Onde ver Nova York do alto: melhores mirantes

Olha, se tem uma coisa que nenhum turista esquece de Nova York é a primeira vez que vê o skyline lá do alto. Aqueles arranha-céus infinitos, o Central Park parecendo um tapete verde no meio do concreto, as luzes acendendo no fim de tarde… é de arrepiar mesmo. E a boa notícia é que a cidade tem várias formas de você ter essa vista.

Neste guia a gente reuniu os principais observatórios pagos (Empire State, Top of the Rock, One World, Edge e Summit), os rooftops onde dá pra ver a cidade do alto só pagando um drink, e ainda os parques elevados e passeios de barco e helicóptero. Vai dar pra entender direitinho quando vale pagar cada mirante e como encaixar tudo no roteiro sem repetir a mesma vista.

Uma coisa que a gente aprendeu na prática: não adianta subir em três observatórios no mesmo dia, porque a experiência fica repetitiva e você desperdiça dinheiro. O segredo é escolher um de dia e outro à noite, e variar o ângulo. Bora pro detalhe de cada um.

Empire State Building, o ícone absoluto

O primeiro lugar que vem na cabeça de todo mundo pra ver Nova York do alto é o Empire State Building. Inaugurado em 1931, é um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade e recebe milhões de visitantes por ano. Ao longo dos seus 443 metros, o prédio tem mais de 102 andares.

Empire State Building em Nova York

O ponto alto do passeio é o observatório do 86º andar, uma área externa com vista 360° de toda a cidade. Tem também um mirante extra no 102º andar, esse fechado e com janelas panorâmicas, que custa um valor a mais sobre o ingresso básico. O ingresso padrão pro 86º andar costuma ficar em torno de US$ 45 a 55, e o acesso ao 102º adiciona uns US$ 15 a 20.

A nossa recomendação é subir no fim de tarde ou à noite: a vista de Manhattan iluminada, com os prédios art déco como o Chrysler Building em destaque, é simplesmente de filme. Só que esse também é o horário mais cheio, então chegue com folga, porque entre fila de segurança e elevador você perde um bom tempo.

Um detalhe honesto: as grades do 86º andar podem atrapalhar fotos com câmera grande ou até com o celular em alguns ângulos. Se foto perfeita é prioridade pra você, talvez valha mais a pena o Top of the Rock ou o Summit, que a gente comenta logo abaixo.

Já que praticamente todo mundo que vai a Nova York sobe num desses mirantes, a dica de ouro é comprar os ingressos com antecedência. A gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra garantir entrada com horário marcado e fugir das filas. Dá pra reservar observatórios, ingressos para a Broadway, museus e até os combos turísticos, e quase sempre sai mais barato do que comprar na bilheteria. A gente já economizou muito comprando por lá em várias cidades do mundo.

Top of the Rock: o melhor pra fotografar o skyline

O Top of the Rock fica no 30 Rockefeller Plaza, bem no coração de Midtown, num pontinho estratégico entre o Empire State e o Central Park. Os mirantes ficam entre os andares 67, 68 e 70, a uns 260 metros de altura.

Top of the Rock no Rockefeller Center em Nova York

O grande trunfo aqui é que dá pra ver o próprio Empire State Building e o Central Park inteiro na mesma foto, uma coisa que você não consegue estando dentro do Empire. E como tem menos grades atrapalhando, as fotos saem bem mais limpas. O ingresso adulto gira em torno de US$ 40 a 45, e o último elevador costuma subir quase à meia-noite.

Se a sua prioridade é ver o Central Park de cima, vá de dia ou no fim de tarde: ao pôr do sol você pega o skyline acendendo e ainda tem alguma luz no parque. O Rockefeller Center, aliás, é um complexo dos anos 1930 que é puro art déco e cenário de filme. No inverno tem a famosa árvore de Natal e a pista de patinação no gelo; no verão, os jardins coloridos.

