Roteiro em Nice: 1, 2, 3 e 4 dias na Costa Azul

Nice é a base perfeita pra quem quer conhecer a Costa Azul sem ficar trocando de mala a cada dia. Da cidade, dá pra fazer bate-volta fácil pra Mônaco, Èze, Villefranche-sur-Mer, Cannes, Antibes e Saint-Paul-de-Vence, tudo de trem, ônibus ou carro. E o legal é que, dependendo do tempo que você tem, dá pra montar um roteiro bem redondo em 1, 2, 3 ou 4 dias.

Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como as distâncias são curtas: em 20-30 minutos de trem você já tá em outra cidade completamente diferente. Isso muda tudo no planejamento, porque dá pra ver bastante coisa sem virar refém do carro.

Nessa matéria a gente montou 4 roteiros diferentes (1, 2, 3 e 4 dias), com o que fazer em cada dia, dicas práticas e os erros mais comuns pra evitar. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Costa Azul a gente reuniu tudo pra você montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Roteiro de 1 dia em Nice

Se você só tem um dia (tipo uma escala mais longa ou parada num cruzeiro), a ideia é focar no essencial da própria Nice, sem sair da cidade. Dá pra fazer tudo a pé, o que já é uma economia enorme.

Comece pelo Vieux Nice, o centro histórico. As ruas estreitas, prédios em tons pastel e a vida local acontecendo em cada esquina dão o tom da cidade. Passe pelo Cours Saleya, o mercado de flores e comidas típicas, e aproveita pra provar uma socca (panqueca de grão-de-bico, salgada e feita na hora — é a cara de Nice).

Centro histórico em Nice

Se quiser entender melhor a história das ruazinhas e das lendas locais, um free tour logo cedo é uma pedida ótima e sai barato. A gente recomenda esse tour aqui, que é um dos mais bem avaliados e é em português.

Falando em passeios, uma dica que faz diferença: reserve tudo com antecedência. Na hora costuma custar mais caro e muitos tours esgotam, principalmente no verão. A gente sempre usa esse site aqui pra comprar ingressos, tours e até transfer de aeroporto. É o único que a gente conhece com pagamento já em reais (sem IOF), cancelamento gratuito até um dia antes e catálogo enorme de passeios pela Costa Azul inteira.

Depois do almoço, suba na Colline du Château (Colina do Castelo). Não tem mais castelo lá em cima, mas a vista é espetacular: dá pra ver a Baie des Anges de um lado, o porto do outro e o Vieux Nice bem embaixo. A subida pode ser feita a pé pelas ruas do centro histórico ou pelo elevador gratuito.

Colline du Château

Na volta, dá uma passada na Promenade du Paillon, um parque linear moderno com fontes de água que os locais adoram. É um respiro verde no meio da cidade e um ótimo lugar pra descansar as pernas.

Pro jantar, um restaurante no Vieux Nice como o Restaurant Renée é uma boa: menus com frutos do mar e pratos tradicionais da Provença, sem sair do centro. Depois, dá uma volta pelas ruas iluminadas — a cidade fica linda à noite e é super segura pra caminhar.

Restaurant Renée

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Hotéis: Maior inventário + melhor preço + atencedência = 35%

Ingressos: Maior inventário + melhor preço + sem IOF e taxas = 16%

Seguro Viagem: Comparador + 16 empresas + cupom 18% = 42%

Chip: Melhor sinal + sem IOF e taxas = 12%

Carro: Comparador + 20 empresas + cupom 5% = 28%

Roteiro de 2 dias: Nice + um bate-volta curto

Dia 1: siga o roteiro de 1 dia acima.

No segundo dia, a ideia é sentir a Costa Azul de verdade indo pra um vilarejo pertinho. As duas melhores opções são Villefranche-sur-Mer e Èze, e dá até pra combinar as duas se sair cedo.

