
Lisboa é uma daquelas cidades que surpreende quem gosta de compras. Tem de tudo: ruas históricas cheias de comércio, shoppings enormes, outlets com desconto de gente grande e mercados alternativos pra quem curte garimpar. E o melhor: pela nossa experiência, fazer compras em Lisboa costuma sair bem mais barato do que comprar em Paris ou Londres, então vale aproveitar a passagem por lá pra levar o que precisa.
Neste guia a gente reuniu as melhores zonas e lojas pra você comprar bem, desde fast fashion até as grifes de luxo, sem esquecer dos souvenirs típicos e daquela dica de ouro que muita gente esquece: o reembolso do IVA (Tax Free), que pode devolver uma boa parte do que você gastou.
E não deixe de conferir o nosso guia completo de Lisboa. É um guia com tudo o que você precisa saber e um passo a passo completo pra montar toda a sua viagem, economizando ao máximo em TUDO!
Baixa Pombalina e Rua Augusta
A Baixa é a região comercial mais antiga da cidade, espalhada entre a Praça do Comércio e o Rossio. A Rua Augusta, calçada e cheia de gente, é o coração dessa zona: tem fast fashion (Zara, H&M e companhia), além de uma porção de lojas de souvenirs com camisetas de Portugal, azulejos, imãs e produtos de cortiça.
Uma curiosidade bacana: a Baixa Pombalina foi reconstruída depois do grande terremoto de 1755, com aquele traçado de ruas retinhas e organizadas. Hoje o contraste entre o urbanismo antigo e as vitrines modernas rende fotos bem bonitas.
As lojas de rua costumam abrir por volta das 10h e fechar lá pelas 20h, às vezes um pouco mais tarde na alta temporada. Pra te dar uma ideia: camisetas de fast fashion ficam em torno de 10 a 20 euros, calças entre 25 e 45 euros, e souvenirs simples (imãs, chaveiros, azulejos pequenos) saem por uns 3 a 15 euros.
Chiado e o Armazém do Chiado
O Chiado é o bairro elegante entre a Baixa e o Bairro Alto, com aquela tradição literária e cultural, e hoje é um dos principais polos de comércio de Lisboa. As ruas Garrett, do Carmo e Nova do Almada concentram marcas como Zara, H&M, Nike e Tiger, misturadas com lojas tradicionais e cafés históricos.
Vale procurar algumas lojas icônicas por ali: a Paris em Lisboa (têxteis de qualidade), a Loja da Burel (tecidos e produtos de lã da Serra da Estrela) e a Caza das Vellas Loreto, uma velharia que vende velas artesanais e é uma curiosidade histórica e tanto.
Um ponto que vale a parada é o Armazém do Chiado, um shopping de três andares com estrutura super confortável e lojas pra todos os gostos: Sephora, Fnac, Natura, L’Occitane, Pepe Jeans e muitas outras. É um ótimo refúgio em dia de chuva ou calor forte.
Olha, uma coisa que a gente aprendeu na prática: o Chiado é cheio de ladeiras, então use os elevadores e elétricos a seu favor pra não chegar destruído nas lojas. E ande de tênis confortável, porque você vai caminhar bastante por ali.
Antes de sair pra rodar pelos pontos turísticos e pelas lojas, vale garantir os ingressos com antecedência pra pular fila e ainda pagar mais barato. A gente usa esse site que a gente usa em todas as viagens pra comprar ingressos e passeios: dá pra reservar tudo em português, pagar em reais e ainda contar com cancelamento gratuito em boa parte dos passeios, o que evita dor de cabeça se o roteiro mudar.
Avenida da Liberdade e lojas de luxo
A Avenida da Liberdade é a “Champs-Élysées de Lisboa”, uma avenida larga e arborizada que liga a Praça dos Restauradores ao Marquês de Pombal. Foi inspirada justamente nos boulevards parisienses, daí a comparação. É ali que ficam as grandes grifes: Louis Vuitton, Prada, Carolina Herrera, Montblanc e outras marcas internacionais.