One World Observatory: o mais alto da cidade

Lá no sul de Manhattan, na região do Financial District, fica o One World Observatory, dentro do One World Trade Center. Ele ocupa os andares 100, 101 e 102, com a plataforma a cerca de 381 metros, sendo o observatório mais alto de Nova York.

O mirante é todo fechado, com janelões de vidro em volta do prédio dando vista 360°. O diferencial é que ele é o único com vista direta pra Estátua da Liberdade (e olha, ela parece bem menor do que a gente imagina nos filmes, muita gente se surpreende com o tamanho real). O ingresso adulto gira em torno de US$ 45 a 50.

Uma curiosidade legal: o elevador sobe os 102 andares em uns 47 segundos, e durante a subida as paredes projetam a evolução de Nova York desde o século XVII. É tipo uma mini aula de história, agrada bastante quem curte tecnologia. O melhor horário aqui é a tarde ou o pôr do sol, pra pegar a luz batendo no Hudson e enxergar o sul de Manhattan, o Brooklyn e Nova Jersey.

O contraponto: por ser totalmente fechado, quem gosta de sentir o vento na cara pode achar que falta aquela área externa. E por ficar longe de Midtown, o “miolo” da cidade (Empire State e companhia) aparece mais ao longe.

Edge: a plataforma que flutua sobre a cidade

Se você quer uma das melhores vistas de Nova York e não tem problema com altura, o Edge é o passeio ideal. Ele fica no complexo Hudson Yards, no lado oeste de Midtown, pertinho do Rio Hudson, e abriu ao público em 2020.

Observatório Edge em Nova York

É um dos mirantes externos mais altos do mundo, com a plataforma triangular perto dos 335 metros “saindo” do prédio. Parte do piso é de vidro, pra você olhar a cidade lá embaixo (quem tem medo de altura vai sentir um friozinho na barriga, é fato). O elevador sobe mais de 100 andares em menos de um minuto, e o ingresso adulto fica em torno de US$ 45 a 55, com extras pra experiências como champanhe ou sessão de pôr do sol.

O grande momento aqui é o pôr do sol, com aquela vista aberta pro Hudson e pro lado oeste de Manhattan. Você ainda vê o The Vessel e a High Line lá embaixo, rende fotos super instagramáveis. Em dias de sol fica bem concorrido, então reserve com antecedência.

SUMMIT One Vanderbilt: o mirante mais imersivo

O SUMMIT One Vanderbilt, ou simplesmente The Summit, inaugurado em 2021, é o mais diferentão da lista. Fica no prédio One Vanderbilt, coladinho na Grand Central Terminal, em Midtown East, com mirante entre os andares 57 e 59, a uns 369 metros de altura.

São mais de 6.000 m² de observatório com vários ambientes: salas com piso e paredes espelhadas que refletem o skyline inteiro, grandes janelas piso-teto e até elevadores externos de vidro (o “Ascent”) que sobem ainda mais, numa experiência paga à parte. O ingresso padrão fica em torno de US$ 50 a 60, e com o Ascent e os extras pode chegar a US$ 70 a 80.

É menos um observatório clássico e mais uma experiência artística e imersiva, com vistas excelentes do Empire State, do Chrysler Building e de toda Midtown. O melhor é ir do fim de tarde até o pôr do sol, quando os reflexos de luz nas salas espelhadas ficam mais impactantes. Quem não curte ambiente fechado cheio de espelhos pode achar meio “over”, mas a maioria sai de lá encantada.

The Vessel e High Line: vistas “quase do alto”

No mesmo Hudson Yards está o The Vessel, uma obra de arte interativa que referencia a arquitetura asiática, com 154 lances de escadas espirais e interconectadas. Comparado aos arranha-céus, não é tão alto (uns 45 metros), mas a estrutura completamente aberta, sem grades, dá uma sensação de liberdade legal pra apreciar a cidade.

The Vessel em Nova York

Bem ali ao lado fica a High Line, um parque elevado construído sobre uma antiga linha de trem, que corre acima das ruas no West Side. Não é um mirante alto, mas rende ângulos lindos dos prédios, do Hudson Yards e do skyline, e a entrada é gratuita.