Villefranche-sur-Mer fica a uns 10 minutos de trem de Nice e é aquele cartão-postal clássico: casinhas coloridas descendo até o mar, uma baía azul e a Plage des Marinières, uma das melhores praias pra banho da região. O ritmo é bem mais tranquilo que Nice e dá pra almoçar de frente pro mar sem gastar rios de dinheiro.

Promenade des Anglais

Èze é outro mundo: uma vila medieval pendurada na encosta, a mais de 400 metros de altura, com ruazinhas de pedra que parecem congeladas no tempo. Lá em cima fica o Jardin Exotique, com cactos e uma vista de tirar o queixo pro Mediterrâneo. Chega de ônibus (linha 82 ou 112 da estação de Nice) ou de trem até Èze-sur-Mer + ônibus subindo, ou até um trilho de trekking pra quem topa uma caminhada boa.

Se você tem energia, saia bem cedo e faça Villefranche de manhã + Èze à tarde. A gente errou nessa uma vez tentando encaixar Mônaco no meio — não deu, virou correria. Melhor deixar Mônaco pro dia seguinte.

Roteiro de 3 dias: Nice + vilarejos + Mônaco

Dias 1 e 2: siga o roteiro acima.

Com um dia a mais, vale reservar o terceiro pra uma dobradinha imperdível: Èze + Mônaco.

Saia cedo de Nice, faça Èze pela manhã com calma (vale subir com tempo até o Jardin Exotique e almoçar por lá) e depois pegue ônibus ou trem pra Mônaco à tarde. Em Mônaco, os pontos principais são o Cassino de Monte-Carlo (mesmo que você não jogue, a fachada e o entorno já valem a foto), o Palácio do Príncipe, a Catedral e o Museu Oceanográfico. O porto cheio de iates é aquela imagem clássica da Riviera que todo mundo quer ver de perto.

Èze

Uma dica prática: pra ir de Nice a Mônaco, o trem é o mais rápido (20-25 minutos) e sai bem barato — costuma girar em torno de 5 a 8 euros o trecho. Compra na estação de Nice-Ville, sem enrolação. Volta pra Nice pra jantar e dormir na sua base.

Se você já foi a Mônaco em outra viagem ou não curte tanto o glamour, uma alternativa boa pro dia 3 é Antibes + Cannes: Antibes tem o Museu Picasso, um mercado gostoso e praias com areia (diferente de Nice, que é de pedrinha); Cannes tem a Croisette, o Palais des Festivals e aquele clima de festival de cinema.

Cannes

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Lá você consegue filtrar por região, datas, faixa de preço e nota de avaliação. A gente sempre usa o filtro ‘nota 8+’ e cancelamento gratuito — assim garante que vai pegar um lugar bom e fica tranquilo se precisar mudar os planos.

Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdo conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserva agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.

Roteiro de 4 dias: o “basicão” completo da Costa Azul

Dias 1, 2 e 3: siga o roteiro acima.

Com 4 dias, a viagem fica bem redondinha. O quarto dia é ótimo pra fechar com um vilarejo que ainda não entrou no roteiro. As duas melhores opções:

Saint-Paul-de-Vence: vila medieval murada, famosa pelas galerias de arte, ruas de paralelepípedo e o clima meio provençal. Fica a uns 20 km de Nice e dá pra ir de ônibus (linha 400) ou carro. Na parte de fora da vila, a Fondation Maeght é uma das melhores coleções de arte moderna da França ao ar livre — vale muito pra quem curte arte.

Antibes

Antibes + Cagnes-sur-Mer: se você já tinha ficado com vontade de conhecer Antibes, dá pra combinar com Haut de Cagnes, a parte alta medieval de Cagnes-sur-Mer, que é fora do óbvio e super fotogênica.

Se ainda sobrar tempo à tarde, volte pra Nice e visite o Museu Matisse, no bairro de Cimiez. Fica numa mansão do século XVII cercada de jardins, e ali perto também tá a Cathédrale Saint-Nicolas, a maior catedral ortodoxa da Europa Ocidental — uma curiosidade que quase ninguém conta.