Os itens de luxo costumam ter preços parecidos com os de outras capitais europeias (muita coisa acima de 500 euros), mas duas coisas jogam a favor do brasileiro: os saldos sazonais e o reembolso do IVA, que a gente explica mais pra frente. Na Rua Castilho, ali pertinho, predominam grifes internacionais, principalmente moda feminina.
Se a ideia é luxo de verdade, vale conhecer a Fashion Clinic, uma rede com lojas em várias cidades do país, onde você encontra Prada, Miu Miu, Tom Ford, Dolce & Gabbana, Givenchy, Jimmy Choo, Kenzo e Dior. Outra opção chiquíssima é a Stivali Stockshop, a uma quadra da estação de metrô Marquês de Pombal, com marcas como Chanel, Dior, Gucci, Balenciaga e Roberto Cavalli.
Príncipe Real, LX Factory e a Lisboa criativa
Quem busca peças únicas e marcas independentes precisa conhecer o Príncipe Real, um bairro boêmio e descolado, cheio de ateliês, galerias, antiquários e design autoral. O Embaixada, instalado num palacete lindo, reúne lojas de moda, design e espaços gastronômicos, e rende ótimas fotos.

Outro polo criativo imperdível é a LX Factory, em Alcântara, montada em antigas instalações industriais. Tem lojas de design, moda, papelarias, livrarias conceituais e marcas autorais, além do LX Market, uma feira com pegada bem urbana. É o lado contemporâneo da cidade, perfeito pra quem quer fugir do óbvio.
Os melhores shoppings de Lisboa
Se você prefere concentrar as compras num só lugar (ou se pegou um dia de chuva), os shoppings de Lisboa são uma mão na roda. Eles costumam funcionar das 9h ou 10h às 22h, com algumas lojas e cinemas até mais tarde.
Shopping Colombo
Na zona norte da cidade, com acesso fácil de metrô (linha azul, estações Colégio Militar/Luz), o Colombo é um dos maiores shoppings de Lisboa. Tem hipermercado, Primark, fast fashion, eletrônicos e uma praça de alimentação enorme, com opções como Burger King, Pizza Hut, Häagen-Dazs e por aí vai. Fica ao lado do Estádio da Luz e é ótimo pra quem quer resolver tudo de uma vez.

Amoreiras Shopping Center
Localizado bem no coração de Lisboa, pertinho do Marquês de Pombal, o Amoreiras é um dos shoppings mais tradicionais e movimentados da cidade. Tem cerca de 345 lojas, entre elas a brasileira Arezzo, a espanhola Mango, além de Zara, Lacoste, Levi’s, C&A, Furla, Hugo Boss e Timberland. Por ser central, costuma ser mais prático de chegar e, em alguns horários, fica menos lotado que o Colombo.

Centro Vasco da Gama
No Parque das Nações, em frente à estação Oriente (comboios, ônibus e metrô), o Vasco da Gama é um shopping moderno de três andares, com teto de vidro que deixa a luz natural entrar. Tem Zara, ALDO, Geox, Sephora, Bershka, O Boticário, Timberland, Nike, Lacoste e H&M. A dica de roteiro é caprichada: combine um passeio pelo Parque das Nações (Oceanário, teleférico), um almoço por ali e as compras no shopping.

El Corte Inglés Lisboa
O El Corte Inglés é aquela grande loja de departamentos espanhola, com vários andares de moda, eletrônicos, perfumaria, artigos de casa e até um supermercado gourmet. É onde muito português faz compras, e é perfeito pra quem quer cosméticos, perfumes, maquiagem e roupas de marcas europeias num lugar só. Você encontra por ali Carolina Herrera, Diesel, Tommy Hilfiger e Hugo Boss, entre outras.

Uma vantagem do El Corte Inglés é que dá pra concentrar muitas compras com Tax Free ali, o que facilita demais a papelada do reembolso do IVA no fim.
Outlets perto de Lisboa
Quem ama outlet vai se dar bem por ali. São descontos que costumam ir de 30% a 70% sobre o preço de loja, principalmente em coleções passadas. Mas vai um aviso de quem já errou: outlet não é “na esquina”. Reserve meio dia ou um dia inteiro pra cada um deles, porque o deslocamento toma tempo.

