Quanto custa viajar para Mendoza?
Tourist backpack and sleeping pad on a background of mountains, Georgia (Svaneti)

Se você está montando a viagem e quer saber quanto custa viajar para Mendoza, esse guia foi feito pra te dar a real: passagens, hospedagem, comida, transporte e os passeios nas vinícolas e na Cordilheira, tudo separado por perfil de viajante.

De modo geral, uma semana em Mendoza costuma sair entre R$ 2.400 e R$ 7.500 por pessoa, dependendo do estilo: dá pra fazer no modo mochileiro raiz ou caprichar numa vinícola charmosa com jantar harmonizado. A maior fatia do orçamento vai pra passagem, hospedagem e passeios.

Quando a gente foi, o que mais surpreendeu foi o quanto a cidade rende sem gastar quase nada: praça, parque, calçadão, café e sorvete fecham um dia inteiro. O dinheiro de verdade some mesmo é nas degustações de vinho e nos tours de dia inteiro — e é aí que vale planejar.

Pra você ter uma referência rápida por perfil, contando aéreo, pra uns 6 a 7 dias: mochileiro/econômico em torno de R$ 3.000 a 4.500; intermediário (bom custo-benefício) entre R$ 4.500 e 6.500; e confortável/romântico a partir de R$ 6.500 a 9.000. Lembrando que o peso argentino oscila bastante, então sempre confira o câmbio na época da viagem.

E não esquece: aqui no nosso guia completo de Mendoza a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e passeios, com passo a passo.

Gastos com alimentação em Mendoza

Pra começar essa conta de quanto custa viajar para Mendoza, vamos de comida. Se você quer comer em um dos deliciosos restaurantes da cidade, a faixa por refeição vai do bem simples ao sofisticado.

Pra dar uma noção em reais: café da manhã fora costuma ficar em torno de R$ 20 a 55; almoço entre R$ 40 e 110; e jantar de R$ 40 a 125 por pessoa. Uma refeição simples em restaurante acessível sai por algo como R$ 50 a 100, e uma garrafa de água no mercado fica em torno de R$ 5.

Somando duas refeições em restaurante mais um café da manhã simples, dá pra estimar uma média diária de R$ 120 a 250 com alimentação, dependendo do estilo. Uma dica nossa pra segurar esse valor: faça mercado pro café da manhã, almoce simples e guarde a grana pro jantar bom.

Se quiser economizar mais ainda, dá pra fazer lanches e levar nas visitas aos pontos turísticos, ou aproveitar o micro-ondas do hotel (quando tem) e comprar algo congelado pra uma refeição rápida. Ah, e fica a dica: a gorjeta (“propina”) não é obrigatória, mas é comum deixar uns 10% em restaurantes — entra na conta mental.

Vista da fachada do bistrô María Antonieta

Gastos com passeios e vinícolas em Mendoza

Aqui mora boa parte do orçamento de quem visita Mendoza. Os passeios mais caros são justamente os mais famosos: as vinícolas e a Cordilheira dos Andes. E se você decidir comer num restaurante dentro do próprio ponto turístico, prepare-se pra desembolsar uma grana a mais.

Pra você ter uma ordem de grandeza: um passeio de dia inteiro à Alta Montanha / Parque Provincial Aconcágua costuma ficar em torno de R$ 250 por pessoa. Já as degustações nas bodegas (com visita guiada) costumam variar entre R$ 40 e 150 por pessoa, dependendo da fama da vinícola e se inclui almoço. Tours fechados de vinícolas com agência, incluindo transporte e 2 ou 3 bodegas, ficam em geral na faixa de R$ 250 a 450 por dia.

Considerando uns 3 ou 4 passeios pagos numa semana, dá pra reservar algo em torno de R$ 900 por pessoa em tours. A boa notícia é que a cidade equilibra o orçamento: o Parque General San Martín, as praças (Independencia, Espanha, Itália) e o calçadão Sarmiento têm um monte de atividade gratuita ou baratinha.

