
Santiago é um daqueles destinos que cabe no bolso de quem viaja com estratégia, mas que também consegue esvaziar a carteira de quem chega sem planejar. A diferença está nos detalhes: a época que você escolhe, o bairro onde se hospeda, como se locomove e onde come.
Quando a gente foi pela primeira vez, errou no básico: pegou táxi na porta do aeroporto e pagou quase o dobro do que valia. Depois daquilo, aprendeu cada truque pra gastar bem menos sem abrir mão do que importa, e é tudo isso que a gente reuniu aqui.
E não esquece: aqui no nosso guia completo de como viajar barato para o Chile a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, do hotel ao chip.
Melhor época pra ir gastando pouco
A primeira economia começa antes de comprar a passagem: escolher o mês certo muda completamente o valor da viagem. A baixa temporada em Santiago costuma ser de março a maio (outono) e de setembro a novembro (primavera). Nesses períodos a diária de hotel pode sair de 20% a 40% mais barata do que na alta.
A alta temporada, mais cara e disputada, é de junho a agosto (auge da neve, época que os brasileiros lotam as estações de esqui) e da virada de dezembro pra janeiro (férias e Réveillon).
Tem outra vantagem em ir no outono ou na primavera além do preço: o clima fica agradável, com dias em torno de 15 a 25 ºC, e você não precisa investir em roupa técnica de neve, que é cara e pesa no orçamento. Dá pra fazer city tour, vinícolas e parques tranquilo.
Vale ainda pesquisar voos no meio da semana. Voo de segunda, terça ou quarta costuma sair mais barato que o de fim de semana, e os voos noturnos também tendem a ser mais em conta.
Transporte: o erro que mais custa caro
Olha, se tem uma dica que sozinha já paga a leitura deste post é essa: fuja do táxi de rua, principalmente no aeroporto. É o ponto número um de golpe com turista em Santiago, com taxímetro adulterado, troco errado e valores abusivos. A gente caiu nessa e não recomenda pra ninguém.
Pra sair do aeroporto, as opções boas e baratas são:
- Transfer compartilhado (Transvip e similares): em torno de CLP 10.000 a 15.000 por pessoa até os bairros turísticos, com hora marcada e bagagem segura.
- Ônibus + metrô: empresas como Centropuerto e TurBus ligam o aeroporto às estações de metrô por uns CLP 2.000 a 3.000 por trecho, mais o metrô. É o mais econômico de todos.
Se você não quer alugar carro e prefere chegar tranquilo, vale reservar antes esse site que a gente usa em todas as viagens pra organizar transfer e passeios. Dá pra escolher só ida, só volta ou ida e volta, ver o tipo de carro, o tempo do trajeto e o valor antes de fechar, em reais e sem surpresa na chegada.
Dentro da cidade, o metrô é a forma mais barata e eficiente de turistar. A rede é ampla, limpa e rápida, e a tarifa gira em torno de CLP 700 a 950 por viagem dependendo do horário de pico. A dica é comprar o cartão de transporte (o equivalente ao bilhete único) logo no primeiro dia e já carregar crédito pra estadia inteira.
Os aplicativos (Uber, Cabify, Didi) são muito usados pelos brasileiros e considerados bem mais confiáveis que o táxi comum, principalmente à noite e pra ir de um bairro a outro. Os ônibus urbanos usam o mesmo cartão do metrô e também saem em conta, mas são menos intuitivos pra quem não conhece a cidade.
Hospedagem: onde ficar pra economizar
A hospedagem costuma ser um dos maiores gastos da viagem, então escolher bem o bairro faz toda a diferença. Em Santiago, a melhor região custo-benefício é Providencia: segura, cheia de restaurantes e mercados, com várias estações de metrô e boa variedade de hotéis em diferentes faixas de preço.
Las Condes é mais residencial e classe média alta, muito seguro, com diárias geralmente um pouco mais altas, mas tem boas opções de apartamento com cozinha, o que ajuda a cortar o gasto com comida. Já o centro tem diárias mais baratas, porém à noite algumas áreas ficam vazias, então vale escolher bem a região e evitar caminhadas tarde.
Uma dica de ouro pra economizar: escolha uma hospedagem com cozinha. Fazendo o café da manhã e alguns jantares com compras de supermercado, o gasto diário cai muito.
Reserve com antecedência. Quanto antes você fecha, mais barato sai, e a maioria dos hotéis oferece cancelamento gratuito, o que dá uma segurança boa pra quem quer planejar sem risco.
Pra você não errar no bairro, a gente preparou um mapa personalizado com a melhor região de Santiago e os hotéis que valem a pena. Olha aqui onde se hospedar pra ficar bem localizado e economizar:
Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Alimentação barata em Santiago
Comer bem gastando pouco em Santiago é totalmente possível. A grande sacada é o menú del día (combinado do dia), oferecido por muitos restaurantes de bairro no almoço: entrada, prato principal e às vezes sobremesa por valores em torno de CLP 6.000 a 10.000, muito mais barato que pedir à la carte.
