
Doze dias no Havaí é um dos melhores presentes que a gente pode dar pra si mesmo. Dá pra conhecer 3 ou 4 ilhas com calma, misturar praia urbana com trilha selvagem, ver vulcão ativo, mergulhar com tartaruga e ainda sobrar tempo pra um pôr do sol no pier de Hanalei. A gente foi montando esse roteiro depois de rodar bastante pelo arquipélago e testar o que vale (e o que não vale) a pena.
A ideia aqui é dividir os 12 dias em quatro ilhas — Oahu, Big Island, Maui e Kauai — sem tentar abraçar o mundo. Se você tenta encaixar tudo, a viagem vira aeroporto. Se corta uma ilha, sobra ar pra respirar. A gente monta o roteiro dia a dia e no fim comenta erros que brasileiro costuma cometer no Havaí (alguns bem caros).
E não esquece: aqui no nosso guia completo do Havaí a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Como dividir os 12 dias no Havaí
A divisão que a gente recomenda pra 12 dias é: 4 dias em Oahu (base de chegada, Honolulu, Waikiki, Pearl Harbor, North Shore), 3 dias na Big Island (Parque Nacional dos Vulcões, Hilo, Kona), 3 dias em Maui (Haleakala, Road to Hana, Lahaina) e 2 dias em Kauai (Waimea Canyon e Na Pali Coast).
É possível cortar Kauai e deixar o ritmo mais leve (fica 5 + 4 + 3, por exemplo), mas se o objetivo é ver o máximo do Havaí, essa divisão de 4 ilhas funciona bem. O deslocamento entre elas é sempre de avião — não tem balsa que ligue tudo, então já entra na conta o tempo de aeroporto.
Uma dica importante: pra achar preços bons em voos internos, compare bastante e compre com antecedência. A gente costuma usar esse comparador de passagens aéreas pra ver todas as companhias juntas e não perder oferta.
Outro ponto essencial antes de sair: várias atrações no Havaí passaram a exigir reserva online com hora marcada — Diamond Head, Hanauma Bay e o USS Arizona Memorial em Pearl Harbor são os principais. Sem reserva, você chega lá e não entra. É o erro mais comum de brasileiro no Havaí. Falamos disso em cada dia do roteiro.
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Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%
Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%
Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%
Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%
Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%
Primeiro dia no Havaí: Waikiki e Aloha Tower
Manhã e tarde em Waikiki. A gente sempre começa a viagem em Oahu, porque é onde fica o principal aeroporto do arquipélago (HNL). E o primeiro dia é pra se ambientar em Waikiki, que é o bairro-cartão-postal — praia urbana enorme, mar calmo tipo piscina, orla cheia de restaurante, loja e bar.
É o lugar perfeito pra sacudir o jet lag. Águas mansas, ondas pequenas boas pra pegar aula de surf, gente correndo, andando de stand up paddle. Passa a manhã e a tarde só se soltando pela orla, entra no mar, come um poke bowl. A vibração já muda.

Noite em Aloha Tower Marketplace. Pra fechar a primeira noite, a dica é o Aloha Tower Marketplace, um centro de lazer no porto de Honolulu com restaurantes e lojas. É lá que acontece o Ka Moana Luau, um espetáculo tradicional de dança hula com jantar havaiano — é uma forma gostosa de já entrar no clima cultural da viagem.
Vale reservar com antecedência. A gente sempre compra por esse site aqui, que é o que a gente usa em todas as viagens — o pagamento é em reais, dá pra parcelar e o cancelamento é gratuito até bem perto da data. É o maior site do mundo para reservar passeios e ingressos em português.

Segundo dia: Diamond Head, Magic Island e Ala Moana
Manhã na trilha do Diamond Head. O Diamond Head é aquela cratera enorme que se vê no fundo de qualquer foto de Waikiki. Formada há mais de 100 mil anos, hoje virou trilha turística com vista panorâmica espetacular de Oahu.
O caminho tem cerca de 3 km ida e volta, passa por escadas, túneis e antigos bunkers militares. Não é longa, mas é íngreme no final. A dica de ouro: vá bem cedo, logo na abertura, ou no fim da tarde. Ao meio-dia o sol lá em cima é implacável e a gente já viu gente passando mal.
Importante: o Diamond Head exige reserva online, liberada com cerca de 30 dias de antecedência. A taxa costuma girar em torno de US$ 5 por pessoa mais US$ 10 por carro. Sem reserva, não entra — programe isso ainda no Brasil.

