Restaurantes em Palermo, Buenos Aires: os 5 imperdíveis

Palermo é, sem exagero nenhum, o coração gastronômico de Buenos Aires. É ali que estão algumas das parrillas mais premiadas do mundo, casarões históricos virados restaurante chiquérrimo e cozinhas de autor que fogem totalmente do clichê da carne argentina. A gente já comeu muito por esse bairro e, olha, dá pra montar uma viagem inteira só de garfo em punho.

Neste guia a gente reuniu 5 restaurantes imperdíveis em Palermo, equilibrando os clássicos da parrilla com ícones do Guia Michelin e experiências mais despojadas. Pra cada um, a gente conta o perfil, faixa de preço, horário e as dicas que evitam aquele perrengue de chegar e não conseguir mesa.

E não deixe de conferir o nosso guia completo de Buenos Aires. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo pra montar toda a viagem economizando ao máximo em TUDO: hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Entendendo Palermo antes de escolher onde comer

Palermo é um bairro enorme e dividido informalmente em vários setores: Palermo Soho (o coração das lojinhas, bares e restaurantes, em volta da Plaza Serrano), Palermo Hollywood (vida noturna), Palermo Chico (parte nobre, arborizada, perto dos parques e embaixadas) e o Palermo Botánico.

Por que isso importa? Porque ir a pé de um restaurante em Palermo Chico até um em Palermo Hollywood demora bem mais do que parece no mapa. A gente já subestimou essa distância e acabou pegando táxi correndo pra não perder a reserva. Pra se locomover, táxi e apps (Uber, Cabify) são populares e baratos; de metrô, as estações Plaza Italia (linha D) e Malabia/Medrano (linha B) deixam você pertinho das áreas centrais.

Uma coisa boa: como vários restaurantes ficam relativamente próximos no Soho, dá pra emendar almoço com um passeio a pé pela Plaza Serrano e pelas ruas Armenia, Honduras, Costa Rica e Gorriti, cheias de lojas e cafés.

Antes de seguir, uma dica de ouro de quem já comeu (e ficou de fora) por lá: os restaurantes mais badalados lotam, principalmente no fim de semana. Don Julio, La Cabrera e Casa Cavia exigem planejamento. Vale muito reservar com antecedência ou ir mais cedo, no horário “de brasileiro”.

E como Palermo é cheia de tour e visita guiada bacana pra conhecer o bairro além da mesa, vale dar uma olhada nessas experiências: a gente costuma reservar os passeios por esse site que a gente usa em todas as viagens. Dá pra pagar em reais, sem IOF, com cancelamento gratuito e suporte em português — e o catálogo de tours em Buenos Aires é gigante. Dois passeios que combinam com um dia gastronômico em Palermo:

Os 5 melhores restaurantes de Palermo

Pra te ajudar a escolher onde comer (e beber) nesse bairro, a gente selecionou cinco restaurantes que cobrem do clássico ao moderno. Confira as características de cada um:

1. Don Julio — o templo da carne argentina

Se tem um nome que é quase obrigatório na lista, é o Don Julio, em Palermo Soho. É uma parrilla tradicional com foco em cortes de altíssima qualidade e maturação própria. Não é à toa que tem 1 estrela Michelin e 1 Estrela Verde Michelin — e é um dos grandes responsáveis pela fama de Palermo como polo gastronômico.

O ambiente é clássico-portenho, com as paredes forradas de garrafas de vinho e um clima de “lugar que todo mundo precisa conhecer”. Pra acompanhar a carne, peça um bom Malbec argentino. E aproveite pra entender os cortes: bife de chorizo, ojo de bife e entraña são os campeões.

Fica na Guatemala 4699, esquina com Gurruchaga. Funciona em dois turnos, aproximadamente das 11h30 às 16h e das 19h à 1h, todos os dias. Por pessoa, com entrada pra dividir, prato principal de carne, acompanhamento, sobremesa e vinho em taça, espere algo em torno de ARS 25.000 a 40.000 (varia muito com cortes e vinhos). Dá pra gastar menos dividindo cortes e pedindo vinho em jarra.

A gente errou nessa: tentou chegar sem reserva depois das 21h achando que sentava rápido — não senta. Reserve com semanas de antecedência se quiser jantar no horário dos argentinos (21h às 23h). Sem reserva, a melhor cartada é chegar bem cedinho, perto da abertura, e entrar na lista de espera. E atenção ao ponto: aqui o “al punto” costuma vir mais malpassado do que o brasileiro espera, então explique bem ao garçom (muitos falam ou entendem português).

Restaurante Don Julio em Buenos Aires

2. La Cabrera — parrilla moderna e porções generosas

Outra parrilla de peso é o La Cabrera, também em Palermo Soho. É uma parrilla moderna, com carnes de altíssima qualidade e uma apresentação menos tradicional: vem com um monte de acompanhamento servido em cumbuquinhas pequenas ao redor do prato. Os vegetais assados e o purê são deliciosos, e a sobremesa de doce de leite a gente sempre pede.