High Line em Nova York

O charme da High Line é o contraste dos jardins suspensos com os prédios urbanos, um passeio bem reflexivo e agradável pra fazer combinado com o Edge. E não dá pra esquecer da Brooklyn Bridge e do DUMBO: atravessar a ponte a pé rende vistas lindas de Manhattan de um nível intermediário, e do Brooklyn Bridge Park o skyline aparece inteirinho, perfeito pra foto.

Rooftops para ver Nova York do alto sem pagar mirante

Quem não quer gastar com ingresso de observatório tem uma saída ótima: os rooftop bars. A maioria funciona só com consumação (e às vezes reserva), e a vista compensa demais. Drinks costumam ficar na faixa de US$ 16 a 22, cerveja uns US$ 10 a 12, e brunch entre US$ 35 e 50 por pessoa.

230 Fifth

Um dos rooftops mais famosos da cidade, com vista direta pro Empire State. Fica em Midtown, tem um terraço amplo e nos fins de semana rola brunch a partir de umas 10h. À tarde abre pro happy hour, e muita gente vai só pra um drink vendo o pôr do sol.

Bar 230 Fifth em Nova York

Plunge Rooftop Bar

Considerado um dos mais descolados da cidade, fica dentro do Gansevoort Hotel. Pra curtir a pista de dança, vá nos fins de semana; se quiser mais calmaria e um happy hour tranquilo, vá entre segunda e sexta.

Bar Plunge em Nova York

Coca-Cola Dizzy Club

Se você curte um bom jazz, esse bar fica no complexo do Lincoln Center, pertinho do Central Park. Tem apresentações de jazz imperdíveis e drinks ótimos, com vista bacana dos arranha-céus. Reserve com antecedência, porque costuma lotar.

Bar Coca Cola Dizzy Club em Nova York

Salon de Ning

Esse rooftop de temática asiática serve coquetéis exclusivos, como o famoso Sling Ning. Fica no 23º andar de um edifício da cidade, bem no terraço, onde dá pra observar Nova York com aquele charme noturno.

Bar Salon de Ning em Nova York

Le Bain

Pra quem quer balada, o Le Bain, no terraço do hotel The Standard, oferece uma das noitadas mais animadas da cidade e costuma ser mais acessível. De madrugada rola muita música boa com os DJs e, ao amanhecer, dá pra contemplar um lindo nascer do sol. Muitas vezes a entrada é gratuita, então fique de olho nos eventos do hotel. O espaço se divide em dois: o rooftop e o Le Bain Club, com horários diferentes.

Balada Le Bain em Nova York

O Roof Garden Bar, no topo do Metropolitan Museum of Art (o MET), também merece menção: é um rooftop sazonal, que abre geralmente entre abril e outubro, com uma vista linda do Central Park e um clima bem relax, com esculturas e área pra tomar sol.

Helicóptero e barco: ver a cidade de outro jeito

Se você quer fugir do óbvio, dá pra ver Nova York do alto (ou “quase do alto”) de outras formas. Os passeios de helicóptero duram de 12 a 20 minutos, partem geralmente do heliporto no sul de Manhattan e mostram a ilha inteira, a Estátua da Liberdade, o Central Park e os arranha-céus. A faixa de preço fica em torno de US$ 220 a 300 por pessoa, dependendo da duração e de ser voo compartilhado ou privado.

Já os cruzeiros pelo Hudson e East River, ao pôr do sol ou à noite, mostram o skyline “de baixo pra cima”, com ótimas fotos do One World, de Midtown e das pontes. Vão de uns US$ 40 a 60 (cruzeiro simples) até US$ 100 a 150 com jantar.

Melhor época do ano e dicas de fotografia

A primavera (abril a maio) e o outono (setembro a outubro) costumam ter o clima mais ameno e céu limpo, com o Central Park lindo visto de cima (flores na primavera, folhagem colorida no outono). O verão tem dias mais longos e pôr do sol tarde, mas vem com mais calor, névoa e filas. O inverno pode trazer neve deixando a cidade fotogênica, mas atenção ao frio intenso nos mirantes ao ar livre como Top of the Rock, Edge e Summit externo.