Tarde na Magic Island Lagoon. Depois da caminhada, nada melhor que mergulhar num dos melhores pontos de snorkel de Honolulu. A Magic Island Lagoon fica coladinha na praia de Ala Moana e é uma lagoa protegida, com águas calmas e cheia de peixes coloridos, ouriços, tartarugas e recifes.
É ideal pra quem tá começando no snorkel, porque não tem corrente forte. Se quiser ir num passeio guiado, sai com instrutor e equipamento incluído — vale a pena se você nunca fez snorkel antes.

Noite no Ala Moana Center. A poucos passos da lagoa fica o Ala Moana Center, um dos maiores shoppings a céu aberto do mundo. Tem de tudo: Apple, Coach, Chanel, Gucci, Balenciaga, Bloomingdale’s, Havaianas, restaurantes bons e food court honesto. Boa pedida pra fechar o segundo dia sem gastar muita energia.

Terceiro dia: Pearl Harbor e centro de Honolulu
Manhã em Pearl Harbor. Pearl Harbor é história pura: foi o ataque japonês em 1941 que levou os Estados Unidos a entrar na Segunda Guerra. Hoje o complexo abriga o USS Arizona Memorial (construído em cima do encouraçado afundado, com os corpos dos marinheiros ainda dentro), o submarino USS Bowfin e o museu de aviação.
Aqui a dica é séria: o ingresso pro USS Arizona Memorial (o principal) é praticamente gratuito, mas precisa reservar antecipadamente com uma taxa simbólica em torno de US$ 1. Se você chegar sem reserva, ou pega uma vaga do dia com sorte, ou não entra. A gente viu gente rodar 40 minutos até Pearl Harbor pra descobrir isso na hora — vai preparado.
Uma opção mais tranquila é fechar um tour completo pelos principais pontos, que já inclui guia em português, transporte do hotel e ingressos organizados. Fica bem mais simples do que comprar tudo separado. Mas se preferir ir por conta própria:
- Ingresso de Pearl Harbor + USS Arizona
- Ingresso do Museu de Aviação Pearl Harbor
- Ingresso do Museu e Parque Submarino USS Bowfin

Tarde e noite no centro de Honolulu. À tarde, dá pra descer até o centro histórico da capital havaiana. Lá ficam o Iolani Palace (o único palácio real oficial em solo americano, onde viveram os últimos monarcas do Havaí), a estátua do rei Kamehameha I e o Honolulu Museum of Art, com um acervo de mais de 50 mil obras cobrindo 5 mil anos de história.
O centro também tem restaurantes bons pra jantar, misturando culinária local com influências asiáticas. É uma noite mais tranquila, pra fechar o terceiro dia sem correria.

Aluguel de carro no Havaí (economize até 34%)
Aqui tem uma coisa que a gente aprendeu na marra: no Havaí, carro alugado não é luxo, é necessidade. Fora de Waikiki, o transporte público é limitado, e as melhores praias, trilhas e mirantes estão espalhados pelas ilhas. Pra North Shore, Hanauma Bay, Road to Hana, Waimea Canyon, Parque dos Vulcões — só de carro dá pra fazer com liberdade.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Quarto dia: North Shore de Oahu
Último dia em Oahu, e é o dia de pegar o carro e rodar cerca de 50 minutos até a costa norte, a lendária North Shore. Aqui a energia muda completamente: sai do concreto de Waikiki, entra num Havaí mais rústico, com praia selvagem, food truck de camarão, plantação de abacaxi e o berço mundial do surf.
No inverno, as ondas em Waimea Bay e Banzai Pipeline podem passar dos 9 metros — é onde acontecem os campeonatos mundiais. No verão, as mesmas praias ficam tranquilas, boas pra nadar. Vale saber disso antes: o mar muda muito entre as estações. Sempre respeite as placas e o guarda-vidas.
Paradas essenciais: Laniakea Beach (chamada de “Turtle Beach” porque é comum ver tartarugas descansando na areia — mantenha distância, é lei), a cidadezinha de Haleiwa pra almoçar num shrimp truck, Waimea Bay e o Banzai Pipeline. No caminho de volta dá pra passar na Dole Plantation, a plantação de abacaxi, que tem tour, sorvete famoso e labirinto — legal com criança.

