12 melhores coisas para fazer em Florença

Florença é o tipo de cidade que dá vontade de andar sem rumo: você dobra uma esquina e dá de cara com uma catedral gigante, uma estátua renascentista ou uma vista do rio Arno que parece pintura. É o berço do Renascimento, compacta, dá pra explorar quase tudo a pé, e tem arte por todo lado, até de graça nas praças.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a cidade é caminhável: dá pra sair do Duomo, passar pela Ponte Vecchio e chegar nos jardins sem precisar de transporte. Mas tem uma armadilha clássica que derruba muito brasileiro: deixar pra decidir os ingressos dos museus principais na hora. Em alta temporada, isso significa fila de mais de uma hora ou simplesmente não entrar.

Neste guia a gente reuniu as 12 melhores coisas pra fazer em Florença, com dicas práticas de horário, faixa de preço e os erros que a gente já viu (e cometeu) por lá. E não esquece: aqui no nosso Guia de Florença a gente juntou tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato, hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

1. Visitar a Basilica di Santa Maria del Fiore (o Duomo)

Essa é o cartão-postal de Florença e o principal ponto turístico da cidade. Considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, a Basilica di Santa Maria del Fiore começou a ser construída em 1296 e foi inaugurada quase 200 anos depois. A cúpula de Brunelleschi, concluída no século XV, foi uma solução de engenharia revolucionária, erguida sem andaimes externos, e domina o skyline até hoje.

A entrada na catedral costuma ser gratuita, mas a graça mesmo é subir à cúpula pra ter a vista panorâmica. Pra isso é obrigatório reservar horário com antecedência, sem reserva, é comum não conseguir entrar na temporada cheia. Tem também o Campanário de Giotto e o Batistério de San Giovanni ali na praça, que costumam entrar em passes combinados.

Endereço: Piazza del Duomo, 50122 Florença.

Vista da Basílica di Santa Maria del Fiore

A gente errou nessa na primeira vez: tentou subir a cúpula no horário de sol forte do verão e sofreu nas escadas estreitas. Vai cedo, no comecinho do dia, e respeite o dress code (ombros e joelhos cobertos), senão você é barrado na entrada.

2. Conhecer a Catedral de Florença por dentro

Além da praça e da fachada serem lindas, o interior da catedral também vale a visita. Pra aproveitar de verdade, vale pegar o ingresso com antecedência. Com ele você tem acesso privilegiado e ainda consegue subir à Cúpula de Brunelleschi e visitar os terraços panorâmicos.

Basilica di Santa Maria del Fiore

3. Onde comprar os ingressos de Florença pagando mais barato

Antes de seguir pras outras atrações, deixa a gente te dar a dica que mais economiza dinheiro na cidade: como comprar os ingressos e passeios direito. Vai sair bem mais barato e ainda te poupa horas de fila.

A dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é quase sempre mais barato. Na bilheteria, além de custar mais, pode já estar esgotado pro dia que você quer, e aí você perde um tempo precioso na fila.

A dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, é uma compra na moeda do outro país. Você paga IOF e não consegue parcelar. Procure sites que já cobram em reais.

Um site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui. É um dos maiores do mundo e tem praticamente todos os ingressos e passeios de Florença. Já é um dos mais baratos, mas a maior vantagem é que dá pra pagar em reais (sem IOF) e parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: tem tours gratuitos na maioria das cidades turísticas, você só deixa uma gorjeta pro guia no final.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
  • Transfer: também tem o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (o que evita golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque. Muito fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h, em português, se precisar.

4. Se encantar com o Davi na Galeria da Academia de Belas Artes

Fundado em 1784, o museu da Galleria dell’Accademia guarda uma das esculturas mais famosas do mundo: o Davi original de Michelangelo. Muita gente acha que a cópia da Piazza della Signoria é o original e acaba pulando a Accademia, grande erro. Além do Davi, o museu tem os “Prisioneiros”, esculturas inacabadas de Michelangelo que ajudam a entender o processo criativo dele.

Reserve o ingresso com hora marcada, principalmente na primavera, verão e feriados. Calcule de 1 a 2 horas pra visitar com calma. A cidade ainda tem mais duas réplicas do Davi, uma na Piazzale Michelangelo e outra em frente à própria galeria.

