
Kyoto é aquela cidade que a gente chega e sente que voltou no tempo. Antiga capital imperial do Japão, ela concentra alguns dos templos e bairros mais bonitos do país, e mesmo em 48 horas dá pra sentir o clima da cidade — desde que o roteiro seja bem amarrado.
Quando a gente foi pela primeira vez, o maior erro foi tentar ver tudo sem lógica geográfica. Resultado: passamos mais tempo em ônibus e trem do que dentro dos templos. Por isso, nesse roteiro de 2 dias a gente organizou as atrações por regiões, misturando o leste histórico com o oeste clássico e deixando os passeios noturnos por último, quando os bairros ficam mais bonitos.
E não esquece: aqui no nosso guia pra viajar barato pro Japão a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Primeiro dia em Kyoto: leste e oeste da cidade
Manhã: Kinkaku-ji e Ginkaku-ji
A viagem começa no Templo Kinkaku-ji, o famoso Pavilhão de Ouro. O templo é cercado por jardins e tem um lago logo na frente que reflete a construção dourada — é um dos cartões-postais mais reconhecíveis do Japão. O ingresso costuma custar em torno de 500 ienes.
Uma dica de quem já foi: vai bem cedinho, logo na abertura. O Kinkaku-ji lota rápido com excursões e, na foto do lago, o reflexo fica muito mais bonito com pouca gente atrapalhando o enquadramento.

Depois, seguindo pra cerca de 15 a 20 minutos de deslocamento, dá pra visitar o Templo Ginkaku-ji, o Pavilhão Prateado. Ele foi construído nas montanhas de Kyoto pra servir de refúgio durante a guerra, com a intenção original de ser totalmente revestido de prata (como o Kinkaku-ji foi de ouro), mas o projeto acabou não saindo do papel. O ingresso também gira em torno de 500 ienes.
Curiosidade: os dois templos formam um par clássico da cidade, e vale conhecer os dois pra sentir o contraste entre o dourado espetacular e a estética zen mais contida do Ginkaku-ji.

Tarde: Floresta de Bambus de Arashiyama
Depois do almoço, é hora de conhecer a Floresta de Bambus de Arashiyama. Saindo da Kyoto Station, o trem San-In (JR) chega até a Saga-Arashiyama Station em menos de 20 minutos. De lá, são cerca de 10 minutos de caminhada até o bosque de bambu.
Arashiyama é um dos passeios mais fotogênicos do Japão e rende muito porque, no mesmo bloco, dá pra visitar o Templo Tenryu-ji (patrimônio da UNESCO), atravessar a ponte Togetsukyo e, se sobrar fôlego, subir até o Monkey Park Iwatayama pra ver os macacos e ter uma vista panorâmica da cidade.

Falando em ingressos e passeios guiados: a gente sempre compra tudo com antecedência por esse site que a gente usa em todas as viagens. É o único que a gente conhece com pagamento já em reais (sem IOF de 6% de pagamentos internacionais), com opção de parcelar e cancelamento gratuito em boa parte dos tours. Comprar na hora, na frente da atração, sai mais caro e muita coisa esgota — principalmente em templos e visitas guiadas mais concorridas.
Outra vantagem é que tem vários tours gratuitos por lá, ótimos pra economizar. Pra Kyoto especificamente, vale conferir a visita guiada ao Fushimi Inari, que a gente já usou e ajuda muito a entender a história dos torii.
Se ainda tiver disposição, o Templo Kiyomizu-dera é uma parada quase obrigatória. Fica numa encosta e tem uma varanda imensa sustentada por colunas de madeira de 13 metros de altura. De lá dá pra ver Kyoto inteira, cercado de árvores e cerejeiras — na primavera, quando as sakuras florescem, o visual é ainda mais impressionante. O ingresso fica em torno de 500 ienes.

Noite: Gion e Pontocho
Pra fechar o primeiro dia com chave de ouro, vá pra Gion, o bairro tradicional famoso pelas gueixas, maikos e ruelas estreitas. Uma coisa importante: desde 2024, o acesso a algumas vielas privadas foi restringido por causa do excesso de turistas incomodando as gueixas — então a etiqueta é caminhar pelas ruas principais, respeitar a sinalização e nunca fotografar ninguém sem autorização.
Depois de passear por Gion, atravesse o rio Kamo até a Rua Pontocho, uma ruela estreita paralela ao rio, cheia de lanternas e restaurantes tradicionais. É um dos lugares mais bonitos de Kyoto pra jantar, com opções que vão do kaiseki (refeição tradicional em várias etapas) a izakayas mais informais. Um jantar simples costuma sair a partir de 2.000 ienes; um kaiseki completo pode passar dos 6.000.

