
Alugar carro no Chile abre portas pra alguns dos cenários mais bonitos da América do Sul — mas o barato pode virar caro rapidinho se você não entender as taxas, o pedágio eletrônico e o famoso IVA de 19%. A gente já rodou bastante por lá e montou esse guia pra você pegar carro pagando o menor preço possível e sem nenhuma surpresa no balcão.
A primeira vez que a gente alugou em Santiago, quase caiu na cilada do pedágio: achamos que “não tinha pedágio” porque não existe cabine nas autopistas urbanas, e depois descobrimos que tudo é cobrado eletronicamente. Calma que a gente explica tudo isso aqui embaixo.
E não esquece: aqui no nosso guia de como economizar muito na sua viagem ao Chile a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios.
Como alugar carro no Chile pagando barato
O segredo pra economizar de verdade é simples: reservar com antecedência pela internet, comparar locadoras antes de fechar e entender as taxas que entram na conta. Reservando antes você compara modelos, preços e políticas de seguro, e ainda garante a tarifa mais baixa.
Os dados de comparadores mostram que reservar cerca de 3 a 4 semanas antes costuma pegar valores abaixo da média. Em alta temporada, então, nem pense em deixar pra última hora — o preço dispara e os carros econômicos somem.
Outra coisa que ajuda muito: testar retirar na cidade em vez do aeroporto. O aeroporto de Santiago concentra todas as locadoras, mas às vezes cobra taxas extras que encarecem a diária. Vale comparar os dois cenários.
O comparador de carros que a gente usa no Chile
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado de uma vez e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem grande é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa. Dividindo o valor entre os viajantes, os custos de locação, gasolina e estacionamento ficam bem mais acessíveis.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras — e no Chile a franquia padrão costuma ser bem alta.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Quanto custa alugar carro em Santiago
Pra você ter uma noção de faixa de preço (lembrando que varia muito com a época e a antecedência):
- Carros básicos (hatch/compacto): a média gira em torno de R$ 160 a R$ 230 por dia.
- Ofertas pontuais: em baixa temporada ou promoção, dá pra achar categorias econômicas em torno de R$ 90 a R$ 130 por dia.
- SUVs: a categoria mais reservada no Chile, com média em torno de R$ 260 a R$ 400 por dia.
- Aluguel por semana: sai mais barato por dia do que reservas picadas, com média semanal em torno de R$ 1.300 a R$ 1.600 pra carros econômicos.
Um detalhe que muita gente esquece: além da diária, entra o IVA de 19% e o seguro obrigatório. Olhe sempre o valor final, não só o “valor seco” da diária, pra não tomar susto.
Melhor época pra alugar carro barato no Chile
O preço varia bastante ao longo do ano. Em geral:
- Mais barato: abril, maio, agosto, setembro e início de novembro. Maio e setembro costumam ser os meses com as menores médias, em torno de R$ 180 a R$ 190 por dia, especialmente em dias de semana.
- Mais caro: janeiro e fevereiro (férias de verão no Chile e no Brasil), Semana Santa, feriados prolongados, Natal e Ano Novo. Fevereiro costuma ser o pico.
Se dá pra escolher a data, fugir de fevereiro já economiza um bom dinheiro.
Quais as melhores empresas de aluguel de carro no Chile?
As locadoras internacionais líderes de mercado estão presentes em Santiago, principalmente no Aeroporto Internacional (SCL) e em bairros centrais como Providencia, Las Condes e Centro. As mais conhecidas são:
- Alamo
- Hertz
- Avis
- Thrifty
- Sixt
- Budget
- Europcar
Além delas, locadoras locais como a Chilean Rent a Car têm presença forte, com lojas em várias cidades e aeroportos — Santiago, Valparaíso, Viña del Mar e Atacama. Em muitos casos dá pra pegar o carro em uma cidade e devolver em outra, mas fique atento à taxa de “one way” (devolução em local diferente), que pode pesar na conta.
Documentos pra alugar carro no Chile sendo brasileiro
Alugar por lá é mais simples do que muita gente imagina. Em geral você vai precisar de:
- Carteira de motorista brasileira (CNH) dentro da validade — costuma ser aceita.
- Permissão Internacional para Dirigir (PID): embora muitos brasileiros aluguem só com a CNH, é recomendável levar a PID por garantia. Você tira no Detran (inclusive online) e recebe em casa em poucos dias.
- Cartão de crédito internacional em nome do condutor principal, exigido pra caução/garantia.
- Documento de entrada no Chile: RG em bom estado (emissão recente) ou passaporte válido.
- Idade mínima: em geral a partir de 21 anos, com 1 a 2 anos de habilitação (varia por locadora). Motoristas de 21 a 24 anos podem pagar taxa extra diária.
Nossa dica: assim que fechar a reserva, mande um e-mail pra locadora confirmando os documentos exigidos pra aquela tarifa específica. Cinco minutos te poupam dor de cabeça no balcão.
IMPORTANTE: pra uma viagem ao Chile, o seguro viagem e o chip de celular são dois itens indispensáveis. A gente compra o esse chip de viagem que a gente usa e esse comparador de seguros. Sempre economizamos e nunca tivemos problema.