Museu de Arte Contemporânea de Nice

Fecha a viagem jantando na Promenade des Anglais ao entardecer, que é quando a luz fica dourada e o mar fica com aquele azul intenso. É a hora mais bonita do dia em Nice.

Promenade ao entardecer em Nice

Como se deslocar entre as cidades

Essa é a dúvida que mais aparece, então vale um resumo rápido:

  • Trem (TER): a melhor opção pra Mônaco, Cannes, Antibes, Villefranche e Menton. Rápido, barato (5 a 12 euros o trecho) e as estações ficam bem no centro das cidades. Compra na hora ou pelo app da SNCF.
  • Ônibus: essencial pra Èze (que fica no alto, sem estação de trem no centro) e pra vilarejos do interior como Saint-Paul-de-Vence. Costuma custar entre 2 e 5 euros o trecho.
  • Carro: não vale a pena pra roteiros só no eixo Nice-Mônaco-Cannes (o trem resolve). Mas se você quer estender a viagem pra Saint-Tropez, Gorges du Verdon ou fazer um Nice-Èze-Mônaco-Menton no mesmo dia sem depender de horário de ônibus, aí sim compensa.

E atenção: em Nice, Cannes e Mônaco, estacionamento é caro (2 a 4 euros por hora nas áreas centrais) e trânsito no verão é complicado. Se for alugar carro, planeje pra ficar mais em rota do que preso em cidade.

Melhor época pra ir e o que evitar

A Costa Azul é ótima o ano todo, mas cada época tem seu perfil:

  • Verão (junho a agosto): praia cheia, muito calor, preços mais altos e reservas apertadas. É a alta temporada clássica.
  • Primavera (abril e maio) e outono (setembro e outubro): na nossa opinião, é o melhor compromisso — clima agradável, dá pra ir na praia em alguns dias, tudo aberto e preços mais razoáveis.
  • Inverno: mais tranquilo, mas frio pra praia. Ainda assim charmoso pra quem curte cidade e cultura.

Uma coisa importante: fuja das datas do Festival de Cannes (maio) e do Grande Prêmio de Mônaco (também em maio). Nesses períodos, hospedagem em toda a região sobe absurdamente e fica difícil até de achar quarto. A gente já viu preço de hotel triplicar nessas datas.

Erros mais comuns de brasileiros na Costa Azul

Depois de várias viagens à região, esses são os tropeços que a gente vê acontecer sempre:

  • Achar que a praia de Nice é de areia: não é. É de seixos (pedrinhas). Se você quer areia, vai pra Antibes, Cannes ou Villefranche. Em Nice, leve uma esteira grossa ou alugue as cadeiras dos beach clubs.
  • Encaixar destinos demais no mesmo dia: “vou fazer Nice + Èze + Mônaco + Menton num dia” — não dá. Vira correria, você não entra em nada e volta cansado. Melhor menos, com calma.
  • Ignorar os vilarejos: muita gente foca só em Nice, Cannes e Mônaco e perde Saint-Paul-de-Vence, Èze, Villefranche. Justamente onde tá o charme medieval que dá alma à viagem.
  • Chegar tarde nos mirantes: subir Èze ou Saint-Paul-de-Vence no fim da tarde e chegar com tudo fechando e sem luz pra foto. Vá pela manhã ou logo depois do almoço.
  • Não fazer seguro viagem: a França pede seguro obrigatório de no mínimo 30 mil euros pra entrar no espaço Schengen. Além de ser lei, atendimento médico lá é caríssimo — 400 a 500 euros só a consulta.

Aluguel de carro na Costa Azul

Se o seu roteiro extrapola o eixo Nice-Mônaco-Cannes (ex.: vai pra Saint-Tropez, quer combinar Èze + Mônaco + Menton em um dia só ou entrar nas estradas cênicas), alugar carro faz diferença enorme.

