
O passeio de ônibus turístico por Chicago é uma das formas mais práticas de conhecer a cidade em pouco tempo, principalmente pra quem tá em Chicago pela primeira vez e quer entender rapidinho onde fica cada atração, o skyline, o rio e a orla do lago Michigan.
A gente já fez esse tipo de passeio em várias cidades americanas e, em Chicago, ele funciona particularmente bem: o centro é compacto, os principais pontos turísticos ficam próximos e o formato de subir e descer no seu ritmo (o famoso hop-on hop-off) te dá liberdade total pra montar o roteiro.
Neste guia, a gente mostra tudo o que vale saber antes de comprar: como funciona, quais são as paradas, quanto custa, horários, melhor época, erros comuns pra evitar e um monte de dica prática pra render bem o passe. E, se você tá começando a montar a viagem, dá uma olhada também no nosso guia completo de Chicago, com tudo o que a gente aprendeu por lá.
Como funciona o passeio de ônibus turístico por Chicago
É um ônibus panorâmico de dois andares, sendo o superior aberto (ou com teto removível), que roda um circuito por todos os principais pontos turísticos do centro. O grande diferencial é o sistema hop-on hop-off: você desce em qualquer parada, visita a atração no seu tempo e depois embarca no próximo ônibus da rota.
A rota completa, sem descer em nenhuma parada, dura cerca de 2 horas e passa por 11 pontos diferentes do centro de Chicago. Durante o trajeto, tem áudio-guia com comentários sobre cada local (em geral em inglês e espanhol, dependendo do operador).

A frequência costuma ser boa: um ônibus a cada 30 a 45 minutos, o que quer dizer que dá pra descer sem medo de ficar esperando muito tempo pelo próximo. E o passe tem validade de 1 ou 2 dias corridos a partir do primeiro embarque, com uso ilimitado dentro desse período.
A ideia é simples: em vez de gastar tempo tentando entender o metrô ou pagar Uber pra cada canto, você usa o ônibus como base do dia e vai encaixando as atrações que quer visitar por dentro. Pra quem tá com pouco tempo em Chicago, é sem dúvida a forma mais eficiente de conhecer bastante coisa.
Onde comprar (e economizar) no passeio de ônibus turístico
A gente sempre recomenda comprar os ingressos pela internet, com antecedência. Além de garantir o dia e o horário que você quer, os preços online costumam ser melhores do que comprar no ponto de venda de rua na hora.
Pra reservar o passeio, a gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens. É o maior distribuidor de passeios em português do mundo e oferece um monte de vantagens que fazem diferença: o pagamento é em reais (sem IOF do cartão), dá pra pagar até por PIX, tem cancelamento gratuito na maioria das reservas e o atendimento é todo em português.
Outra coisa boa é que muitas vezes eles têm valores promocionais e até combos que combinam o ônibus turístico com outras atrações da cidade, o que ajuda a economizar bastante em relação a comprar cada ingresso separado.

E se a sua ideia é visitar várias atrações pagas em Chicago (Skydeck, 360 Chicago, Field Museum, Shedd Aquarium…), vale muito a pena olhar os passes combinados. Com eles, você consegue economizar bastante em relação a comprar tudo separado. A gente explica melhor como funciona na matéria de combos de ingressos para Chicago.
Roteiro e paradas do ônibus turístico
A rota foi montada pra passar pelos principais pontos turísticos de Chicago, então dá pra praticamente riscar da lista os endereços mais famosos usando só o ônibus como base. As paradas mais estratégicas são:
- Millennium Park: onde fica o Cloud Gate, aquela escultura espelhada em formato de feijão (o famoso "The Bean"). É praticamente parada obrigatória, principalmente pra quem quer a foto clássica de Chicago.
- Art Institute of Chicago: um dos museus de arte mais importantes dos Estados Unidos. Se você curte museu, reserve pelo menos 2h aqui dentro.
- Chicago Riverwalk: a orla ao longo do rio, com bares, restaurantes e vista pros arranha-céus. Costuma ser o ponto inicial do passeio.
- Navy Pier: aquele píer clássico com roda-gigante, restaurantes e vista pro lago Michigan. Ótimo pra passar um fim de tarde.
- Willis Tower: a antiga Sears Tower, que abriga o observatório Skydeck (com aquelas caixas de vidro em que você fica "flutuando" sobre a cidade).
- Adler Planetarium: planetário com exposições sobre o universo e uma das melhores vistas do skyline de Chicago do outro lado do lago.
- The Water Tower: um marco histórico que sobreviveu ao Grande Incêndio de 1871 e hoje é uma das construções mais icônicas da Michigan Avenue.