Pedágios TAG: o erro que custa caro
Essa é a parte que mais pega o brasileiro de surpresa. Santiago tem vias expressas urbanas — como Costanera Norte, Autopista Central e Vespucio Norte — que usam um sistema eletrônico de pedágio chamado TAG, parecido com o Sem Parar. Não tem cabine física, então parece que “não tem pedágio”. Mas tem, e ele é cobrado eletronicamente.
Como funciona na prática: na maioria das locadoras o TAG já vem incluído no contrato (como taxa diária ou pacote), e os pedágios usados são cobrados na devolução. Isso é o mais prático pra turista. Se o carro não tiver TAG no contrato, você mesmo precisa consultar e pagar depois — o valor fica disponível em torno de 11 dias após o uso, em sites específicos onde você digita a placa, com prazo de até 30 dias pra pagar.
Confirme com a locadora se o TAG está incluído. Muito brasileiro acha que não pagou nada e depois leva susto com cobranças acumuladas ou multas por não pagamento.
Seguros do carro: o que olhar
No Chile, ao alugar você precisa contratar seguro. O pacote básico cobre colisão e roubo, mas geralmente com uma franquia (dedutible) bem alta — ou seja, em caso de batida você ainda paga uma parte que pode ser salgada.
Duas dicas importantes:
- Verifique quanto é a franquia antes de fechar. É aí que o barato pode virar caro.
- Cheque se o cartão de crédito que você vai usar oferece seguro de carro alugado válido no Chile — em alguns casos isso permite recusar seguros extras e economizar.
No balcão, a locadora costuma oferecer seguros adicionais com valor alto. Avalie com calma: a proteção RentalCover do comparador, contratada antes, costuma sair bem mais em conta e cobrir mais coisas do que o extra vendido na hora.
Seguro do carro x seguro viagem (não confunda)
Muita gente mistura os dois no planejamento. O seguro do carro é feito na locação e cobre batidas, roubos e danos ao veículo. Já o seguro viagem é outra coisa: cobre assistência médica, odontológica, roubo de bagagem e imprevistos com você. São coberturas diferentes e complementares.
Pra achar um seguro viagem bom e barato, vale usar esse comparador de seguros, que já vem com 18% de desconto exclusivo pra galera do Grupo Dicas. Atendimento médico fora do Brasil custa caro, então é proteção que não dá pra deixar de lado.
Combustível e estacionamento no Chile
No Chile a gasolina se chama “bencina” e é vendida por octanagem (93, 95 e 97), não por “comum/aditivada” como aqui. Pra o brasileiro é curioso pedir “bencina 95”. Em Santiago, o litro da gasolina costuma sair em torno de R$ 6,50 a R$ 7,00, e o diesel um pouco mais barato (perto de R$ 6,00) — se o roteiro tem muitos quilômetros e tiver opção a diesel, pode reduzir o custo total.
Outro custo que muita gente esquece de colocar na conta: estacionamento na cidade quase sempre é pago. Em bairros centrais, funcionários administram o estacionamento de rua e entregam um recibo com tempo e valor, e há vários estacionamentos subterrâneos sinalizados com um “E” azul.
Usar o GPS do celular em vez do GPS da locadora
As locadoras oferecem GPS instalado no carro, mas cobram um valor extra por dia. Sai muito mais em conta usar o GPS do seu próprio celular com um chip de internet. Com esse chip de viagem que a gente usa você navega no Google Maps, faz ligações e usa internet o tempo todo, e ainda pode receber o chip em casa antes de viajar. Mais barato e mais prático.
Qual modelo de carro alugar no Chile?
A dica é escolher um carro que comporte bem todos os viajantes e as bagagens, com porta-malas grande, principalmente se você pretende fazer compras. Muitas vezes a diferença de preço entre um carro pequeno e um intermediário é pequena e compensa pelo conforto.
O SUV é a categoria mais reservada no Chile, porque oferece mais conforto e segurança em estradas de montanha — útil se você vai pra cordilheira ou estações de esqui. Mas é também a categoria mais cara e que mais consome combustível, então pese o que vale pro seu roteiro.
Vale a pena alugar carro no Chile?
Depende muito do seu roteiro. Vale muito a pena se:
- Você planeja bate-voltas pra vinícolas mais afastadas, Cajón del Maipo, litoral (Valparaíso e Viña del Mar) ou roteiros de vários dias pelo país.
- Está em família ou grupo, diluindo os custos entre os viajantes.
- Quer ir pra regiões como Pucón ou San Pedro de Atacama, ou percorrer rodovias que cortam a Cordilheira dos Andes — um dos cenários mais bonitos do mundo.
Já não compensa tanto se a sua estadia for focada só em Santiago, onde o metrô é eficiente e os apps de transporte funcionam bem, e onde quase todo estacionamento é pago. E se o plano for degustar muito vinho nas vinícolas, melhor considerar tours ou motorista — dirigir depois é furada.