Quinto dia: chegada na Big Island e Parque dos Vulcões
A partir daqui a viagem muda de ilha. A gente pega o voo interno de Honolulu pra Big Island (o aeroporto pode ser Hilo ou Kona, dependendo do lado que você começa). A Big Island é a maior do arquipélago, com muito menos gente e muito mais natureza bruta.
Parque Nacional dos Vulcões do Havaí. É a principal atração da ilha e uma das experiências mais impressionantes do arquipélago. Dentro do parque estão dois dos vulcões mais ativos do mundo: o Mauna Loa e o Kilauea. Tem crateras enormes, campos de lava solidificada, trilhas por túneis vulcânicos e mirantes com vista pro fundo do vulcão — quando tem atividade, dá pra ver o brilho vermelho da lava à noite.
O ingresso do parque nacional gira em torno de US$ 30 por veículo e vale por vários dias. Passe primeiro no Centro de Visitantes pra pegar informações atualizadas — a atividade vulcânica muda o tempo todo e algumas trilhas podem estar fechadas por segurança.

Se você preferir não se hospedar na Big Island e quiser conhecer o parque bate-volta, existe uma excursão saindo de Honolulu que inclui voo, ingresso e transporte. Mas quem já tá pela Big Island economiza fazendo esse tour local, sem a parte aérea.
Noite no Observatório de Mauna Kea. À noite, se o céu tiver aberto, um dos passeios mais especiais do Havaí é subir o Mauna Kea — o vulcão inativo mais alto do mundo se medido da base submarina. O topo tem baixíssima poluição luminosa e um dos melhores céus do planeta pra observação astronômica.

É frio no alto (leve blusa mesmo estando no Havaí — pega muita gente de surpresa) e o passeio é sempre com tour guiado. Veja como funciona a visita ao observatório aqui.
Como economizar até 42% nos hotéis de Havaí!
Pra te ajudar a encontrar os melhores hotéis de Havaí, com preços já filtrados e em português, dá uma olhadinha aqui:
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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.
Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Sexto dia: Hilo, Rainbow Falls e Akaka Falls
Hilo é a maior cidade do lado leste da Big Island, com clima muito diferente da parte oeste — chove bastante, tudo é verde, cheio de cachoeira. É a cidade base ideal pra explorar o lado natural da ilha.
A Rainbow Falls fica praticamente dentro da cidade, e o nome vem dos arcos-íris que se formam quando o sol da manhã bate na correnteza. É rápida (uns 20 minutos) e vale a passada.

As Cavernas de Lava de Kaumana são um bônus: formadas por antigas erupções, dá pra caminhar por dentro dos túneis. Entrada gratuita, mas leve lanterna — lá dentro é escuro de verdade. Tem mesa de piquenique e banheiro na entrada.

Fechando o dia, subida até a Akaka Falls, ao norte de Hilo. É uma cachoeira de mais de 130 metros no meio de uma vegetação tropical densa, com trilha curta e bem sinalizada até o mirante. Cobrança em torno de US$ 5 por pessoa e US$ 10 pelo estacionamento pra quem não é morador.
Sétimo dia: Hapuna Beach e Kailua-Kona
Manhã na Hapuna Beach. Do outro lado da ilha, na costa de Kohala, fica uma das praias mais elogiadas do Havaí inteiro: areia branca, mar azul-turquesa e boa extensão pra caminhar. Boa pra banho de sol, natação, bodyboard e snorkel leve.
Ela funciona como parque estadual (Hapuna Beach State Recreation Area) e cobra em torno de US$ 5 por pessoa mais o estacionamento. Menores de 3 anos não pagam. Tem estrutura de banheiro e chuveiro.