Por isso, pra quem quer economizar de verdade, a gente sempre indica comprar os ingressos e passeios antecipadamente pela internet. Sai mais barato, garante a vaga (várias bodegas só recebem com reserva) e ainda poupa tempo de fila.

Vista do Parque General San Martin, nota-se uma estrada com portões do parque e palmeiras ao redor

Onde comprar os ingressos e passeios de Mendoza?

Vamos te dar as dicas de como economizar muito na compra dos ingressos e passeios. Vai sair bem mais barato!

Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é quase sempre mais barato. Na bilheteria, além de mais caro, o ingresso pode já ter esgotado pro dia que você queria — e você perde um tempão na fila.

Dica do IOF: se comprar no site oficial da atração, a compra é na moeda do outro país, com IOF e sem parcelamento. Procure sites que já cobram em reais.

Um site que a gente tem usado muito em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo e tem os principais passeios e tours de Mendoza, inclusive das vinícolas e da Cordilheira. Já costuma ser um dos mais baratos, mas a maior vantagem é poder pagar em reais (evitando o IOF) e parcelar. Outras vantagens:

  • Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só deixa uma gorjeta pro guia no fim do passeio.
  • Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o passeio sem custo algum.
  • Transfer: tem também o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você já paga adiantado (evita golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma plaquinha no desembarque. Fácil e seguro.
  • Atendimento em português: suporte 24h e em português, caso precise.

Pra fechar tour de vinícola, o nosso jeito favorito é justamente esse: você compara as opções com calma, paga em reais e já garante a reserva — porque chegar “de surpresa” numa bodega pode te deixar de fora, principalmente em fim de semana e na vindima.

Gastos com transporte em Mendoza

Você pode se locomover em Mendoza de várias formas: transporte público, táxi/aplicativo ou carro alugado.

Pra andar de ônibus na cidade, você compra um cartão RedBus (em torno de 100 pesos) e cada passagem fica em torno de 24 pesos — ou seja, alguns reais por trecho. O ônibus urbano fica em torno de R$ 4 a 5. Corridas de táxi ou aplicativo dentro da cidade costumam sair por R$ 30 a 60 por trecho.

Agora, aqui vai a dica de ouro pra Mendoza: vale muito a pena alugar um carro. As vinícolas estão espalhadas por Luján de Cuyo, Maipú e o Valle de Uco, e a Cordilheira fica a uma boa distância da cidade. De carro você vai no seu tempo, sem depender de aplicativo que nem sempre opera bem nas áreas mais afastadas. E se viajar em família ou com amigos, dá pra dividir o aluguel e a gasolina.

Aluguel de carro (economize até 34%)

A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros. É uma ferramenta excelente, que compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Pra você ter ideia de orçamento: o aluguel costuma sair em torno de R$ 250 a 350 por dia. Numa semana, isso dá algo entre R$ 1.750 e R$ 2.500 só de aluguel, antes do combustível — valor que dilui bastante quando vai mais gente no carro. Quem prefere não dirigir pode contratar um remis (carro com motorista por período), com diárias a partir de mais ou menos R$ 190.

Carro branco estacionado em uma rua movimentada

Gastos com hospedagem em Mendoza

O valor de uma hospedagem em Mendoza é bem relativo, porque depende muito do tipo de estadia. De modo geral, dá pra economizar bastante optando por hotéis três estrelas, que costumam ser confortáveis e bem localizados.

Pra te dar faixas reais por categoria: hotéis econômicos ficam em torno de R$ 40 a 160 por noite (a depender da temporada); intermediários (3 estrelas e B&Bs melhores) vão de R$ 150 a 810; e os de luxo, como wine resorts e hotéis-boutique no Valle de Uco, podem passar fácil de R$ 1.000 por noite na alta temporada. Entre os hotéis bem avaliados (nota 8 pra cima), a opção mais simples costuma sair em torno de R$ 60 a diária e a mais luxuosa pode chegar a uns R$ 1.200.