Os supermercados grandes (Jumbo, Lider, Tottus) são ótimos pra montar café da manhã completo e comprar frutas e snacks pros passeios. E o Mercado La Vega é um mercado popular com frutas, verduras e comida típica chilena a preços bem mais baixos que os restaurantes turísticos.
O Mercado Central é famoso pelos restaurantes de frutos do mar, mas boa parte é voltada pra turista, com preço mais alto. O Patio Bellavista, a zona gastronômica mais conhecida, é legal pra uma noite especial, mas não é onde você quer fazer todas as refeições se a meta é economizar.
Mais uma dica boba que economiza: peça sempre o vinho da casa, costuma ser o mais barato e, no Chile, é quase sempre bom.
Sobre a gorjeta: no Chile é costume incluir 10% de propina em restaurantes de mesa, e ela geralmente vem sugerida na conta. Recusar sempre pode soar grosseiro, então, se o atendimento foi razoável, é normal pagar.
Passeios gratuitos e baratos
Santiago é generosa com quem quer passear de graça. Dá pra montar dias inteiros de programação sem gastar quase nada:
- Cerro San Cristóbal (Parque Metropolitano): vista panorâmica da cidade, trilhas e áreas verdes. Dá pra subir a pé de graça ou pagar um valor acessível no funicular.
- Cerro Santa Lucía: mirantes, jardins e fontes, com entrada gratuita ou taxa simbólica.
- Plaza de Armas e centro histórico: Catedral Metropolitana, prédios históricos e museus por perto. Muitos museus famosos têm entrada gratuita aos domingos.
- Parques urbanos (Bicentenario, Araucano, Forestal): perfeitos pra um piquenique com compras de supermercado, economia enorme em relação a restaurante.
Entre os pagos que valem o investimento, o Sky Costanera tem mirante 360º no topo do prédio mais alto da América Latina, com ingresso em torno de CLP 15.000 a 20.000. Pra economizar, vá em horário menos concorrido e procure combos online.
Vários dos passeios mais legais são bate-volta, e dá pra economizar comprando direto e comparando preços. Os mais procurados são:
- Cajón del Maipo
- Valle Nevado
- Farellones
- Viña del Mar
- Valparaíso
- Vinícolas Concha y Toro e Undurraga
Pra reservar tudo isso com tranquilidade, vale usar esse site de passeios que a gente sempre usa. Dá pra ver as avaliações, pagar em reais e parcelar, e reservar com antecedência pra fugir do preço de última hora, que costuma ser bem mais salgado.
Compras: vale a pena em Santiago?
O Chile sempre foi conhecido como destino de compras, principalmente de eletrônicos e produtos importados, que muitas vezes saem mais baratos do que no Brasil. Quando o dólar sobe, a procura pelo país aumenta justamente por isso.
Um bom bairro pra fazer compras de tudo um pouco é o Patronato, enorme e com preços variados. Se você está de olho em eletrônicos, pode valer a pena esperar pra comprar por lá, comparando bem os valores antes de fechar.
Câmbio: onde trocar dinheiro sem perder
Trocar dinheiro no aeroporto é um clássico erro que custa caro: as casas de câmbio de lá costumam ter a pior cotação. O ideal é trocar o mínimo no aeroporto, só pra um lanche ou o deslocamento, e fazer o grosso da troca em casas de câmbio do centro ou de Providencia.
Pagando no cartão de crédito comum, ainda entra o IOF, que encarece o gasto e só aparece na fatura. Por isso muita gente prefere levar uma parte em dinheiro vivo e o resto em um cartão melhor.
A forma que a gente mais usa hoje é abrir uma conta digital global em dólar e pagar tudo pelo cartão dela, independente da moeda do destino. A compra dos dólares na conta global que a gente usa sai bem mais barata, porque você compra na cotação comercial, e o IOF nas compras é bem menor que o do cartão de crédito tradicional.
O único documento exigido é o RG ou a CNH, o atendimento é em português e não tem taxa pra abrir nem manter a conta. Dá pra usar em qualquer país do mundo, então serve pra essa e pras próximas viagens. Quem abrir com o código GRUPODICAS20 ainda ganha até 20 dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio.
Seguro viagem: parece gasto, mas é economia
Pode parecer um custo a mais, mas qualquer problema médico no exterior costuma sair muito mais caro que o próprio seguro. Por isso a gente sempre recomenda contratar antes de viajar, com assistência médica, odontológica e cobertura de extravio de bagagem.
Pra comparar e achar o melhor preço, vale usar esse comparador de seguros, que mostra os planos das principais empresas, parcela no cartão e já vem com desconto exclusivo pros nossos leitores. A recomendação geral é fechar uma cobertura de assistência médica de pelo menos 30 mil dólares.
Internet e celular sem susto na fatura
Um dos erros que mais pesam é usar o chip do Brasil em roaming: a conta volta absurda. A dica pra economizar muito é levar um chip pré-pago internacional, que sai bem mais barato e você usa à vontade.
