Bodega Séptima em Mendoza: guia completo

Se tem uma imagem que a gente leva na cabeça depois de visitar Mendoza, é a vista da Cordilheira dos Andes lá do terraço da Bodega Séptima. É de parar e ficar olhando, taça na mão, sem pressa nenhuma. Não é à toa que essa vinícola virou parada quase obrigatória pra quem está conhecendo a região dos vinhos argentinos pela primeira vez.

Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa pra organizar a visita: como chegar, horários, tipos de tour e degustação, o que esperar do restaurante e algumas dicas de quem já errou pra você não errar. A Séptima junta enoturismo e gastronomia num lugar só, com ótima relação custo-benefício, então dá pra fazer um programão de meio dia tranquilo.

E não esquece: aqui no nosso Guia de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato em tudo — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Sobre a Bodega Séptima

A Bodega Séptima fica em Agrelo, em Luján de Cuyo, a clássica região vitivinícola de Mendoza, ali aos pés da Cordilheira dos Andes. Ela está a cerca de 1.050 metros de altitude, e esse clima seco com grande amplitude térmica é exatamente o que favorece uvas como Malbec e Cabernet Sauvignon, resultando em vinhos concentrados mas com boa acidez.

A vinícola foi construída em 2001 pela família Raventós Codorníu, tradicional grupo espanhol de vinhos e espumantes. O nome “Séptima” vem justamente do fato de ser a sétima bodega do grupo — que começou a expandir pro “Novo Mundo” lá no início dos anos 90 e chegou à Argentina depois de buscar terroirs excepcionais.

A arquitetura é considerada emblemática, com um desenho pensado pra integrar o prédio à paisagem, usando materiais que conversam com o deserto mendocino. É vista também como uma das pioneiras do enoturismo em Mendoza, com foco grande em hospitalidade e em experiências pro visitante.

Como chegar à Bodega Séptima

O endereço é Ruta Internacional 7, km 1061, Agrelo, Luján de Cuyo. A partir do centro de Mendoza, são cerca de 35 a 40 minutos de carro. A estrada é boa, mas vale usar GPS ou app de mapas pra não errar o acesso.

Por causa dessa distância e da quantidade de vinícolas espalhadas por Luján de Cuyo e pelo Vale de Uco, a gente sempre indica alugar um carro pra explorar Mendoza com calma. A liberdade de ir e voltar na hora que quiser, parar onde der vontade e não depender de horário de transfer faz toda a diferença num roteiro de vinícolas.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois. Se quiser se aprofundar, dá uma olhadinha na nossa matéria de aluguel de carro em Mendoza.

Uma coisa importante: se for beber, não dirija. Combine com alguém do grupo pra ficar como motorista designado, ou então opte por transfer, agência de passeios, táxi ou aplicativo pra ir até a bodega. Vinho e volante não combinam.

Vista externa da Bodega Séptima em Mendoza

Horários e reservas

Aqui vale um alerta: existe uma leve divergência de horários entre as fontes, então confirme sempre direto com a bodega na semana da visita. De modo geral, a Séptima costuma funcionar de segunda a sábado, das 10h às 17h, sendo que aos sábados algumas fontes indicam fechamento mais cedo, por volta das 15h40.

O ponto que não muda: aos domingos costuma estar fechada, então não conte com visita nesse dia. Em alta temporada (vindima e feriados), os horários e a disponibilidade podem sofrer ajustes.

A reserva antecipada é altamente recomendada, principalmente pra almoço e experiências especiais. Dá pra reservar por WhatsApp ou pelo formulário no site da bodega, e em épocas movimentadas as visitas e almoços esgotam fácil. Reserve com alguns dias de antecedência pra não ficar na mão.

Tipos de visita e degustações

A Séptima oferece visitas guiadas, degustações e experiências gastronômicas que costumam ser vistas como de bom custo-benefício na comparação com outras bodegas mais “estreladas” de Mendoza. Como os valores mudam bastante com o câmbio argentino, o ideal é trabalhar com faixas e confirmar os preços atualizados direto na loja oficial online da bodega.

  • Visita com degustação básica: tour pela vinícola (produção, caves e vinhedos) mais a prova de alguns rótulos da linha Séptima.
  • Degustações premium ou harmonizadas: com rótulos das linhas superiores, como Gran Malbec, 10 Barricas Gran Reserva e Lote Especial.
  • Almoço harmonizado: menu de passos com vista pra cordilheira, harmonizado com vinhos da casa.

O tour dá bastante ênfase não só na produção, mas também nos cuidados com o solo, no manejo das uvas e numa filosofia mais sustentável — o que ajuda muito a entender por que Mendoza é um terroir tão especial pro vinho. Fica atento também: muitas vezes as experiências completas (tour + degustação + almoço) saem mais vantajosas do que contratar tudo separado.