Vale pensar também na localização: o Centro de Mendoza deixa tudo mais à mão e tende a ser mais em conta; já se hospedar nos vinhedos de Luján de Cuyo ou no Valle de Uco é uma experiência charmosa, mas costuma pesar mais no bolso e exige carro.

Quem quer dar uma economizada vai gostar de saber a melhor região pra ficar e os hotéis que valem a pena. Olha aqui o mapa que a gente preparou pra te ajudar a escolher onde se hospedar em Mendoza:

Onde ficamos em Mendoza (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! O centro de Mendoza é o mais indicado para se hospedar. Esta região é perfeita para quem vai passar pouco tempo na cidade, já que a maior parte dos pontos turísticos fica por lá. Sem contar que o trajeto para cafés, bancos, lojas, restaurantes e outros lugares para curtir a noite será bem mais simples.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Mendoza

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Opção de cancelamento de hospedagem apresentada pelo site

Uma dica importante: priorize sempre a opção de cancelamento grátis. Você reserva na hora pra garantir o preço e, se achar algo melhor depois ou mudar de ideia, é só cancelar sem custo. A gente já ficou sem o hotel que queria por questão de horas e acabou pagando mais caro em outro — por isso reserve com antecedência.

Gastos com passagem aérea para Mendoza

A gente sempre indica comprar a passagem com o máximo de antecedência possível. Comprar com 3 a 6 meses de folga costuma render as melhores tarifas; já em cima da hora, em alta temporada, o ida e volta passa fácil dos R$ 3.500 a 4.000.

De São Paulo, o ida e volta costuma variar aproximadamente entre R$ 1.900 e R$ 3.400, dependendo da época. No inverno (junho a agosto), época da neve, fica mais alto (uns R$ 2.200 a 3.400). No verão e colheita (dezembro a março), a faixa cai um pouco (R$ 1.900 a 2.800). E em baixa temporada, tipo maio, dá pra achar a partir de R$ 1.900 — com promoções boas chegando perto de R$ 1.500.

Pra fechar a viagem inteira gastando o mínimo, vale comparar tarifa avulsa com pacotes (voo + hotel), que em promoção às vezes saem a partir de uns R$ 2.000 por pessoa.

Pessoas embarcam no avião

Gastos com seguro viagem para Mendoza

A Argentina costuma exigir seguro viagem com cobertura médica, então, antes de se aventurar pelas cidades argentinas, é essencial contratar um bom seguro pra não correr riscos. Mesmo onde não for obrigatório, atendimento médico fora do Brasil sai caro — não vale a pena economizar nesse ponto.

Pra achar os melhores preços nas coberturas certas, a gente indica esse comparador de seguros. Nele você compara as principais seguradoras de forma rápida, paga em reais e parcela — e o link já vem com 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas. Os seguros mais baratos costumam sair por menos de R$ 10 por dia.

Gastos com chip de celular em Mendoza

Pra fechar essa conta de quanto custa viajar para Mendoza, não esquece da internet no celular. Além de postar e se comunicar, dá pra usar o celular como GPS — o que ajuda demais quando você está rodando de carro pelas vinícolas e pela Cordilheira.

Ao longo de todos esses anos viajando pelo mundo, a gente gosta muito e sempre recomenda esse chip de viagem que a gente usa. Tem ótimo preço e o diferencial está na excelente cobertura e no sinal, que pega bem até nas áreas mais afastadas das bodegas.

Mulher filma a paisagem pela janela de um carro em seu celular

Melhor época para viajar (e o impacto no preço)

A época muda bastante o que você vê e quanto paga. No verão (dezembro a março) rola a vindima (colheita das uvas), com vinhedos verdes e muitos eventos — a Festa da Vendimia, principal evento da província, costuma acontecer entre o fim de fevereiro e o começo de março, e nessa data hotel sobe de preço.