O ambiente é animado, com mesas próximas — típico lugar pra ir em grupo. Fica na José Antonio Cabrera 5099/5127, esquina com Thames, e abre todos os dias por volta de meio-dia à meia-noite. Por pessoa, com entrada, prato principal, acompanhamentos (muitos já vêm com a carne), sobremesa e bebida, gira em torno de ARS 20.000 a 35.000.

Aqui vai a dica de ouro pra economizar: o La Cabrera costuma ter um esquema de happy hour / early dinner. Quem chega cedinho, por volta das 19h às 20h, pode pegar promoções com até metade do valor do cardápio (com tempo de permanência limitado). Pra quem janta no “horário de brasileiro”, é a chance de comer numa parrilla badalada pagando bem menos.

Um detalhe importante: as porções são enormes. Um corte costuma servir duas pessoas de fome moderada, então não saia pedindo um prato completo por cabeça — sobra comida e a conta sobe à toa. E nos fins de semana, à noite, vá preparado pra fila ou reserve.

3. El Preferido de Palermo — cozinha portenha revisitada

Quer se sentir mais local e menos turista? O El Preferido de Palermo é uma excelente pedida. É um bodegón portenho com pegada contemporânea: pratos típicos como milanesas, embutidos e pratos do dia, mas feitos com produto de altíssimo nível. Foi destacado pelo Guia Michelin como Recomendado e com 1 Estrela Verde Michelin.

Fica numa esquina charmosa, perto da Plaza Serrano, na Jorge Luis Borges 2108, esquina com Guatemala. O décor lembra um armazém antigo, e o clima é bem mais informal do que o de uma parrilla “templo”. As mesas são disputadas, então vale conferir o horário de funcionamento na véspera, porque ele varia entre os dias da semana.

Por pessoa, com entrada pra dividir, prato principal, sobremesa e bebida, fica em torno de ARS 18.000 a 30.000 — e dá pra baratear pedindo pratos do dia e opções pra compartilhar. Um erro comum: ir esperando uma parrilla igual ao Don Julio. É outro estilo. E não pule as entradas frias, embutidos e conservas, que são um dos pontos altos da casa.

4. Casa Cavia — alta gastronomia em casarão histórico

Pra quem quer a faceta sofisticada de Palermo, longe do churrasco, o Casa Cavia é a estrela. Fica no Palermo Chico, a parte nobre do bairro, pertinho dos parques e embaixadas. É alta gastronomia contemporânea, com pratos elaborados, ingredientes locais e uma carta de drinks autorais deliciosos e bem diferentes. Está na lista de Recomendados do Guia Michelin.

O espaço é uma elegante casa histórica, com pátio e jardim interno, além de livraria e floricultura — rende fotos lindas e tem aquele clima romântico, ideal pra um almoço prolongado ou jantar especial. Pra viagem em casal, lua de mel ou aniversário, é uma das melhores escolhas de Buenos Aires.

Fica na Cavia 2985. Abre de quarta a sábado, das 10h à meia-noite; aos domingos costuma fechar mais cedo, por volta das 19h; nas segundas, até cerca de 23h30; e nas terças, fecha cedo, em torno das 18h. Como a casa trabalha brunch, almoço e jantar, vale conferir o horário específico de cada serviço. Por pessoa, brunch ou almoço gira entre ARS 25.000 e 40.000, e um menu degustação mais elaborado pode passar disso.

Dica importante: não vá só pra “matar a fome”. O ideal é reservar pelo menos 2 horas pra curtir a experiência com calma. E reserve com antecedência nos fins de semana, principalmente pra brunch e jantar. De quebra, a região do Palermo Chico é tranquila e arborizada, ótima pra emendar com um passeio pelos Bosques de Palermo, Rosedal e Jardim Japonês.

Casa Cavia em Buenos Aires

5. Gran Dabbang — criativo, jovem e descolado

Fechando a lista com chave de ouro, o Gran Dabbang mostra outro lado da cena portenha, bem longe da carne vermelha. É uma cozinha latino-asiática moderna, com pratos pra compartilhar, muito tempero e influências indiana, asiática e latino-americana. Espere algo inusitado e autoral — nada de cardápio “portenho clássico”.

Fica na Av. Raúl Scalabrini Ortiz 1543, numa zona entre o Soho e o Palermo Viejo. O espaço é pequeno, informal, com clima de bar/restaurante descolado e muito querido por jovens e foodies. Funciona de segunda a domingo, das 19h30 à meia-noite — e não costuma abrir pra almoço, então já se programe.

É um dos melhores custo-benefício da cena moderna: dividindo entradas e pratos entre duas pessoas, com vinho ou coquetel, espere algo em torno de ARS 15.000 a 25.000 por pessoa. Quanto mais o grupo dividir, mais coisa diferente prova sem estourar o orçamento. Só um aviso: o salão é pequeno, então chegar muito tarde no fim de semana sem reserva pode te deixar de fora.

