
Santa Catarina tem, sem exagero, um dos litorais mais bonitos do Brasil — e uma variedade que impressiona: praias selvagens só de trilha, vilarejos de surfista, cantos de mar transparente pra snorkel e balneários com estrutura completa pra família. A gente já rodou boa parte do estado e escolheu, nessa matéria, as 8 praias que valem TODA a viagem.
E não esquece: aqui no nosso guia completo do Brasil a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida e ingressos.
Bora pra lista?
1. Praia da Lagoinha do Leste (Florianópolis)
A gente começa pela mais selvagem de todas: Lagoinha do Leste, no sul da Ilha de Florianópolis. É considerada por muita gente a praia mais bonita da capital — e talvez do estado inteiro.
O cenário é insano: uma faixa de areia comprida, montanhas cobertas de mata atlântica em volta, uma lagoa de água doce grudada na praia e o mar aberto de água limpa. Não tem construção, não tem quiosque, não tem barulho. É natureza pura.
Pra chegar, só de trilha ou de barco. A trilha mais popular sai do Pântano do Sul e leva cerca de 1h30 a 2h de caminhada em nível moderado. A outra opção é pelo Matadeiro — mais longa, mas com vistas panorâmicas que valem cada passo.
Uma coisa que ninguém conta: comece a trilha cedo (idealmente até 9h). A gente já viu gente saindo às 14h no verão e voltando quase no escuro — trecho íngreme, sem iluminação, um perrengue. Leve tênis com boa aderência (nada de chinelo), muita água, protetor solar reforçado, lanche e um saco pra trazer o próprio lixo de volta. Sinal de celular praticamente não existe lá, então combine horário de retorno com o pessoal.
No trajeto, dá pra fazer aquela foto clássica com a estátua do ET no topo do Morro da Coroa, que virou meio que o símbolo da trilha.
- Se você quer fazer a trilha com segurança e com guia local (recomendo demais quem nunca foi), dá pra reservar por esse site que a gente usa em todas as viagens — os passeios saem em português e o pagamento é em reais.

2. Praia do Estaleiro (Balneário Camboriú)
Quem vai pra Balneário Camboriú imaginando só arranha-céus e praia central lotada se surpreende com o Estaleiro. É um contraste absurdo com o agito da Barra Sul: natureza preservada, mata em volta, mar de um azul bem diferente da praia central.
Ela tem cerca de 1,5 km de extensão e uma faixa larga de areia bem limpa. O mar, atenção, é de tombo — ou seja, a profundidade aumenta de repente logo na beira, e a onda quebra forte na areia. Bonito de olhar, mas cuidado redobrado com crianças. Tem posto de salva-vidas e banheiros pra visitantes.
O entorno da praia mudou muito nos últimos anos: hoje concentra hotéis luxuosos e restaurantes sofisticados (muitos com vista pro mar), o que puxa o preço pra cima. Se você quer economizar, uma tática que funciona bem é levar o próprio lanche e passar o dia — ou almoçar na região central de Balneário e vir só à tarde curtir a praia.

3. Praia da Guarda do Embaú (Palhoça)
A cerca de 50 km ao sul de Florianópolis, a Guarda do Embaú é uma das praias mais famosas do Brasil pra quem curte surf e ecoturismo. Aparece com frequência em rankings das mais bonitas do país, e com razão.
O que faz o cenário ser único é a combinação de morros cobertos de mata nativa com o encontro do Rio da Madre e o oceano. Pra chegar na areia da praia mesmo, você precisa atravessar o rio — na maior parte do ano é de barco (travessia baratinha, alguns minutos), e em dias de rio mais baixo dá pra atravessar a pé.
A vila tem clima alternativo, pé na areia, ruas de terra e aquela pegada de destino de surfista mochileiro. Os restaurantes são simples e caseiros, com foco em frutos do mar e comida da região. Uma dica prática: leve dinheiro em espécie. Muitos dos estabelecimentos menores têm limitação de cartão em dias de pico.
Nos arredores dá pra explorar trilhas leves que levam a mirantes com vista panorâmica pra costa — e o pôr do sol do alto compensa demais. Pra surfistas, o mar costuma ser bem forte; se você é iniciante, vale bater um papo com as escolas locais antes.
- Se estiver hospedado em Floripa e quiser fazer bate-volta, dá pra ir com essa excursão até a Guarda do Embaú, que já inclui transporte de ida e volta.