Uma dica que a gente aprendeu na prática: não tente descer em todas as paradas no mesmo dia. O circuito tem 11 pontos e, se você tentar visitar cada um, vai correr o dia inteiro e não vai aproveitar nada. O ideal é escolher 3 ou 4 descidas estratégicas por dia — por isso o passe de 2 dias costuma valer bem mais a pena que o de 1 dia.
Onde ficamos em Chicago (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para os turistas é Chicago Loop, no centro da cidade. Lá, estão diversas atrações, restaurantes, bares, shoppings, parques, museus, teatros e muitos outros lugares imperdíveis.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Horários e como aproveitar melhor o passe
O ônibus turístico costuma funcionar todos os dias, com o primeiro embarque às 10h e o último por volta das 17h. Como o circuito completo dura cerca de 2 horas, isso significa que, se você começar depois das 15h, dificilmente vai conseguir descer em várias paradas antes do fim do expediente.
A nossa recomendação é começar cedo, entre 10h e 11h no máximo. Assim dá tempo de fazer 2 ou 3 paradas com calma, almoçar em algum ponto do trajeto (o entorno do Riverwalk e o Navy Pier têm boas opções) e ainda voltar pra base no fim da tarde.

O ponto inicial mais comum de embarque é o Chicago Riverwalk, no endereço 98 E. Wacker Dr — bem central e fácil de chegar de qualquer região do downtown. Ao fazer a reserva, você escolhe o dia de início do passe, mas em geral pode usar o bilhete em qualquer data até 6 meses depois da data escolhida (bom pra quem ainda não fechou o roteiro).
Ah, e uma coisinha importante: como o serviço pode ser afetado por clima severo, feriados como Ação de Graças e Natal, e eventos grandes (tipo o dia da Maratona de Chicago), sempre vale conferir a operação perto da viagem.
Melhor época pra fazer o passeio
Se tem uma coisa que Chicago tem fama de fazer bem, é vento. Não à toa é chamada de Windy City. E isso influencia diretamente a experiência do ônibus turístico, porque a graça mesmo é subir no andar de cima, que é aberto (ou tem teto removível).
A melhor época pra fazer o passeio é sem dúvida na primavera (abril a junho) e no verão (junho a agosto), quando o clima tá ameno, os dias longos e dá pra aproveitar o deque superior sem passar frio. O início do outono, em setembro, também é ótimo, com temperaturas agradáveis e as folhas começando a mudar de cor.
No inverno (dezembro a março), o passeio ainda funciona, mas honestamente perde bastante da graça. O andar superior fica desconfortável com o frio e o vento cortante, e a maior parte do tempo você vai acabar sentado embaixo — o que reduz muito a experiência visual. Se sua viagem for nessa época, pode ser mais interessante investir em passeios cobertos, como o cruzeiro pelo rio ou os observatórios.
Erros comuns que a gente vê brasileiros cometendo
Depois de muita conversa com leitores que já fizeram esse passeio, a gente listou os deslizes mais frequentes:
- Subestimar o vento e o frio: mesmo em maio ou setembro, o vento perto do lago Michigan é forte. Leve uma jaqueta leve, principalmente se for pegar horário de fim de tarde.
- Comprar passe de 1 dia querendo fazer tudo: 1 dia serve pra uma visão geral com poucas descidas. Se quiser aproveitar as atrações por dentro, o passe de 2 dias compensa muito mais.
- Ignorar o horário da última saída: como o último ônibus sai por volta das 17h, começar tarde é receita pra frustração.
- Não conferir feriados e eventos: em datas como Ação de Graças, Natal e o dia da Maratona de Chicago, o serviço pode ficar suspenso ou alterado.
- Achar que o ônibus resolve o dia inteiro sozinho: ele cobre bem o centro, mas bairros como Wicker Park, Pilsen e a região norte da cidade ficam fora da rota. Combine com metrô e caminhadas.

