Neste post, vamos te mostrar o roteiro perfeito por Bogotá! Uma das perguntas que mais recebemos é como montar um itinerário lógico pela capital da Colômbia, que é enorme, cheia de trânsito e muitas vezes subestimada. Para ver o básico do básico, apenas o centro histórico e o Monserrate, você precisa de três dias.
Mas para fazer com calma, visitar a Catedral de Sal, os mercados de frutas, os museus incríveis e curtir a gastronomia de classe mundial, nós recomendamos pelo menos cinco a seis dias. Por isso, nós preparamos um roteiro super completo de seis dias com o melhor de Bogotá agrupado por região para você não perder tempo. Então, vamos lá!
Quando ir e quantos dias ficar em Bogotá
Qual a melhor época para visitar Bogotá?
A cidade fica a 2.600 m de altura, então faz frio o ano todo com noites geladas. A melhor época disparada são os meses secos de dezembro a março e julho a agosto. Nesses meses chove menos e você aproveita melhor os passeios ao ar livre. Abril, maio, outubro e novembro são meses muito chuvosos.
Leve sempre um casaco e guarda-chuva, pois em Bogotá você pode viver as quatro estações no mesmo dia.
Quantos dias ficar em Bogotá?
A cidade é uma metrópole gigante e o trânsito pode ser lento. O erro número um é achar que é só uma escala rápida. O mínimo do mínimo que recomendamos é de quatro dias inteiros.
Mas o ideal são uns seis dias para incluir o bate e volta para a Catedral de Sal e talvez a Lagoa de Guatavita.
Roteiro detalhado de 6 dias em Bogotá
Dia 1: O coração histórico – La Candelaria e Monserrate
Comece o dia cedo no bairro La Candelaria, onde a cidade nasceu. Caminhe pela Plaza de Bolívar para ver a Catedral Primada, o Palácio da Justiça e o Capitólio. Tire fotos com os pombos e as lhamas que ficam por lá.
Siga para o Museu Botero. A entrada é gratuita e é imperdível ver as obras volumosas do artista colombiano Fernando Botero, incluindo a versão gordinha da Mona Lisa. Ao lado, visite o Museu da Moeda.
Para o almoço, vá ao restaurante La Puerta Falsa, que fica numa portinha minúscula, ao lado da catedral. É o lugar mais tradicional para provar o ajiaco, a sopa de batatas e frango, e o chocolate quente com queijo. Custa cerca de R$ 40.
À tarde, visite o Museu do Ouro no Parque Santander. É o museu de ouro e ourivesaria mais importante do mundo. Veja a balsa muísca que inspirou a lenda do Eldorado. A entrada custa R$ 5.
No final da tarde, pegue um táxi ou Uber até a base do Cerro de Monserrate. Suba de teleférico ou funicular (trem) para ver o pôr do sol lá de cima. A vista da cidade infinita é de chorar! O ingresso de ida e volta custa cerca de R$ 30. Jante lá em cima no restaurante Santa Clara para uma vista romântica ou desça e vá para a Zona Rosa.
Dia 2: Sabores e cores – Paloquemao e Zona G
Pela manhã, vá ao Mercado de Paloquemao. É um mercado de frutas e flores vibrante. Faça um tour pelas frutas exóticas e prove lulo, granadilla, mangostão e guanábana. É uma explosão de sabores! Tome um suco natural feito na hora.
Depois vá para a Quinta de Bolívar, a antiga casa de campo do Libertador Simón Bolívar, que tem jardins lindos.
Para o almoço, vá para a Zona G (“G” de gastronomia). É o bairro mais charmoso para comer, com casas de tijolinhos ingleses. Almoce no Criterion ou no El Chato, que são restaurantes premiados mundialmente. O menu executivo no almoço costuma ser acessível, cerca de R$ 60 a R$ 80.
À tarde, caminhe pelo bairro de Chapinero Alto e tome um café especial colombiano em uma das cafeterias modernas da região, como a Café Cultor ou a Libertario.
