gente adora é o passeio pelos klongs (canais) de Bangkok, principalmente no bairro de Thonburi. Você entra em canais estreitos, vê a Bangkok residencial, casinhas sobre palafitas, moradores fazendo compras direto do barquinho. É uma cara totalmente diferente da cidade.

5. Mercado Flutuante de Damnoen Saduak

Ficar num barco cheio de frutas tropicais, curry embalado em folha de bananeira, sopas fumegantes sendo servidas na hora e turistas passando por uma rede de canais estreitos — essa é a cena clássica do Mercado Flutuante de Damnoen Saduak.

Mercado Flutuante de Damnoen Saduak

Fica a cerca de 100 km de Bangkok, então o esquema mais prático é ir num tour combinado que já inclui o transporte e o passeio de barco. A gente reservou por aqui e valeu muito a pena — pegam no hotel bem cedo, o guia fala inglês e o tempo é bem aproveitado. Vá cedinho: depois das 10h da manhã o mercado fica muito cheio de excursões.

6. Mercado do Trem de Maeklong

Uma das cenas mais malucas que a gente já viu na vida: um mercado de rua que funciona em cima dos trilhos de trem. Quando o trem passa (várias vezes por dia), os vendedores recolhem os toldos e as barracas em segundos, o trem passa quase raspando nos produtos, e assim que ele vai embora, tudo volta ao lugar como se nada tivesse acontecido.

Costuma-se combinar num só tour com o Mercado Flutuante de Damnoen Saduak, já que os dois ficam pra fora de Bangkok — e essa é a forma mais eficiente de conhecer os dois no mesmo dia. Um erro comum de turista é achar que o Mercado do Trem substitui o Mercado Flutuante ou vice-versa: são duas experiências completamente diferentes, e a graça é ver as duas.

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

7. Mercado Chatuchak (Weekend Market)

Se você gosta de compras (ou só de passear em mercado enorme), o Mercado Chatuchak é obrigatório. Ele é considerado um dos maiores mercados ao ar livre do mundo, com mais de 8.000 barracas vendendo roupa, artesanato, decoração, comida de rua, souvenirs, incenso, plantas — literalmente tudo.

Mercado Chatuchak em Bangkok

Só funciona nos finais de semana (sábado e domingo, das 10h às 17h aproximadamente). A gente recomenda ir logo na abertura, porque depois enche muito e o calor dentro dos corredores estreitos vira sauna. Leve dinheiro trocado (baht em espécie), garrafa de água e sapato confortável — é fácil andar quilômetros lá dentro sem perceber.

Pra chegar, use o BTS Skytrain até a estação Mo Chit ou o MRT até Chatuchak Park — economiza uma hora de trânsito comparado com o táxi.

8. Chinatown (Yaowarat)

Um dos bairros mais fascinantes de Bangkok, o bairro de Chinatown é uma explosão de cores, cheiros, letreiros em mandarim, templos chineses, lojas de ouro e a melhor comida de rua da cidade — sem exagero.

De dia ele já é interessante, mas é à noite que Chinatown vira uma experiência: as barracas de comida tomam conta da Yaowarat Road, os letreiros neon acendem e você vai comendo frutos do mar fresquinhos, pad thai, dim sum, sopas e sobremesas por preço de banana. A gente costuma dizer que uma noite em Chinatown vale por três jantares em restaurante.

9. Khao San Road

A Khao San Road é uma rua curta mas absurdamente famosa: ponto de encontro histórico dos mochileiros do mundo inteiro em Bangkok. À noite, ela vira um festival ao ar livre — bares, luzes neon, música alta, comida de rua exótica (tem até escorpião frito e grilo pra quem topar) e uma mistura de gente de todo lugar do planeta.

Khao San Road em Bangkok

Não precisa se hospedar por lá pra curtir — dá pra ir só uma noite, tomar uma cerveja, ver o show que é a rua e voltar pra hospedagem. É uma daquelas coisas que faz parte da experiência Bangkok.

10. Casa de Jim Thompson

Pra fugir um pouco do óbvio, a Casa de Jim Thompson é um dos passeios mais charmosos da cidade. É um museu montado dentro do que foi a residência do americano que revitalizou a indústria da seda tailandesa nos anos 1950-60. A casa é feita de várias construções tradicionais em madeira teca, unidas em torno de um jardim tropical lindo.