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Seguro viagem pra Costa Azul (obrigatório)

A França faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório por lei, com cobertura mínima de 30 mil euros pra despesas médicas. Sem seguro, você pode nem entrar no país.

Além de cumprir a lei, isso te protege de qualquer imprevisto: uma torção subindo Èze, uma virose no meio da viagem, um acidente de carro na estrada. A gente sempre compra por esse comparador de seguros, que compara todas as seguradoras do mercado e tem um cupom exclusivo do Grupo Dicas que já dá 18% de desconto na hora.

O pagamento é em reais e parcelado, e você recebe a apólice na hora, pronta pra apresentar na imigração.

Chip de celular pra Costa Azul

Andar por Nice, pegar trem pra Mônaco, achar restaurante em Èze — tudo isso fica muito mais fácil com internet no celular. Sem falar em traduzir cardápio, chamar Uber e usar o Google Maps.

A gente sempre usa esse chip de viagem: você recebe no Brasil antes de embarcar, ativa quando chegar na França e usa internet ilimitada. Sai bem mais barato do que ativar o roaming da operadora brasileira e o pagamento é em reais.

Perguntas frequentes sobre roteiro em Nice

Quantos dias são ideais em Nice?

Pra um passeio confortável pela Costa Azul usando Nice como base, o ideal são 4 dias. Dá pra conhecer Nice, fazer Mônaco + Èze, Cannes + Antibes e ainda visitar Saint-Paul-de-Vence. Se tiver menos tempo, 2 ou 3 dias já rendem bastante, mas você vai priorizar bem menos coisas.

Nice tem praia?

Sim, tem praia ao longo de toda a Baie des Anges, mas é de seixos (pedrinhas), não de areia. Muitos brasileiros se surpreendem porque esperam praia caribenha. Vale levar uma esteira mais grossa ou alugar cadeira em beach club. Se você quer areia, vai de trem até Antibes ou Cannes.

Vale a pena alugar carro em Nice?

Se você vai ficar só no eixo Nice-Mônaco-Cannes-Antibes, não compensa: o trem faz esses trajetos rápido, barato e sem dor de cabeça de estacionamento. Se você quer ir pra Saint-Tropez, Verdon, Menton ou combinar vários vilarejos num dia, aí sim o carro faz diferença.

Como é o trem de Nice pra Mônaco?

É simples e rápido: a viagem leva entre 20 e 25 minutos, os trens saem várias vezes por hora e o trecho costuma custar em torno de 5 a 8 euros. Compra o bilhete direto na máquina da estação de Nice-Ville ou pelo app da SNCF.

Precisa de visto pra ir a Nice?

Brasileiros não precisam de visto pra viajar à França como turista por até 90 dias. Mas, com a entrada em vigor da ETIAS, será necessária uma autorização eletrônica prévia (parecida com o ESTA americano). Vale checar as regras atualizadas antes de comprar a passagem.

Qual a melhor época pra ir a Nice?

Primavera (abril-maio) e outono (setembro-outubro) são as melhores épocas: clima bom, menos gente e preços mais razoáveis. Verão é o auge da temporada, com praia cheia e preços altos. Evite as datas do Festival de Cannes e do GP de Mônaco, quando tudo dispara.

Dá pra fazer Èze e Mônaco no mesmo dia?

Dá, e é uma das combinações mais clássicas. Saia cedo de Nice, faça Èze pela manhã (subindo até o Jardin Exotique) e depois pegue ônibus ou trem pra Mônaco à tarde. Volta pra Nice pra jantar. Só não tente encaixar Menton no meio, senão vira maratona.

Economize ao máximo na sua viagem à Costa Azul

Fecha o planejamento com calma, escolhe o roteiro que mais combina com o seu tempo e curte cada dia sem correria. A Costa Azul é uma daquelas regiões que a gente sempre volta — e cada ida a gente descobre um vilarejo novo, um restaurante escondido, uma praia diferente. Boa viagem!