Se você tá indo pra Puerto Natales, tem uma trilha que praticamente todo mundo coloca no topo da lista: o trekking até a base das Torres del Paine. É uma caminhada longa, puxada, de dia inteiro, mas que entrega uma das vistas mais icônicas da Patagônia chilena — as três torres de granito emergindo sobre uma lagoa azul-esverdeada.

A gente já fez esse bate-volta a partir de Puerto Natales e a impressão é sempre a mesma: cansa muito, mas vale cada passo. O segredo é entender direitinho como funciona a logística, o que esperar da trilha e o que levar, pra não errar em nada e aproveitar o passeio ao máximo.

E não esquece: aqui no nosso guia completo do Chile a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Afinal, o que é trekking?

Traduzindo ao pé da letra, trekking quer dizer caminhada. Mas ele ganha esse nome pra sinalizar que não é uma caminhadinha de parque: acontece em áreas de montanha, floresta ou vales, com terreno irregular, subidas, travessias de rios e mudança de clima ao longo do dia.

Ou seja, exige um mínimo de preparo físico, calçado bom e roupa adequada. Não é passeio leve, e é bom encarar assim desde o começo.

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Como funciona o trekking à base das Torres del Paine

O Parque Nacional Torres del Paine fica a cerca de 129 km de Puerto Natales e é uma das melhores atrações da Patagônia chilena. Lá dentro, você encontra montanhas gigantes, torres de granito, lagos de cor azul turquesa e glaciares — uma paisagem que impressiona mesmo quem já viajou muito.

A trilha até a base das torres é a mais famosa do parque e faz parte do lendário circuito W. É um bate-volta de 20 a 22 km, que atravessa florestas, pontes suspensas, rios e trechos rochosos, terminando num dos mirantes mais icônicos da América do Sul.

Prepara o corpo: são de 8 a 10 horas de caminhada efetiva, e quem sai de Puerto Natales fica com o dia inteiro tomado — a operação padrão do bate-volta gira entre 13 e 13h30 no total, contando ida, volta e trilha. A dificuldade é classificada como média a alta, com trechos longos de subida e piso pedregoso.

Pra fazer com segurança, a gente recomenda muito ir com uma agência que cuida da logística. A melhor pra esse passeio, na nossa opinião, é a Ciatrip, uma agência brasileira que opera em Puerto Natales com veículos ótimos e guias bilíngues (espanhol e inglês).

Com a Ciatrip, o passeio começa por volta das 6h30 e termina lá pelas 21h, e pode ser feito o ano todo — vale lembrar que no inverno a CONAF pode exigir guia obrigatório, então já ir com agência resolve esse ponto. E como é bate-volta, à noite você volta direto pra sua hospedagem em Puerto Natales.

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A base é Puerto Natales, mas a Patagônia chilena é enorme e espalhada, e ter um carro dá uma liberdade absurda pra combinar Torres del Paine, o Milodón, mirantes no caminho, e até uma escapada até El Calafate. A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Itinerário do passeio com a Ciatrip

O trekking à base das Torres del Paine começa com uma viagem de cerca de 2h saindo de Puerto Natales até a Estancia Torres del Paine. Chegando lá, o guia dá uma palestra rápida com as orientações e o grupo parte pela vereda em direção a uma antiga ponte que cruza o Rio Ascencio.

Essa primeira parte dura cerca de 1h e termina no Camping El Chileno, um dos pontos de descanso da trilha. Ele fica no meio de um bosque denso de lengas formado no sopé do Monte Almirante Nieto. Aproveita esse momento pra beber água, comer alguma coisa e recarregar as pernas — a parte pesada vem depois.

Camping El Chileno em Torres del Paine

Feito isso, o guia parte pra 2ª parte, que é a mais desafiadora do trajeto. São cerca de 45 minutos de subida íngreme, num terreno rochoso, até chegar ao mirante a 700 metros de altitude. É o trecho que faz a maior parte do pessoal parar várias vezes pra respirar — normal, todo mundo passa por isso.

Lá em cima, a vista das três torres de granito — Central, Monzino e D'Agostini — é espetacular, principalmente em dias de céu limpo. Também dá pra avistar o Lago Torres, de coloração azul-esverdeada, e os morros Peineta e Nido de Cóndores. É um daqueles momentos que compensam a caminhada inteira.

Turistas no mirante em Torres del Paine

Por fim, o grupo regressa pelo mesmo caminho da ida, até chegar ao ponto de partida, onde o veículo da Ciatrip aguarda pro retorno a Puerto Natales.