Cruzar pra Argentina com carro alugado
Se você sonha em pegar o carro em Santiago e cruzar pra Mendoza, atenção: não dá pra simplesmente atravessar a fronteira. Você precisa de uma autorização especial oficial, emitida em cartório pela locadora, com processo que pode levar em torno de 7 a 10 dias e custar na faixa de 100.000 pesos chilenos (algo em torno de R$ 550 a R$ 600).
Pra muita gente, se o objetivo não for explorar muito de carro do lado argentino, sai mais em conta ir de ônibus Santiago–Mendoza (cerca de 7 horas, em torno de R$ 300 por pessoa) e alugar carro lá, se precisar. Faça a conta antes de decidir.
Transfer do aeroporto ao hotel
Se você não vai alugar carro logo de cara, uma boa pra ir do aeroporto ao hotel (e vice-versa) é o transfer. É seguro, costuma sair mais barato que táxi e você não enfrenta fila nem perde tempo. Pra pesquisar os melhores preços dá pra usar esse site que a gente usa em todas as viagens, que tem boas ofertas e pagamento já em reais.
Erros comuns de brasileiros ao alugar carro em Santiago
- Ignorar o pedágio TAG: achar que não tem pedágio porque não vê cancela e depois levar cobranças acumuladas ou multas.
- Esquecer o IVA de 19%: olhar só a diária “seca” e tomar susto com o valor final no balcão.
- Não revisar o carro na retirada: deixar de fotografar riscos, amassados e o interior pode gerar conflito na devolução. Registre tudo.
- Subestimar o trânsito de Santiago: nos horários de pico as autopistas urbanas ficam carregadas, e a viagem demora bem mais do que o Google Maps mostra em horário vazio.
- Esquecer a cadeirinha de criança: a lei chilena é rígida, e alugar a cadeira na hora costuma sair caro.
- Dirigir cansado depois do voo: muita gente chega de madrugada e já pega estrada pro litoral ou montanha sem descansar — perigoso.
- Não checar regras pra cruzar a fronteira: achar que pode ir pra Argentina sem aviso. Precisa da autorização formal da locadora.
Com criança ou em grupo, ficar bem localizado em Santiago faz toda a diferença: menos deslocamento, hotel perto de metrô e dos pontos de retirada de carro. Olha aqui a melhor região pra se hospedar no Chile:
Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre aluguel de carro no Chile
Precisa de carteira internacional pra dirigir no Chile?
A CNH brasileira dentro da validade costuma ser aceita, e muitos brasileiros alugam só com ela. Mesmo assim, é recomendável levar a Permissão Internacional para Dirigir (PID) por garantia, já que o Chile pode exigi-la em alguns casos. Tire no Detran e confirme com a locadora antes de viajar.
Quanto custa em média alugar carro em Santiago?
Carros básicos giram em torno de R$ 160 a R$ 230 por dia, com ofertas pontuais a partir de R$ 90 a R$ 130 em baixa temporada. SUVs custam mais, em torno de R$ 260 a R$ 400. Lembre que o IVA de 19% e o seguro entram por cima da diária anunciada.
Qual o melhor mês pra alugar carro barato no Chile?
Maio e setembro costumam ter as menores médias, com bons preços também em abril, agosto e início de novembro. Os meses mais caros são janeiro e fevereiro (verão), além de Semana Santa, feriados prolongados, Natal e Ano Novo.
Como funcionam os pedágios no Chile?
As vias expressas de Santiago usam o pedágio eletrônico TAG, sem cabine física. Na maioria das locadoras o TAG já vem incluído e os valores são cobrados na devolução. Confirme isso no contrato pra não tomar surpresa com cobranças depois.
Vale a pena alugar carro só pra ficar em Santiago?
Em geral não. Santiago tem metrô eficiente e apps de transporte funcionando bem, e quase todo estacionamento é pago. O carro compensa mesmo se você vai fazer bate-voltas (Valparaíso, Viña del Mar, Cajón del Maipo, vinícolas) ou roteiros de vários dias pelo país.
Dá pra ir de carro alugado do Chile pra Argentina?
Dá, mas só com uma autorização especial emitida em cartório pela locadora, que leva em torno de 7 a 10 dias e custa cerca de R$ 550 a R$ 600. Se você não vai explorar muito o lado argentino de carro, o ônibus Santiago–Mendoza costuma compensar mais.
Preciso de seguro viagem além do seguro do carro?
Sim, são coberturas diferentes. O seguro do carro cobre o veículo (batidas, roubo, danos), enquanto o seguro viagem cobre você (assistência médica, bagagem, imprevistos). Atendimento médico no exterior custa caro, então o seguro viagem é essencial.
Economize ao máximo na sua viagem ao Chile:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Leia nossa matéria de como viajar barato para o Chile, com todas as dicas pra economizar ao máximo.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações do Chile da forma mais barata e segura.
- Pesos: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para o Chile, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar no Chile pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior pode sair caro. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato seguro viagem.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, alugar carro no Chile pode ser uma das melhores decisões da viagem — desde que você reserve com antecedência, compare nos dois comparadores e entenda as taxas. A gente já rodou de Santiago ao litoral e à cordilheira de carro e foi inesquecível; só fique de olho no pedágio TAG e no IVA que o barato continua barato. Boa estrada!







