
Capri é um dos destinos mais caros da Itália, mas dá para escolher bem a região e achar hospedagem mais em conta se você souber onde procurar e quando ir. E não esquece: aqui no nosso guia completo da Itália, a gente reuniu tudo para montar a viagem inteira, pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi como a ilha muda de cara conforme o horário: durante o dia é uma muvuca de excursão e cruzeiro, e à noite esvazia e vira outra coisa. Por isso, vale muito a pena pernoitar pelo menos 1 ou 2 noites, mesmo com o preço salgado. É aí que entra a escolha certa da região — o lugar onde você dorme define se Capri vai ser cara e cansativa ou charmosa e tranquila.
Nesse post, a gente compara as três áreas úteis para hospedagem (Centro de Capri, Anacapri e Marina Grande), mostra faixas de preço, indica hotéis que a gente já testou e dá as dicas para não cair nas armadilhas clássicas de brasileiro na ilha.
Capri Centro: a melhor região para se hospedar
A melhor região para se hospedar em Capri é no Centro. A área mais glamourosa, com boutiques de grife, cafés, restaurantes e vida noturna.
Fica praticamente equidistante das principais atrações e concentra a melhor rede de transporte da ilha (ônibus para Anacapri, Marina Piccola e Marina Grande, além do funicular para o porto). É também a região mais cara e a que fica mais lotada de dia por causa dos bate-voltas.

Capri é pequena, mas dividida em dois municípios (Capri e Anacapri) e três áreas úteis para dormir. Cada uma tem um perfil bem diferente, e escolher errado pode acabar com o clima da viagem.
Anacapri: a cidade da parte alta, a uns 8 km do centrinho (uns 15 minutos de ônibus). Bem mais tranquila, com muito B&B e pousada pequena de charme, clima local e preços mais convidativos dentro da escala Capri. É a porta de entrada para o Monte Solaro e para a estrada que leva à Gruta Azul.
Marina Grande: o porto onde chegam os ferries de Nápoles, Sorrento e da Costa Amalfitana. Tem a maior praia da ilha e concentra os passeios de barco. Prático para quem chega tarde, parte cedo ou está com muita mala, mas sem o charme do centrinho à noite.

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Dica final: quanto antes você reservar, mais barato fica — pode ser diferença de centenas de reais no total. Os hotéis bons e em conta esgotam primeiro e os preços sobem absurdamente conforme a data se aproxima. Tem datas certas da viagem? Reserve agora mesmo. Se ainda não tem, trava o preço atual com cancelamento gratuito como segurança — depois ajusta quando os planos firmarem.
Hotéis que a gente já ficou e recomenda no centro de Capri
Hotel 4 estrelas $$$$
HOTEL 1: Hotel excelente. Super boa localização. Se não abrir a página já do hotel, abrirá uma lista de hotéis e ele é o primeiro que aparece.
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Com vista deslumbrante para a Marina Piccola, este hotel de 4 estrelas oferece piscina, transporte gratuito até o centro de Capri e acesso facilitado à praia. Ideal para quem quer conforto com uma paisagem memorável. Avaliação média de 8,8 e preços desde €200.
Hotel 4 estrelas $$
HOTEL 2: Hotel fantástico. Se não abrir a página já do hotel, abrirá uma lista de hotéis e ele é o primeiro que aparece.
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Este hotel encantador fica a poucos minutos da famosa Piazzetta e oferece quartos com varandas com vista para o mar ou jardim. A piscina com vista panorâmica é um dos pontos altos. Nota média de 94, com diárias a partir de €180.
Hotel 3 estrelas $
HOTEL 3: Hotel 3 estrelas. Para quem quer economizar. Se não abrir a página já do hotel, abrirá uma lista de hotéis e ele é o primeiro que aparece.
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Uma opção acolhedora e com bom custo-benefício, situada em Anacapri. Os quartos são modernos, bem decorados e a hospitalidade dos anfitriões é muito elogiada. Avaliação de 9,2, com preços a partir de €80.
Capri, Anacapri ou Marina Grande: qual escolher?
Para facilitar, olha essas três situações rápidas:
- Se você tem só 1 noite na ilha e quer ver o máximo possível: fica no Centro de Capri. Você sai para jantar a pé, aproveita a Piazzetta esvaziando à noite e não perde tempo com ônibus.
- Se quer economizar sem abrir mão do charme: escolhe Anacapri. Menos muvuca, B&Bs lindos, preços mais civilizados e clima mais autêntico. A gente considera a melhor região para a maioria dos casais.
- Se chega tarde no ferry, ou parte cedo, ou está com muita mala: Marina Grande resolve. Você desce do barco e já está no hotel — sem funicular, sem ladeira, sem drama.
Tem uma coisa que ninguém conta: o centrinho de Capri é cheio de ruazinhas pedonais e ladeiras. Mala grande no calor sobe muito mal. Se seu hotel fica longe da Piazzetta ou da parada do funicular, considere pegar um táxi da estação do funicular para o hotel na chegada — vale cada euro.
Quanto custa se hospedar em Capri
Capri quase não tem “barato de verdade”. O que existe são opções relativamente mais econômicas dentro do padrão da ilha. Uma faixa aproximada, por quarto duplo por noite em alta temporada:
- Centro de Capri (3★): costuma girar em torno de € 180 a € 280 a diária, e sobe muito rápido em hotéis com vista frontal para o mar.
- Anacapri (3★ e B&Bs): normalmente sai um pouco mais em conta, com bons B&Bs partindo de faixas mais amigáveis.
- Marina Grande: mistura hotéis simples e intermediários, com preços parecidos ou levemente abaixo do centro, dependendo da vista.
Como economizar de verdade: reservar com 3 a 6 meses de antecedência, evitar agosto (mês de férias dos europeus, o pior mês em preço e lotação), priorizar Anacapri e escolher quartos sem vista frontal para o mar — só isso já derruba bastante o preço na mesma categoria de hotel.
O que fica perto do Centro de Capri
Ficando no centrinho, você faz muita coisa a pé. A Piazzetta é o coração social da ilha (não à toa apelidada de “salotto del mondo”, a sala de estar do mundo), com cafés ao ar livre para observar o movimento. Dali, ruazinhas estreitas levam ao Belvedere di Tragara, um mirante clássico com vista para os Faraglioni.

