Roteiro de 1 dia em Florianópolis: o que fazer

Florianópolis tem mais de 40 praias espalhadas pela ilha, então fazer um roteiro de 1 dia exige escolha e estratégia: não dá pra zerar a cidade, mas dá pra combinar praia, história, boa comida e um pôr do sol marcante no mesmo dia. A gente já fez essa maratona algumas vezes (inclusive em conexões longas) e montou aqui o caminho que rende mais sem virar correria.

A nossa primeira dica é simples: foque numa região da ilha + Centro Histórico + um ponto de pôr do sol. Tentar fazer norte, sul e leste no mesmo dia é cilada, o trânsito de Floripa em alta temporada é pesado e você acaba perdendo a luz do dia engarrafado.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Florianópolis a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.

Como se virar em 1 dia na Ilha da Magia

Antes do roteiro em si, vai a real: Floripa é uma cidade-ilha com bairros turísticos espalhados (Norte, Leste, Sul, Lagoa e Centro). As distâncias parecem curtas no mapa, mas o trânsito entre regiões — principalmente do verão ao Carnaval — engole tempo. A gente errou nessa na primeira viagem: quis emendar Jurerê, Joaquina e Ribeirão da Ilha num dia só e mal viu o pôr do sol.

Pra um roteiro enxuto, alugar carro é o que mais compensa. Uber funciona bem nas áreas turísticas, mas em horário de pico demora; e ônibus urbano, apesar da rede grande, faz muitas conexões e come muito tempo. De carro, você sai do hotel cedinho, encaixa praia + centro + pôr do sol sem depender de aplicativo.

Aluguel de carro em Floripa (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Manhã: praias dos Ingleses e de Jurerê

Como você tem só um dia, a gente recomenda acordar cedo (tomar café por volta das 7h-8h) pra ganhar luz do dia. Comece pelas praias dos Ingleses e de Jurerê, no norte da ilha, que ficam relativamente próximas e dão um bom “primeiro contato” com Floripa.

A Praia dos Ingleses recebe esse nome por causa de um naufrágio inglês que aconteceu entre o final do século 17 e o início do século 18. É uma das mais movimentadas da cidade, com 5 km de extensão e boa infraestrutura de hotéis e restaurantes. O nascer do sol por lá é deslumbrante — se você for em dia de verão, vale colocar o despertador.

Praia dos Ingleses

Depois desse passeio, siga para Jurerê. Uma curiosidade legal: o bairro foi projetado por Oscar Niemeyer. A atmosfera é de luxo, com mansões, restaurantes chiques e carros de luxo pra todos os lados. A praia tem águas calmas e ótima estrutura — é o que a gente chama de “clima de balneário chique”.

Ali também ficam algumas das baladas mais famosas do Brasil, como Milk, Donna, Posh e P12, um beach club que no verão tem programação de peso com nomes como Anitta e Alok. O Jurerê Open Shopping é uma boa parada pra almoçar ou lanchar antes de seguir pro centro.

Jurerê

Plano alternativo: Joaquina + Dunas

Se você é mais do tipo “praia com personalidade” do que “praia de beach club”, troque Ingleses e Jurerê por um café da manhã na Lagoa da Conceição (a região é cheia de cafés e padarias charmosas com vista pra água) e siga para as Dunas da Joaquina e a Praia da Joaquina. As dunas são um mirante natural enorme, ótimas pra fotos e sandboard; a praia é tradicional de surf, com ondas fortes e bons quiosques. Vá cedo: no verão, o estacionamento lota e o sol fica brabo.

Tarde: Centro Histórico e Mercado Público

Depois do almoço, siga para o Centro Histórico. De carro, o trajeto leva cerca de 30 minutos em dia sem trânsito. O centro de Floripa é pequeno e dá pra fazer tudo a pé — em 1 a 2 horas, você rende bem a parte cultural. Na Praça XV de Novembro, ponto zero da cidade, você vai encontrar:

  • A figueira centenária, uma árvore enorme e linda que fez sombra pras primeiras reuniões dos fundadores de adivinha qual time? O Figueirense!
  • A Catedral Metropolitana de Florianópolis, que desde sua fundação, em 1678, virou um dos símbolos da cidade.

Ao lado da praça fica o Palácio Cruz e Souza, sede do Museu Histórico de Santa Catarina. O palácio é deslumbrante e um dos lugares mais bonitos do centro pra tirar fotos — a entrada costuma ser barata ou gratuita em alguns dias.

Palácio Cruz e Souza

A poucos minutos a pé, você chega no Mercado Público, que existe desde 1851. Ali você encontra pescados super frescos e é um ótimo lugar pra sentar e comer um pastel de camarão com caldo de cana enquanto observa o movimento da rua. Os boxes abrem pela manhã e seguem até o fim da tarde, e alguns bares funcionam à noite — bom também pra petiscos pra dividir.