Casa de Jim Thompson em Bangkok

Além da arquitetura, você conhece a coleção de arte asiática dele e escuta a história intrigante do seu desaparecimento misterioso na Malásia em 1967 — nunca foi resolvido. É um passeio coberto, com ar-condicionado, ótimo pra fazer nas horas mais quentes do dia.

11. Mahanakhon SkyWalk — vista panorâmica de Bangkok

Bangkok virou nos últimos anos uma cidade de rooftops e mirantes, e o Mahanakhon SkyWalk é o mais famoso deles. Fica em cima do prédio Mahanakhon, com uma plataforma de vidro a 314 metros de altura — dá pra andar sobre o vidro e ver a cidade lá embaixo, se o coração aguentar.

É uma das melhores vistas panorâmicas de Bangkok, especialmente no pôr do sol (fica lotado nesse horário — reserve com antecedência). O ingresso é um dos mais salgados da cidade (em torno de 900 a 1.200 baht), mas se você gosta de vista de cima, vale.

12. Sky Bar na Lebua State Tower

Se rooftop com drink e vista incrível é sua praia, o Sky Bar no topo do Lebua State Tower é lendário — foi cenário do filme Se Beber, Não Case 2 e ficou mundialmente famoso. O ambiente é sofisticado, o drink é caro (esse é o combinado) e a vista da cidade lá do alto é uma das mais icônicas de Bangkok.

Sky Bar em Bangkok

Dress code é rigoroso: nada de bermuda, chinelo ou regata. Homem tem que ir de calça e sapato fechado. Uma ida ao Sky Bar é o tipo de programa que fecha a viagem com chave de ouro — vá pra tomar um drink, tirar aquela foto, e sinta o gostinho de Bangkok lá do alto.

Bônus: bate-volta a Ayutthaya

Se você tem 4 dias ou mais em Bangkok, considere um bate-volta pra Ayutthaya, a antiga capital do Reino do Sião, a cerca de 80 km da cidade. As ruínas de templos e a estátua da cabeça do Buda envolvida por raízes de figueira são uma das imagens mais icônicas da Tailândia. Dá pra ir de trem, van ou tour organizado num dia.

Dicas práticas pra aproveitar Bangkok ao máximo

  • Trânsito é traiçoeiro: uma distância curta no mapa pode virar 1 hora de táxi. Use o BTS Skytrain, o MRT (metrô) e os barcos do Chao Phraya sempre que possível — economizam tempo e nervos.
  • Não encaixe templo demais no mesmo dia: 2 ou 3 atrações grandes por dia já é suficiente. O calor e a umidade cansam mais do que a gente imagina.
  • Dress code em templos: ombros e joelhos cobertos, sempre. Leve um pareo ou lenço na bolsa pra emergências.
  • Melhor época: de novembro a fevereiro é a estação mais seca e menos abafada — a melhor pra caminhar por templos e mercados. De março a maio o calor fica insuportável, e de junho a outubro chove com frequência (mas os preços caem).
  • Templos e mercados de manhã cedo: aproveite pra visitar tudo até as 11h, evita calor extremo e turistas em excesso.
  • Massagem tailandesa: aproveite bastante, os preços são muito baixos (entre 250 e 500 baht a hora em casas simples).
  • Mercados diferentes: Chatuchak (weekend market), Damnoen Saduak (flutuante), Maeklong (do trem) e Chinatown (comida de rua) são todos experiências distintas — se puder, faça todos.

Onde comprar os passeios em Bangkok

Uma das melhores formas de aproveitar Bangkok é reservar os principais passeios com antecedência e online. Assim, você compara preços, reserva o horário que te encaixa no roteiro, evita filas gigantes (principalmente no Grand Palace) e planeja o orçamento sem susto.

A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra fechar tudo: tour do mercado flutuante, ingresso do Grand Palace sem fila, city tour pelos templos, bate-volta a Ayutthaya, tour do Mercado do Trem. Tudo em português, pagamento em reais (sem IOF) e cancelamento gratuito com boa antecedência.

Seguro viagem e chip de celular pra Tailândia

Dois itens que a gente considera indispensáveis pra Tailândia: seguro viagem e chip de celular. O atendimento médico no exterior pode custar caro, principalmente na Tailândia se acontecer alguma coisa mais séria (acidente de moto é o mais comum entre turistas). Um seguro completo dá tranquilidade e resolve na hora.

