Vista de Florença, Itália

Florença é uma daquelas cidades que parecem um museu a céu aberto: você vira uma esquina e dá de cara com uma igreja gótica, uma escultura renascentista ou uma vista do Arno que para o coração. E o melhor é que dá pra ver o essencial em 2 dias, porque o centro histórico é compacto e quase tudo se faz a pé.

Neste roteiro a gente organizou os dois dias de um jeito que rende: arte, igrejas, mercados e um pôr do sol clássico, sem você correr feito doido nem ficar horas em fila. Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como tudo é pertinho, dá pra ir de um cartão-postal a outro andando.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Florença a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Primeiro dia em Florença

O que fazer de manhã

Pra começar esse roteiro, a gente sempre indica que você comece o dia bem cedo. Assim dá pra visitar todos os pontos turísticos com calma, curtindo a cidade com qualidade e aproveitando tudo ao máximo, sem aquela sensação de estar sempre correndo.

Vista da cidade de Florença no outono.

O primeiro ponto turístico que a gente indica conhecer é a Basílica di Santa Maria del Fiore, o famoso Duomo, principal igreja e símbolo máximo da cidade. Considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, ela começou a ser construída em 1296 e foi inaugurada quase 200 anos depois. A cúpula de Brunelleschi e a fachada de mármore verde e branco são de impressionar.

A entrada na catedral em si é gratuita, mas a subida à cúpula, o campanile, o batistério e o museu da Opera del Duomo costumam ser vendidos num bilhete integrado, que fica em torno de €18 a €25 dependendo do tipo. O complexo geralmente abre pela manhã (por volta das 8h30–9h30) e fecha no fim da tarde, com horários reduzidos aos domingos.

A gente errou nessa na primeira viagem: tentou subir na cúpula sem reserva e não rolou, porque a subida exige ingresso antecipado com hora marcada. Na alta temporada as filas viram a esquina, então compra com antecedência e escolhe um horário cedo.

Basilica di Santa Maria del Fiore em Florença.

Em frente à basílica, passeie pela Piazza del Duomo, outro cartão-postal da cidade. Também conhecida como Praça da Catedral, é uma das mais visitadas do país e ainda tem o batistério de São João bem ali do lado, famoso pelas “Portas do Paraíso”. Muita gente só vê por fora, mas o interior dele, com mosaicos dourados, vale a olhadinha (e costuma estar incluído no bilhete combinado do Duomo).

Em seguida, caminhe alguns minutos até a Galleria dell’Accademia. É o museu que guarda uma das obras de arte mais famosas do mundo: o Davi original de Michelangelo. A escultura fica no interior do museu, mas a cidade tem outras duas réplicas — uma na Piazza della Signoria e outra na Piazzale Michelangelo.

O Davi original costuma ser depois de uma visita relativamente rápida, de 1h a 1h30, já que o museu é manejável. Os ingressos ficam na faixa de €15 a €25, variando com taxa de reserva e exposições. Importante: o museu costuma fechar às segundas, então confira na hora de programar.

Fundada em 1784, a Accademia também tem obras de Botticelli, Bronzino e Bernardo Daddi, além de salas temáticas como o Museu de Instrumentos Musicais. Pra reservar a visita guiada à Galeria Accademia, a gente usa esse site que serve a gente em todas as viagens.

Escultura David de Michelangelo exposta no museu.

Onde comprar os ingressos de Florença e da Itália

Antes de seguir o roteiro, deixa a gente dar uma dica que vale ouro pra economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Em Florença, comprar com antecedência não é luxo — é necessidade, porque Uffizi, Accademia e a cúpula do Duomo lotam e até esgotam na alta temporada.

A dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Na bilheteria, além de mais caro, o ingresso pode já ter esgotado pro dia que você quer, e você perde um tempão na fila.

A dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra sai na moeda do país, com IOF e sem parcelamento. Procure sempre sites que já cobram em reais.

Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios de Florença. Já é dos mais baratos, mas a maior vantagem é que você paga em reais (sem IOF) e pode parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só dá uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
  • Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista) e o motorista te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
  • Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.

E não esquece que aqui no nosso Guia de Florença tem tudo o que você precisa pra planejar a viagem pagando mais barato: dicas como essa do ingresso, mas também de hotel, transporte, seguro, comida e chip.

O que fazer pela tarde

Depois de repor as energias num bom restaurante do centro histórico — e olha, comer comida italiana de verdade numa das cidades mais clássicas do país é algo único —, siga pela tarde para a Basílica de San Lorenzo. Essa igreja é uma das mais ricas de Florença: o interior foi desenhado por Michelangelo e ela está ligada à família Médici, com obras de Donatello também.

Uma dica de quem já passou por ali: fuja dos restaurantes “pega turista” das praças mais famosas (Duomo, Signoria, Repubblica) e procure trattorias em ruas paralelas. O custo-benefício é muito melhor e a comida costuma ser mais autêntica. Pratos pra não perder: a bistecca alla fiorentina (pra dois), a ribollita e a pappa al pomodoro, regados a um bom Chianti.