O mais famoso é o Freeport Lisboa Fashion Outlet, em Alcochete, considerado um dos maiores outlets da Europa, com cerca de 120 a 140 lojas, a uns 30 a 40 minutos do centro. Tem marcas como Puma, Levi’s, Reebok, Lacoste, Hugo Boss, Versace, Adidas, Calvin Klein e Dolce & Gabbana. Funciona todos os dias, geralmente das 10h às 22h (sextas e sábados às vezes esticam até por volta das 23h). Dá pra chegar de shuttle saindo do Marquês de Pombal, de transfer privado ou de carro.
Tem ainda o Strada Outlet, em Odivelas, a uns 15 minutos de carro do centro e com pegada mais local, e o Campera Outlet Shopping, no Carregado, que foi um dos primeiros outlets a surgir em Portugal. Os dois costumam abrir das 10h até 22h ou 23h.
Como boa parte desses outlets fica espalhada e exige deslocamento, ter um carro facilita muito a vida — ainda mais se você pretende fazer bate-voltas pela região ou seguir viagem por Portugal e Espanha. A principal dica pra economizar muito é usar esse comparador de carros, que compara o preço em todas as principais locadoras de uma vez e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site das locadoras.
Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, e a nota no ReclameAqui é excelente. A gente já economizou muito e aluga sempre por lá — usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.
E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma cobertura extra pra pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras. Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Thrifty, Dollar e Budget, pra evitar dor de cabeça.
Existe também esse outro comparador, que também é ótimo, mas o pagamento é em euro — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.
Mercados e compras alternativas
Quem gosta de garimpar coisa diferente vai amar a Feira da Ladra, o mercado de rua mais famoso de Lisboa, cheio de antiguidades, velharias, roupas usadas, livros, discos e artesanato. Uma dica que funciona: leve dinheiro em espécie pra facilitar a pechincha e chegue cedo pra fisgar as melhores peças antes da multidão.
Além da já citada LX Factory, vale ficar de olho em feiras menores e mais alternativas, com foco em designers independentes. Como elas acontecem em datas específicas, dá pra dar uma olhada na agenda cultural de Lisboa pra ver o que vai estar rolando no fim de semana da sua viagem.
O que comprar de típico em Lisboa
Se a ideia é levar lembranças que valham a pena, aqui vão algumas sugestões que fazem sucesso:
- Produtos de cortiça: bolsas, carteiras e acessórios leves e duráveis.
- Azulejos e cerâmicas: prefira lojas que vendem peças novas inspiradas na tradição. Fuja de azulejos “antigos” de origem duvidosa, porque muitos são retirados ilegalmente de fachadas históricas.
- Conservas portuguesas (sardinha, bacalhau, polvo): a Conserveira de Lisboa, na Rua dos Bacalhoeiros, é uma referência.
- Mercearia fina: azeites, vinhos, queijos curados, doces conventuais e chocolates, com ótimos achados em lojas como A Vida Portuguesa.
- Tecidos e lã da Serra da Estrela, como os da Loja da Burel, no Chiado.
Uma dica de quem já voltou com a mala estourando: vinho, azeite, queijo e conservas costumam ser bem mais baratos em supermercados grandes (Continente, Pingo Doce, El Corte Inglés) do que em lojinhas de souvenir turístico. E cuidado com o peso, porque garrafas e latas pesam e é fácil estourar a franquia de bagagem.
Tax Free: como recuperar o IVA nas compras
Essa é a dica que muita gente esquece e acaba deixando dinheiro na mesa. Como turista residente fora da União Europeia, você pode recuperar parte do IVA (que em Portugal é de 23%) pago em algumas compras. Na prática, o reembolso costuma ficar em torno de 12% do valor da compra, variando conforme o produto e a operadora.
A condição básica é gastar um mínimo de cerca de 61,35 euros na mesma loja e no mesmo dia. O passo a passo é simples:
- Na loja, com o passaporte em mãos, peça o formulário de Tax Free na hora da compra.
- Guarde todos os recibos e formulários.
- No aeroporto, antes do check-in, valide os formulários nos quiosques eletrônicos ou no guichê da alfândega — mantenha as mercadorias acessíveis, porque podem pedir pra ver.