Segundo dia em Kyoto: Fushimi Inari e centro histórico
Manhã: Fushimi Inari-taisha e Templo Kodai-ji
O segundo dia começa no Fushimi Inari-taisha, um dos santuários mais famosos do Japão. Construído em homenagem ao deus do arroz e do saquê, ele é conhecido pelos milhares de torii (portais xintoístas) laranjas que formam um túnel de cerca de 4 km subindo a montanha.
A gente errou nessa: tentou ir no meio da manhã e o começo da trilha tava impossível de fotografar. A dica de ouro é chegar logo na abertura, de preferência antes das 8h. A entrada é gratuita e o santuário fica aberto 24 horas — o acesso é fácil pela Estação Inari (linha JR Nara) ou pela Estação Fushimi Inari (linha Keihan), com uma caminhada de uns 7 minutos.

Depois, vale conhecer o Templo Kodai-ji, fundado em 1606 pela viúva de Toyotomi Hideyoshi, uma das figuras mais emblemáticas do período Sengoku. A arquitetura impressiona, e os jardins mudam de cara conforme a estação: cerejeiras na primavera, folhas avermelhadas no outono. O ingresso custa em torno de 600 ienes.

Tarde: Nishiki Market e compras
Do Kodai-ji, siga pro Nishiki Market, um mercado tradicional coberto que é uma das melhores paradas de almoço da cidade. Tem de tudo por lá: yakitori, tamagoyaki, mochi, tempurá, saquês locais e várias iguarias que só se encontram em Kyoto. Um almoço casual sai a partir de 1.000 a 2.000 ienes.
A entrada é gratuita e, nos arredores, ficam as ruas Teramachi e Shinkyogoku — ótimas pra fazer compras de souvenirs, papelaria japonesa e roupas.

Noite: Gion Corner
Pra fechar o roteiro, vá ao Gion Corner, um espaço cultural em que, em cerca de uma hora, gueixas e artistas apresentam sete tradições japonesas: cerimônia do chá, ikebana, kyogen (teatro cômico), gagaku (música da corte), koto, bunraku (teatro de marionetes) e dança kyomai. Os shows costumam acontecer no início da noite, por volta das 18h e 19h.
É uma forma bem eficiente de ter uma amostra da cultura tradicional japonesa sem precisar de vários dias de agenda — especialmente pra quem só tem 48 horas na cidade.