Interior da Basílica de São Lourenço em Florença.

Bem ao lado de San Lorenzo está o Mercato Centrale (Mercado de São Lourenço), parada quase obrigatória. A parte baixa é o mercado tradicional de alimentos: queijos, vinhos, embutidos, trufas, massas frescas e o famoso lampredotto, o sanduíche típico de Florença. A parte de cima passou por uma revitalização e virou uma praça de alimentação mais moderna, ótima pra um almoço a preço justo.

Depois, caminhe alguns metros até a Igreja Santa Maria Novella. Ela começou a ser construída em 1279 e foi a primeira grande basílica de Florença. O que mais encanta é a riqueza de tesouros artísticos, tanto no exterior quanto no interior. Pertinho dela fica a Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella, considerada uma das farmácias mais antigas do mundo ainda em funcionamento — hoje é uma boutique de perfumes lindíssima e vale a visita.

Fachada da Igreja Santa Maria Novella em Florença

O que fazer à noite

Pode ser que você já esteja bem cansado e não queira sair à noite, mas vale conferir algumas atrações noturnas da cidade. Se ainda tiver fôlego, a gente indica fechar o dia no magnífico Teatro Niccolini, inaugurado em 1658 — o teatro mais antigo de Florença e um dos primeiros teatros modernos do continente europeu.

Ao entrar nele é impossível não se sentir em outra época. A estrutura, que passou por uma restauração em 2016, é cheia de detalhes que prendem a atenção. A dica é chegar com antecedência pra circular e admirar o lugar, e comprar os ingressos pela internet, diretamente no site do teatro, pra economizar e evitar fila na bilheteria.

Fachada do Teatro Niccolini em Florença.

Segundo dia em Florença

Pra começar o último dia, visite o Palazzo Vecchio, na Piazza della Signoria, que foi residência oficial dos Médici. Lá dentro você encontra obras de arte encantadoras, salas e passagens secretas, quartos usados pela família e um salão com obras preciosíssimas. O ingresso costuma ficar entre €12 e €20, e a visita leva de 1 a 2 horas.

A própria Piazza della Signoria, em frente, é tipo um museu a céu aberto, com esculturas famosas como a cópia do Davi e o Perseu. Vale parar pra apreciar tudo isso sem pressa.

Palácio Vecchio em Florença

Tem um passeio super interessante pelas passagens secretas do Palazzo Vecchio, onde você aprende sobre a história dessa família que governou a cidade por séculos. Pra esse tour das passagens secretas a gente costuma usar esse mesmo site que a gente usa em todas as viagens e economiza bastante nos ingressos.

Pátio no Palazzo Vecchio

Logo depois, uma boa pedida é conhecer o Museu Galileo, que guarda preciosidades da história italiana e mundial. Fundado em 1930 pela Universidade de Florença, ele ocupa três andares do Palazzo Castellani e tem uma coleção incrível de artefatos óticos, astronômicos, matemáticos e de navegação. Entre eles está o telescópio que Galileu usou em 1609 pra descobrir os satélites de Júpiter e os montes lunares.

Fachada do Museu Galileo em Florença

Adiante, atravesse a Ponte Vecchio, uma das mais famosas do continente. Ela preserva construções ao redor que datam do século XVI e é cheia de joalherias. Tem uma curiosidade bacana: foi a única ponte de Florença que os alemães não destruíram na retirada da Segunda Guerra. Pra fotos sem multidão, o melhor é o amanhecer ou o fim de tarde com a luz do Arno.

Ponte Vecchio em Florença

Pra fechar a tarde em grande estilo, conheça outro palácio encantador: o Palazzo Pitti e os incríveis Jardins de Boboli. O Palazzo Pitti começou a ser construído em 1446 e foi residência de três dinastias da realeza. Hoje abriga vários museus, com ingresso na faixa de €15 a €20, e abre de terça a domingo, das 8h15 às 18h45.

Os Jardins de Boboli, atrás do palácio, são grandes jardins renascentistas com vistas e esculturas. Pra um roteiro de 2 dias, encaixe esse complexo só se você priorizar jardins no lugar de algum museu do centro. E aqui vai uma dica de quem foi no calor: leva chapéu, água e protetor, porque é tudo a céu aberto.

Jardim do Palazzo Pitti.

Pôr do sol na Piazzale Michelangelo

Se tem uma coisa que a gente não deixaria de fora num roteiro de 2 dias é o pôr do sol na Piazzale Michelangelo. É o mirante clássico de Florença, com vista panorâmica de toda a cidade e mais uma réplica do Davi. A subida pode ser feita a pé, em 20–30 minutos a partir da margem do Arno, ou de ônibus urbano. O fim da tarde é o melhor horário, mas também o mais cheio, então chegue com antecedência pra garantir um bom cantinho.

O que fazer à noite

Pra finalizar a viagem, jante num restaurante charmoso ou vá a um pub. Na nossa matéria sobre a vida noturna de Florença tem indicações bem legais de lugares. Mas a gente gosta de fechar na pizzaria Gustapizza, que tem cerca de 10 sabores, incluindo a napoletana, tudo a preços justos.