- Depois de validar, vá ao balcão da operadora (Global Blue, Planet, etc.) pra receber o reembolso no cartão ou em dinheiro.
Vale lembrar que hotéis, restaurantes e serviços não dão direito ao reembolso. E não deixe pra resolver tudo em cima da hora: as filas do Tax Free podem ser longas, e quem chega no limite corre o risco de perder o reembolso ou até o voo.
Melhores épocas e dicas finais pra comprar bem
Se você consegue planejar a viagem pelos saldos, o desconto compensa. Os saldos de inverno costumam começar em janeiro e se estender por algumas semanas, e os saldos de verão vir por volta de julho. Uma dica de circulação: deixe as compras de rua pro fim da manhã ou meio da tarde e reserve os shoppings e outlets pros dias de chuva ou pra quando o cansaço não deixar passear ao ar livre.
Pra circular entre as zonas de compras, o metrô dá conta de quase tudo (Baixa/Chiado, Avenida da Liberdade, Colombo e Parque das Nações). Os elétricos e ônibus complementam áreas como Alcântara (LX Factory). Vale comprar um cartão recarregável (Viva Viagem/Navegante) pra facilitar, e os táxis e apps quebram um galho quando você está carregado de sacolas.
Quem fica no centro histórico ganha tempo precioso: as principais zonas de compras (Baixa, Chiado, Avenida da Liberdade) ficam pertinho umas das outras, e você volta ao hotel a pé pra largar as sacolas no meio do dia. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Lisboa:
Onde ficamos em Lisboa (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem três regiões que são as melhores para os turistas: Alfama, Chiado e Baixa. No primeiro sentirá a Lisboa mais autêntica, com casas de fado por perto. O Chiado e a Baixa são regiões com uma arquitetura linda e cheias de hotéis e restaurantes, com valores de hospedagem para todos os bolsos.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre compras em Lisboa
Vale a pena fazer compras em Lisboa?
Sim. Pela nossa experiência, comprar em Lisboa costuma sair mais barato do que em Paris ou Londres, e ainda dá pra recuperar parte do IVA com o Tax Free. Tem opção pra todo bolso, do fast fashion ao luxo da Avenida da Liberdade.
Qual o melhor lugar pra comprar em Lisboa?
Depende do que você procura. Pra concentrar tudo num lugar, os shoppings Colombo, Amoreiras e Vasco da Gama são ótimos. Pra grifes, a Avenida da Liberdade. Pra outlet, o Freeport. E pra peças autôrais, o Príncipe Real e a LX Factory.
Como funciona o Tax Free em Lisboa?
Gastando um mínimo de cerca de 61,35 euros na mesma loja e no mesmo dia, você pede o formulário de Tax Free com o passaporte em mãos. No aeroporto, valida os documentos na alfândega antes do check-in e recebe o reembolso (em torno de 12%) no balcão da operadora.
O Freeport Outlet fica longe do centro de Lisboa?
Fica em Alcochete, a uns 30 a 40 minutos do centro. Dá pra ir de shuttle saindo do Marquês de Pombal, de transfer privado ou de carro. Reserve pelo menos meio dia pra aproveitar com calma.
O que comprar de lembrança em Lisboa?
Produtos de cortiça, azulejos e cerâmicas, conservas portuguesas, azeites, vinhos, doces e tecidos de lã da Serra da Estrela são os campeões. Vinho e conservas costumam sair mais em conta em supermercados grandes do que em lojas turísticas.
Que horas as lojas abrem em Lisboa?
As lojas de rua geralmente abrem por volta das 10h e fecham lá pelas 20h. Já os shoppings e outlets costumam funcionar das 9h ou 10h às 22h, com alguns esticando até por volta das 23h em determinados dias.
Economize ao máximo na sua viagem a Lisboa
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o seu orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Lisboa, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
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Lisboa é daquelas cidades em que dá pra unir passeio e compras sem grandes deslocamentos, e com um plus que poucos destinos têm: a chance de recuperar parte do IVA no fim. Com essas dicas na manga, é só sair pra rua (ou pro outlet) e aproveitar. Boas compras e boa viagem!