No inverno (junho a agosto), o foco é a neve na Cordilheira, e os voos ficam mais caros. Na nossa experiência, a melhor relação custo-benefício costuma estar em abril, maio (se o frio não te incomoda) e setembro/começo de outubro: menos turista, clima bom pras vinícolas e preços mais amigáveis, longe das férias escolares e feriados brasileiros.

Erros comuns de turista brasileiro em Mendoza

  • Não reservar as vinícolas: muitas bodegas só recebem com reserva, principalmente na vindima e nos fins de semana. Aparecer de surpresa pode significar ficar de fora.
  • Subestimar o transporte até as vinícolas: ir e voltar de aplicativo pra bodegas distantes pode sair caro, e o app nem sempre opera bem nessas áreas. Carro alugado, tour fechado ou remis costumam compensar mais, sobretudo em grupo.
  • Levar pouca roupa de frio: mesmo com dias de sol na cidade, o frio na Cordilheira é intenso. Comprar casaco na viagem sai mais caro.
  • Ignorar o câmbio: quem só calcula em reais se assusta com IOF e taxa do cartão internacional. Vale acompanhar a cotação e considerar conta multimoeda ou pesos em espécie.
  • Errar a época: quem quer vinhedos verdes e vindima deve mirar fevereiro/março; quem quer neve, o inverno. Viajar na época errada é gastar mais e ver menos.

Perguntas frequentes sobre quanto custa viajar para Mendoza

Quanto custa viajar para Mendoza por uma semana?

Em média, entre R$ 2.400 e R$ 7.500 por pessoa, dependendo do estilo. No modo econômico/mochileiro fica em torno de R$ 3.000 a 4.500; intermediário entre R$ 4.500 e 6.500; e confortável a partir de R$ 6.500 a 9.000, já contando aéreo.

Quanto custa a passagem aérea de São Paulo para Mendoza?

O ida e volta costuma variar aproximadamente entre R$ 1.900 e R$ 3.400, dependendo da temporada e da antecedência. Em baixa temporada e com promoção, dá pra achar perto de R$ 1.500; comprando em cima da hora na alta, passa fácil de R$ 3.500.

Quanto se gasta por dia em Mendoza?

Com hospedagem e aéreo já pagos, o gasto diário (comida, transporte, passeios e pequenas compras) fica em torno de R$ 260 a 300 no perfil econômico, R$ 350 a 450 no intermediário e R$ 450 a 530 ou mais no confortável.

Vale a pena alugar carro em Mendoza?

Sim. As vinícolas estão espalhadas por Luján de Cuyo, Maipú e Valle de Uco, e a Cordilheira fica longe da cidade. Com carro você vai no seu ritmo e divide os custos no grupo. O aluguel costuma sair em torno de R$ 250 a 350 por dia, antes do combustível.

Quanto custa a hospedagem em Mendoza?

Hotéis econômicos ficam em torno de R$ 40 a 160 por noite; intermediários (3 estrelas) de R$ 150 a 810; e wine resorts de luxo podem passar de R$ 1.000 na alta temporada. Entre os bem avaliados, a diária mais simples sai por uns R$ 60.

O seguro viagem é obrigatório para Mendoza?

A Argentina costuma exigir seguro com cobertura médica. Independentemente disso, é fortemente recomendado, porque atendimento médico fora do Brasil sai caro. Os planos mais baratos costumam custar menos de R$ 10 por dia.

Qual a melhor época pra viajar barato para Mendoza?

Abril, maio e setembro/começo de outubro costumam ter a melhor relação custo-benefício: menos turistas, clima bom pras vinícolas e preços mais amigáveis, fora das férias escolares e feriados.

Economize ao máximo na sua viagem à Argentina:

No fim das contas, Mendoza é um daqueles destinos que cabem em qualquer bolso: dá pra fazer barato apostando em praça, parque e mercado, ou caprichar numa vinícola com jantar harmonizado. A gente faria de novo sem pensar duas vezes — e, planejando com antecedência, sobra grana pra aproveitar mais um copo de Malbec.