Ingressos e passeios em Floripa (compre antes)

Não faltam passeios diferentes em Floripa, mas a dica é adquirir os ingressos com alguma antecedência e pela internet — sai mais barato e você evita filas (ou que esgote, principalmente no verão). A gente sempre faz isso nas nossas viagens e o site que mais usamos é esse aqui, com tudo em português, atendimento ótimo e cancelamento gratuito na maioria dos passeios.

Os que mais valem a pena reservar antes:

  • Tour panorâmico por Florianópolis
  • Passeio de barco à Ilha do Campeche
  • Excursão a Blumenau e Pomerode
  • Tour pelas praias do norte e por Santo Antônio de Lisboa
  • Tour pelas praias do leste + Projeto Tamar
  • Tour pelas praias do sul + Ribeirão da Ilha

Uma observação importante: o passeio à Ilha do Campeche e o tour pela Costa da Lagoa comem meio dia ou mais — não dá pra encaixar em roteiro de 1 dia com Centro e Lagoa. Fica como ideia pra próxima visita.

Tour pela Ponte Hercílio Luz

Fim de tarde: Ponte Hercílio Luz e Beira-Mar

Saindo do mercado, siga para a Ponte Hercílio Luz, cartão-postal da cidade e patrimônio histórico, artístico e arquitetônico do município. É a maior ponte pênsil do Brasil, com mais de 800 metros, e foi inaugurada em 1926 — marcou a história ao permitir que o transporte entre a ilha e o continente deixasse de ser exclusivamente marítimo.

Depois de uma longa restauração, a ponte foi reaberta a pedestres no fim da década de 2010, e os mirantes do entorno viraram um dos melhores pontos de pôr do sol de Floripa. A dica é chegar com antecedência (uns 40 minutos antes do sol se pôr) pra pegar vaga e fazer foto com calma.

Ponte Hercílio Luz

Depois do pôr do sol, vale caminhar pela Beira-Mar Norte, que é um clássico pra fechar o dia com vista pra baía. A região foi sendo urbanizada e virou ponto de caminhada, ciclismo e prática esportiva tanto pra moradores quanto pra turistas.

Noite: pôr do sol e jantar na Lagoa da Conceição

Se você não pegou a Ponte Hercílio Luz pro pôr do sol — ou se quer estender a noite — a outra opção clássica é a Lagoa da Conceição. O anoitecer ali é uma delícia: vá para o Bar do Boni ver o sol se pôr na água, com mesas em deck a céu aberto, música ao vivo, cerveja gelada e bons petiscos. Prove os que levam frutos do mar, são fresquíssimos.

Depois, siga a pé para o centrinho da Lagoa. É um lugar gostoso, cheio de lojinhas, quiosques, bares e restaurantes. Caminhar por ali à noite é muito agradável, e ainda é uma boa pra comprar lembrancinhas. Nos últimos anos, a Lagoa vem se firmando como o polo gastronômico e de vida noturna mais charmoso da ilha — vale o jantar.

Pôr do sol no Bar do Boni

Quanto custa um dia em Floripa?

Pra você se programar, alguns valores de referência por pessoa:

  • Café da manhã em padaria/café da Lagoa ou Centro: em torno de R$ 25-45.
  • Almoço em restaurante de frutos do mar à beira-mar ou na Lagoa: em torno de R$ 60-120 por pessoa (a sequência de camarão costuma sair mais cara — dica: divide as porções, geralmente sobra).
  • Petiscos no Mercado Público ou bares: em torno de R$ 40-80 pra dividir.
  • Ingressos de atrações culturais (museu, palácio): muitos são gratuitos ou ficam em torno de R$ 15-25.

Em alta temporada (dezembro a março), espere preços de hospedagem e alimentação até 30-60% mais altos. As meias temporadas (abril-maio e setembro-novembro) costumam ter o melhor equilíbrio entre clima, trânsito e preço.

Ciladas comuns em Floripa em 1 dia

Erros que a gente já viu (e cometeu) e que vale evitar:

  • Querer rodar a ilha inteira em 1 dia. Distância + trânsito = impossível. Foca em uma região + Centro.
  • Ignorar o trânsito em alta temporada. Entre Centro, Lagoa, norte e sul, o tempo é maior do que o Google Maps mostra em horário de pico. Saia cedo.
  • Encaixar Ilha do Campeche num roteiro de 1 dia com Centro. O passeio de barco toma boa parte do dia — fica pra próxima.
  • Chegar tarde na Joaquina ou nas dunas no verão. Estacionamento lota e o sol fica forte.
  • Subestimar o vento sul. Mesmo com sol, o vento derruba a sensação térmica, principalmente na orla. Casaco leve na mochila salva.
  • Não considerar o trânsito do fim do dia se você precisa voltar ao aeroporto ou rodoviária — calcule uma boa margem.