Onde comprar passeios e tours em Mendoza

Pra economizar nos ingressos e passeios, a regra de ouro é comprar antes, pela internet. Sai mais barato que na bilheteria, e você não corre o risco de chegar lá e estar esgotado pro dia que você queria — sem falar no tempo perdido na fila.

Outra dica é fugir do IOF: comprando no site oficial das atrações, a compra é na moeda do outro país, com 3,5% de IOF e sem parcelamento. Procure sempre sites com pagamento em reais.

Um site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios da região. Já costuma ser um dos mais baratos, mas a grande vantagem é poder pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: ele oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar sem custo nenhum.
  • Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma plaquinha com seu nome no desembarque. Muito mais fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.

Se quiser conhecer mais de uma vinícola num dia só, dá pra fazer também esse tour pelo sul da zona vitivinícola de Luján de Cuyo, que passa por adegas como Chandon, Zolo, Budeguer, Terrazas de los Andes e Belasco de Baquedano.

Estrutura e o que esperar

A Séptima é bem montada pra quem quer passar algumas horas: tem espaços internos e externos pra visitas e degustações, restaurante, vinhedos ao redor (lindos pra foto, especialmente no fim da tarde), estacionamento próprio e Wi-Fi.

O atendimento simpático e acolhedor é um ponto que sempre aparece nas avaliações como diferencial da casa. E aquela vista dos Andes lá do terraço é o grande momento — vale guardar um tempinho só pra isso, sem correria.

O restaurante da Séptima

O restaurante é parada quase obrigatória pra quem visita Mendoza. A ideia é juntar a parte gastronômica com aquela vista impressionante da cordilheira pelas grandes janelas e pelo terraço panorâmico, fazendo a refeição virar uma experiência por si só.

Além de almoçar, dá pra fazer degustações de rótulos de alta gama e explorar uma seleção de produtos exclusivos. Entre as opções de experiências que costumam aparecer estão:

  • Alta gama: Mesa del Sommelier ou Mesa del Sommelier Zero;
  • Restaurante: Menú 5 Tiempos, Menú 5 Tiempos Zero, Menú María Codorníu ou Menú 3 Tiempos;
  • Bar de Copas & Tapas: Tapeo Marraso, Tapeo Innovación, Tapeo María Codorníu, Tapeo Séptima Obra, Copas y tapas a la carta ou Copas a la carta;
  • Terraza: Tapeo Séptima Terrazza ou Tapeo Séptima Tierra;
  • Experiências: Tour Gran Prestige, Tour Emblemas, Tour Zero Alcohol ou compra de vinhos.

Olha as muitas possibilidades — é só escolher a que mais combina com o que você imaginou pra visita. A gente reforça: reserve com antecedência, porque as vinícolas de Mendoza são bem disputadas.

Restaurante da Bodega Séptima em Mendoza

Eventos de fim de tarde no terraço

Além do tour clássico, a Séptima costuma promover um ciclo sazonal de eventos no terraço (aproximadamente entre outubro e março), quinzenal às quintas-feiras, com música ao vivo, gastronomia mais leve (petiscos e tapas) e vinhos em taça — tudo com a vista dos Andes ao pôr do sol. Se der mau tempo, o evento vai pra uma versão indoor.

É um programa ótimo de fim de tarde, especialmente pra casais e grupos de amigos que querem algo mais descolado que a visita tradicional. Se a sua viagem cair nessa época, vale confirmar a agenda das quintas direto com a bodega.

Vinhos, rótulos e compras

Entre os rótulos que você encontra pra degustar ou levar pra casa estão linhas como Séptima Malbec, Séptima Obra, Gran Malbec, 10 Barricas Gran Reserva, Lote Especial, Tierra e Confiado. A casa trabalha tanto com vinhos tranquilos quanto com espumantes, combinando uvas de Agrelo e de terroirs do Vale de Uco.

Os preços na loja da vinícola tendem a ser mais competitivos do que em boa parte dos mercados brasileiros, mesmo considerando o câmbio. Vale a pena levar algumas garrafas das linhas superiores, como o Gran Malbec ou o 10 Barricas, que costumam ter ótima relação qualidade-preço comparados a rótulos equivalentes aqui no Brasil. Só pra ter ideia da escala, a bodega chega a produzir cerca de 3 milhões de garrafas por ano.