Também dá para andar até os Jardins de Augusto, que têm uma das vistas mais fotografadas da Itália para os Faraglioni e para a Marina Piccola, e passear pela Via Camerelle e Via Tragara, ruas de lojas de grife e casarões antigos.
Em termos históricos, o centro tem a pequena Igreja de San Giacomo, medieval, e o Castello Barbarossa, fortaleza que remonta ao período bizantino. Museus como o Museu Casa Rossa e o Palazzo Cerio contam a história da ilha ao longo dos séculos.
Na hora da fome, a gastronomia do centro vai de ravioli caprese (recheado de ricota e manjericão) a peixe fresco e ao inevitável limoncello no final do jantar. Pausa clássica: um café numa das mesinhas da Piazzetta, observando o vai e vem.

Anacapri: a região mais em conta e tranquila
Anacapri é a nossa recomendação preferida para quem quer tranquilidade, clima local e melhor custo-benefício. Fica na parte alta da ilha e tem muito menos muvuca do que o centrinho — enquanto Capri lota de bate-volta durante o dia, Anacapri segue no ritmo dela.
Os B&Bs e pousadas por ali costumam ter aquele charme de casa de família italiana, com varandas e terraços de frente para o mar ou para as colinas. E a diferença de preço em relação ao Centro pesa no bolso — para semana inteira, dá para economizar bastante.

Um detalhe importantíssimo que muita gente ignora: a Gruta Azul (Grotta Azzurra) não fica perto do centrinho de Capri. O acesso mais fácil é por mar ou por estrada, partindo de Anacapri — então, se esse passeio é prioridade sua, dormir em Anacapri é logisticamente perfeito.
Dá também para pegar o teleférico (a famosa seggiovia de cadeirinha aberta) até o Monte Solaro, ponto mais alto da ilha, com vista de 360° do Golfo de Nápoles. Vale demais o passeio.
A gente montou esse outro mapa personalizado só com hospedagens bem avaliadas em Anacapri, para facilitar a escolha.
O que fazer em Anacapri
Igreja de San Michele: o piso de majólica pintado à mão, com cenas de Adão e Eva no Jardim do Éden, é lindo e único. Vale muito a visita.
Villa San Michele: casa-museu com jardins clássicos e uma das vistas mais espetaculares da ilha, com esfinge egípcia mirando o horizonte.
Gastronomia: lugares como Trattoria Il Solitario e L’Olivo servem clássicos como ravioli caprese e peixes frescos num clima descontraído. Bem menos turístico e mais gostoso de sentar do que o centrinho.