4. Praia de Bombinhas (Bombinhas)
Bombinhas inteira é um paraíso — a cidade tem 39 praias catalogadas, cada uma com uma personalidade. A praia principal, que leva o nome do município, é a mais completa em estrutura e serve como “base” pra quem fica hospedado por ali.
São mais de 1 km de faixa de areia, com uma cor bem clarinha por causa dos cristais de quartzo, quiosques, aluguel de cadeira e guarda-sol, pousadas pé na areia e mar tranquilo. É o tipo de praia perfeita pra família com criança pequena — mar sem tombo, com aquele degrau suave, e serviços na mão.
Ela fica a pouquíssimos passos da avenida principal, então você resolve tudo caminhando: mercado, farmácia, restaurantes, sorveteria. Uma dica de quem já foi várias vezes: em janeiro e no Carnaval, Bombinhas cobra uma taxa de preservação ambiental por veículo pra entrar na cidade. Se informe antes e, se possível, pague online — evita fila no acesso.
- Uma experiência que a gente recomenda demais é fazer um tour pelas melhores praias da região, que passa por vários cantinhos que você não acharia sozinho.

Como se locomover entre as praias de Santa Catarina (aluguel de carro)
Antes de continuar a lista, uma dica que faz TODA a diferença em Santa Catarina: alugue um carro. As praias que a gente cita nessa matéria estão espalhadas — Bombinhas fica a ~65 km de Balneário, Guarda do Embaú a ~50 km de Floripa, Ferrugem em Garopaba a ~90 km da capital. Táxi e aplicativo ficam caros e limitam demais o roteiro.
A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.
Prefira sempre as grandes locadoras, como Localiza, Movida, Unidas, Alamo, Avis e Hertz, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.
Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
5. Praia do Campeche (Florianópolis)
De volta à Ilha, a Praia do Campeche é uma das mais famosas de Floripa — e uma das preferidas de quem mora na cidade. São 3,5 km de faixa de areia clarinha, um mar de um azul bem intenso e ondas fortes que atraem surfistas o ano inteiro.
Nas proximidades ficam as Dunas do Campeche, área tombada como Patrimônio Natural e Paisagístico da cidade, com cerca de 121 hectares de dunas e vegetação de restinga. Vale a pena caminhar por ali no fim da tarde, quando o sol dá uma dourada no cenário.
Do horizonte da praia dá pra ver a Ilha do Campeche, que é um destino à parte (falamos mais dela na dica de passeios lá embaixo). A ilha tem mar de tons caribenhos, é tombada como patrimônio arqueológico e o número de visitantes por dia é limitado — a travessia sai da própria Praia do Campeche, das 9h às 16h, e em alta temporada é bom garantir a vaga cedinho.
Uma curiosidade sobre o nome: uma lenda local diz que foi o aviador francês Antoine de Saint-Exupéry (autor de O Pequeno Príncipe) que teria batizado a região de “champ de pêche” (campo de pesca em francês). Historiadores discordam — a explicação mais aceita é que o nome vem do pau-campeche, planta nativa da região na época colonial. Ainda assim, a história do francês é ótima pra contar num jantar.

6. Praia da Ferrugem (Garopaba)
Garopaba fica a cerca de 90 km ao sul de Florianópolis, e a Praia da Ferrugem é a estrela da cidade. O que faz ela ser especial é ter dois “climas” bem diferentes na mesma praia.
Do lado direito, as pedras formam piscinas naturais e poças rasas — canto ideal pra criança pequena brincar em segurança. Do lado esquerdo, o mar fica bem mais bravo, com ondas fortes que atraem surfistas de nível intermediário pra cima. É praia com boa formação de ondas em vários dias do ano e recebe até campeonatos de surf.
Na parte dos surfistas se concentra a badalação: bares, restaurantes, música ao vivo e, no verão, festas que se estendem pela madrugada. Se você viaja com criança e quer sossego pra dormir, evite se hospedar bem no centrinho da Ferrugem — busque pousadas mais afastadas ou nas áreas laterais. A gente errou nessa uma vez: ficou colado numa casa de shows e não pregou o olho.
Uma curiosidade imperdível: entre julho e novembro, é possível avistar baleias-francas passando bem próximo da costa. Elas vêm da Antártida pra parir e cuidar dos filhotes nas águas mais quentes daqui, e é um espetáculo à parte.