Tarde e noite em Kailua-Kona. Kailua-Kona é a cidade da costa oeste da Big Island, famosa por dois motivos: o café (a região produz alguns dos melhores grãos do mundo, o famoso Kona Coffee) e por ter sido residência da realeza havaiana.
Vale visitar o Hulihe’e Palace (a antiga casa de verão dos reis havaianos), passear na feira Kona Farmers Market e ver o pôr do sol no Kailua Pier. À noite, os restaurantes da avenida principal são ótimos pra experimentar peixe fresco.

Oitavo dia: chegada em Maui e vulcão Haleakala
Segundo voo interno da viagem: Big Island → Maui. Maui é a ilha das paisagens dramáticas, com estradas cênicas, praias de snorkel e o vulcão mais famoso do arquipélago.
Vulcão Haleakala. O Haleakala é um vulcão inativo com uma das vistas mais surreais do Havaí. Do topo (mais de 3 mil metros), dá pra ver o nascer ou o pôr do sol acima das nuvens — é literalmente como estar em outro planeta. Muita gente considera essa a experiência mais bonita da ilha.
Pra amanhecer no topo, precisa reserva antecipada (que costuma abrir 60 dias antes) e é frio de verdade lá em cima — leve casaco, mesmo indo do calor da praia. Uma opção sem estresse é fazer uma excursão até o topo, que já resolve reserva, transporte e ainda tem guia contando a importância do Haleakala pra cultura polinésia.

Noite em Wailea. Pra quem tá hospedado em Wailea ou Kihei (a região dos resorts do sul de Maui), o The Shops at Wailea é um centro comercial gostoso pra jantar e caminhar depois do dia intenso no vulcão.
Nono dia: Vale Iao e Lahaina
Manhã no Vale Iao. Do outro lado da ilha, o Vale Iao é um lugar sagrado pra cultura havaiana — foi lá que enterravam a realeza e que aconteceram as batalhas do Rei Kamehameha I na campanha de unificação do arquipélago. Hoje é um parque estadual de 16 km de trilhas, com o famoso cartão-postal da Agulha de Iao, uma formação rochosa com mais de 350 metros de altura cravada no meio da vegetação.

Tarde e noite em Lahaina. Lahaina é uma cidade histórica na costa oeste de Maui, que já foi capital do Reino do Havaí. Ela sofreu incêndios devastadores em 2023 e vem sendo reconstruída aos poucos — muitas construções históricas foram afetadas e várias áreas ainda passam por recuperação. Antes de programar a visita, vale conferir informações atualizadas sobre o que reabriu e checar com o hotel/tour local, porque disponibilidade de restaurantes e passeios ainda é limitada em algumas partes.
Se estiver acessível, a cidade oferece história, museus e vida noturna à beira-mar. Se não, é uma boa oportunidade pra explorar outras praias e restaurantes do norte de Maui, como Kapalua, um dos melhores pontos de snorkel da ilha, com grande chance de ver tartarugas.

Décimo dia: Road to Hana
Último dia em Maui, e a gente reservou pra estrada mais mítica do Havaí: a Road to Hana. É considerada uma das estradas mais bonitas do mundo. São cerca de 600 curvas e 56 pontes ao longo de 84 km, atravessando floresta tropical, cachoeiras, praias secretas e mirantes de tirar o fôlego.
Sai bem cedo de Kahului e faz o dia inteiro nesse trajeto. As paradas essenciais são a praia de Hookipa (surf e tartaruga), a cachoeira Puaa Kaa Falls, o Wailua Valley e o mirante do Kaumahina.
Um alerta importante: a Road to Hana é bonita, mas é cansativa de dirigir. Curva atrás de curva, muita ponte de mão única, chuva no meio do caminho. Se você não curte dirigir em estrada sinuosa, faça a viagem numa excursão guiada — você aproveita as paisagens, ouve a história de cada parada e não precisa se preocupar com o volante.
Se for de carro próprio: abasteça antes (o posto mais próximo pode estar longe), leve água, lanche, protetor solar e comece cedo. E respeite o limite de velocidade: os moradores locais são compreensivos, mas não aceitam turista com pressa.