Melhor época para visitar

A visita rende em qualquer época, mas cada estação tem seu charme:

  • Primavera (set a nov): temperaturas agradáveis, vinhedos ficando verdes e céu limpo — ótimo pra foto no terraço.
  • Verão (dez a fev): calor forte, mas dias longos, ideal pros eventos de terraço e pôr do sol tardio.
  • Vindima (fim de fev a março): época da colheita, com clima mais festivo e experiências ligadas à safra.
  • Outono (abr e maio): vinhedos com folhas amareladas e avermelhadas, clima fresco e menos gente que no verão.
  • Inverno (jun a ago): seco e frio, com os Andes nevados de fundo — espetacular, mas as atividades ao ar livre ficam mais limitadas.

Resumindo: pra ver vinhedos cheios e clima de festa, vá no fim do verão e começo do outono. Pra menos movimento e céu claro, primavera e outono são imbatíveis.

Erros comuns (e como evitar)

A gente errou nessa na primeira vez: tentou encaixar três vinícolas e um almoço completo no mesmo dia, e acabou correndo em todas, sem aproveitar nenhuma direito. A Séptima, com restaurante e vista, merece mais tempo — não é parada de 40 minutos. Outros tropeços que dá pra evitar:

  • Não checar os horários atualizados: tem pequenas diferenças entre as fontes, principalmente em sábados e feriados. Confirme direto com a bodega na semana da visita.
  • Ir sem reserva na alta temporada: na vindima e nas férias de verão, visitas e almoços esgotam. Reserve com alguns dias de antecedência.
  • Subestimar o sol: mesmo em dias frescos, o sol de Mendoza é intenso. Leve protetor solar, óculos, chapéu e beba água junto com o vinho.
  • Chegar em cima da hora: chegue 15 a 20 minutos antes do tour agendado, especialmente em alta temporada. Leve documento ou passaporte, que algumas vinícolas pedem na recepção.

Seguro viagem para a Argentina

Atendimento médico fora do Brasil pode sair caro, e ninguém quer transformar uma viagem de vinhos em dor de cabeça por causa de um imprevisto. Por isso a gente sempre faz seguro viagem antes de embarcar.

Pra comparar opções e achar o melhor preço, use esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Dá uma olhada também na nossa matéria sobre o melhor seguro viagem para a Argentina pra entender o que vale a pena contratar.

Pra um dia bem aproveitado em Luján de Cuyo, ficar bem localizado em Mendoza faz toda a diferença: menos tempo no transporte e mais tempo curtindo as vinícolas. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Mendoza:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre a Bodega Séptima

Onde fica a Bodega Séptima?

Ela fica em Agrelo, no município de Luján de Cuyo, região vitivinícola clássica de Mendoza, aos pés da Cordilheira dos Andes. O endereço é Ruta Internacional 7, km 1061.

Quanto tempo de carro do centro de Mendoza até a Séptima?

São cerca de 35 a 40 minutos de carro a partir do centro de Mendoza. A estrada é boa, mas vale usar GPS ou app de mapas pra acertar o acesso.

Precisa reservar para visitar a Bodega Séptima?

Sim, a reserva antecipada é altamente recomendada, principalmente pra almoço e experiências especiais. Em alta temporada, como vindima e férias, as visitas costumam esgotar, então reserve com alguns dias de antecedência.

Quais os horários de funcionamento da Séptima?

Em geral funciona de segunda a sábado, das 10h às 17h (aos sábados algumas fontes indicam fechamento mais cedo, por volta das 15h40). Aos domingos costuma estar fechada. Confirme sempre direto com a bodega na semana da visita.

A Bodega Séptima tem restaurante?

Tem, e é um dos pontos altos da visita. Ele junta a parte gastronômica com a vista dos Andes pelas grandes janelas e pelo terraço panorâmico, com menus de passos harmonizados com vinhos da casa.

Vale a pena alugar carro para visitar as vinícolas de Mendoza?

Vale muito. As vinícolas ficam espalhadas por Luján de Cuyo e pelo Vale de Uco, e o carro dá liberdade total de horário e roteiro. Só lembre de combinar um motorista que não vai beber ou usar transfer/táxi nos dias de degustação.

Quais vinhos comprar na Séptima?

As linhas superiores, como Gran Malbec e 10 Barricas Gran Reserva, costumam ter ótima relação qualidade-preço comparadas a rótulos equivalentes no Brasil. A casa também trabalha com espumantes e linhas mais acessíveis, como Séptima Malbec e Séptima Obra.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina

A Bodega Séptima é daquelas visitas que ficam na memória — boa degustação, almoço gostoso e aquela vista dos Andes que rende as melhores fotos da viagem. Reserve com antecedência, vá sem pressa e separe um tempinho extra só pra curtir o terraço. A gente faria de novo numa boa.