Dia 3: Maravilha subterrânea – Catedral de Sal e Andrés Carne de Res
Hoje é dia de sair da cidade. Vá para Zipaquirá conhecer a Catedral de Sal. É uma igreja monumental construída 180 m debaixo da terra, dentro de uma mina de sal. Você pode ir de trem turístico (Turistren) nos finais de semana, que é um passeio lindo de Maria Fumaça, ou de van/ônibus saindo do Portal Norte. A entrada custa cerca de R$ 100.
Na volta, pare na cidade de Chía para jantar no lendário Andrés Carne de Res. Não é só um restaurante, é uma experiência de festa louca, com decoração exagerada, atores, música e comida farta. É caro, cerca de R$ 150 por pessoa, mas é inesquecível! Se não quiser ir até Chía, tem uma filial menor chamada Andrés D.C., na Zona Rosa.
Dia 4: Vila colonial na cidade – Usaquén
Comece o dia fazendo o tour de grafite na Candelária, se ainda não fez, para entender a arte de rua política da cidade.
Para o almoço, vá para o bairro de Usaquén, no norte da cidade. Era uma cidadezinha separada que foi engolida por Bogotá, mas manteve a arquitetura colonial. Se for domingo, tem o Mercado das Pulgas de Usaquén, uma feira de artesanato de alta qualidade e artistas de rua.
Almoce em um dos restaurantes ao redor da praça de Usaquén, como o Abasto (comida de mercado chique) ou a hamburgueria Home Burgers para algo rápido.
À tarde, explore o shopping Hacienda Santa Bárbara, que foi construído numa antiga fazenda colonial.
Dia 5: Lenda do Eldorado – Lagoa de Guatavita
Faça um bate e volta para a Laguna de Guatavita. Fica a cerca de 1 hora e meia de Bogotá. É uma lagoa sagrada no topo de uma montanha onde os indígenas muíscas faziam rituais jogando ouro na água, dando origem à lenda do Eldorado. A paisagem do páramo (vegetação de altitude) é única. A trilha é guiada e exige um pouco de fôlego.
Na volta, pare para conhecer a Casa Loca de Guatavita, uma casa construída de cabeça para baixo que rende fotos divertidas.
Dia 6: Museus, compras e despedida
Utilize o último dia para visitar o Museu Nacional, que fica numa antiga prisão em forma de cruz. É muito interessante.
Para compras, vá ao Shopping Andino ou ao El Retiro, na Zona Rosa. Se quiser couro bom e barato, vá ao bairro Restrepo ou procure as lojas da marca Vélez nos shoppings.
Termine a viagem com um jantar de despedida na Zona T, escolhendo um dos terraços animados para brindar.

Onde ficar hospedado em Bogotá
Ficar hospedado em uma boa região vai fazer sua viagem ficar muito mais fácil. A estratégia em Bogotá é decidir entre o charme histórico, a vida noturna ou a gastronomia chique:
- La Candelaria (Centro Histórico): A vantagem é que você está perto dos museus e da Plaza de Bolívar, fazendo tudo a pé durante o dia. É onde estão os hostels e hotéis boutique coloniais. A desvantagem é que à noite as ruas ficam desertas e podem ser inseguras, além de ser longe da vida noturna moderna.
- Zona Rosa ou Zona T (Bairro El Chicó): A vantagem é que é a área mais nobre, segura e vibrante, cheia de shoppings, bares, baladas e gente na rua até tarde. É ideal para quem quer agito e conforto.
- Zona G ou Chapinero Alto: A vantagem é ser o polo gastronômico da cidade, com os melhores restaurantes e hotéis de design. É uma área mais residencial, descolada e segura.
- Parque de la 93: Uma quarta opção para quem busca luxo e tranquilidade. É uma área arborizada, cercada de restaurantes e hotéis de alto padrão.
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Em todos os destinos, nós sempre recomendamos um hotel que é muito barato e super bem localizado para quem quer economizar, e outro que é um pouco melhor na mesma localização, mas um pouco mais caro, com mais conforto. São ótimas opções testadas por nós.
Uma dica importante para economizar na hospedagem é a estratégia da antecedência. Bogotá recebe muitos eventos corporativos, então os hotéis nas zonas nobres podem encher durante a semana. No site que indicamos, além de ter os preços mais baixos, você conta com cancelamento gratuito em quase todos os hotéis para já reservar quanto antes e garantir o valor menor.