Seguro viagem (mesmo no Brasil, vale)

Mesmo viajando dentro do Brasil, vale a pena considerar um seguro viagem. Atendimento médico fora da sua cidade, perda de bagagem, cancelamento de voo e imprevistos em geral ficam todos cobertos. A gente usa esse comparador de seguros, que mostra todas as principais seguradoras lado a lado e ainda dá 18% de desconto exclusivo pros leitores do Grupo Dicas. Sai por alguns reais por dia e protege a viagem inteira.

Curiosidades pra enriquecer o passeio

  • Por que “Ilha da Magia”? Floripa ganhou esse apelido por lendas de bruxas e histórias folclóricas açorianas, ainda muito presentes em bairros como Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa.
  • Microclimas. No mesmo dia pode estar ventando e frio numa praia de mar aberto e bem agradável na Lagoa ou em praias mais abrigadas — ter um plano B é esperto.
  • Sequência de camarão. Prato típico muito pedido, especialmente na Lagoa. É à vontade, com várias preparações — só cuidado pra não pedir além do que vai comer.
  • Ribeirão da Ilha é descrito por muitos como “um pedaço dos Açores em Floripa”, com casario antigo e fazendas de ostras à beira da baía. Se você voltar pra Floripa com mais dias, vale o programa.

Onde ficamos em Florianópolis (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Podemos dividir Florianópolis em: norte, leste, sul e centro/continente. Cada uma dessas regiões tem suas particularidades e vai proporcionar uma experiência diferente de hospedagem.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre o roteiro de 1 dia em Florianópolis

Dá pra conhecer Florianópolis em 1 dia?

Dá pra ter um ótimo primeiro contato, mas não dá pra zerar a ilha — são mais de 40 praias. A receita que funciona é focar numa região (norte ou leste), encaixar Centro Histórico, Ponte Hercílio Luz ou Lagoa da Conceição e um bom pôr do sol. Tentar fazer norte + sul + leste no mesmo dia é cilada.

Qual a melhor época pra visitar Floripa?

O verão (dezembro a março) tem a água mais quente, vida noturna animada e tudo funcionando, mas com preços altos e trânsito pesado. As meias temporadas (abril-maio e setembro-novembro) são o melhor equilíbrio: clima agradável, menos gente e preços mais em conta. No inverno, foque em Centro Histórico, gastronomia e pôr do sol.

Vale a pena alugar carro pra um dia em Floripa?

Sim, principalmente se você quer combinar praia + Centro + pôr do sol. Uber funciona nas áreas turísticas mas demora em horário de pico, e ônibus urbano consome muito tempo. De carro, você ganha liberdade de horários e ainda economiza em relação ao táxi.

É melhor começar o roteiro pela praia ou pelo Centro?

O ideal é começar pela praia bem cedo (7h-8h), antes do sol forte e do estacionamento lotar. Almoçe perto da praia ou na Lagoa, deixe o Centro Histórico pra tarde (quando o sol já está mais ameno) e feche com pôr do sol na ponte ou na Lagoa.

Onde é o melhor pôr do sol de Florianópolis?

Os dois mais lembrados são os mirantes da Ponte Hercílio Luz (cartão-postal iluminado da cidade) e os bares e mirantes da Lagoa da Conceição (mais informal, com música ao vivo e jantar logo depois). Em ambos, chegue com antecedência pra pegar lugar.

Vale a pena fazer o passeio à Ilha do Campeche em 1 dia?

Não, se a ideia é encaixar Centro e Lagoa no mesmo dia. O passeio de barco mais o tempo na ilha consome boa parte do dia — se for fazer, dedique o dia inteiro ao programa e deixe os outros pontos pra outra visita.

Preciso de dinheiro em espécie em Floripa?

Cartão é amplamente aceito em restaurantes, mercados e atrações. Mas vale ter um pouco em espécie pra estacionamentos pequenos, quiosques de praia e eventuais barqueiros.

Onde almoçar num roteiro de 1 dia?

Três boas opções: restaurantes à beira-mar na Joaquina, restaurantes em volta da Lagoa da Conceição ou os boxes do Mercado Público (mais informal, ótimo pra petiscos com frutos do mar frescos). Se quiser um almoço mais especial com ostras, o Ribeirão da Ilha é referência — mas só encaixa em roteiro focado no sul.

Economize ao máximo na sua viagem a Florianópolis

Com esse roteiro na mão, dá pra aproveitar muito bem um dia em Floripa — e ainda sair com aquela vontade de voltar pra explorar a ilha com calma. A gente garante que vai voltar: depois do primeiro pôr do sol na Lagoa, é difícil resistir.