Endereço: Via Ricasoli, 58/60, 50129 Florença.

Escultura David de Michelangelo exposta no museu.

5. Visitar o Museu Galleria degli Uffizi

O Museu Galleria degli Uffizi fica às margens do rio Arno e é o mais famoso da cidade, além de um dos mais importantes do mundo. Está num prédio com mais de 500 anos, projetado pelo arquiteto Giorgio Vasari em 1560, e abriga a maior coleção de arte renascentista italiana, com obras de Botticelli, Michelangelo e Leonardo da Vinci.

Uma curiosidade legal: a coleção foi doada à cidade pela família Medici em 1743, com a condição de nunca sair de Florença, por isso a concentração de obras-primas por aqui. Sempre reserve com hora marcada pra fugir das filas de mais de uma hora, e separe pelo menos 2 a 3 horas pra visita. Áudioguia é uma boa pedida pra quem não vai contratar guia.

Endereço: Piazzale degli Uffizi, 6, 50122 Florença.

Sala no interior da Museu Galleria degli Uffizi em Florença.

6. Andar pela Piazza del Duomo

A Praça da Catedral, como o nome diz, é onde fica o Duomo de Florença. É uma das mais visitadas do país e concentra vários pontos turísticos interessantes, como o Campanário de Giotto e o Museo dell’Opera del Duomo, que guarda obras da basílica e do artista Donatello.

Uma dica: pra fotos sem multidão, vá ao amanhecer ou à noite, quando a praça fica bem mais vazia. É o coração religioso da cidade e a luz nesses horários é linda.

Vista da Piazza del Duomo em Florença, Itália.

7. Ir à Piazza della Signoria

Essa é a praça mais importante de Florença e o centro político histórico da cidade. Por lá você encontra monumentos incríveis como a Estátua equestre de Cosme I, o Palazzo Vecchio, a Fonte de Netuno e a cópia do Davi. O “museu a céu aberto” da Loggia dei Lanzi é gratuito e cheio de esculturas.

Uma curiosidade: a praça já foi palco de execuções públicas, e foi ali que Savonarola foi enforcado e queimado no século XV. Uma dica super bacana é parar pra tomar um gelato na Vivoli, na Via Isole delle Stinche 7 R, e claro, tirar muitas fotos da praça.

Atenção pra um erro clássico: evite gastar em cafés e restaurantes exatamente nas praças turísticas, onde o preço é bem mais inflacionado. Basta andar poucos quarteirões pra achar opções melhores e mais autênticas.

Vista da Piazza della Signoria em Florença. Nota-se muitas pessoas transitando pelo lugar.

8. Visitar a Piazzale Michelangelo

A Piazzale Michelangelo é outra praça que virou ponto turístico, e por um bom motivo: ela fica numa região alta da cidade e oferece a melhor vista panorâmica de Florença, com o Duomo, a Ponte Vecchio e as colinas ao fundo. O mirante é aberto 24h e a entrada é gratuita.

Nossa dica é ir no fim da tarde pra pegar o pôr do sol, é um clássico absoluto e rende fotos impressionantes. Tem ainda uma cópia em bronze do Davi na praça, pra fotos diferentes da escultura com a cidade ao fundo. Dá pra subir a pé (uns 20 a 30 minutos do centro) ou de ônibus urbano.

Dois erros que a gente vê muito por lá: chegar em cima da hora e não achar lugar na mureta, e esquecer o casaco mesmo no verão, porque ao anoitecer venta e esfria.

Vista da Piazzale Michelangelo em Florença ao pôr do sol.

9. Conhecer a Basílica de São Lourenço

A Basílica de San Lorenzo é uma das igrejas mais antigas e mais ricas de Florença. O interior foi desenhado por Michelangelo e a estrutura externa traz púlpitos de bronze criados por Donatello. A Capela dos Médici, ali no complexo, guarda os túmulos da família com esculturas de Michelangelo.

Pra entrar e ter acesso a tudo isso é preciso comprar ingresso, e vale aquela dica de comprar com antecedência pra economizar e fugir da fila. A basílica costuma abrir de segunda a sábado.

Endereço: Piazza di San Lorenzo, 9, 50123 Florença.