Como economizar até 42% nos hotéis de Kyoto!
Pra te ajudar a encontrar os melhores hotéis de Kyoto, com preços já filtrados e em português, dá uma olhadinha aqui:
👉 VER HOTÉIS DE KYOTO COM MELHOR PREÇO
Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.
Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Dicas essenciais pra aproveitar 2 dias em Kyoto
- Comece cedo: os templos mais famosos (Kinkaku-ji, Fushimi Inari, Kiyomizu-dera, Arashiyama) enchem muito rápido. Chegar na abertura muda completamente a experiência.
- Divida por regiões: agrupe atrações do leste no primeiro dia e do oeste no segundo (ou vice-versa) pra não perder horas no transporte.
- Transporte: a combinação trem (JR e Keihan) + caminhada costuma ser mais rápida do que depender só de ônibus, que ficam lotados em horários de pico.
- Etiqueta em Gion: respeite as placas de proibição, não entre em ruelas privadas e nunca fotografe gueixas sem permissão.
- Calçado confortável: dá pra passar dos 15 mil passos por dia facilmente em Kyoto.
- Google Maps offline: vale baixar o mapa da cidade antes, porque os nomes das estações e templos são todos em japonês e nem sempre o sinal ajuda.
Aluguel de carro no Japão (economize até 34%)
Kyoto em si é uma cidade que se explora melhor de trem e a pé, mas se você vai combinar a viagem com um bate-volta por Nara, Hakone, Monte Fuji ou alguma região rural, alugar carro faz muita diferença.
A principal dica pra economizar é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site delas.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então não paga IOF e dá pra parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, com sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. Usa o cupom GRUPODICAS pra garantir desconto.
A gente sempre pega também a proteção RentalCover: uma cobertura extra pra pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais — itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. E prefira sempre grandes locadoras como Nippon Rent-a-Car, Times, Toyota Rent, Nissan Rent e as internacionais Avis e Budget.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar/iene — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
⚠️ Lembrando: pra dirigir no Japão, o brasileiro precisa da tradução juramentada da CNH feita pela JAF (Federação Japonesa de Automóvel) ou a carteira internacional emitida em outro país signatário da Convenção de Genebra (a do Brasil não vale). Detalhes na nossa matéria de aluguel de carro no Japão.
Seguro viagem pro Japão
O seguro viagem não é obrigatório por lei pra entrar no Japão, mas é totalmente recomendado. O sistema de saúde japonês é excelente, porém caríssimo pra turista sem cobertura: uma consulta simples pode passar dos 15 mil ienes e uma internação vira uma dor de cabeça de milhares de dólares.
A gente usa esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo aplicado. Ele compara todas as principais seguradoras do mercado, mostra as coberturas lado a lado e o pagamento é em reais, parcelado em até 12x. Vale muito a pena a proteção financeira, ainda mais numa viagem longa como o Japão.
Chip de celular pro Japão
Ficar conectado no Japão é essencial: você vai depender do Google Maps o tempo todo, do tradutor pra ler cardápios e de apps de trem como o Japan Travel by NAVITIME. E como a maioria dos restaurantes e templos não tem Wi-Fi bom, chip próprio resolve.
A gente sempre usa esse chip de viagem, que chega em casa antes do embarque, já vem ativado quando você chega no destino e tem opção com internet ilimitada. Nada de ficar procurando loja no aeroporto japonês ou dependendo de Wi-Fi público.
Conta global pra levar dinheiro ao Japão
No Japão a moeda é o iene, mas dá pra chegar com dólar e converter por lá — ou, muito melhor, usar uma conta global em dólar que gasta direto no cartão sem IOF alto e sem taxa absurda de casa de câmbio.
A gente usa essa conta global, com cupom GRUPODICAS20. Dá pra abrir 100% digital, guardar em dólar, pagar em qualquer moeda e sacar em ATMs pelo mundo. É prático e economiza bastante na comparação com câmbio no aeroporto.
Perguntas frequentes sobre roteiro de 2 dias em Kyoto
Dá pra conhecer Kyoto em 2 dias?
Dá pra ter uma boa noção da cidade em 48 horas, sim, desde que o roteiro seja bem amarrado por regiões. O ideal seria 3 ou 4 dias pra explorar com calma, mas 2 dias cobrem os ícones (Kinkaku-ji, Fushimi Inari, Arashiyama, Gion e Kiyomizu-dera).
Qual a melhor época pra visitar Kyoto?
A primavera (fim de março a início de abril), com as cerejeiras, e o outono (novembro), com as folhas vermelhas, são as épocas mais bonitas. Também são as mais movimentadas e caras. Pra fugir de multidões, os meses de janeiro, fevereiro, junho e início de setembro são boas alternativas.
Como se locomover em Kyoto?
A combinação mais eficiente é trem (linhas JR e Keihan) + caminhada. Ônibus funcionam, mas ficam muito cheios em horário de pico e podem atrasar. Táxi é caro. Um bilhete de ônibus + metrô por 1 dia sai por cerca de 1.100 ienes e pode compensar em dias de deslocamento intenso. Detalhes na nossa matéria de como se locomover em Kyoto.
Quanto custa entrar nos principais templos de Kyoto?
Os ingressos costumam variar entre 400 e 600 ienes por templo. O Fushimi Inari é gratuito. Se você planeja visitar vários templos por dia, vale reservar um valor de uns 2.000 ienes só de entradas.
Preciso reservar ingresso pro Fushimi Inari e Kinkaku-ji?
Pro Fushimi Inari, não — a entrada é livre. Pro Kinkaku-ji e Kiyomizu-dera, o ingresso é comprado na hora, mas as filas ficam grandes no meio do dia. Se quiser combinar com visita guiada em português ou tours combinados, aí sim vale reservar com antecedência num comparador de tours.
É melhor ficar em Kyoto ou em Osaka?
Se o foco é Kyoto, vale ficar em Kyoto mesmo — dá pra sair cedo pros templos e voltar pra jantar em Gion ou Pontocho sem correria. Osaka funciona como base se você quiser fazer bate-volta pras duas cidades, mas perde tempo no trem todo dia.
Precisa de dinheiro em espécie no Japão?
Sim, ainda. Muitos templos, mercados de rua e restaurantes pequenos só aceitam iene em espécie. Vale ter sempre uns 5 a 10 mil ienes na carteira, mesmo usando cartão.
Economize ao máximo na sua viagem a Kyoto e ao Japão
- Como economizar no Japão: confira a matéria de como viajar barato pro Japão, com dicas de hotéis bons e baratos, melhores épocas e mais.
- Roteiro de 1 dia em Kyoto: se você tem menos tempo, veja o roteiro rápido de 1 dia em Kyoto.
- Museus em Kyoto: se sobrar tempo, conheça os melhores museus em Kyoto.
- Transporte na cidade: entenda como se locomover em Kyoto gastando pouco.
- Onde ficar: a hospedagem faz muita diferença. Veja nossa matéria de onde ficar em Kyoto.
Kyoto é uma cidade que a gente sempre volta com vontade de mais. Mesmo em 2 dias, a mistura de templos, bambus, gueixas e comida tradicional deixa memória forte. A dica final é: acorda cedo, respeita a etiqueta local (silêncio nos templos, sem fotos onde é proibido) e reserva pelo menos uma noite pra jantar sem pressa em Pontocho — é o tipo de experiência que fecha a viagem em grande estilo.