Décimo primeiro dia: chegada em Kauai e Waimea Canyon
Terceiro (e último) voo interno da viagem: Maui → Kauai. Kauai é chamada de “Ilha Jardim” — é a mais verde, a mais rústica e uma das preferidas de quem já conhece as outras. Menos gente, mais natureza.
Waimea Canyon. Conhecido como o “Grand Canyon do Pacífico”, tem 22 km de extensão e mais de 1 km de profundidade. As cores das paredes de pedra vermelha alternam com a vegetação verde e formam um dos mirantes mais espetaculares do arquipélago. Os principais mirantes são o Waimea Canyon Lookout e o Puu Hinahina.
Dentro da região fica o Parque Estadual Koke’e, com várias trilhas — algumas curtas de 15 minutos até mirantes, outras mais longas que descem até a Waipo’o Falls. Fique atento a fechamentos de trilhas por chuvas — em Kauai isso acontece bastante. Se quiser um passeio guiado, veja como funciona o tour aqui.

Noite em Waimea. A cidadezinha de Waimea, na costa sul, tem um centrinho gostoso pra caminhar, com lojas de souvenir, restaurantes locais e food trucks perto da costa. Ritmo lento — combina com Kauai.
Décimo segundo dia: Na Pali Coast e Hanalei Bay
Passeio de barco pela Na Pali Coast. A Na Pali Coast é o cartão-postal absoluto de Kauai, no lado norte da ilha. São 27 km de penhascos escarpados, vales verdes, cachoeiras despencando no mar e grutas escondidas — um dos cenários mais dramáticos do Pacífico.
A costa só pode ser vista de barco, helicóptero ou trilha (a Kalalau Trail, dura e demorada). O passeio de catamarã é a forma mais confortável e completa: rodam a costa toda, param pra snorkel e mostram as principais grutas marinhas.

Pôr do sol em Hanalei Bay. Pra fechar a viagem com chave de ouro, também no norte de Kauai, a Hanalei Bay é uma baía de águas azul-turquesa cercada por montanhas verdes. Boa pra nadar, andar de caiaque e pegar uma aula de surf tranquila. E o pôr do sol no Hanalei Pier é aquela imagem que fica na memória — a gente já viu o sol se pôr em vários lugares do mundo e Hanalei entra fácil no top 5.