7. Praia da Sepultura (Bombinhas)
De volta a Bombinhas, mas agora numa praia bem diferente da principal: a Sepultura é uma enseada pequenininha (uns 100 metros de areia só), cercada de mata e com águas transparentes e caladas. É a praia pra fazer snorkel em Santa Catarina.
Justamente por ser pequena e famosa, ela lota rápido em alta temporada. A dica é chegar cedo — antes das 9h, de preferência — pra pegar um lugar melhor na areia ou nas pedras laterais, que são os melhores pontos pra ver os peixes. Tem aluguel de máscara de snorkel e colete no próprio local, custa baratinho.
O acesso é por uma rua estreita, com pequena caminhada leve a partir da região urbanizada. Estacionamentos privados nas proximidades costumam ter preço camarada. Uma coisa importante: como o espaço é apertado, deixe caixa térmica gigante em casa — cabe pouca coisa na areia, e o passeio fica mais gostoso viajando leve.
Um detalhe curioso que pouca gente conhece: escondida no fundo do mar, a 4 metros de profundidade, fica a escultura Bio Vida III, do artista Pita Camargo. Instalada em 2017, é feita de mármore branco e faz parte de um projeto de galeria subaquática — a ideia é que corais, algas e organismos marinhos fixem na obra ao longo dos anos e ela se torne parte da própria biodiversidade. Existem outras esculturas do mesmo projeto próximas à Ilha da Galé e à Ilha do Arvoredo.
- Se você nunca fez snorkel ou quer ir com equipamento e guia, dá pra reservar um passeio de snorkel na Praia da Sepultura, com tudo incluso.

8. Praia Brava (Florianópolis)
Fechando a lista com uma das praias mais animadas de Floripa: a Praia Brava, no norte da Ilha. O nome não é à toa — o mar é bem agitado, com ondas fortes que atraem surfistas o ano todo.
São 1,5 km de faixa de areia larga, boa pra prática de esportes (frescobol, futevôlei) e caminhadas. A água é bem transparente nos dias de mar mais calmo. Bares e restaurantes pé na areia dão o clima festivo, com DJs, drinks e petiscos — é uma das praias preferidas do público mais jovem no verão.
A região do entorno tem uma boa concentração de prédios de alto padrão e hotéis, então a estrutura é completa. Se você viaja em família com crianças pequenas, atenção com o tombo do mar — o ideal pra criança pequena são as praias mais calmas da Ilha, como Jurerê Internacional ou Canasvieiras.

Dica de passeios e ingressos em Santa Catarina
Santa Catarina tem passeio pra todo gosto, e a nossa dica é comprar com antecedência pela internet: sai mais barato, você garante vaga em datas cheias e evita fila. A gente faz isso em toda viagem e economiza uma boa grana.
O site que a gente mais usa é esse aqui — tem todos os passeios da região com preço em reais, sem IOF e com pagamento parcelado. É um dos maiores do mundo em passeios turísticos, com atendimento em português, cancelamento gratuito em muitos passeios e nota excelente em avaliações.
Alguns passeios que valem MUITO a pena em Floripa e região:
- Passeio de barco à Ilha do Campeche
- Tour panorâmico por Florianópolis
- Excursão a Blumenau e Pomerode (roteiro alemão)
- Tour pelas praias do norte + Santo Antônio de Lisboa
- Tour pelas praias do leste + Projeto Tamar
- Tour pelas praias do sul + Ribeirão da Ilha
- Safari pelas praias de Bombinhas