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Ferramentas de planejamento e economia na viagem
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- Chip de celular internacional (eSIM): Para ter internet, essencial para chamar Uber;
- Seguro viagem com desconto: Proteção essencial contra emergências médicas e mal-estar da altitude;
- Ingressos e passeios: Para atrações concorridas como o Turistren e a Catedral de Sal;
- Hotéis recomendados: Opções boas e baratas em que já nos hospedamos;
- Conta global: Para levar dólares ou pesos colombianos, pagando muito menos taxas.
Uma dica importante é comprar os ingressos das atrações com antecedência. O trem da savana para Zipaquirá e a entrada da Catedral de Sal podem ter filas.
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Transporte: Como se locomover em Bogotá
Para chegar, você vai voar para o Aeroporto Internacional El Dorado (BOG). A melhor forma e mais segura de sair de lá é de táxi oficial na fila (pegue o papel com o preço impresso antes) ou Uber, que custa cerca de R$ 30 a R$ 40 até a Zona Rosa.
Para se locomover dentro da cidade:
- Não alugue carro: O trânsito de Bogotá é um dos piores do mundo e tem rodízio de placas (Pico y Placa) o dia todo.
- TransMilenio: O transporte público principal são os ônibus vermelhos em canaletas exclusivas. É rápido e muito barato (cerca de R$ 3), mas vive lotado e pode ser confuso.
- Uber ou Cabify (dica de ouro): Utilizar aplicativos de transporte é extremamente barato para brasileiros, seguro e evita o estresse dos ônibus lotados.
Dicas rápidas de compras em Bogotá
- Couro: É o forte da Colômbia. Compre jaquetas, botas e bolsas na marca Vélez ou nas lojas de fábrica do bairro Restrepo.
- Esmeraldas: São famosas, mas compre apenas em joalherias certificadas no centro ou nos shoppings.
- Café Colombiano: Compre marcas como Juan Valdez ou marcas menores nos supermercados (é o melhor presente para levar na mala!).
Gastronomia, custos e vida noturna
Quanto custa comer em Bogotá?
Comer em Bogotá é barato:
- Refeição executiva (Corrientazo): Custa R$ 15 a R$ 20.
- Jantar em restaurante bom na Zona Rosa: Custa cerca de R$ 80 a R$ 100 por pessoa.
- Dica de ouro: Aproveite os sucos de frutas naturais, que são baratos e deliciosos em qualquer lugar!
O que fazer à noite
- Zona T (Zona Rosa): É o epicentro, repleto de bares e baladas onde as pessoas bebem na rua e dançam reggaeton.
- Chapinero: Bairro alternativo e LGBT onde fica a Theatron, considerada a maior balada da América Latina.
- Salsa: Para dançar salsa de verdade, vá ao Galeria Café Libro.
Bogotá com Crianças
Se você está viajando com crianças, elas vão amar:
- Salitre Mágico: Parque de diversões super animado;
- Museu das Crianças: Excelente para passeios em família;
- Maloka: Um museu de ciências interativo e subterrâneo.
Documentação obrigatória para brasileiros
Para entrar na Colômbia, as regras para brasileiros são muito simples:
- Documento de entrada: Você precisa apenas do seu passaporte válido ou da carteira de identidade (RG) original, em bom estado de conservação e com menos de 10 anos de emissão.
- Atenção: Carteira de motorista (CNH) não serve como documento de entrada.
- Visto: Não precisa de visto para turismo.
- Febre amarela: É obrigatório ter o Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela (tome a vacina pelo menos 10 dias antes do voo).
- Check-MIG: É preciso preencher o formulário de imigração eletrônico Check-MIG online entre 72 horas e 1 hora antes do voo.
- Seguro Viagem: O custo médico na Colômbia para turistas é cobrado e a altitude pode causar mal-estar (soroche) nos primeiros dias. Nós nunca viajamos sem!
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Muito obrigado e uma boa viagem!

Economize ao máximo na sua viagem a Colômbia:
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