A gente usa esse comparador de seguros pra fechar sempre pelo menor preço. Ele compara todas as principais seguradoras num só lugar, mostra as coberturas lado a lado e já tem um desconto exclusivo de 18% aplicado no link.

Pra internet, dá pra chegar com o chip já ativado e usar assim que descer do avião. A gente compra sempre esse chip de viagem que a gente usa — fica muito mais barato que ativar roaming e vem com internet ilimitada. Bangkok tem Wi-Fi em muito lugar, mas ter dado no celular pra usar mapa, Grab (o Uber deles) e traduzir tailandês é essencial.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em Bangkok

Quantos dias são ideais pra conhecer Bangkok?

De 3 a 4 dias a gente considera o ideal pra ver o essencial da cidade com calma: templos principais, mercados, um bate-volta (Ayutthaya ou mercado flutuante) e uma noite de rooftop ou Chinatown. Com 5 a 7 dias dá pra explorar bairros alternativos, fazer massagens e curtir sem correria.

Qual é a melhor época pra visitar Bangkok?

De novembro a fevereiro, a chamada estação seca e menos abafada. Nessa janela, o calor é mais suportável (ainda quente, mas dá pra caminhar), a chuva é rara e os passeios de barco não sofrem interferência. É a alta temporada, então reserve hotel com antecedência.

É seguro andar de dia e de noite em Bangkok?

Sim, Bangkok é considerada uma cidade bem segura pra turistas, inclusive à noite em regiões movimentadas como Sukhumvit, Silom, Khao San e Chinatown. Os cuidados básicos valem sempre: atenção com pertences em mercados lotados, cuidado com golpes de tuk-tuk (motorista dizendo que a atração está fechada e propondo levar você a outro lugar) e evitar ruelas escuras vazias.

Preciso de visto pra visitar a Tailândia?

Brasileiros não precisam de visto pra turismo de até 30 dias na Tailândia. Basta ter passaporte com validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada e comprovar passagem de saída do país.

Qual moeda usar em Bangkok?

A moeda oficial é o baht tailandês (THB). Cartão de crédito é aceito em muitos lugares, mas você vai precisar de dinheiro em espécie pra mercados, comida de rua, tuk-tuks e templos. Dá pra trocar dinheiro em casas de câmbio (as SuperRich têm ótimas cotações) ou sacar em caixas eletrônicos com cartão internacional.

Vale a pena alugar carro em Bangkok?

Não. Bangkok tem trânsito caótico, sinalização confusa e estacionamento complicado. Use BTS, MRT, barco no rio, Grab (equivalente ao Uber) e táxi com taxímetro. É muito mais rápido e barato. Se quiser explorar fora da cidade, o melhor é alugar tour com motorista.

Como economizar em Bangkok?

Coma em barracas de rua e mercados (é seguro nos lugares movimentados e absurdamente barato), use transporte público, reserve passeios com antecedência online, hospede-se numa região central pra evitar gastar tempo e dinheiro com deslocamento, e negocie sempre em mercados (o preço inicial normalmente é 2x a 3x o justo).

É preciso saber inglês pra viajar por Bangkok?

Em áreas turísticas, hotéis e restaurantes maiores, o pessoal fala inglês básico razoável. Fora disso, o Google Tradutor por foto ajuda muito, e a maioria dos tailandeses é super paciente e simpática. Aprender algumas palavras básicas em tailandês (obrigado é kop kun kap pra homem e kop kun ka pra mulher) faz toda diferença.

Economize ao máximo na sua viagem à Tailândia

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Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato pra Tailândia, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.

Ingressos: veja onde comprar seus ingressos pras atrações da Tailândia da forma mais barata e segura.

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Como se vestir: antes de embarcar, dá uma olhada no nosso guia de como se vestir na Tailândia pra não errar no dress code dos templos.

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Bangkok é uma cidade que assusta na primeira meia hora e apaixona no primeiro dia. Cada volta que a gente faz pra lá, descobre um mercado novo, um restaurante escondido, um templo em bairro que a gente nunca tinha entrado. Vai com a mente aberta, tênis confortável e fome — porque é isso que Bangkok pede.