Escolher bem onde ficar em Santa Catarina faz toda a diferença: cada praia dessa lista está em um município diferente, e a distância entre elas é grande. Se você quer usar Floripa como base, precisa ficar numa região central; se prefere focar em Bombinhas ou no litoral sul, muda tudo. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Santa Catarina:
Perguntas frequentes sobre as melhores praias de Santa Catarina
Qual é a melhor época pra visitar as praias de Santa Catarina?
O verão (dezembro a março) tem mar quente, sol garantido e estrutura completa funcionando, mas os preços de hospedagem sobem muito, especialmente em janeiro, Carnaval e Réveillon. A primavera (outubro/novembro) e o início do outono (março/abril) têm o melhor custo-benefício: clima agradável, mar ainda razoável e bem menos gente. Já o inverno é ótimo pra quem quer combinar praia vazia com destinos serranos como Urubici.
Qual a praia mais bonita de Santa Catarina?
Não tem resposta única, mas Lagoinha do Leste (Florianópolis) aparece com frequência no topo das listas por combinar praia selvagem, lagoa e mirante panorâmico. Guarda do Embaú, Praia do Rosa e Sepultura também disputam o posto, cada uma com um estilo bem diferente. Vai depender do que você prefere: natureza pura, vilarejo charmoso ou snorkel em água transparente.
Precisa alugar carro pra conhecer as praias de Santa Catarina?
Se você vai ficar só na Ilha de Florianópolis, dá pra se virar com aplicativo, mas custa caro no acumulado. Pra qualquer roteiro que envolva Bombinhas, Guarda do Embaú, Praia do Rosa, Ferrugem ou Balneário Camboriú, o carro é praticamente obrigatório — as praias estão espalhadas e o transporte público entre cidades é limitado.
É seguro ir de carro pra Guarda do Embaú com criança pequena?
Sim, o acesso rodoviário é tranquilo pela BR-101. Só lembre que pra chegar na areia da praia mesmo precisa atravessar o Rio da Madre (de barco ou a pé, dependendo do nível), então leve a criança com colete se optar pelo barco. Na vila, tudo é feito a pé — o carro fica nas pousadas ou em estacionamentos.
Como funciona a visita à Ilha do Campeche?
A travessia sai principalmente da Praia do Campeche (sul da Ilha de Florianópolis), das 9h às 16h, com barcos de pescadores e operadoras locais. O número de visitantes por dia é limitado pra preservar o ambiente, e em alta temporada é recomendável reservar cedo. Não é permitido levar cadeiras grandes, guarda-sóis grandes nem caixas de som; há restaurante simples na ilha.
Onde é melhor pra família com crianças pequenas em Santa Catarina?
As melhores opções são a Praia de Bombinhas (mar tranquilo, estrutura completa, pousadas pé na areia), o canto direito da Praia da Ferrugem (com piscinas naturais nas pedras), a Praia da Sepultura (águas calmas, ótima pra iniciar snorkel) e as praias do norte de Floripa como Jurerê e Canasvieiras. Evite praias de tombo e mar muito agitado como Praia do Estaleiro, Campeche e Brava com crianças pequenas.
Dá pra ver baleias-francas em Santa Catarina?
Sim, entre julho e novembro as baleias-francas passam pelo litoral sul catarinense pra parir e cuidar dos filhotes nas águas mais calmas. A Praia do Rosa (Imbituba) é o ponto principal de observação, com passeios de barco regulamentados por operadores credenciados. A Ferrugem e outras praias da região também têm avistamentos da costa.
Quanto custa em média uma diária de hotel em Santa Catarina?
Na baixa temporada, dá pra achar pousadas bem avaliadas por R$ 180 a R$ 400 a noite (casal). Na alta temporada (verão, Carnaval, Ano Novo), os valores sobem pra R$ 300 a R$ 900, dependendo da região e do padrão. Praia do Rosa, Bombinhas centro, Jurerê Internacional e Balneário Camboriú são as regiões mais caras.
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- 5 atrações pra conhecer de graça em Balneário Camboriú
- Quanto custa viajar pra Blumenau?
Santa Catarina é o tipo de destino que a gente sempre volta e sempre acha coisa nova — uma praia diferente, uma pousada mais legal, um restaurante escondido. Se essa é a sua primeira vez, monta um roteiro que combine pelo menos duas dessas regiões (Floripa + Bombinhas ou Floripa + Rosa, por exemplo) pra sentir a variedade do litoral catarinense. Boa viagem!