Pra fotos, leve uma lente grande-angular (ou use o modo ultra-wide do celular) pra captar melhor o skyline e fugir das grades. Em fotos noturnas, apoie o celular ou a câmera em alguma superfície, porque tripé geralmente não é permitido. E se for filmar nos mirantes externos, cuidado com o vento, que entra no áudio e bagunça o cabelo.

Erros comuns que dá pra evitar

  • Deixar pra comprar ingresso na hora: o resultado é fila enorme, horário de pôr do sol esgotado e preço mais alto de última hora.
  • Subir em vários mirantes no mesmo dia: fica repetitivo e cansativo. Melhor um de dia, outro à noite.
  • Achar que o Empire State é “o” mirante: pra ver o próprio Empire State na paisagem, o melhor é o Top of the Rock, o Summit ou o Edge.
  • Ignorar o clima: subir em dia de neblina ou chuva forte pode significar ver literalmente nada e perder dinheiro.
  • Chegar em cima da hora do pôr do sol: tem fila de segurança e elevador. Se o ingresso é pras 18h30 e o sol se põe 18h45, você corre o risco de chegar lá em cima já no escuro.

Onde comprar ingressos bem mais baratos

Como praticamente todos esses observatórios e passeios trabalham com horário marcado, comprar com antecedência é o que separa quem aproveita de quem fica na fila. A gente sempre usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra reservar ingressos da Broadway, museus, mirantes e combos como o CityPASS e o New York Explorer Pass.

Onde ver Nova York do alto

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Com tantos mirantes lindos pela cidade, ficar bem localizado faz diferença pra encaixar tudo no roteiro sem desperdiçar horas no transporte. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Nova York:

Onde ficamos em Nova York (e 3 hotéis bons e baratos!)

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Perguntas frequentes sobre onde ver Nova York do alto

Qual é o melhor mirante de Nova York?

Depende do que você busca. Pra fotografar o skyline com o Empire State e o Central Park na mesma imagem, o Top of the Rock é imbatível. Pra altura e vista da Estátua da Liberdade, o One World. Pra experiência moderna e imersiva, o Summit ou o Edge.

Vale a pena subir no Empire State Building?

Vale pela experiência icônica e pela vista clássica de Manhattan iluminada à noite. Só lembre que, estando dentro dele, você não vê o próprio Empire na paisagem. Pra isso, escolha o Top of the Rock ou o Summit.

Onde dá pra ver Nova York do alto de graça?

Nos rooftop bars você paga só a consumação, não ingresso de mirante. A High Line, a Brooklyn Bridge e o Brooklyn Bridge Park são gratuitos e rendem vistas lindas da cidade de um nível intermediário.

Qual o melhor horário para subir nos observatórios?

Pra ver as luzes da cidade, o fim de tarde e a noite são os melhores. Pra enxergar o Central Park de cima, prefira o dia ou o pôr do sol. Só chegue com antecedência, porque há fila de segurança e elevador.

Precisa comprar ingresso com antecedência?

Sim, principalmente pra Top of the Rock, One World, Summit e Edge, que trabalham com horário marcado. Os horários de pôr do sol esgotam rápido, então reserve com bastante folga se fizer questão desse momento.

Quantos mirantes dá pra visitar em um dia?

Idealmente, um ou dois no máximo. Subir em três no mesmo dia deixa a experiência repetitiva e cara. O ideal é variar: um de dia e outro à noite, ou combinar com outros passeios da região.

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Ver Nova York lá do alto é, sem exagero, um dos momentos mais marcantes de qualquer viagem à cidade. A gente sempre recomenda escolher dois pontos diferentes (um de dia, outro à noite) e reservar os ingressos com antecedência. Faça isso e a única preocupação vai ser onde guardar tantas fotos lindas. Boa viagem!