Com internet no celular, você não precisa pagar o Wi-Fi de hotel, usa o GPS pra se localizar e ainda chama Uber sem depender de rede aberta. Depois de testar várias opções, a gente fechou com esse chip de viagem que a gente usa: empresa brasileira, atendimento rápido em português, internet ilimitada e entrega em casa antes de viajar.
Erros que fazem você gastar demais em Santiago
Pra fechar, juntamos os deslizes mais comuns dos brasileiros que vão a Santiago e como evitar cada um:
- Pegar táxi na rua em ponto turístico (aeroporto, Costanera Center, Bellavista, centro): muitos golpes. Use app, metrô ou transfer oficial.
- Trocar dinheiro no aeroporto: cotação ruim. Troque o mínimo lá e o resto no centro ou em Providencia.
- Comprar roupa de neve cara no Brasil: dá pra alugar casaco e calça em Santiago ou nas estações.
- Reservar passeio de neve em cima da hora: na alta, reserve com 2 a 3 meses pra garantir vaga e preço melhor.
- Achar que tem neve o ano inteiro: neve garantida costuma ser de meados de junho a agosto nas estações mais altas.
- Não levar dinheiro em espécie pra passeios fora da cidade: em áreas afastadas nem sempre o cartão funciona.
- Beber álcool na rua: é proibido no Chile e rende multa. Aproveite as degustações nas vinícolas ou no hotel.
- Achar o centro 100% seguro a qualquer hora: visite de dia, mantenha a bolsa na frente do corpo e atenção redobrada no metrô.
Sobre documentos: pra turismo, o brasileiro entra no Chile só com o RG em bom estado e com emissão recente, sem precisar de passaporte na maioria das situações, o que já é uma economia.
Pra um roteiro curto ou longo, ficar bem localizado em Providencia economiza horas de transporte e te deixa mais tempo de passeio. Olha de novo o nosso mapa com a melhor região pra se hospedar em Santiago antes de fechar a viagem.
Onde ficamos em Santiago do Chile (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem duas regiões que são as melhores para os turistas em Santiago. Uma é Providencia, ideal para quem quer ficar perto de áreas movimentadas, com muitos bares, restaurantes e lojas. A outra é o Centro Histórico, que é o coração cultural e histórico da cidade. Essa região é cheia de hotéis, museus, e restaurantes, além de oferecer preços geralmente mais baixos que os de Providencia.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre economizar em Santiago do Chile
Qual a época mais barata pra viajar a Santiago?
O outono (março a maio) e a primavera (setembro a novembro) são as épocas mais econômicas, com diárias até 40% mais baratas que na alta. O inverno (junho a agosto) e o fim de dezembro a janeiro são os períodos mais caros.
Vale a pena alugar carro em Santiago?
Dentro da cidade, não compensa: o metrô é barato, rápido e cobre quase tudo, e o trânsito mais o estacionamento encarecem. Carro só faz sentido se você vai explorar regiões espalhadas; pra os bate-voltas de neve e vinícolas, o ideal é transfer organizado.
Como ir do aeroporto ao centro gastando pouco?
As opções mais baratas e seguras são o ônibus (Centropuerto ou TurBus) ligando ao metrô, por uns CLP 2.000 a 3.000, ou o transfer compartilhado, em torno de CLP 10.000 a 15.000 por pessoa. Evite o táxi de rua do aeroporto.
Onde é mais barato e seguro se hospedar em Santiago?
Providencia tem o melhor custo-benefício: segura, perto do metrô e com bastante restaurante e mercado. Escolher uma hospedagem com cozinha ajuda a economizar muito com refeições.
Onde trocar dinheiro no Chile?
Evite as casas de câmbio do aeroporto, que têm a pior cotação. Troque o mínimo na chegada e o restante no centro ou em Providencia. Uma conta global em dólar costuma ser a forma mais econômica de pagar lá.
Preciso de seguro viagem pra ir ao Chile?
Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendado: atendimento médico no exterior pode sair caríssimo, e o seguro acaba sendo uma proteção financeira que custa pouco perto do risco.
Dá pra comer barato em Santiago?
Dá sim. O menú del día no almoço (em torno de CLP 6.000 a 10.000) é ótimo, e compras em supermercados como Lider e Jumbo ou no Mercado La Vega reduzem bastante o gasto com comida.
Economize ao máximo na sua viagem ao Chile
- Economizando: não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para o Chile, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações do Chile da forma mais barata e segura.
- Carro: se você vai explorar o Chile de norte a sul, veja como alugar um carro no Chile pelo menor preço possível.
- Pesos: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para o Chile, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar no Chile pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, economizar em Santiago é menos sobre cortar experiências e mais sobre fazer as escolhas certas. A gente voltou de lá tendo aproveitado tudo, dos cerros às vinícolas, gastando bem menos do que imaginava no começo. Planeje com calma, reserve com antecedência e boa viagem!