Marina Grande: praticidade máxima para chegada e partida
Marina Grande é a porta de entrada da ilha. É por ali que chegam os ferries de Nápoles, Sorrento e da Costa Amalfitana. Se a sua viagem envolve chegar tarde ou sair cedo (por causa dos horários dos ferries), dormir na Marina Grande evita muita dor de cabeça.
A área tem a maior praia da ilha, restaurantes à beira-mar, lojas e uma atmosfera vibrante de porto mediterrâneo. Também é o ponto de partida dos passeios de barco clássicos — volta à ilha, visita à Gruta Azul, mergulho perto dos Faraglioni. Do porto, o funicular sobe direto para a Piazzetta em poucos minutos, então você não fica isolado do centro.

A gente errou nessa numa das primeiras viagens: chegou de ferry no fim do dia e reservou hotel no centrinho. Resultado: subida com mala, ladeira, calor e mau humor antes do check-in. Se você chega no fim da tarde/noite ou parte muito cedo, considera fortemente Marina Grande para, pelo menos, a primeira noite.
O contra é o clima: durante o dia é movimentado e prático, mas à noite a Marina Grande é bem mais “funcional” do que charmosa. Para viagem romântica ou lua de mel, o Centro ou Anacapri ganham fácil.
Se quiser conferir, a gente também montou esse mapa só com hotéis bem avaliados em Marina Grande.
O que fica perto de Marina Grande
Praia da Marina Grande: a maior da ilha, boa para dar um mergulho rápido e almoçar num dos restaurantes à beira-mar.
Igreja de Sant’Anna: pequena, dedicada à padroeira dos pescadores. Reflete bem a alma marítima de Capri, longe do glamour da Piazzetta.
Passeios de barco: o porto é o ponto de saída para a maioria dos tours. Vale muito a pena reservar antes um passeio de volta à ilha (dura 2h em média) para ver Faraglioni, Grotta Azzurra e Grotta Bianca de perto.
Restaurantes: Trattoria Da Emilia e Ristorante Bagni Delfino são clássicos de frutos do mar frescos, com mesa de frente para o porto e clima descontraído. Perfeitos para almoço demorado antes de subir para o centro.