Interior da Basílica de São Lourenço em Florença.

10. Andar pelo Mercato di San Lorenzo

Pertinho da Basílica de São Lourenço está o Mercato di San Lorenzo, uma grande feira com enorme variedade de produtos, das mais importantes de Florença. É um ótimo lugar pra fazer comprinhas de couro, já que a cidade tem uma forte tradição de artesanato em couro feito à mão, bolsas, cintos e jaquetas, especialmente nessa região.

Fica preparado: é difícil resistir e sair de lá sem comprar nada.

Rua com barraquinhas no Mercato di San Lorenzo. Nota-se que o tempo está nublado.

11. Conhecer o Mercado Central de Florença

Também ali pertinho está o Mercato Centrale, um mercadão gastronômico moderno dentro de um edifício histórico. O piso térreo é mais voltado a produtos frescos (frutas, frios, carnes, peixes) e o andar de cima é uma praça de alimentação gourmet, com vários restaurantes e bares servindo queijos, vinhos, massas e doces toscanos.

É imbatível pra provar a comida da Toscana sem cair em cilada. Um erro comum é só descobrir o Mercato Centrale no fim da viagem, depois de comer em restaurantes turísticos caros colados no Duomo. Vá logo no comecinho e aproveite.

Quitanda de alimentos (verduras e legumes) no Mercado Central de Florença.

12. Passear pelo Palazzo Pitti e pelo Jardim de Boboli

O Palazzo Pitti começou a ser construído em 1446 e foi residência de três dinastias da realeza, incluindo os Medici. Hoje é um grande museu, com a Galeria Palatina e apartamentos reais, e atrás dele estão os Jardins de Boboli, um dos parques históricos mais famosos da Europa, do século XVI, com fontes, esculturas e vistas lindas da cidade.

Nossa dica é comprar os ingressos antecipadamente. E vale usar Boboli como pausa verde no meio de um roteiro intenso de museus, principalmente em dias ensolarados, é um respiro entre tanta arte.

Endereço: Piazza de’ Pitti, 1, 50125 Florença.

Vista de fonte com uma estátua no topo e um lago no Jardim de Bóboli.

Bônus: conhecer o Museo Galileo

Pra quem curte ciência, vale incluir no roteiro o Museo Galileo, fundado em 1930 pela Universidade de Florença, ocupando três andares do Palazzo Castellani. Tem uma coleção incrível de artefatos óticos, astronômicos, matemáticos e de navegação. Entre eles, o telescópio usado por Galileu em 1609 pra descobrir os satélites de Júpiter. Fica bem pertinho dos Uffizi.

Endereço: Piazza dei Giudici, 1, 50122 Florença.

Obra de arte Esfera Armilar de Antonio Santucci no Museu Galileu em Florença.

Bate-voltas a partir de Florença

Florença é base perfeita pra explorar a Toscana. Os passeios mais procurados saindo da cidade são as degustações de vinho em regiões como o Chianti (tours de meio dia ou dia inteiro, com transporte e visita a vinícolas), os passeios de Vespa pela zona rural e os free walking tours no centro, ótimos pra começar a viagem entendendo a história e se localizando.

Um conselho de quem já errou: não tente encaixar “toda a Toscana” num dia só. Bate-voltas muito ambiciosos (Pisa, Siena e vinícolas no mesmo dia) deixam você exausto e vendo tudo correndo. Escolha um destino por dia e curta com calma.

Melhor época pra visitar Florença

A primavera (abril a junho) e o outono (setembro a outubro) são as melhores épocas: clima ameno, luz boa pra foto e menos calor pra encarar filas e escadas. O verão (julho e agosto) é muito quente, com máximas que passam fácil dos 30 °C e museus lotados. Já o inverno tem dias mais curtos e chance de chuva, mas é menos cheio e com preços mais baixos, ótimo pra quem prioriza museus.

Como se locomover em Florença

O centro histórico é compacto e feito pra andar a pé. Carro ali atrapalha mais do que ajuda, por causa da ZTL (zona de tráfego limitado) e da dificuldade de estacionamento, então nem pense em alugar carro só pra ficar em Florença, é multa e estacionamento caro à toa.