Monte Almirante Nieto em Torres del Paine

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

Melhor época pra fazer o trekking

A trilha pode ser feita o ano todo, mas as condições variam bastante. A época mais confortável é a de primavera e verão patagônico — aproximadamente outubro a março — quando há mais horas de luz e menos chance de neve pesada. Como é uma caminhada longa de um dia só, mais luz faz muita diferença.

No inverno (junho a agosto), os dias ficam curtos, o vento é mais forte e o frio pesa. A CONAF pode exigir guia obrigatório e a operação pode mudar por segurança. Fazer a trilha nessa época é possível, mas é pra quem tem experiência com trekking em condições difíceis.

Uma coisa importante: mesmo no verão, Torres del Paine é famoso por ter quatro estações no mesmo dia. Sol forte, vento cortante, chuva e frio podem se alternar em poucas horas. Então, independentemente do mês, sempre monta a mochila preparado pra tudo.

O que levar na trilha

Como a trilha é longa e o clima muda muito, o preparo faz toda a diferença. A gente sempre leva:

  • Calçado de trilha com boa aderência (evite tênis liso, o piso rochoso não perdoa);
  • Segunda pele pra manter o corpo aquecido embaixo;
  • Casaco corta-vento e capa de chuva — o vento na Patagônia é sério;
  • Água (pelo menos 1,5 a 2 litros) e lanches energéticos (barrinhas, frutas secas, sanduíche);
  • Boné ou gorro, luvas finas e óculos de sol;
  • Protetor solar — sol na altitude queima mais rápido do que parece;
  • Bastões de trilha, que ajudam MUITO na subida e principalmente na descida (a Ciatrip fornece);
  • Mochila leve e confortável, com regulagem no peito e cintura.

Quanto custa e como fechar o passeio

O trekking à base das Torres del Paine saindo de Puerto Natales, com a Ciatrip, custa em torno de 119 dólares por pessoa. No valor estão incluídos: pickup e dropoff na sua hospedagem (dentro da área urbana da cidade), o transporte compartilhado, o guia bilíngue (espanhol e inglês) e os bastões de trilha.

À parte, você precisa pagar a taxa de entrada do Parque Nacional Torres del Paine, que varia conforme nacionalidade, idade e categoria do ingresso. Vale confirmar o valor atualizado da CONAF antes da viagem, porque a tarifa costuma mudar por temporada.

Pra fechar o trekking com a Ciatrip, basta clicar aqui. Você será redirecionado direto pro WhatsApp da empresa, pra tirar dúvidas e garantir o passeio de forma rápida e segura.

Aliás, além desse passeio, a Ciatrip também oferece outros pacotes incríveis por Puerto Natales, como a Navegação pela Geleira Grey e até o serviço de transfer. Se quiser conhecer todos os atrativos, vale entrar em contato com a empresa.

Turistas em Torres del Paine

Como ir por conta própria (sem agência)

Se você prefere fazer o bate-volta por conta própria, a logística padrão é: pegar um ônibus no Terminal Rodoviário de Puerto Natales em direção ao parque. Na temporada, existem saídas nos horários da manhã e do começo da tarde (por volta de 7h e 12h), com passagem custando em torno de CLP 14.000 por trecho.

O acesso é feito pela entrada Laguna Amarga, e tem uma regra importante: pra encaixar direitinho o esquema de transporte e trilha no mesmo dia, o ideal é chegar antes das 9h30. Quem se atrasa, perde a conexão da manhã.

De Laguna Amarga até o início da trilha, ainda tem um transfer interno pago separadamente. Junte tudo — passagem, taxa do parque, transfer, alimentação — e a economia versus o passeio guiado nem sempre compensa o esforço. Fica a critério de cada um. Se for por conta própria, confirme SEMPRE os horários do último ônibus de volta, senão a noite em Puerto Natales pode ficar bem complicada.

Erros comuns de quem faz o trekking pela primeira vez

A gente já viu muita gente errar em coisas simples que dava pra prevenir. Os deslizes mais comuns:

  • Subestimar o tempo: a trilha ocupa o dia INTEIRO, não é passeio de meio-período;
  • Não checar a janela de entrada em Laguna Amarga, chegando tarde e perdendo a logística da manhã;
  • Ir sem preparo físico: é média a alta dificuldade, com subida forte no fim;
  • Roupa errada: só camiseta, sem corta-vento, sem capa de chuva — recipe pra passar frio;
  • Depender só de ônibus e não conferir o último horário de volta;
  • Esquecer da taxa de entrada do parque, comprar categoria errada, ou não levar dinheiro/cartão suficiente;
  • Levar criança pequena: não é uma trilha indicada pra crianças pequenas, é longa e cansativa demais;
  • Não reservar hospedagem em Puerto Natales com antecedência: na alta temporada a cidade lota rápido.