Dicas insider pra render mais o passeio
Uma coisa que a gente sempre faz e recomenda: use o primeiro giro completo sem descer como um "tour de reconhecimento". Você fica no ônibus as 2 horas todas, escuta o áudio-guia, vê tudo por fora e anota mentalmente quais paradas quer explorar depois. Aí, no segundo giro, você desce com propósito.
Outra dica: se você é fã de fotografia, o andar de cima rende muito mais no fim da tarde, quando a luz fica dourada e bate bonito nos arranha-céus. Mas cuidado com o vento — segure firme celular e câmera.
E, se puder, combine o ônibus turístico com o cruzeiro arquitetônico pelo rio, que é uma experiência complementar sensacional. Ver Chicago pela terra e pela água no mesmo dia é o pacote completo pra entender a cidade.
Seguro viagem pros Estados Unidos
Uma coisa que a gente sempre lembra por aqui: nunca viaje pros EUA sem seguro viagem. Diferente da Europa, ele não é obrigatório por lei, mas o atendimento médico americano é caríssimo — uma consulta simples num pronto-socorro pode custar mais de US$ 1.000 fácil, e uma internação vira dívida rapidinho.
Pra achar o melhor preço, a gente usa esse comparador de seguros, que junta as principais seguradoras do mercado em um só lugar e mostra qual tem o melhor custo-benefício pro seu perfil de viagem. O link já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores.
Chip de celular pra Chicago
Ficar sem internet nos EUA é praticamente impossível hoje em dia: você precisa de mapa, tradutor, Uber, e-mail de reserva, tudo online. O que a gente sempre usa é esse chip de viagem que a gente usa, que chega em casa antes da viagem, tem dados ilimitados e funciona em toda a rede americana.
É muito mais prático do que ficar procurando SIM card em loja de aeroporto e mais barato do que pagar o roaming da operadora brasileira.
Perguntas frequentes sobre o passeio de ônibus turístico por Chicago
Quanto custa o passeio de ônibus turístico por Chicago?
Os passes básicos costumam variar em torno de US$ 45 a US$ 50 pra 1 dia, e um pouco mais pra 2 dias, dependendo da época e do operador. Em reais, os valores giram em torno de R$ 250 a R$ 350, mas oscilam com o câmbio e com as promoções vigentes no momento da compra.
Quanto tempo dura o passeio completo?
A rota completa, sem descer em nenhuma parada, dura cerca de 2 horas. Mas o passe permite uso ilimitado por 1 ou 2 dias, então dá pra usar o dia todo, descendo e subindo quantas vezes quiser.
O ônibus turístico tem áudio-guia em português?
Em geral, o áudio-guia é em inglês e espanhol. Pouquíssimos operadores oferecem português. Vale checar essa informação diretamente na página da reserva antes de comprar.
Vale mais a pena o passe de 1 dia ou de 2 dias?
Se você quer só uma visão geral da cidade e vai descer em 1 ou 2 pontos, o passe de 1 dia resolve. Mas se a ideia é aproveitar bem, visitar várias atrações por dentro e não correr contra o tempo, o passe de 2 dias vale muito mais a pena — o preço extra é pequeno perto do que você ganha em flexibilidade.
Crianças pagam para fazer o passeio?
Menores de 5 anos costumam ser gratuitos. Crianças de 5 a 15 anos pagam meia-entrada, com valores em torno de R$ 250. Adultos partem de aproximadamente R$ 345, mas esses valores podem variar conforme promoções e câmbio.
Onde fica o ponto de embarque inicial?
A parada inicial mais comum é o Chicago Riverwalk, no endereço 98 E. Wacker Dr, Chicago, IL 60601 — bem no coração do downtown, próximo a diversas linhas de metrô e a várias atrações centrais.
Dá pra fazer o passeio no inverno?
Dá, e o ônibus funciona o ano todo, mas honestamente a experiência é bem inferior. O andar de cima (aberto) fica quase impraticável com o frio e o vento cortante de Chicago no inverno, então você acaba usando só o andar de baixo, com visibilidade menor.
O ingresso tem cancelamento gratuito?
Quando comprado pelo site que a gente recomenda, a maior parte das opções tem cancelamento gratuito até algumas horas antes do passeio. Isso é uma vantagem enorme, porque em Chicago o clima pode mudar rápido — se der tempestade no dia, você remarca sem prejuízo.
Economize ao máximo na sua viagem a Chicago
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Leia a matéria de como viajar barato para Chicago, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações de Chicago da forma mais barata e segura.
- Carro: se pretende alugar um carro (ótimo pra bate-voltas fora do centro), leia como alugar um carro em Chicago.
- Dólares: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Chicago, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja onde ficar em Chicago pra saber qual a melhor região e como economizar muito no hotel.
- Seguro viagem: veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
- Transfer: precisa de um do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, o passeio de ônibus turístico é uma daquelas coisas que a gente recomenda especialmente pra quem tá em Chicago pela primeira vez ou tem poucos dias. Ele resolve a logística do centro, te dá uma visão geral da cidade e ainda funciona como transporte inteligente entre as principais atrações. Combine com um bom hotel bem localizado e um passe de atrações, e sua viagem rende o dobro.