Gran Dabbang em Buenos Aires

Outras ótimas opções de restaurante em Palermo

Cinco é pouco pra tanta coisa boa. Se você ficar mais dias, anota esses outros nomes que valem a visita:

  • Crizia (Gorriti 5143) — frutos do mar e ostras, com 1 estrela Michelin e 1 Estrela Verde.
  • Fogón Asado (Uriarte 1423) — experiência de parrilla em formato menu degustação, recomendado pelo Michelin.
  • Mishiguene (Lafinur 3368) — cozinha judaica moderna, também recomendado pelo Michelin.
  • Narda Comedor (Libertador 2080) — comida saudável e sustentável, muito comentada.
  • Niño Gordo — asiático-portenho, com ambiente cenográfico e cheio de personalidade.

Tudo isso só reforça que Palermo virou o coração gastronômico de Buenos Aires — e que dá pra ir muito além da carne.

Dicas pra aproveitar os restaurantes de Palermo

Algumas dicas que valem ouro pra comer bem sem perrengue:

  • Almoço com menu fixo: muitos restaurantes têm menus especiais no almoço, com preços mais acessíveis. Se o orçamento estiver curto, vale conferir.
  • Horário argentino x horário de brasileiro: o pico do jantar local é entre 21h e meia-noite. Pra fugir da fila, vá no horário de brasileiro: meio-dia pro almoço e 19h30-20h pro jantar.
  • Reservas: os lugares mais badalados lotam no fim de semana e em feriados. Reserve com antecedência pra não perder tempo na fila.
  • Vinhos argentinos: o Malbec harmoniza lindamente com o churrasco. E costuma sair mais em conta pedir garrafa do que taça.
  • Gorjeta: a propina em Buenos Aires costuma ser em torno de 10%, geralmente em dinheiro.
  • Late dinner: jantar às 22h-23h é normal por lá, não é coisa de turista atrasado. Mas se sair de algum show muito tarde, confira o horário da cozinha (não só o de fechamento).
Restaurante de alta gastronomia em Buenos Aires

Vale a pena fazer seguro viagem pra Buenos Aires

Comer bem em Palermo é só uma parte da viagem — e a gente sempre lembra que o atendimento médico no exterior pode sair caro. Por isso vale a pena ter um seguro viagem pra estar coberto contra qualquer imprevisto.

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Pra aproveitar a cena gastronômica ao máximo, ficar bem localizado faz toda a diferença: menos táxi à noite, mais tempo de passeio e os melhores restaurantes a uma caminhada. Veja a melhor região pra se hospedar em Buenos Aires:

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Perguntas frequentes sobre restaurantes em Palermo, Buenos Aires

Qual é o melhor restaurante de Palermo?

Depende do que você procura. Pra parrilla tradicional premiada, o Don Julio (1 estrela Michelin) é a referência. Pra parrilla moderna e em grupo, La Cabrera. Pra alta gastronomia romântica, Casa Cavia. E pra algo autoral e descolado, Gran Dabbang.

Precisa reservar mesa nos restaurantes de Palermo?

Nos mais badalados, sim — Don Julio, La Cabrera e Casa Cavia lotam, principalmente nos fins de semana e feriados. Reserve com antecedência. Sem reserva, chegar bem cedo na abertura aumenta as chances de pegar mesa na lista de espera.

Que horas os argentinos jantam em Palermo?

O pico do jantar local é entre 21h e meia-noite, e jantar às 22h-23h é totalmente normal. Pra fugir da fila, vá no horário de brasileiro: 19h30 às 20h. Em alguns lugares, como o La Cabrera, chegar cedo ainda rende promoção.

Quanto custa comer num bom restaurante de Palermo?

Varia bastante conforme o lugar e o vinho. Nas parrillas premiadas, conte algo em torno de ARS 20.000 a 40.000 por pessoa com entrada, prato, sobremesa e bebida. Opções como o Gran Dabbang saem mais em conta, dividindo pratos entre o grupo.

Como pedir o ponto da carne na Argentina?

Cuidado com o “al punto”: ele costuma vir mais malpassado do que o brasileiro espera. Se você gosta da carne mais passada, explique bem o ponto desejado ao garçom. Muitos falam ou entendem português, então não tenha vergonha.

Palermo só tem restaurante de carne?

Não! Apesar das parrillas famosas, Palermo tem alta gastronomia (Casa Cavia), cozinha portenha renovada (El Preferido), opções latino-asiáticas (Gran Dabbang), frutos do mar e cozinha de autor. Dá pra comer muito bem fugindo da carne vermelha.

Qual a melhor época pra combinar gastronomia e passeio em Palermo?

A primavera (setembro a novembro) é ótima, com os jardins dos Bosques de Palermo floridos e clima agradável pra almoços ao ar livre. O outono (março a maio) também é excelente, com temperaturas amenas e dias longos pra jantar com calma.

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Palermo é daqueles lugares onde a gente sempre volta com vontade de comer mais um pouquinho. Monte seu roteiro misturando uma parrilla clássica, um almoço de bodegón renovado e um jantar de cozinha de autor — e prepare-se pra entender por que esse bairro é, com folga, o coração gastronômico de Buenos Aires.