Pra pontos mais altos, como a Piazzale Michelangelo, tem ônibus urbano, mas pra maioria das atrações você não precisa de transporte. A estação Santa Maria Novella é o principal ponto de chegada e saída de trens, conectando Florença a Roma, Veneza, Milão e cidades da Toscana.

Erros comuns de turista em Florença (e como evitar)

Pra fechar com chave de ouro, anota essas armadilhas que a gente já viu muita gente cair:

  • Subestimar as filas: chegar sem ingresso na Uffizi, Accademia ou cúpula do Duomo e perder metade do dia (ou nem conseguir entrar).
  • Ignorar o dress code das igrejas: roupa muito curta ou ombros à mostra podem te barrar nas catedrais e basílicas.
  • Comer só em áreas hiper-turísticas: restaurantes colados no Duomo e na Signoria costumam ser mais caros e menos autênticos.
  • Fadiga de museu: Florença é intensa em arte. Tentar ver muitos museus no mesmo dia cansa, intercale com cafés, jardins e caminhadas leves.
  • Não se hospedar no centro: ficar longe pra “economizar” e perder tempo e energia no deslocamento, sem a magia de andar à noite pelas ruas históricas.

Precisa de seguro viagem pra Florença?

Como a Itália faz parte do espaço Schengen, o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros. E mesmo que não fosse, o atendimento médico no exterior é caríssimo, então não dá pra arriscar.

A gente sempre cota em esse comparador de seguros, que mostra as principais seguradoras lado a lado e já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores. Dá pra achar uma cobertura completa pagando bem pouco.

Pra ficar bem em Florença, o segredo é se hospedar no centro: você economiza tempo de transporte, vai a pé pra quase tudo e ainda aproveita a cidade iluminada à noite. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:

Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Florença

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em Florença

Quantos dias são ideais pra conhecer Florença?

Pra ver as principais atrações do centro com calma, de 2 a 3 dias já dá um bom panorama. Se você quer usar Florença como base pra explorar a Toscana (Pisa, Siena, vinícolas), o ideal são 4 a 5 noites.

Precisa reservar ingresso com antecedência pros museus?

Sim, e cada vez mais. A Uffizi, a Accademia (do Davi) e a subida à cúpula do Duomo praticamente exigem reserva com hora marcada, principalmente na alta temporada. Sem isso, você pode pegar mais de uma hora de fila ou nem conseguir entrar.

A entrada na catedral de Florença é gratuita?

A entrada na nave da catedral costuma ser gratuita. Já a subida à cúpula de Brunelleschi, o Campanário de Giotto, o Batistério e o museu são pagos, geralmente vendidos em passes combinados que exigem reserva de horário pra cúpula.

Onde está o Davi original de Michelangelo?

O Davi original fica dentro da Galleria dell’Accademia. As estátuas da Piazza della Signoria e da Piazzale Michelangelo são réplicas, então não pule a Accademia achando que já viu o original.

Vale a pena alugar carro pra ficar em Florença?

Não. O centro histórico é compacto, walkável e tem a ZTL (zona de tráfego restrito), que rende multa pesada pra quem entra de carro sem autorização. Faça tudo a pé e use trem pra bate-voltas. Carro só faz sentido se você for percorrer o interior da Toscana.

Qual a melhor época pra visitar Florença?

Primavera (abril a junho) e outono (setembro a outubro), por causa do clima ameno e menos lotação. O verão é muito quente e cheio, e o inverno é mais tranquilo e barato, porém com dias curtos e chance de chuva.

Dá pra ver as principais atrações de graça?

Boa parte de Florença pode ser curtida sem pagar nada: andar pelas praças (Duomo, Signoria), atravessar a Ponte Vecchio, ver as esculturas da Loggia dei Lanzi e subir até a Piazzale Michelangelo pro pôr do sol. Os custos entram nos museus e na subida da cúpula.

Economize ao máximo na sua viagem a Florença:

Florença é daquelas cidades que ficam marcadas: arte por todo lado, comida boa de verdade e um centro que dá gosto de explorar a pé. Se a gente puder deixar um conselho final, é esse: reserve os ingressos dos museus com antecedência, fique no centro e guarde o pôr do sol da Piazzale Michelangelo pro fim, é o jeito perfeito de encerrar o dia. Boa viagem!