Como costuma encher, a dica é chegar bem cedo ou pedir a pizza pra viagem e comer em algum ponto turístico ali perto — a Ponte Vecchio, por exemplo, fica a uns 6 minutos da pizzaria.

Fachada do restaurante GustaPizza em Florença.

Como se locomover em Florença

Boa notícia: o centro histórico de Florença é compacto e quase tudo se faz a pé — e essa é, de longe, a forma mais bonita de circular. A Galleria degli Uffizi, um dos museus mais importantes do mundo, com obras de Botticelli, Leonardo e Michelangelo, vale ao menos 2 a 3 horas e fica a poucos passos da Ponte Vecchio.

Uma dica importante: não compensa alugar carro pra ficar em Florença. O centro tem uma ZTL (zona de tráfego limitado) rigorosa, com multas frequentes pra turista, e estacionamento é caro. O carro só faz sentido se a ideia for explorar a Toscana depois. Pra deslocamentos dentro da cidade, o pé resolve, e o ônibus urbano é útil basicamente pra subir até a Piazzale Michelangelo ou pra quem tem mobilidade reduzida.

A estação Santa Maria Novella (SMN) conecta com Pisa, Siena, Lucca e Roma, ótima pra bate-voltas — mas, sinceramente, com só 2 dias o ideal é não sair de Florença, senão você sacrifica a experiência na cidade. Bate-volta fica melhor pra quem tem 3 ou 4 dias ou está hospedado na Toscana.

Ciladas que o turista comete em Florença (e como evitar)

Pra você não cair nas armadilhas mais comuns, anota esses pontos:

  • Não comprar ingressos antecipados pra Uffizi, Accademia e cúpula do Duomo: resultado são filas de horas e, na alta temporada, ingressos esgotados.
  • Tentar ver “tudo” em 2 dias, incluindo bate-voltas pra Pisa e Siena: com tão pouco tempo, isso só atropela a experiência.
  • Alugar carro pra usar dentro da cidade: ZTL rigorosa e multas caras e desnecessárias.
  • Subestimar o calor de verão: filas no sol e áreas abertas pedem chapéu, água e protetor solar.
  • Comer nas praças mais famosas sem checar avaliações: é onde estão os restaurantes “pega turista”.
  • Chegar tarde nos museus: Uffizi e Accademia fecham relativamente cedo, então não deixe pro fim do dia.

Pra escolher onde se hospedar faz toda diferença: ficar no centro histórico te poupa horas no transporte e te deixa pertinho de quase tudo do roteiro, andando. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:

Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Florença

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em 2 dias em Florença

2 dias são suficientes para conhecer Florença?

Sim, 2 dias inteiros dão conta do essencial: Duomo, Davi na Accademia, Uffizi, Ponte Vecchio, Palazzo Vecchio e o pôr do sol na Piazzale Michelangelo. O segredo é começar cedo e comprar os ingressos com antecedência pra não perder tempo em fila.

Qual a melhor época para visitar Florença?

A primavera (abril a junho) e o outono (setembro e outubro) costumam ser as melhores épocas: clima agradável, menos calor extremo e menos lotação que em julho e agosto. O verão é muito quente e cheio, com filas longas nos museus; o inverno é mais frio, mas ótimo pra quem quer evitar multidões.

Precisa comprar ingressos antecipados em Florença?

Sim, principalmente para a Galleria degli Uffizi, a Galleria dell’Accademia (Davi) e a subida à cúpula do Duomo. Esses pontos lotam e podem esgotar na alta temporada. Comprar online com hora marcada, num site que cobra em reais, sai mais barato e poupa horas de fila.

Vale a pena alugar carro em Florença?

Pra ficar só na cidade, não. O centro histórico é compacto e walkável, tem ZTL rigorosa com multas pra turista e estacionamento caro. O carro só compensa se você for explorar a Toscana depois da cidade.

Quanto custam os ingressos das principais atrações?

Em média, Uffizi, Accademia e Palazzo Vecchio ficam entre €15 e €30 por adulto, e o bilhete combinado do complexo do Duomo entre €18 e €25. Os valores variam por temporada, antecedência e se é ingresso furafila, então confira sempre na hora de comprar.

Florença é segura para turistas?

Florença é considerada uma cidade tranquila para turistas, especialmente no centro histórico. Como em qualquer destino turístico, vale ficar de olho em pertences nas áreas mais cheias, como Ponte Vecchio e mercados, pra evitar batedores de carteira.

O Davi de Michelangelo é o original em Florença?

O Davi original fica na Galleria dell’Accademia. As esculturas que você vê na Piazza della Signoria e na Piazzale Michelangelo são réplicas. Pra ver o original de pertinho, é preciso entrar no museu com ingresso.

Economize ao máximo na sua viagem a Florença

Florença é daquelas cidades que cabem no coração mesmo numa visita curta. Com esse roteiro de 2 dias, dá pra sentir o berço do Renascimento sem correria, do Davi ao pôr do sol no Arno. A gente sempre volta com vontade de ficar mais um dia — e aposto que com você vai ser igual. Boa viagem!