Com essa transição em mente: quanto mais bem localizada for sua hospedagem em Puerto Natales, mais fácil fica a logística do trekking (pickup mais rápido, jantar simples ao voltar exausto). Olha aqui a melhor região da cidade pra se hospedar:

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Pra uma viagem à Patagônia, o seguro viagem é item obrigatório na mochila. Um dia de trilha de 10 horas em terreno rochoso já mostra o motivo: torção, queda, hipotermia, qualquer coisinha num lugar remoto pode virar uma dor de cabeça enorme — e cara. Atendimento médico particular no Chile não é barato.

A gente sempre compara os planos e fecha por esse comparador de seguros, que junta as principais seguradoras num lugar só e tem 18% de desconto exclusivo pro Grupo Dicas já aplicado no link. Vale conferir antes de embarcar.

Chip de celular pra usar em Puerto Natales

Ficar sem internet no meio da Patagônia é péssimo. Você precisa de mapa, tradutor, WhatsApp com a agência, confirmação de horários — não dá pra depender só do wi-fi do hotel. A gente sempre usa esse chip de viagem, que chega em casa antes da viagem, funciona assim que aterrissa e tem plano com dados ilimitados. Muito mais prático do que perder tempo comprando SIM local no Chile.

Perguntas frequentes sobre o trekking à base das Torres del Paine

Quantos quilômetros tem a trilha da base das Torres del Paine?

A trilha completa (ida e volta) tem entre 20 e 22 km, dependendo da referência. É considerada de dificuldade média a alta, com um trecho final de subida íngreme em terreno rochoso.

Quanto tempo dura o trekking?

A caminhada em si leva de 8 a 10 horas. Somando o transporte de Puerto Natales até o parque e a volta, o passeio completo consome cerca de 13 a 13h30 — praticamente o dia todo.

Dá pra fazer o trekking o ano todo?

Sim, a trilha opera o ano todo. Mas no inverno (junho a agosto), com neve, vento e dias curtos, a CONAF pode exigir guia obrigatório e a experiência fica bem mais dura. A época mais tranquila vai de outubro a março.

Preciso de preparo físico pra fazer a trilha?

Sim. Não é preciso ser atleta, mas é uma trilha longa, com subidas fortes e terreno irregular. Quem não caminha nunca sofre bastante — vale se preparar com caminhadas mais longas antes da viagem.

Crianças podem fazer o trekking?

Não é indicado pra crianças pequenas. A trilha é longa e desgastante, com a subida final bem puxada. Adolescentes com bom condicionamento até conseguem, mas o passeio foi pensado pra adultos com preparo mínimo.

É melhor ficar em Puerto Natales ou em Punta Arenas pra fazer o trekking?

Puerto Natales, sem dúvida. Fica a cerca de 129 km do parque, enquanto Punta Arenas está a mais de 320 km. Sair de Punta Arenas pra fazer bate-volta é impraticável.

O que está incluso no passeio guiado?

No pacote com a Ciatrip, estão inclusos o pickup e dropoff em Puerto Natales (área urbana), o transporte compartilhado, o guia bilíngue e os bastões de trilha. A taxa de entrada do parque não está inclusa — se paga à parte, na chegada.

Preciso levar comida e água?

Sim. Não tem quiosque no meio da trilha, então leve pelo menos 1,5 a 2 litros de água por pessoa e lanches energéticos como barrinhas, frutas secas, castanhas e sanduíches. O Camping El Chileno tem serviço, mas não dá pra depender só dele.

Economize ao máximo na sua viagem a Puerto Natales e ao Chile:

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Então, não deixe de ler nossa matéria de como planejar uma viagem a Puerto Natales, com todas as dicas pra economizar ao máximo sem deixar de aproveitar.
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O trekking à base das Torres del Paine é daqueles passeios que a gente lembra pra vida toda — e olha que a gente já subiu esse mirante mais de uma vez. Cansa, mas quando você chega lá em cima e vê aquelas três torres emergindo sobre o lago, entende na hora por que essa é considerada uma das trilhas mais icônicas do planeta. Prepara o corpo, monta a mochila com calma e vai. Não tem como se arrepender.