Melhor época para ir a Capri (e como isso afeta o hotel)
A melhor época para ir também influencia muito onde e por quanto você vai se hospedar:
- Verão (junho a agosto): alta temporada cheia, praia liberada, mas ilha lotada e hotéis no preço máximo. Agosto é o pior mês — férias dos europeus somadas ao pico do turismo internacional.
- Meias temporadas (maio, começo de junho, fim de setembro e outubro): a nossa aposta favorita. Clima quente, mar ainda dá para entrar em setembro, menos multidão e hotéis com tarifas bem mais amigáveis.
- Inverno (dezembro a março): Capri entra em semi-hibernação. Muitos hotéis de luxo fecham, restaurantes reduzem e alguns serviços operam com escala menor. Só vá se quiser uma ilha “local” e vazia — mas cheque antes se o funicular e o hotel escolhido estão operando.
Uma dica extra: mesmo nas meias estações, final de semana enche. Se conseguir planejar hospedagem durante a semana, os preços caem e a experiência melhora muito.
Erros clássicos de brasileiro se hospedando em Capri (evita)
1. Subestimar os preços. Muita gente chega achando que vai encontrar “promoção de última hora” em julho ou agosto. Não vai. Capri é caríssima na alta e a disponibilidade some.
2. Escolher a região errada para o perfil. Casal em lua de mel na Marina Grande fica com aquela sensação de “está faltando algo” — o clima do porto é prático, não romântico. E quem quer economizar mas reserva no centrinho por falta de pesquisa, perde a chance de Anacapri.
3. Ignorar a logística de malas. O centrinho é feito de ladeiras e ruas onde carro não circula. Escolha hotel perto da parada do funicular ou da praça central, ou já se prepare para pagar um mini-táxi da estação até a porta.
4. Chegar sem reserva. Em julho e agosto, sem hospedagem reservada, você vai encarar lotação quase total ou preços proibitivos na hora H.
5. Fazer só bate-volta. Capri lotada de dia é uma experiência bem inferior à Capri esvaziando no fim da tarde. Se dá, dorme pelo menos 1 noite — muda tudo.
6. Esquecer do horário do último ferry. Na hora de escolher o check-out, olha antes o horário do último barco para o seu próximo destino (Nápoles, Sorrento, Positano). Perder o ferry em Capri custa caro em táxi aquático ou noite extra imprevista.
Seguro viagem para a Itália
A Itália faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório para entrar no país, com cobertura mínima de € 30 mil para despesas médicas. Não é dica, é exigência — e podem pedir na imigração.
Além da parte burocrática, um atendimento médico em Capri (ou qualquer lugar da Itália) sai numa fortuna sem seguro. Uma consulta simples numa emergência já passa de centenas de euros, sem contar exames e internação.
A gente utiliza esse comparador de seguros para fechar as apólices. Ele compara as principais seguradoras do mercado num só lugar, mostra a cobertura de cada uma e já traz 18% de desconto exclusivo do Grupo Dicas aplicado. Também dá para pagar em reais, parcelar em até 12x e cancelar sem custo se mudar de ideia.
Chip de celular para a Itália
Não dá para chegar a Capri e ficar sem internet — você precisa consultar horários de ferry, chamar transporte, abrir mapa, ver o hotel. E roaming brasileiro na Europa é ridiculamente caro.
A gente sempre utiliza esse chip de viagem. Você recebe em casa no Brasil antes de embarcar, ativa quando pousar na Itália e já sai do avião conectado. Tem internet ilimitada, funciona em todos os países da Europa e o pagamento é em reais.
Também tem opção de eSIM se seu celular for compatível, o que dispensa até troca de chip físico.
Perguntas frequentes sobre onde ficar em Capri
Vale a pena dormir em Capri ou é melhor bate-volta de Sorrento?
Dormir na ilha vale muito a pena, mesmo sendo caro. A Capri de dia (com cruzeiros e excursões) é totalmente diferente da Capri de fim de tarde/noite, que esvazia e fica linda. A gente recomenda pelo menos 1 a 2 noites na ilha.
Qual é a melhor região para se hospedar em Capri?
Depende do seu perfil. Para o casal que quer charme e tranquilidade, Anacapri. Para quem tem pouco tempo e quer estar no meio da ação, Centro de Capri. Para quem chega tarde ou parte cedo, Marina Grande.
Capri é caro?
Sim, é um dos destinos mais caros da Itália. Hotéis 3★ no centro giram na faixa de € 180 a € 280 a diária em alta temporada, e refeição fica bem acima da média italiana. Dá para economizar reservando cedo, escolhendo Anacapri e evitando agosto.
Anacapri ou Centro de Capri, qual escolher?
Anacapri sai mais em conta, é mais tranquila, tem mais B&Bs charmosos e é melhor para quem quer visitar a Gruta Azul e o Monte Solaro. O Centro é mais glamouroso, tem mais restaurantes e vida noturna e conecta melhor à Piazzetta e aos Jardins de Augusto. Casais tranquilos: Anacapri. Quem tem só 1 noite: Centro.
Quanto tempo ficar em Capri?
O ideal são 2 noites. Um dia dá para explorar Anacapri, Monte Solaro e Gruta Azul, e o outro para fazer o passeio de barco pelos Faraglioni, curtir a Piazzetta e os Jardins de Augusto. Um dia só é apertado; três já é luxo.
Precisa alugar carro em Capri?
Não. A ilha é minúscula e boa parte é área pedonal, com carro proibido. Tudo se resolve com funicular, ônibus locais, táxi e caminhada. Alugar carro em Capri é desperdício de dinheiro.
Como chegar a Capri?
De ferry ou hydrofoil (aliscafo), saindo principalmente de Nápoles ou Sorrento. A travessia dura entre 20 e 50 minutos, dependendo da embarcação. De Positano e Amalfi também tem barcos nos meses de alta temporada.
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Capri é aquele destino que a gente sempre volta e não se cansa. Escolhendo bem a região e reservando com antecedência, dá para ter uma experiência incrível sem estourar o orçamento — e ainda pegar a ilha no seu melhor momento, quando os bate-voltas vão embora e ela vira só sua.