Erros comuns de brasileiros no Havaí (evite todos)
Ignorar as reservas obrigatórias. Diamond Head, Hanauma Bay, USS Arizona Memorial, Haleakala pra nascer do sol. Todos exigem reserva com antecedência. Chegar sem = não entrar. É o erro número um.
Tentar abraçar demais. Quatro ilhas em 12 dias já é ritmo intenso. Tentar encaixar cinco ou passar só 1 dia em cada é receita pra viagem no aeroporto.
Subestimar o sol e as trilhas. Trilhas como Koko Head, Diamond Head e Kaena Point ao meio-dia são exaustivas. Comece cedo, use tênis, boné, protetor solar reforçado (o do Havaí só permite mineral, sem oxibenzona, por lei ambiental) e leve muita água.
Fumar ou beber em praia pública. É proibido nas praias do Havaí, e a fiscalização multa mesmo. Vale saber antes.
Tocar em tartaruga ou coral. Além de crime ambiental (multa pesada), é desrespeito cultural. Mantenha pelo menos 3 metros de distância das tartarugas na areia. É lei.
Confundir lagoas artificiais com natureza selvagem. As Ko Olina Lagoons são bonitas mas artificiais, feitas pelos resorts. Quem espera experiência de natureza bruta se decepciona. São ótimas pra família com criança pequena, mas não são a essência do Havaí.
Não considerar o mar por estação. A mesma praia que é piscininha no verão pode ter ondas de 9 metros no inverno. Sempre observe placas e siga a orientação dos guarda-vidas.
Melhor época para ir ao Havaí
O clima no Havaí é tropical o ano inteiro, mas tem diferenças importantes. A alta temporada é o verão do hemisfério norte (junho a agosto) e o fim de ano (Natal/Ano Novo) — hotel, tour e voo interno ficam bem mais caros nesses períodos.
A melhor relação custo-benefício costuma ser entre abril–maio e setembro–novembro: clima bom, menos lotação, preços mais razoáveis. Uma coisa a saber: entre novembro e março, a costa norte de todas as ilhas (North Shore de Oahu, Hanalei em Kauai) recebe ondas grandes — bom pra ver surf, ruim pra nadar. Já a costa sul fica calminha justamente nesse período.
Perguntas frequentes sobre viajar 12 dias ao Havaí
12 dias é tempo suficiente pro Havaí?
É um ótimo tempo — dá pra conhecer 3 ou 4 ilhas com calma. Menos de 10 dias força a cortar uma ilha ou correr muito. Mais de 14 dias permite incluir dias de descanso puro, que também vale a pena.
É melhor conhecer quantas ilhas em 12 dias?
Quatro ilhas (Oahu, Big Island, Maui e Kauai) é o roteiro completo, mas intenso. Três ilhas (cortando Kauai ou Big Island) deixa o ritmo bem mais tranquilo, sem perder o essencial. Duas ilhas com muito descanso também é opção pra quem quer viagem de praia.
Precisa alugar carro no Havaí?
Em praticamente todas as ilhas, sim. Fora de Waikiki, o transporte público é limitado, e as melhores praias, trilhas e mirantes estão espalhados. Sem carro, você fica preso ao hotel ou a excursões.
É obrigatório fazer seguro viagem pro Havaí?
Obrigatório por lei não é, mas nos Estados Unidos o atendimento médico é caríssimo — uma ida ao pronto-socorro sem seguro passa fácil dos US$ 3 mil. Por isso, todo mundo que viaja pra lá faz. É uma proteção financeira que sai barata perto do risco.
Quanto tempo dedicar ao Parque Nacional dos Vulcões?
Pelo menos um dia inteiro, idealmente com noite pra tentar ver o brilho da lava. Se quiser fazer trilhas mais longas dentro do parque, dois dias.
Precisa reservar as atrações com antecedência?
Várias sim: Diamond Head, Hanauma Bay, USS Arizona Memorial em Pearl Harbor e Haleakala pra nascer do sol. As reservas abrem em torno de 30 a 60 dias antes e esgotam. Já resolva ainda no Brasil, antes de embarcar.
Dá pra ir do Havaí só pra uma ilha?
Dá, e muita gente faz Oahu ou Maui como viagem única de 7-8 dias. O roteiro de 12 dias em 4 ilhas é pra quem quer ver a variedade do arquipélago — vulcão, cânion, cidade histórica, praia selvagem, tudo junto.
Chip de celular funciona no Havaí como nos EUA continental?
Funciona igualzinho. Um chip americano cobre Havaí sem cobrança extra. Vale garantir o chip antes de sair do Brasil pra não ficar sem internet no aeroporto.
Economize ao máximo na sua viagem ao Havaí
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria sobre como viajar barato ao Havaí, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos do Havaí da forma mais barata e segura — pros passeios, museus e combos de ingresso. Dá pra economizar muito.
- Carro: se você tá pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro barato no Havaí, com todas as dicas pra pagar o menor preço possível.
- Dólares: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro pro Havaí, com prós e contras de cada opção. Tem forma muito mais barata que ninguém conta.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip do Havaí ainda no Brasil clicando aqui. Muito mais fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar no Havaí pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e é super importante fazer seguro pra qualquer viagem internacional. Veja aqui as dicas pra conseguir o melhor e mais barato seguro viagem.
- Transfer: precisa de um, do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar e pelo menor preço.
E é isso: 12 dias no Havaí feitos com calma, aproveitando o que cada ilha tem de melhor. A gente sempre volta de lá com a sensação de que não conheceu tudo — e é meio essa a graça. Vulcão ativo, cânion vermelho, tartaruga na praia, café mundialmente premiado, pôr do sol em Hanalei. Boa viagem!